20080317

Deixei este apelo no blogue do Paulo Guinote e transcrevo aqui

Moriae Diz:

Paulo e colegas,

no Arrastão está a acontecer um enorme debate. Não querem dar uma ajuda?
Tenho comentado por lá mas a minha falta de calma, por vezes, conhecimentos, impedem-me de corresponder à altura. E parece-me que vale muito a pena debater estas questões em outros locais centrais. Deixo os links

http://arrastao.org/educacao/gritar-para-o-lado/

http://arrastao.org/blogosfera/movimento-escola-publica/

Hiperactividade pode afectar 7% das crianças em idade escolar


"(...) Os investigadores salientam ainda que a PHDA é a perturbação neurocomportamental mais prevalente na idade escolar, afectando cerca de 5% a 10% das crianças dessa faixa etária. "Estima-se que 7% das crianças em idade escolar tenham essa patologia", adianta Eva Fernandes. Idade escolar entenda-se entre os 6 e os 17 anos, embora a PHDA se detecte habitualmente nos primeiros anos de escolaridade. E os estudos revelam que há maior prevalência no sexo masculino, três a quatro vezes superior." (Sara R. Oliveira| Educare| 2008-03-17)
Imagem de José Ventura em Corantes alimentares potenciam hiperactividade infantil

Um apelo da Elsie

Moriae,
Depois de ler (leitura muito a correr, confesso!) a carta aberta do movimento escola pública parece-me ainda muito concentrada em nós como professores. Sejamos claros, isso não interessa rigorosamente nada aos encarregados de educação. Não lhes interessa as nossas razões. Continuo a bater na mesma tecla. É necessário chamá-los pelo que toca aos seus educandos, pelo que lhes toca a eles directamente. Por isso continuo a insistir que os EE devem ser informados dos pontos mais gritantes, para que se desmonte, pouco a pouco, o discurso demagógico do ME.
Se quiser postar este apelo pode fazê-lo como está. Pode ser que alguém queira pegar na ideia e fazer algo mais concreto
Um abraço
Elsie

Não há condições ...

A Quinta Essência do π no PS

Pavilhão do Académico ..., é tão pequenino e o Governo meteu, uns dizem 5 000, outros 10 000; para tanto espaço, ainda se viam clareiras (fora o espaço do palco que ocupa cerca de 1/# do espaço), por metro cúbico e em proporção, estiveram, alí, seguramente mais de 200 000 apoiantes; Cristo fez a multiplicação dos pães e Socrates o espaço elevado à máxima potência e que é a operação inversa das % de adesões às greves da Função Pública.
A matemática, com especialistas, estilo Universidade Independente, torna-se um imbróglio indecifrável e um pesadelo.
Aliás, o novo/velho Estatuto do Aluno do ensino não superior, é o reflexo dos desvalorizados intelectuais em multiplicarem sucessivos e futuros clones políticos.

«mini comício pindérico»

"Marcelo Rebelo de Sousa referiu-se ao encontro da família socialista, este sábado no Porto, como um «mini comício pindérico», recusando que tenha reunido «dez mil» pessoas, como foi afirmado pelo secretário-geral do PS, José Sócrates." (TSF online)

Imagem daqui

Carta aberta aos encarregados de educação

Esta Carta Aberta aos Encarregados de Educação resultou da reunião de 15/03/2008 organizada por iniciativa da Comissão de Defesa da Escola Pública (CDEP) em Algés e tem por finalidade ser entregue pelos professores aos pais, aproveitando o momento das reuniões da avaliação do 2º. período, devendo também ser divulgada por associações de pais junto dos seus associados, dos pais e dos encarregados de educação.
A sua atempada divulgação junto dos professores, educadores e cidadãos é extremamente importante pois quanto mais cedo chegar aos seus destinatários, mais depressa as consciências serão despertadas e alertadas para os perigos em que incorre hoje a Escola Pública. Só em unidade e em plena consciência será possível detê-los!

Carta aberta aos encarregados de educação

Os professores e educadores estão em luta pela defesa da Escola Pública!

Neste momento delicado do ano escolar, quando a actividade lectiva está em pleno, quando decorre um processo de avaliação dos alunos em que a máxima serenidade deveria pontuar, os professores e educadores estão profundamente inquietos com o futuro da Escola Pública.

O Governo e os meios de Comunicação Social querem fazer crer à opinião pública que as recentes manifestações de professores e educadores visam reivindicações laborais egoístas e, muito concretamente, que os professores se recusam a ser avaliados.

TAL NÃO CORRESPONDE À VERDADE!

Efectivamente, os professores sempre têm sido avaliados: avaliados pelas provas prestadas, pelo trabalho diariamente desenvolvido e pelos resultados obtidos ; avaliados pelas acções de formação permanente que frequentam e as provas a que aí se sujeitam ; avaliados pelos colegas, pelos funcionários, pelas direcções das escolas e pelos serviços de inspecção do Ministério da Educação ; avaliados, ainda, pelos encarregados de educação que, em permanência, podem acompanhar a actividade desenvolvida pela escola junto dos seus educandos.

Para compreendermos a actual situação é necessário perceber que, mais do que um direito à educação e à instrução, a Escola Pública é um dever que envolve o Estado e os cidadãos.

O Estado tem, por esse motivo, a pesada obrigação de promover e manter uma Escola Pública com o máximo de ambição e qualidade. Por sua vez, os cidadãos – obrigados que são a frequentar a escola – têm todo o direito de exigir do Estado uma Escola onde as novas gerações possam beneficiar de uma vasta e segura formação que as capacite para o exercício pleno de uma vida adulta em sociedade.

Como profissionais do ensino – além de encarregados de educação e de cidadãos atentos que também são – os professores apercebem-se, em primeira linha, dos principais problemas que afectam a Escola e, desde sempre, têm vindo a alertar o Ministério para o tipo de mudanças que julgam ser as mais necessárias. O Ministério da Educação, para além de não ouvir os professores, tem vindo a pôr em prática, desde há muito, reformas que, apesar de terem alterado substancialmente a vida das escolas, nunca foram devidamente avaliadas.

Além disso, de há três anos para cá, o Ministério da Educação, confrontado com os fracos resultados obtidos pelos alunos, em comparação com os de outros países – e numa lógica baseada no cumprimento da agenda de Lisboa e dos prazos impostos pela União Europeia (2013) – achou por bem atribuir aos professores a responsabilidade pelo grave estado da educação em Portugal. É nesta linha que se insere uma avaliação do desempenho burocrática, penalizadora e hipócrita que apenas impede a progressão na carreira. O seu objectivo não é o verdadeiro sucesso escolar dos alunos, mas apenas produzir boas estatísticas em termos internacionais.

Estas medidas integram-se ainda num plano de contenção de despesas (encerramento de escolas, transferências de responsabilidades de gestão para os Municípios, medidas contra o ensino especial, etc.) de que só pode resultar a degradação da escola pública. As leis aprovadas (o Estatuto da Carreira Docente, o novo Estatuto do Aluno, as alterações ao regime do Ensino Especial, a alteração do modelo de gestão das escolas, o recurso a empresas para o fornecimento, em regime de trabalho precário, de monitores das Actividades de Enriquecimento Curricular no 1º Ciclo, a Escola a Tempo Inteiro, o programa Novas Oportunidades) apontam para a preparação de indivíduos para o mercado de trabalho precário, submissos e conformados a uma sociedade não democrática.

Os professores estão hoje unidos em defesa da Escola Pública, a única escola que, efectivamente, pode formar cidadãos emancipados e à qual todos, ricos ou pobres, têm garantido o acesso.

Apelamos assim aos encarregados de educação que juntem a sua voz à nossa para que, conjuntamente, saibamos definir os caminhos que levem à concretização de uma melhor escola para todos.

Esta carta aberta foi elaborada numa reunião de professores, educadores e encarregados de educação,

realizada por iniciativa da Comissão de Defesa da Escola Pública, no passado dia 15 de Março, em Algés.

retirado daqui

20080316

EPI DEMOS???

Imagem daqui


Texto recomendado

Grande 'arreganhanço'!


O texto que acompanha a imagem, é ainda mais elucidativo e recomenda-se vivamente.

Entrevista Correio da Manhã: Mário Nogueira


"Esta é a mais importante e a mais informativa entrevista publicada sobre as injustiças, incorrecções e trapalhadas da actual avaliação de desempenho dos professores. A entrevista é um excelente argumentário a favor das posições dos professores e de contestação ao actual modelo de avaliação de desempenho. Nela, são evidenciadas as razões pela qual NUNCA os professores poderão aceitar este modelo de avaliação!" (
Ramiro Marques, blogue Profavaliação)
[clique no título deste post para ler a entrevista na íntegra]

Quem tem medo dos professores???

É com um enorme sentido de honra que coloco aqui (parte de) uma reportagem do JN, subordinada ao super tema EDUCAÇÃO. E ... quem é que está na imagem?!! O nosso querido colega e amigo Paulo Guinote :-)

JN 16 de Março de 2008 - Notícias Magazine [TEXTO, Sarah Adamopoulos & FOTOGRAFIA, Pedro Azevedo]



[e para ampliar, é só clicar!]

Até o Tony Carreira juntou 17 mil almas…

«Está na hora…

Na salinha onde Sócrates recebeu os membros do seu governo e os que se quiseram juntar à festa, disse de sorriso nos lábios “ …acredito neste país … não me conformo…temos urgência na mudança…porque Portugal estava adiado, parado e atrasado…” ! É uma realidade! O país já estava mal, agora ficou pior! José Sócrates pode até acreditar na sua capacidade de persuasão, pode acreditar no país, mas, o país, seguramente, já não acredita nele! Nem o país nem muitos camaradas dele! É, por isso, que estamos completamente de acordo quanto à urgência da mudança! Está na hora do governo ir embora! Aquilo não foi “um comício mas dois comícios” , disse José Sócrates (*). Mas, para dois comícios, convenhamos, que era mesmo muito pouca gente!

“Na parte posterior do palco, onde se juntaram todos os ministros presentes, Maria de Lurdes Rodrigues nunca mostrou entusiasmo e raramente recebeu manifestações de regozijo. Durante parte do tempo até se sentou numa das mesas do bar do Académico, repousando do esforço. Na TV dava o jogo Derby County-Manchester United e, por acaso ou não, a ministra só se levantaria depois de Cristiano Ronaldo ter dado a vitória à sua equipa.

«José Sócrates salvou o país da ruína e se ele acredita, nós também temos de acreditar. O povo veio dar uma mensagem forte de apoio. Esta é a vontade do povo. Os professores têm de perceber isso, porque só não quer ser avaliado quem é medíocre», comentou um dos populares à entrada do pavilhão, enquanto muitos outros acenavam com a cabeça. “ ( Filipe Caetano e Pedro Jorge da Cunha, PortugalDiário)

José Sócrates pode acreditar nos Portugueses porque a maioria não acena a cabeça nem acredita em tudo o que o Senhor Primeiro-Ministro diz! A maioria ainda pensa pela sua própria cabeça! Sabe avaliar e julgar! Perceber onde está a verdade e onde começa a ficção! E sabe também fazer a cruzinha no quadradinho certo! Seja ele qual for, desde que não seja no do partido que permite que V/ Exa. o conduza para becos sem saída!

Manuel João » (Recebido por e-mail)

(*) Até o Tony Carreira juntou 17 mil almas… Tem mais apoiantes do que o partido do Governo! (recebido por SMS)

Experiências de Unidade em Defesa da Escola Pública

Marcha da Indignação, Lisboa 8/Março
(100 000 cidadãos unidos)


«Quando podemos encontrar-nos com os pais e explicar-lhes como funcionam as coisas, as relações são em geral boas e sentimo-los prontos a agir de acordo connosco», diz Odile Dauphin, professor de história e geografia. Há dois anos, estava eu no Henri-IV, aquando da reforma Allègre do ensino secundário. Com o SNES (Sindicato Nacional do Ensino Secundário) e o SNFOCL (Sindicato Nacional Força Operária das Escolas Básicas e Secundárias), conseguimos juntar mais de duzentos pais para os informar do que estava a ameaçar os seus filhos e o ensino em geral. «A reunião, realizada num sábado de manhã, correu bem, foi aprovado um apelo comum, e aquando da nossa greve, que durou três semanas, contámos com o apoio, e por vezes mesmo com a participação, de pais em muitas manifestações, apesar de tudo isto ter levado à desorganização do ensino. Aliás muitos pais fizeram a ligação com o que se passava ao nível do seu trabalho (hospital, correios...) e se não pudemos propriamente criar um "soviete Henri-IV", soprou nesse ano um vento de revolta no cruzamento da Rua Clovis com a Rua Clotilde, muito solidário com o que então se passava nas famosas escolas secundárias dos subúrbios.»

(in Maurice T. Maschino, Pais Contra Professores, França, 2002, Ed. Campo das Letras)

SPZCentro - AVISO

Educação: Processos de avaliação são nulos e podem representar sanções para quem os tente realizar

Lisboa, 15 Mar (Lusa) - O Sindicato dos Professores da Zona Centro alertou hoje para a nulidade dos processos de avaliação de desempenho e possibilidade de incorrerem em "responsabilidade civil, criminal e disciplinar" todos os que as decidam realizar.

Recorrendo à Constituição da República Portuguesa, a SPZC lembra que as decisões dos tribunais administrativos são obrigatórias para todas as entidades públicas e privadas e prevalecem sobre quaisquer autoridades administrativas. (...)" (RTP/LUSA)