20090519
HÁ SEMPRE ALGUÉM QUE RESISTE, HÁ SEMPRE ALGUÉM QUE DIZ NÃO
HÁ SEMPRE ALGUÉM QUE RESISTE, HÁ SEMPRE ALGUÉM QUE DIZ NÃO
(É SABER QUE HÁ PROFESSORES DESTES QUE AINDA ME FAZEM ACREDITAR QUE A LUTA SE JUSTIFICA!)
20090504
E nós por cá ficamo-nos por uma "manifestaçãozeca" apenas de "professorzecos"?
França: professores em desobediência pedagógica
Começou com um acto de recusa individual de aplicar um decreto ministerial que acrescentava duas horas por semana aos “maus alunos” na primária, segregando-os e estigmatizando-os. Na verdade, o objectivo profundo desta medida não destoa do que conhecemos no nosso país: despedir os milhares de professores de apoio das chamadas RASED (redes especializadas de apoio a alunos com dificuldades). Alain Refalo, o primeiro professor a declarar desobediência pedagógica, decidiu, com o apoio dos pais utilizar essas horas para desenvolver um projecto de teatro com todos os alunos. A recusa seguiu por escrito para a inspecção e a partir daí passou-se da disputa pedagógica para a ameaça disciplinar.
Outros seguiram Refalo e surgiu um movimento colectivo de desobediência que não se opõe apenas a este decreto mas em toda a reforma governamental do ministro Darcos com o seu cortejo de despedimentos com o aprofundamento da precarização da classe, com a criação de “novos” programas acusados de conservadorismo.
Das ameaças o poder passou às sanções. Bastien Cazals foi o primeiro sancionado tendo-lhe sido retirados doze dias de salário devido à sua recusa de aplicar o referido diploma. Depois Refalo seguiu o mesmo caminho, tendo vistas descontadas oito dias por mês a partir do momento em que se declarou em desobediência.
A repressão, ao invés de fazer desistir os insubmissos, fez crescer o movimento que hoje se conta já pelos milhares (entre os que declaram por escrito a sua desobediência às autoridades e os que desobedecem sem fazer qualquer comunicação).
A seis de Maio lançam mais uma “jornada de desobediência” na escola.
Quem quiser seguir o movimento pode ler o seu blogue aqui.
Quem quiser ouvir as suas razões pode fazê-lo aqui.
Carlos Carujo, São Brás de Alportel
Publicada por Movimento Escola Pública
20090204
Será mesmo crise? Ou como os Professores Portugueses estão a ser um balão de ensaio Bilderberg? Ou porque nunca se fez Comércio Justo Internacional?
(ler ainda um artigo muito recente aqui no Global Research, 23.Jan.09)
Porque não fazem isso? Os senhores do Capital e do Poder, não querem, esses que são os guardiões do dinheiro! Têm outras intenções, creio.Triste dizer isto, mas é para mim a realidade.Através do cansaço, pressão política, por exemplo.
Exemplos?
Será credível um Governo que trabalha os números e passa a mensagem que são interesses dos sindicatos que movem os Professores?
Milhares de Professores no nosso País lutaram, lutaram e agora alguns derrotados pelo cansaço e desânimo baixaram os braços, mas ainda há muitos resistentes!
Outra é a eliminação de currículos que obrigam mais à participação e debate e conhecer o passado.
Dos currícula do ensino básico e secundário quase desapareceu o número de horas para a História e Filosofia. As aulas de Formação Cívica que deviam ser aulas onde se falasse de Democracia, Parlamento, etc...a maior parte são para resolver assuntos de comportamento dos alunos. As aulas de Área de Projecto (ligação Escola-Meio, que devia ser leccionada por um par pedagógico, é apenas um único professor, que também tem 5 ou 6 turmas, pode eventualmente desempenhar mais um cargo (um professor hoje em dia é um trabalhador tipo 4 em 1- sim, pois pai/mãe também) ...se for contratado, pode estar a dar aulas numa escola no Porto e outra em S.João da Madeira (para completar horário).
Como é possível um Governo legislar sobre Voluntariado de professores, quando foi ele que os "empurrou" para a reforma. E mais, pede uma avaliação do seu trabalho!
Qual será a dívida ex terna de Portugal? Porque é que não nos dizem?
Não creio que são apenas medidas economicistas. Os Portugueses estão a ser cobaias de um ensaio global do Bilderberg, CFR (ver vídeo), Trilateral Comission e a Maçonaria e outras redes que preferem a discrição mas estão cá, fazem as reuniões G8 e observamos algumas consequências sempre que se reunem.Nada têm de bom para o mundo.
E a crise? Será mesmo? Não será um logro? Pensem muito bem nisso.
Há um jogo a nível mundial de controle de doses de medo das populações, simulando ou estimulando terrorismo e alienação da população para o plano final: a ascensão de um Governo Único, com um Banco , um Exército e uma Religião. A ONU tem sido muito apetecida.
Lembremos como da recessão de 1929 o mundo assistiu à ascensão de Hitler.
Prefiro o pior cenário, para que continuemos um esforço de esperança que abrace cada um de nós para não nos subjugarmos aos Bilderberg, CFR e Maçonaria.
Viver a rua, frequentar as Bibliotecas, aumentar a nossa sabedoria, exigir, descomplicar a burocracia,boicotarmos as horas passadas em frente de televisão lixo, rirmo-nos da publicidade e manter uma vigilância pelo respeito e dignificação do nosso trabalho, respeito e promovermos utopias por cumprir como as Cartas da Terra, Atenas, Agenda 21 e continuar a estreitar redes de partilha de informação mais séria e adquirir maior autonomia das fontes tradicionais de obtenção de energia, etc.
20090118
ESTA LUTA NÃO É SÓ DOS PROFESSORES, É DE TODOS NÓS!
Cartaz daquiComunicado aos Pais, Encarregados de Educação e Cidadãos em geral
MENSAGEM AOS PORTUGUESES
Os professores vêem-se na necessidade de proceder a novas formas de luta, depois de terem tentado de todas as maneiras que a suas opiniões fossem tomadas em consideração na elaboração de várias leis que estão a contribuir para que a confusão e o mal-estar se instalem nas nossas escolas: Fizeram-se abaixo-assinados, vigílias e dezenas de manifestações – duas das quais com mais de 100 mil professores –, sendo estas formas de luta desenvolvidas ao fim do dia ou aos sábados para não prejudicar os alunos.
O que querem os professores?
- Querem que as escolas continuem a ser geridas democraticamente. Não querem voltar a ter um reitor à moda antiga; Só dando exemplo diário de democracia é possível formar consequentemente para a democracia.
- Querem ser avaliados por processos justos e que contribuam para o seu aperfeiçoamento profissional.
- Querem ter uma carreira única, digna, em que o mérito seja sempre premiado e não uma carreira dividida artificialmente, onde o mérito só é premiado em alguns casos.
- Querem ser tratados com respeito e que as suas opiniões sejam tidas em consideração na elaboração de diversas leis que o governo – em desprezo pelos que estão há anos no terreno – procura impor, ignorando todos.
- Querem leis que valorizem a sua função e os ajudem a combater a indisciplina e a violência que tem vindo a crescer nas escolas e não a sua constante desautorização e desvalorização por parte do ME.
- Desejam uma escola que ministre um ensino de qualidade, onde os alunos passem de ano a dominar as matérias e não uma escola que não prepara para a vida e que permite a passagem indiferenciadamente, para ficar bem vista nas estatísticas europeias.
- Não estão a reivindicar aumentos salariais – apesar de a crise ser profunda e a classe, desde há oito anos, ter vindo a ver decrescer o seu salário real.
Embora, pelas razões expostas, os professores se vejam obrigados a lutar, irão empenhar-se para garantir a leccionação das matérias previstas.
Os professores desejam salientar que não esquecerão os seus alunos e reiteram que esta luta é de todos – pais, alunos e professores – por uma escola pública de qualidade.
APEDE (Associação de Professores e Educadores em Defesa do Ensino)
CDEP (Comissão em Defesa da Escola Pública)
MEP (Movimento Escola Pública)
MUP (Movimento de Mobilização e Unidade dos Professores)
PROmova (Movimento de Valorização dos Professores)
ver também o texto que coloquei no Libertário
















