20080517

CRIAR COMISSÕES DE BASE

Olá Companheiros/as docentes,

Há sempre maneira de se lutar, não no campo do «simbólico» (apenas) mas também e sobretudo em condições de obter pequenas - grandes vitórias:

As pessoas conhecem-se umas às outras nos respectivos locais de trabalho. Podemos tentar fazer comissões «ad hoc» de acompanhamento do que se passa em relação à avaliação de desempenho, no concreto de cada departamento ou no conjunto da escola. Fazer uma síntese do que se passa, mantendo informados os colegas, quer os de outros departamentos, que não têm informação fidedigna sobre o que se passa fora das suas reuniões, quer em relação a colegas exteriores - por exemplo, doutras escolas onde ocorrem situações parecidas e onde se tentam vias originais para resolução dos problemas.

O grande erro está em nós próprios tentarmos sempre «delegar» noutros a resolução dos nossos problemas. Não podemos esperar que esses outros se desempenhem bem, pois, mesmo com honestidade, são pessoas que não estão imbuídas do espírito da democracia de base. Ou seja, poucas pessoas aceitam naturalmente que, se foram eleitas para um cargo sindical ou outro numa escola, esta eleição deve ser entendida como um mandato para cumprir tarefa(s), que quem os elegeu quer que ele/ela faça. Pelo contrário, mesmo que não o digam, pensam que ficaram imbuídos/as de uma espécie de legitimidade para mandar nos outros ou decidir «em nome de» ou «serem voz de», sem terem sequer consultado os -teoricamente- representados.

É esta cultura (cultura autoritária, falsamente democrática) que pode/deve ser invertida.

As manifs de pouco servem, para implantar esse espírito.

Outro tipo de relação entre pessoas é necessário: crie-se confiança «entre pares» (principalmente entre avaliados) nos estabelecimentos, isso é que permitirá fazer recuar as pessoas que abusivamente se assumem como os executores do programa do governo e da agenda política da ministra da educação.

A constituição de comissões de base de acompanhamento da «avaliação de desempenho» em cada escola pode ser um caminho de organização e luta, se houver uma vontade real de lutar para vencer e sabendo bem que o sentimento difuso é de repúdio pelo ECD do governo e pelas consequências dele decorrentes.

Manuel Baptista

Falsos recibos verdes ? Estado é o maior promotor!

Mais um exemplo: desta vez com a chancela MLR e «Novas Oportunidades» assortidos com 5 (cinco!) meses de atraso no pagamento!!!!
http://clix.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/323692

Esperaram eles/elas meses para ter tudo «legal», ou seja, começam por fazer ilegalidades e depois congeminam um diploma que permite «cobrir» as mesmas???

O código do trabalho... «código Sócrates» (em «novi-língua» ) será um triunfo do reino «do recibo verde»... é simples, passa a ser condição comum do trabalhador nesta terra e não se fala mais no assunto!

20080516

Boicote ao CARTEL

Já circula na Net e via SMS pedidos para boicote a várias petrolíferas. Num dia é uma, noutro outra...
Assim não resulta!!!
Só com um MEGA-BOICOTE é que se pode obter resultados.
A minha proposta é esta:

Vamos boicotar apenas uma petrolífera (todos precisamos de conduzir, infelizmente);
Durante 6 meses seguídos (assim pesa-lhes no bolso);
Divulguem esta medida (entre amigos, familiares, nas bombas, etc).


Qual???

Porque ainda hoje vão aumentar, pela 18ª vez este ano, + 2 cêntimos;
Porque não estão satisfeitos com os 3 que nos aumentaram ainda nesta semana tb;
Porque tem as campanhas dos 6 cêntimos dos talões, Lidl e JN, que demonstram que o lucro é grande;
Porque é estrangeira.Eu NUNCA mais atesto na BP.
Há muitos outros postos por aí.

(Democracia em Portugal, A voz do Povo, The Braganza Mothers, A Sinistra Ministra, coloquem aqui os links dos vossos blogs para não quebrar a corrente)

Sem Surpresas

Sondagem, publicada hoje, pelo Correio da Manhã revela que Maria de Lurdes Rodrigues é a mais impopular dos ministros de Sócrates.

"A ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, continua a liderar a lista de governantes impopulares, ao merecer dos portugueses apenas 7,5, numa escala de 0 a 20. Em segundo lugar surge a ministra da Saúde, Ana Jorge, com 8,3, seguida do ministro das Obras Públicas, Mário Lino, com 9,7.

A ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, continua a liderar a lista de governantes impopulares, ao merecer dos portugueses apenas 7,5, numa escala de 0 a 20. Em segundo lugar surge a ministra da Saúde, Ana Jorge, com 8,3, seguida do ministro das Obras Públicas, Mário Lino, com 9,7."

Se bem me lembro, fatídico fatídico foi o dia 17/Abril

Dia 17, estaremos no alto do Parque Eduardo VII para desfilarmos para o ME!




- Decorridos 69 curtos dias após a data histórica de 8 de Março;

- decorridos escassos 35 dias após o fatídico 12 de Abril;

- na brutal ressaca da percepção de que a mole imensa, agitada e colorida de 100 mil pessoas nas ruas despareceu tragada por invisível alçapão, accionado por oculta alavanca, movida por mão sinuosa e felina de alguém, vulto não menos escorregadio e "furtivo, que nos trama por trás da luz";

- num presente cinzento, em que a mobilização bateu no fundo e a apagada e a vil tristeza e o "tempo dos assassinos" estão de volta;



É hora de sairmos deste luto sofrido, é tempo de nos ressuscitarmos a nós próprios e aos outros, de voltarmos a re-acreditar em nós, na nossa união e capacidade para, livres e sem tutelas, transformarmos as coisas. Mesmo aquelas que nos parecem hoje de pedra e cal, feitas para durar mil anos, imutáveis na sua injustiça...

Está na hora de nós (os de sempre) arregaçarmos as mangas, voltarmos a limpar o lixo, os estilhaços, as feridas, os estragos feitos e voltarmos... à LUTA!

Por tudo isso dizemos: dia 17 LÁ ESTAREMOS!

Azsrael

Dedicado ao João Gonçalves, por... acaso :-)
Há pessoas que têm profundas desilusões, quando descobrem que o Pai Natal não existe. Eu caí no mais profundo sonho, quando descobri que era pagão. Tenho pelos monoteísmos o profundo amor do raio-que-os-parta, quer sejam os de Jeová, o Senhor da Guerra -- podia ser da Paz, sei lá, do Banco Alimentar contra a Fome -- mas não, tinha de ser, mesmo, o Senhor da Guerra, de maneira que apanhou logo com um traço vermelho por cima. Do deserto, só gosto realmente das auroras, das paisagens desoladas, dos espantosos oásis, onde as rãs saúdam Helius, pela manhã, portanto, nada de misturas de pedras negras, haréns de mulheres feias enroladas em sarapilheiras pretas e mãos cortadas; quanto ao Cristianismo, mantemos uma relação de vizinhança do bom-dia, boa-tarde, mas, às vezes, fico a olhar para trás, e a pensar como uma santa, com cara de saloia, ainda pode mover multidões, e como um tipo, que até devia ser simpático, se sujeitou, sem ter telefonado para a SkyNews, a Judiciária, o INEM, sei lá, a deixar-se ficar pendurado três dias, numa posição incómoda, sem nunca tomar banho -- e esse é o meu pior argumento contra o Cristianismo: uma duvidosa falta de higiene de base... -- e ainda não houve nenhum teólogo que me conseguisse explicar esse contra-senso.
Em contrapartida, gosto dos deuses locais, de chegar perto das fontes e imediatamente identificar a presença das divindades menores que por lá pairam, de sentir Daphne, sempre que o cheiro da aurora se levanta pelas planícies, e as divindades ctónicas, silenciosas e cavas, que nos acompanham nos tempos das Sombras e da Necessidade Sombria.
Roma era um Estado Civilizado, enfim, no sentido moderno do termo, em que achava que tinha o direito de deitar a mão a tudo o que lhe apetecia, para manter no ócio um batalhão de habitantes, numa cidade, um pouco insalubre, que nem vista para o mar tinha. É por isso que eu sou, a ser, um pagão Alexandrino, a ir, à noite, visitar uns cultos de Ísis, farejar um pouco de Mitra, e ficar na expectativa de que Osíris se lembrasse de mim, na horinha da ressureição... não, na verdade, nem me interessa ressureição: gosto do Paganismo, porque me diz "usa e abusa", enquanto vivo, que as quotas de acesso ao "Au-Delà" são restritas, e com a carga de hedonismo, de apoteose dos sentidos, de embriaguês das brisas, das sinfonias dos cheiros, acho que nenhuma ressureição teria qulaquer de interessante para me dar. Imaginem o que era renascer, com a Manuela Ferreira Leite a governar...
Portanto,
Carpe Diem et Carpe Noctem.
Vespasiano e Tito eram dois tipos simpáticos: aparentemente modernos, tinham uma daquelas relações pederastas, com uns anos de desiquilíbrio, escondida como "pai" e "filho" (hoje em dia, diz-se o meu "padrinho"...), que lhes dava muito jeito, como ainda hoje dá.
Roma foi uma hábil percursora de todo o maquiavelismo a vir: preferia fomentar discórdias entre estados satélites, e recolhê-los depois, quando depauperados e maduros. Estava a tentar passar, por alto, actos radicais de corte civilizacional, e só me vêm à cabeça dois, Cartago -- um dos maiores erros da História, já que a Baía, com o Jebel Bukurnin, lá ao fundo, é um dos mais extraordinários cenários do Mediterrâneo, e a capital do Mundo Antigo deveria ter ficado lá, em vez de num rio atarracado e fedorento -- e o Saque de Jerusalém. Para os Romanos, gente da boa-vida, dos banhos e das orgias sem limites, deve ter sido uma chatice a própria ideia de um Povo Eleito. Eleito era o Cidadão Romano, prorrogativa que Caracala estenderia depois, a todos os pacóvios intra-fronteiriços, já na fase em que o Império ameaçava tornar-se numa enorme pocilga pegajosa e em riscos de soçobrar, e importava pôr toda a gente a pagar imposto.
Ficou-me sempre estranha essa radicalidade de arrasar o Templo, e mandar Jeová às urtigas, embora já o profeta Jesus o tivesse feito antes, de uma forma mais simplória e emocionada, mas, com o correr da História, cada mais compreendo Vespasiano e Tito: aquilo era mesmo uma obcecada chatice, e, como hoje se diz, não havia saco, para gente que não cumpria os serviços mínimos do ócio da Pax Romana. O único dia non perdidi de Tito, deve ter sido aquele em que pôs o Santuário num monte de ruínas, e se pôs a andar, deus me perdoe.
Ao seguimento disso chama-se a Diáspora, e aos restos do Templo, as Twin Towers da altura, o Muro das Lamentações.
Já me cheguei a comover um pedacinho, com ver gente a chorar por aquilo, tantos séculos passados, mas, quando faço o "zoom" e vejo coisas em forma de abutre, a bater com a cabeça nas paredes, só me faz lembrar "ayatolahs" e nojices do género, e prefiro virar as costas, e lamentar, muito mais do que o Templo, o incêndio da Biblioteca de Alexandria, a pilhagem de Cartago, ou as ruínas da sereníssima Palmyra, onde eu viveria para sempre, se o Constâncio me desse, já, a reforma antecipada.
Sobre os Judeus, passaram algumas das maiores pulhices da História, e todas as Nações da Terra deveriam pintar a cara de luto, por todos os crimes, que, num tempo ou noutro, cometeram contra esses nómadas da Emoção, e que tantas cabeças brilhantes deram ao Patrmónio da Aldeia Global. Em suma, para qualquer grande nome da História da Cultura, da Ciência e da Civilização, que você se vire, incorre no risco de encontrar um Judeu.
A Apoteose Negativa foi o Holocausto, coisa com a qual nada tive a ver, e, "vol-de-face", acho que ninguém tem o direito de me continuar a obrigar a pagar, neste início do séc. XXI. Pela primeira vez, tomam as rédeas das Nações, gentes com as mãos totalmente limpas de responsabilidades por atrocidades cometidas por esses regimes vizinhos, de cariz Nazi, Fascista, ou Comunista. Adolph deu o mote, e o gás, e Estaline preparou as frigideiras, tudo muito boa gente, aliás, e só Salazar fechava os olhos, porque era, politicamente, aquilo que o Sócrates pretende ser, em sexo, dar para os dois lados, se bem que a realidade seja que dê só para um, embora na posição do frango assado e do seminarista, as mais próprias para um Primeiro-Ministro que nunca voltará a meter um charuto na boca. É por isso que a hemorroidal, como as doenças do coração e a diabetes lideram as principais causas de morte, no Mundo Barbarizado...
Há 60 Anos, os ressentidos e cheios de remorsos do plantel europeu cometeram um dos mais graves erros do séc. XX: reconstruir o que Vespasiano e Tito tinham resolvido, de uma vez por todas: delenda est Azrael, e o que fizeram foi criar uma boceta de Pandora para as gerações vindouras. Como eu gostaria de ter visto uma Jerusalém Cidade-Estado, governada por um Senado com representatividades teocráticas, no seu lugar de Cidade Santa de todos os monoteísmos que eu odeio, mas que lá estão, e uma Israel, tipo Suíça, entretida com produzir coisas fabulosas, como as japonesas, relógios suíços, e compositores da craveira de Mendelssohn e Mahler. Não, foram logo para a bomba atómica, para os Muros da Vergonha, e para o tratar o vizinho como um capacho, como se a Ampulheta da História nunca tivesse sido invertida, e fosse possível recolocar tudo 700 anos antes da Era Comum, no tempo em que Salomão fazia oralidades com a Rainha do Sabá.
O grave disto tudo é um análogo da frase de Churchill: "A Democracia é o pior dos Sistemas, depois de termos excluído todos os outros".
Todos os dias acordo com vontade de condenar Israel, e logo vejo, ao lado, aquelas ciganas, a ulular, a enfiarem os filhos-bomba na Linha Azul, Colégio Militar-Luz, não... isso é um ciclo vicioso, e, assim, não vamos, nunca iremos lá. A Pena de Talião não serve, e eu odeio os Monoteísmos, e Jeová só me faz lembrar as Testemunhas, uma delas, no Héron-Castilho, com o filho que teve, e que faria dizer a Tito... "Diem Perdidi", e é por isso que eu prefiro voltar às fontes, a Daphne, ao Didimaion, e àquela triste coluna do Templo de Artemísia, em Éfeso, ou aos Xintoístas, para quem toda a Natureza é um símbolo sagrado, e que não espancam crianças palestianas, que têm tanta culpa nessa desculpa esfarrapada do Holocausto, como eu, eu mesmo, euzinho próprio.
Pronto, agora, podem bater-me à vontade.

20080515

«A medida de política educativa de maior impacto seria a extinção do Ministério da Educação.» (José Pacheco, principal mentor da Escola da Ponte)

Entrevista retirada do site Educare: aqui

Foi o principal mentor do projecto da Escola da Ponte. Com a chegada da aposentação, decidiu abraçar novos desafios, mas desta vez do outro lado do Atlântico. Conversa com José Pacheco, a partir do Brasil.


José Pacheco foi professor do 1.º ciclo, ou do ensino primário como gosta provocatoriamente de afirmar, docente na Escola Superior de Educação do Porto e membro do Conselho Nacional de Educação.

Mas José Pacheco é também reconhecido com o principal responsável pelo nascimento do projecto da Escola da Ponte, em Vila das Aves, considerado uma referência a nível nacional e internacional. Uma escola que assenta num modelo de ensino inovador, onde não há turmas, nem anos, e onde cada criança aprende ao seu próprio ritmo.

Actualmente, José Pacheco já não se encontra na Escola da Ponte. Com a chegada da aposentação, decidiu abraçar outros desafios e afastar-se da Ponte para que, como explica nesta entrevista, o projecto possa seguir o seu caminho. É no Brasil que se encontra actualmente, vivendo, como sublinha, "em permanente conspiração".

EDUCARE: Antes de mais, e para quem ainda não o conhece, como é que se definiria? Como um professor de 1.º ciclo, um mestre em Ciências da Educação ou como um eterno aprendiz de utopias?

José Pacheco: Creio que serei um eterno aprendiz.

E: É o fundador do projecto da Escola da Ponte. Passados mais de 30 anos, como avalia esta experiência?

JP: Que me seja perdoada uma breve referência autobiográfica: troquei a carreira de engenheiro pela de professor, quando me apercebi de que seria possível resgatar a missão da escola e dar a todos condições de sucesso escolar e pessoal. Não estava equivocado, pois tive o privilégio de encontrar uma escola chamada Ponte. Mas um projecto não tem "fundador", qualquer projecto humano resulta de um esforço colectivo. Eu apenas tive o mérito de desacomodar alguns professores. Depois, foi uma questão de tempo, de muito estudo, do reforço do colectivo, de mudanças prudentes e de muita frustração e resistência. Melhor dizendo: de resiliência, que é a sina de todos os que, nascendo neste país, ousam perturbar a mediocridade reinante.

Na Ponte, nunca fomos adeptos de copiar teorias. Sofremos influências teóricas, mas testámo-las na prática. Os projectos estão sempre em fase instituinte e as rupturas (responsáveis!) acontecem sem cessar. Trinta anos foi apenas um tempo de começar. Talvez daqui a mais trinta possamos "avaliar a experiência".

E: Sente-se responsável por um legado único ao nível do ensino em Portugal e até além-fronteiras?

JP: Sinto-me colectivamente responsável. E, quanto mais longe estou da Ponte, à medida que o distanciamento crítico me permite observar mais atentamente o projecto, mais me convenço de que a Ponte inaugurou um novo tempo na história da educação. Não há presunção no que afirmo: a Ponte logrou operar uma ruptura total com o modelo dito "tradicional", com excelentes resultados.

Mas ainda tem muito caminho pela frente. Os professores que integram a nova equipa herdaram uma grande responsabilidade. Aquilo que, lenta e pacientemente, foi construído carece de uma síntese fundadora de novos passos e da criação de redes de colaboração com outras escolas onde a mudança, lenta e discretamente, já vai acontecendo.

E: Apesar do mérito reconhecido da Escola da Ponte, poucas foram as escolas que se atreveram a seguir um percurso semelhante. Falta de condições, medo de inovar ou a velha resistência à mudança?

JP: Poderei discordar? Não serão poucas as escolas que mudaram inspiradas na Ponte. Serão poucas no nosso país, mas esse facto não me surpreende. Nós sabemos que ninguém é profeta na sua terra.

Conheço muitos professores que se interrogam sobre o (sem) sentido da escola. E que, mais do que interrogar, agem. É bom que sintam receio e que ajam com prudência. Nos tempos que correm, escasseiam os educadores e sobram os detractores.

Acompanho o trabalho de muitos professores envolvidos em projectos de mudança, inevitavelmente diferentes do projecto da Ponte, mas que partilham da mesma intenção: transformar as escolas em espaços de fazer dos jovens seres mais sábios e pessoas mais felizes.

Não acredito em modelos, muito menos acredito na clonagem de projectos. Acredito nos professores que vão construindo alternativas a uma escola obsoleta, geradora de insucesso e infelicidade.

Cada ser humano é único e irrepetível e o mesmo acontece com as escolas. Nenhuma deverá seguir os caminhos da Ponte.

E: E que mensagem deixa para as vozes críticas ou dissidentes em relação ao projecto da Ponte?

JP: Que continuem a criticar. Mas que o façam com conhecimento de causa. As críticas, desde que construtivas e fundamentadas, são muito úteis para a correcção das rotas. Infelizmente, muitas das críticas provêm das mesmas pessoas que criticam "novos métodos" sem fazerem a mínima ideia do que sejam esses "novos métodos".

Juntam à crítica do "eduquês" (aberração que eu também critico) um ódio primário a tudo o que possa constituir inovação. Não conseguem entender que o seu discurso favorece a manutenção de práticas caducas, responsáveis pelo caos em que o sistema está imerso. Talvez creiam que, para ser professor, basta ter formação técnica, científica. Não basta! Se os "críticos" investissem algum tempo no estudo das (desdenhadas) ciências da educação, talvez tomassem consciência dos disparates que publicam.

Quando findar o tempo das críticas ignorantes e dos debates estéreis, que essas pessoas alimentam (sobretudo na Internet) não será tarde para mudar de rumo, mas muitas gerações terão sido sacrificadas a um ensino sem sentido, gerador de insucesso nos alunos e de sofrimento nos professores
.

E: Já se encontra há algum tempo no Brasil. Como surgiu esta experiência no outro lado do Atlântico? Que trabalhos/experiências está a desenvolver? A receptividade dos professores/educadores brasileiros tem sido positiva?

JP: Talvez porque, como diria o Pessoa, a língua portuguesa seja a nossa pátria, a receptividade às inovações produzidas na Ponte foi significativa no Brasil. Não é necessário traduzir...

O que mais me atrai no Brasil é o desafio. Encontrei escolas em tudo idênticas às europeias: com grandes recursos, mas acomodadas. E, em escolas sem um mínimo de condições, encontrei professores que não aderem a "modismos" e que, apesar do baixo salário e das precárias condições de trabalho, não desistem de se melhorar e de melhorar as suas escolas.

Há cerca de dois anos, senti que teria chegado o momento de permitir que a Ponte seguisse o seu caminho sem a minha presença. E o Brasil talvez tenha sido um pretexto (inconsciente...) para me afastar (fisicamente) da Ponte e permitir que outros professores tomassem nas suas mãos a condução do projecto. Sem a interferência de um velho que tem sempre razão...

E: O caso do telemóvel que envolveu uma aluna e uma professora da Escola Secundária Carolina Michaëlis, trouxe para a ribalta o problema da indisciplina e da violência nas escolas. Concorda com o desfecho final do caso (com a transferência dos dois alunos envolvidos para outra escola)?

JP: Se eu escrevo por tudo e por nada, por que razão ainda não terei escrito uma linha sequer sobre esse incidente? Porque já escrevi, há vinte, há trinta anos. Aquilo que aconteceu nessa escola é a ponta de um icebergue, o lado visível de um drama mais profundo. Lamento o sucedido e lamento o desfecho. A transferência dos dois alunos nada resolve.

E: Como explica o número crescente de casos de indisciplina e violência nas salas de aula? A escola pode ser um espelho da sociedade?

JP: A indisciplina é a filha dilecta do autoritarismo e da permissividade. A violência vivida em muitas salas de aula é mais um sintoma da degradação da instituição escola. A autoridade está ausente e os professores parecem candidatos a martírios. Parecem não compreender a permeabilidade da escola aos problemas sociais e o sem-sentido de uma escola que os reproduz e agudiza. Parafraseando o Eça, muitas escolas são sítios mal frequentados, onde a educação está ausente e a instrução já raramente acontece.

E: A avaliação dos professores tem estado no centro de grande contestação e polémica. Concorda com o modelo proposto pelo Ministério da Educação?

JP: Não quero fazer coro com a maioria, mas só poderei estar em desacordo.
Não me alongarei na resposta, nem exporei o ridículo da proposta. Direi somente que, também na Ponte, a "avaliação" proposta pelo ME não faz sentido. É nefasta uma avaliação que hierarquiza e divide (ainda mais) os professores.

E: E com a política educativa do actual executivo?

JP: Existirá uma "política educativa"? Incomoda-me ver pessoas que, no passado, considerava decentes, envolvidas agora numa tragicomédia sem fim. No (des)governo da educação, decepcionam-me. Sinto náuseas, quando os vejo proteger políticos que muito têm prejudicado a Ponte, só porque são barões locais do seu partido.

Sobrevivi a dezenas de ministérios e mantenho o que disse, há mais de vinte anos, porque o tempo me deu razão: a medida de política educativa de maior impacto seria a extinção do Ministério da Educação. As escolas passariam bem sem esse monstro burocrático e de cara manutenção.

E: Que balanço faz do seu percurso até ao momento actual? Que memórias ficam passados estes anos todos?

JP: Vou definindo grandes metas e dando pequenos passos, solidariamente acompanhando outros conspiradores. Na educação, está tudo por fazer. Não sobra tempo para viver de memórias.

E: Por último, e para terminar, tem planos para um futuro próximo? Ainda tem muitas metas para alcançar?

JP: Estou aposentado, mas não inactivo, não inútil. Vivo em permanente "conspiração" e, nos tempos mais próximos, envolver-me-ei em mais um projecto. Ajudarei alguns educadores a fundar aquilo a que, freirianamente, se pode chamar uma "cidade educativa".

Um dia, darei notícia do que vier a acontecer...



Pela defesa da língua galaico-portuguesa


Manifestação em Santiago de Compostela a favor da língua galaico-portuguesa (dia 18): pelo direito a viver em galego na Galiza

Apoiem e assinem o
Manifesto em defesa do galaico-português, sob a iniciativa da AGAL (Associação Galega da Língua ), que promove no próximo Domingo, dia 18, uma grande manifestação em Santiago de Compostela pela defesa do galaico-português como língua da Galiza


Difundam, assinem e adiram ao Manifesto


A nossa língua é internacional e necessita do compromisso de todos e todas

O 18 de Maio será uma data histórica


A Associação Galega da Língua (AGAL), por ocasião do
Dia das Letras, vai realizar uma manifestação no próximo dia 18 de Maio pelas 12h em Santiago de Compostela e cujo objectivo é a defesa dos direitos linguísticos individuais e colectivos dos falantes do galego, defesa que passa pelo reconhecimento do galego como parte integrante da lusofonia, ao mesmo tempo que se pretende denunciar as políticas de normalização linguística desenvolvidas pelo Estado espanhol a favor do castelhano.

A manifestação percorrerá as ruas de Santiago de Compostela sob o lema «Polo dereito a vivirmos en galego»


Para mais informações, consultar:


http://www.agal-gz.org/

http://mdl-galiza.org/index.php

http://www.amesanl.org/noticias/index.asp


http://www.agal-gz.org/blogues/index.php?blog=27


http://galego.org/contidos.html


http://www.causaencantada.org/



Existe já uma rede de blogues em defesa da língua galaico-portuguesa:

http://www.bloguespolalingua.org/

Hummm ... Não me parece que haja moral ...

Imagem daqui

20080512

Os "bons" exemplos

Os deputados do Partido Socialista já registaram mais de 500 faltas nas sessões plenárias, só nesta sessão legislativa, que termina a 18 de Julho, noticia esta segunda-feira o Correio da Manhã.

(resto da notícia aqui)

20080511

Autismo e Arte-terapias

Young artist with autism expresses emotion in his work

"Wil Kerner (left) builds elaborate and expressive artwork using construction paper and scissors.

What the autistic 12-year-old can’t express verbally or in social interaction he can show through his carefully cut out geometric shapes assembled into characters in a paper collage, a talent the staff at Seattle’s Harborview Medical Center calls a rare artistic gift. Large red circles become heads, delicate strips of fringed white paper become hair, and finely cut arches are shaped into eyebrows.

The art — and the artist — intrigues those who study autism. Dr. Stephen Dager, interim director of the University of Washington’s Autism Center, who has been studying brain anatomy and chemistry in autism, is mystified by Wil’s artistic talents. Autistic people generally pay little attention to eyes during social interaction, studies show, and usually are unaware of others’ emotions. Yet, Wil has the ability to mimic human emotion through his art." (From the Seattle Times: May 9th, 2008 quoted by Disability News I Patricia E Bauer, at 10:04 am)

Verdades inconvenientes - "NÃO ESTRAGUEM ATAÚRO..."


Maria disse...


'Vamos para Atauro' do Loro Horta nao e mais do que uma propaganda Alkatiri sob outro nome.

Fala de problemas que persistem e podem levar a uma nova onda de instabilidade e desuniao politica.

Mas que problemas exactamente esta a ver ou imaginar?!Que nova onda de instabilidade e desuniao politica?!Havera algum pais, na fantasia de Loro Horta, que nao tenha problemas? Que nao tenha desuniao politica? Que nao viva uma possivel instabilidade no seu dia-a-dia?!...

Loro Horta fala de sinais de tensao que comecam a surgir. Que sinais de tensao? E quando comecaram a surgir? Existe algum Pais sem sinais de tensao? Loro Horta fala da rivalidade entre Xanana Gusmao e Mari Alkatiri e a sua poderosa Fretilin, que tem de ser resolvida, se nao forem tomadas iniciativas urgentes para continuar com o dialogo entre os varios senhores da guerra.

Então e não ha rivalidades na Malasia, Indonesia, Portugal, EUA, Uniao Europeia, Singapura ou Filipinas?

Diz que Xanana fez uso do que, em Dili, ja comeca a ser visto como o seu exercito privado, a recem-criada ‘task force’, para deter certos membros da Fretilin pretensamente suspeitos de envolvimento no atentado de 11 de Fevereiro. Por aqui se ve a ‘capa’ deste propagandista de Alkatiri, nos meios de comunicacao social, para satisfazer os alkatiristas em Dili.

E quer ver Xanana e a Fretilin no mesmo governo para nao haver tendencia de um minar o outro. E quer continuar o dialogo em Atauro, para terminar com as questoes mesquinhas e pessoais.

Grande autoridade de estado timorense este Loro Horta!... Tudo indica que, para Loro Horta, tudo deveria ser como a politica de Singapura. Ou sera que o senhor Loro Horta esta a tratar os Timorenses como colonizados e incapazes de resolver os problemas do seu Pais, como os generais indonesios sempre propagandearam?

Vamos aos factos!

Os problemas politicos teem sido causados por Alkatiri desde que tomou conta do poder e do Governo. Alkatiri constantemente menosprezou os timorenses, incluindo os seus proprios camaradas do partido que nao pertençam a sua faccao.

Alkatiri criou a Fretilin Reforma, criou CPD/RDTL, criou rivalidades contra a juventude e criou problemas com a Igreja quando tentou retirar das escolas da Igreja Catolica o apoio de seis mil professores que leccionam nestas escolas catolicas, mas pagos pelo Estado. Essa foi uma das principais razoes dos 19 dias de manifestacao da Igreja contra Alkatiri, ate Alkatiri cair aos bocados, e que os media internacionais nunca entenderam.

Outro problema ,causado por Alkatiri, foi a guerra contra os jovens durante a sua governacao. Quando os jovens o criticavam, ele respondia com 'nao acordem o leao', ameacando-os com leoes, embora em Timor nao haja leoes. Ignorou sempre os meios de comunicacao social timorenses, menosprezou-os, nunca lhes concedeu apoio nenhum para o seu desenvolvimento e ameaçou-os de difamacao quando o criticavam.

Alkatiri fez guerra ao Presidente Xanana Gusmao, enquanto Chefe de Estado. Quando o Presidente vetou leis, como a Lei da Imigracao, Alkatiri veio a publico e ameacou o Presidente da Republica de que nao iria retirar nem um ponto, nem uma virgula. E disse ainda que ele nem deveria pronunciar-se porque era matéria de jurisdicao do Parlamento Nacional, nao do PM Alkatiri.

Este seu comportamento arrogante demonstrou sempre a sua falta de consideracao pelo Lu-Olo , que era Presidente do Parlamento e Presidente da Fretilin, bem como pelos seus camaradas no Parlamento Nacional. Interferia diariamente nos assuntos do Parlamento, chamava a atencao ao Lu-Olo e seus camaradas para que todos o obedecessem cegamente.

Alkatiri ate conseguiu dividir os seus proprios camaradas no Parlamento Nacional, prejudicando assim o Parlamento e Lu-Olo, que nunca mais conseguiu ter quorum suficiente para deliberar sobre legislacao de prioridade nacional. Os proprios membros da Fretilin no Parlamento, divididos e ‘beligerados’ por Alkatiri, nao compareciam na Reuniao Plenaria nem nas Comissoes, destabilizando assim o Parlamento Nacional. Nao foi por culpa da oposicao, que nem sequer tinha metade de representatividade.

Esta destabilizacao, causada por Alkatiri, so serviu para humilhar Lu-Olo e demonstrar que so Alkatiri e o seu estilo politico podiam governar Timor. E Loro Horta deixou-se convencer por esta fantasia do Alkatiri!

Alkatiri nunca criou emprego para os timorense nos seus seis anos de governacao! Mas criou condicoes para os seus familiares importarem armas, arroz, combustivel, carros, e ganharem todos os concursos publicos de Aprovisionamento. Se alguma companhia transparece com outro nome, podemos apostar que algum familiar ou pessoa chave de Alkatiri esta por dentro. Os 7.5 milhoes de dolares do ultimo orcamento do Governo Alkatiri destinavam-se a comprar arroz para a populacao.

As tantas, o monopolio do arroz ficou nas maos dos homens de Alkatiri - os que importavam armas, comecaram a importar tambem arroz.

E Alkatiri minou tambem o funcionalismo publico com quadros do partido, ate quase duplicar o numero de funcionarios de 12.500 para 23.000, pagando o excesso com bens e servicos, escondendo-os do quadro real de salarios e do Parlamento. Antes do Congresso da Fretilin em Dili, em 2006, Alkatiri ameacou que pelo menos 5.000 (cinco mil) funcionarios poderiam ter de sair, uma vez feita a avaliacao. Parecia certo, mas havia outra agenda. Quando Alkatiri forcou o voto por ‘braço no ar’, no congresso do seu partido, foi porque estava ciente de que os funcionarios publicos e os administradores (tambem funcionarios publicos) iriam ter medo de votar contra ele, correndo o risco de ficarem sem emprego.

Nova onda de instabilidade e desuniao politica?!

Nao ha nova onda! Apenas continua a velha onda de Alkatiri, causando desuniao politica entre os timorenses.

O tal acordo de 1 de Maio e a prova disso. Apos assinarem no dia 1 de Maio, como nao teve o impacto desejado, dias depois fizeram uma ‘encenacao’, assinando de novo, com a cobertura dos media.

Alkatiri tem feito uma campanha contra Gil Alves, secretario-geral da ASDT, eleito em Congresso. Conseguiu sulcar os tais coordenadores distritais da ASDT para a destabilizar e usar esta instabilidade para tentar assim destabilizar o Governo.

So que, como sempre, Alkatiri sobrestima-se e subestima a maturidade politica dos timorenses, porque continua a acreditar que so ele e que sabe de tudo e mais alguma coisa. Basta ver como Alkatiri fez a campanha para desacreditar o Presidente da Republica Ramos-Horta sobre a sua decisao 'inconstitucional' de dar posse ao Governo da AMP, uma campanha constante, para minar o bom nome do Presidente Ramos-Horta, mesmo sabendo que estava a dizer asneiras.

Os passos dados por Alkatiri e que tem sido as ondas de instabilidade, mas o Governo da AMP, o Presidente da Republica e o Parlamento Nacional tem negado a Alkatiri o resultado almejado - destabilizar o pais com o fim de provar que so ele, Alkatiri, sabe governar.

Loro Horta pergunta 'Quem em Timor-Leste tem a capacidade e competencia administrativa de Mari Alkatiri?'.

A resposta e simples: a experiencia adminsitrativa, seja qual for o significado atribuido a esta visao de Loro Horta, nao ajudou Timor a desenvolver-se antes o conduziu a beira do abismo de Estado Falhado.

O novo Governo esta a provar que existem muitos timorenses capazes que, daqui ate 2012, produzirão bons resultados para o bem-estar de todo o povo.

E este o medo do Alkatiri, porque estes timorenses podem provar o que Loro Horta nao acredita, que ha outros timorenses que sabem governar, podem governar e governar ate melhor que Alkatiri, governar com o orgulho e humildade timorenses, necessarios para unir todo o pais. Rivalidade entre Xanana e Alkatiri?

E esta a mesquinhice dos senhores de guerra?

Desde a elaboracao da Constituicao, Alkatiri sempre fez tudo para minar a possibilidade de Xanana ter poder. Sabendo que Xanana ira ser Presidente, tudo fez para a Assembleia Constituinte retirar todos os poderes ao PR. Copiou-se a Constituicao de Portugal mas eliminaram-se todas as hipoteses do Presidente de Timor ter o mesmo poder do de Portugal.

Rivalidades existem sempre, ate entre Padres e entre Bispos, ate entre Cardeais. Faz parte da vida e da natureza do ser humano.

Por isso, na politica e no poder, usam-se eleicoes democraticas e regimes democraticos para controlar estas rivalidades naturais e humanas.

Contudo, este miudo, doutor mal cozinhado, tem a ousadia de referir-se a estes homens, da idade do seu pai, como ‘senhores da guerra que promovem mesquinhices’. Que vergonha intelectual!

Mas qual exercito privado, senhor Loro Horta? A ‘Task Force’ e apenas uma copia da GNR, do seu modus operandi. Em vez de por sempre a GNR a frente, sendo sempre encarada como o ‘mau da fita’, e sem alternativas, treinam-se policias timorenses para actuarem com firmeza, dureza e obter resultados, aconselhados por peritos estrangeiros, para nao ultrapassarem os limites.

Se PNTL esta sob a alçada da UNPOL, de acordo com a resolucao do Conselho de Seguranca da ONU, como pode o PM Xanana Gusmao criar o seu exercito privado?
Mas que grande analise academica!

A ‘Task Force’ nao prendeu ninguem da Freitilin, desde o 11 de Fevereiro, excepto o famoso Teixeira que a Fretilin explorou para a sua propaganda e influenciou o Loro Horta ao generalizar a sua analise. Ate agora, a policia prendeu 24 arguidos que serao submetidos a justica, por actos relacionados com os atentados de 11 de Fevereiro, nenhum deles oficialmente quadro da Fretilin.

Dizer que em Dili se fala de um exercito privado de Xanana e não so um exagero mas tambem jornalismo barato.

Quem tentou criar o seu exercito privado foi Alkatiri, quando era PM, e criou a URP ou unidade da reserva da policia que Alkatiri e Rogerio Lobato tentaram usar contra a manifestacao da Igreja mas, como muitos se opuseram, Rogerio recuou.

Mas, ainda assim, usou-os para cercar toda a area da manifestacao da Igreja, com policias da URP todos armados, vigiando os manifestantes. Este exercito privado de Alkatiri (URP) contribuiu para aumentar a tensao entre as F-FDTL e a PNTL, porque comecaram a ter melhores armanentos e condicoes que as F-FDTL.

O analista Loro Horta deve tentar ver melhor a realidade, para alem do seu nariz, e tentar aprender mais antes de se querer projectar como um expert de Timor, se nao quiser contribuir para aumentar a confusao.

Os problemas sao provocados pelos grupos de artes marciais, incluindo o korka que e parte da faccao de Alkatiri na Fretilin. Quando a Fretilin atravessou a sua primeira crise em 2006, o CCF reuniu-se e Alkatiri ameacou Abel Larisina, Joao Alves e outros ministros seus, usando elementos do Korka. Os jovens elementos deste grupos de artes marciais foram introduzidos pela Indonesia, muitos eram parte dos ninjas que de noite atacavam membros da rede clandestina da resistencia, sao jovens bem treinados para lutar contra policias de uniforme.

'Vamos para Atauro' do Loro Horta promove Alkatiri como uma vitima que em vez de causador da crise.

Acusa Xanana Gusmao de ser irresponsavel, quando, pelo contrario, este tem demonstrado a coragem e humildade suficientes para enfrentar os problemas da Nacao que ele e os seus guerrilheiros, com o povo e a Fretilin, libertaram.

Loro Horta termina com ‘Quando o Dialogo de alto nivel que teve lugar no Hotel Timor, na presenca do corpo diplomatico acreditado em Timor-Leste, mas na ausencia de Mari Alkatiri’ - muito convenientemente, omitiu o facto de Mari Alkatiri, a meio do processo de dialogo, ter decidido ir passar ferias, com toda a sua familia, para Lisboa e Maputo, com as despesas pagas pelo Governo liderado pelo entao PM Ramos-Horta, gastando 30 mil dolares dos cofres do Estado, nestas suas ferias politicas.
A ausencia do Alkatiri nao afectou em nada o processo de Dialogo, porque todos sabem que o problema nao residia no confronto Alkatiri - Xanana mas sim na fraqueza institucional das F-FDTL e PNTL que o Governo de Alkatiri contribuiu para minar.

Loro Horta sonha com um pacto de estabilidade para as proximas eleicoes!

Parece que nasceu ontem e nao sabe nada da historia politica de Timor…

Quando se formou o primeiro governo, apos as eleicoes para a Assembleia Constituinte, o falecido Sergio V. de Mello deixou bem claro que iria ser formado um Governo de acordo com a proporcionalidade parlamentar resultante daquelas eleicoes. Todos concordaram.

Mas, uns dias antes, Alkatiri tendo acesso aos resultados, ele proprio foi contra Sergio V. de Mello, ameacando que nao iria colaborar com um governo constituido por proporcionalidade ou de grande inclusao ou unidade nacional, porque “a Fretilin ganhou dois tercos dos votos e tem o direito de governar sozinho”.

Os argumentos de Alkatiri eram de que um governo que incluisse outros partidos so iria jogar com os interesses dos partidos e nunca poderia governar bem.

Alkatiri, violou tambem o Pacto de Unidade Nacional, acordado com todos os partidos antes das eleicoes, e avancou sozinho controlando o Governo e Timor. O sonho dele tinha-se tornado realidade.

Contudo, ignorou uma realidade ainda mais importante: que os timorenses nao sao tao estupidos como ele pensa e acredita; e que irao fazer tudo para ele pagar por esta falta de honestidade politica e traicao ao Pacto da Unidade Nacional.

Senhor Loro Horta nao sabe da historia de Timor, obviamente…
Entao, mais dialogo com Alkatiri, mais acordos e pactos?

Não sera melhor, para o Povo de Timor, concentrar-se na governacao, prosseguir com o desenvolvimento nacional e preparar-se para as eleicoes em 2012?!

Quem sao os senhores da guerra, Senhor Loro Horta?

Sao os que constantemente destabilizam o pais do sandalo com propostas de eleicoes antecipadas, como o Loro Horta e Alkatiri, ou a maioria dos Timorenses que acreditam que podem ter sucesso e salvar o seu pais, com ou sem Alkatiri?S

Senhor Loro Horta, deve antes concentrar-se no dialogo entre Alkatiri e Rogerio Lobato.

Alkatiri prometeu a Rogerio Lobato que, apos as eleicoes, o Governo (vencedor) de Alkatiri e o Parlamento Alkatiri, iriam dar-lhe uma amnistia. Por isso, Rogerio Lobato deveria portar-se bem ate a amnistia e então ficar livre. Ainda antes das ultimas eleicoes, Alkatiri ainda usou o seu voto no Parlamento Nacional para fazer passar a Lei da Amnestia, mas ninguem a quis promulgar.

Alkatiri esta entre a espada e a parede. Por isso esta revoltado com o Presidente Ramos-Horta (que tambem nao quis promulgar a Lei da Amnistia de Alkatiri) e esta constantemente a tentar obter do Presidente Ramos Horta alguns rebuçados, denominados 'indultos'.

Rogerio Lobato continua a aguardar pela amnistia de Alkatiri, no hospital em Kuala Lumpur, onde foi para ser operado ao coracao. Mas, ate agora, so operou um bocado aqui, um bocado acola, tudo menos o coracao.

Alkatiri esta a correr contra o tempo e cada vez mais a sua meta se esta a distanciar dele.

Esta a tentar que o Presidente da Republica lhe salve a pele dando indulto ao Rogerio Lobato e, mais uma vez, “lixou” o Presidente Ramos-Horta, porque todos estao publicamente contra esta decisao do Presidente Ramos-Horta, por ele apresentada ao Parlamento Nacional, sem consulta previa aos Bispos e a outras entidades, ouvindo apenas Alkatiri e o seu grupo.

Alkatiri, sim, senhor Loro Horta, corre o risco de ir parar em Atauro!...


11 de Maio de 2008 7:35


VAMOS PARA O ATAÚRO - Loro Horta*

A CALMA QUE SE VIVE EM TIMOR É APARENTE E DEVE SER APROVEITADO O ACTUAL MOMENTO DE TRÉGUAS PARA SE INICIAR O DIÁLOGO
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Depois da rendição de Gastão Salsinha e do seu grupo, uma certa atmosfera de optimismo e alívio caiu sobre Timor-Leste.

Sem dúvida que o culminar pacífico das operações na sequência dos atentados de 11 Fevereiro é de saudar e pode abrir uma nova etapa na vida política timorense. Mas os problemas persistem e podem levar a uma nova onda de instabilidade e desunião política.

A calma que se vive em Timor é aparente e deve ser aproveitado o actual momento de tréguas para se iniciar um diálogo honesto. Infelizmente não há muito tempo e os sinais de tensão já começam a surgir.


A rivalidade entre Xanana Gusmão e Mari Alkatiri e a sua poderosa Fretilin continua por resolver e encontra-se neste momento numa fase dormente devido ao choque de 11 de Fevereiro. Este período de tréguas irá acabar muito rapidamente se não forem tomadas iniciativas urgentes para continuar o diálogo entre os vários senhores da guerra da ilha do sândalo.
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Não deixa de ser sintomático que Mari Alkatiri, logo após a tentativa de assassinato contra Ramos Horta, irresponsavelmente tenha dado a entender que Xanana fez uso do que em Díli já começa a ser visto como o seu exército privado, a recém-criada task force, para deter certos membros da Fretilin pretensamente suspeitos de envolvimento no atentado de 11 de Fevereiro.

O ódio pessoal que existe entre Xanana e a Fretilin continua a ser um perigo para Timor-Leste e, enquanto não for resolvido, continuará a afectar a polícia e as forças armadas.
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É imperativo que se inicie um diálogo urgente entre a Fretilin, Xanana, a Igreja Católica e as mais importantes forças políticas timorenses, como o PD, a ASDT e o PSD. Este diálogo deve ter como objectivo promover a criação de um pacto de estabilidade nacional onde certos princípios de conduta política sejam acordados por todas as partes envolvidas.

Um governo de grande inclusão devia ser seriamente considerado, pois nem a Fretilin nem Xanana têm legitimidade suficiente para governar sozinhos.

Independentemente de quem ganhe as previstas eleições antecipadas, é pouco provável que uma só força consiga sobreviver sozinha. Xanana e a Fretilin têm de estar no mesmo governo porque, estando um de fora, haverá sempre a tendência para minar o outro.

Com este objectivo, o general Taur Matan Ruak teria sugerido (1) um retiro na ilha de Ataúro de todas as personalidades influentes do país, para uma conversa franca e aberta em que tudo seja posto em cima da mesa. Muitos dos desentendimentos dos senhores da guerra de Timor são eventualmente resultado de questões pessoais e mesquinhas, que nada têm a ver com o interesse nacional.
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Porque é que Xanana odeia tanto a Fretilin? Será porque, quando estava no mato, era um indisciplinado e foi várias vezes castigado por comandantes das Falintil, que eram do Comité Central da Fretilin?

Por que é que o primeiro-ministro Xanana Gusmão tem aparentemente tanto ódio a Rogério Lobato e cria a percepção de, através dos seus associados, tentar sabotar um indulto presidencial? Xanana foi capaz de receber aquele que é tido como um grande criminoso, Hércules, no meio de grandes abraços e espalhafato, mas não é capaz de perdoar a Lobato. Será que o prestigiado nome Lobato lhe faz sombra?

A Igreja Católica, que prega o perdão, tem feito campanha contra o indulto e nada diz sobre a família de Rogério Lobato, incluindo crianças e mulheres queimadas vivas em 2006, por indivíduos ligados a facções supostamente apoiantes de Xanana, que já foram claramente identificados.

São estas e outras questões que os líderes de Timor têm de abordar de forma aberta. Chega de golpes pelas costas, vamos abrir o jogo, vamos pôr os nossos medos. complexos e dúvidas cara a cara, como fizemos durante os 24 anos de luta para libertá-lo.
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Vamos para Ataúro, onde Alkatiri poderá perguntar a Xanana o que é que ele sabe, sobre o que parecia ser um plano para raptar a família directa de Alkatiri, em plena crise de 2006.

Vamos para Ataúro, onde o general Ruak, outros veteranos da luta armada e Xanana podem deixar para trás eventuais desavenças e esclarecer desentendimentos do tempo da guerra.

Em Ataúro, os bispos podem esclarecer os seus medos e ódios à Fretilin e o seu escandaloso envolvimento em política, que contraria a sua própria doutrina de neutralidade.
Vamos para Ataúro para uma catarse nacional antes que seja tarde.
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Timor-Leste tem uma liderança com muitas qualidades. Quantos países têm alguém com o prestígio e a rede internacional de Ramos Horta? Quantos têm um líder com a capacidade de Xanana de conduzir e entender a psicologia do povo timorense? Quem em Timor-Leste tem a capacidade e competência administrativa de Mari Alkatiri?

Os bispos têm o respeito e a admiração do povo e a igreja, se o quiser, será sempre um elo forte de unidade nacional.

Unidas as forças acima mencionadas trariam estabilidade e paz a um país tão rico como é Timor-Leste.
É necessário humildade e perdão entre os timorenses. Todos cometeram erros. Vamos aceitar os nossos erros e discutir frente a frente.

Aceitemos o desafio do general Matan Ruak, um dos poucos que se têm comportado com honra nesta tragédia, e vamos para Ataúro.

Que se demore o tempo que for preciso, mas que se ponham as coisas frente a frente duma vez por todas.
Países como Portugal e a Austrália deveriam coordenar esforços para promover tal diálogo e a possível assinatura de um pacto de estabilidade nacional antes das eleições. Mas, no final, cabe aos líderes timorenses unir o seu país.
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(1) - Quando do diálogo de alto nível que teve lugar no Hotel Timor, na presença do corpo diplomático acreditado em Timor-Leste, mas na ausência de Mari Alkatiri.
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Público/*LORO HORTA - Investigador na S. Rajaratnam School of International Studies da Nanyang Technological University de Singapura.

Longa Caminhada para a Noite

Imagem do KAOS
Hoje apetecia-me estar em Éfeso, diante da Grande Biblioteca de Celso, a contemplar o crescente, por entre as ruínas. Adriano já lá não está, e a própria Gotika vacila. Aparentemente, por toda a parte, há blogues que fazem namoros uns aos outros, e uma certa Idade Clássica da Coisa Impressa parece estar a chegar ao limiar de um novo paradigma, como era de prever, desde aquela tirada ordinária da ordinaríssima Clara Ferreira Alves, onde falava do seu próprio passado, presente e futuro.
Quaisquer palavras sobre Portugal são agora intoleráveis: no outro dia, no final de uma escada rolante, discutia, com um velho amigo, como a situação na Aroeira se tornou-se insustentável -- "os pretos", como ele diz... -- os cães abatidos a tiro, de noite, e envenenados, em pleno dia, todas as casas, muradas, já foram vítimas de assalto e violência... Há anos, Los Angeles mergulhou no caos, mercê do fosso que separava os extremos.
Hoje, os extremos estão cada vez mais extremados e estão todos cá dentro, em forma de panela de pressão.
Como suprema humilhação, Cavaco, o Homem da Bomba, capitulou no Tratado de Bilderberg, que promete tornar a Europa numa longa costa de pendor asiático, "low profile", e onde se fará o resto das negociatas que não sobrarem para o Novo Mundo, a Chíndia, o Brasil, o Extremo Sul Africano, os Emiratos e a Angola dos criminosos.
O Sr. Sócrates, de débil formação académica, mas cuja vaidade é inversamente proporcional à sua irremediável mediania foi atacado pelo mesmo P.C.P. que acha que os Chineses estão bem no Tibete. Eu também acho, e os ex-Maoítas à cabeça dessa nova Europa Submissa, com o Presidente da Câmara do Martim Moniz, o Grão-Vizir Tisnado, a dar-lhe as chaves da Cidade, de certeza, sem o meu consentimento, que votei ferozmente CONTRA ele (Fui no P.C.P., de chapa, só para chatear...), assim como a maioria da população urbana, que nem lá pôs os pés.
No frontanário do "Sol", o Sr. Sócrates avança com a temática dos "Tempos difíceis", como se alguns tempos tivessem sido fáceis com ele. Com Sócrates nunca houve tempos fáceis, houve tempos de fraude, tempos de arrogância, tempos de desprezo, tempos de opressão, tempos de descaramento, tempos de escutas, tempos de perseguição, tempos de destruição da liberdade de expressão, tempos de falsificação da realidade, tempos de total falta de vergonha, e tempos muito semelhantes aos que antecedem qualquer regime que está em vésperas de ruir, mas o pior é o que ainda se oculta por detrás. O tratado morno, conhecido por "Tratado de Lisboa", mas correspondente à Constituição de Bilderberg, mal começou a ser ratificado pelas moribundas democracias do "sim-sim" europeu, começou a revelar que não era o que era, ou que já não cumpria o que, nos bastidores, tinha sido prometido. Não foi por acaso que se conjugaram, num zénite negativo, dois astros de uma mediocridade tal, como Sócrates e Durão Barroso, ambos provindos de passados turvos, e com radiososo futuros a acenar. Como dois idiotas, mal foram usados, a Grande Máquina começou a rolar, para impiedosamente os triturar. A versão simples, e mais reles, como o protagonista, é que esteja prometido, na "Nomenklatura" Europeia, um alto posto, para o Sr. Sócrates, depois de ter sido definitivamente vandalizado aqui, ou, em caso de necessidade de fuga, como Herr Cherne. A outra versão, mais optimista, é que haveria um breve fôlego dos amanhãs que tilintam, através de um derradeiro bafo de Fundos Comunitários, para os que ainda os não desviaram o poderem fazer, e depois se porem, fora de aqui, a salvo.
Houve um tempo em que acreditei na Europa, enquanto projecto iluminista de Paz Perpétua. Veio depois a Idade de Ouro, em que os Blocos se digladiavam, para mostrar que detinham a perfeição: nunca a Europa foi tão polida, abundante e exemplar. Com a queda do Muro de Berlim, emergiu a Realidade, começámos por ser a mulher-a-dias que teve de varrer apressadamente, para debaixo do tapete, aquela porcaria que se chamava Alemanha de Leste, e que custou CARÍSSIMO, e, depois, à força, fez-se o frete à América, de qualquer maneira, a engolir os escombros dos Satélites Soviéticos, antes de que o Kremlin redespertasse, com os seus tiques autoritários, de Héron-Castilho, mas em escala ciclópica. Há pouco, vimos a Europa a transformar-se no vórtice dos Estados Ciganos, e o dia virá em que a Albânia assumirá uma qualquer presidência honorária de um continente dilapidado. Em suma, sem o contrapeso de Leste, o Agiotismo, a que muitos ainda dão o nome de "Capitalismo" atingiu histerias de que nem Marx -- que nunca li, excepto as primeiras 5 páginas do "18 Brumário", e nenhuma falta me fez... -- se lembraria.
Já que se falou de Marx, prefiro recordar que vivia à pala da mulher, e que lhe arriava, como compete a qualquer bom filósofo, desde Sócrates, que não tinha tempo de bater na mulher, por andar nos rapazinhos, até Marcuse, que estrangulou a dele, e... enfim, até chegarmos ao rebotalho, daqueles que já nem filósofos são, mas se passeiam por Paris -- Carrilho, "I mean" -- mas cumpriram tudo o atrás descrito, às fêmeas de que se serviram.
"Dinis, o papá já não mora aqui!..."
O jogo do preço dos combustíveis, a jiga-joga da especulação sobre o custo dos cereais, lançada, em última instância, pelos Bancos, transformados em cemitérios de casas de preços exorbitados, e impossibilitados de venderem créditos mal-parados aos vizinhos do lado, e cada vez mais expostos na sua função central de branqueamento de capitais, o derrapar da Inflação e o descarado assumir de que nem todos terão de sobreviver deve ter-se tornado num novo pesadelo para o "Zangado" e para o Marido-Corno da Dona Uva, como se esses cavalheiros fossem capazes de quaisquer escrúpulos ou remorsos.
A verdade é que a MÁQUINA, subrepticiamente, mal se viu com o Tratado na mão, começou a retirar-lhes o tapete.
Algures, na Imprensa Virtual -- que continua a ser central, no nosso tempo -- li que não se pensava em Cenário Alternativo, caso a Irlanda, o único país onde o Tratado vai, obrigatoriamente, ser referendado, o mandasse às urtigas.
Pois muito bem, vamos a isso: se o cozinhado é tal que já não se prevê um cenário alternativo, vamos nós começar a apostar nele, e a fazer força para que a Irlanda o chumbe, em directo.
Malditos filhos do Demo, que iriam imediatamente, com o seu livrinho, por arrasto, pelo cano abaixo...

20080510

Nas escolas os alunos são os que menos direitos têm!

Leiam aqui apenas um pequeno exemplo de como no dia a dia das nossas escolas se dão péssimos exemplos de cidadania numa altura em que se deseja incrementar nas escolas disciplinas teóricas de cidadania e formação cívica.
Até aqui a bota não bate com a perdigota!

20080509

Depois queixem-se ...

Imagem do KAOS

"João Dias da Silva deverá ser eleito domingo para um novo mandato de quatro anos à frente da Federação Nacional dos Sindicatos da Educação (FNE), durante um congresso onde será aprovado o plano de acção sindical até 2012." (Educare, 2008-05-09)