20081220

Petição por Serviços Públicos (incluindo o da educação) de alta qualidade e acessíveis a todos


POR SERVIÇOS PÚBLICOS DE ALTA QUALIDADE E ACESSÍVEIS A TODOS

A Petição lançada pela Confederação Europeia de Sindicatos em defesa do Serviço Público já conseguiu reunir meio milhão de assinaturas. Só os cidadãos podem defender os serviços públicos numa época em que os governos e os interesses de mercado tudo querem privatizar. Assina e divulga junto dos teus amigos
.
http://www.petitionpublicservice.eu/pt


POR SERVIÇOS PÚBLICOS DE ALTA QUALIDADE E ACESSÍVEIS A TODOS JUNTOS, EXIGIMOS SERVIÇOS PÚBLICOS QUE VÃO AO ENCONTRO DAS NECESSIDADES DAS PESSOAS E APELAMOS À COMISSÃO EUROPEIA QUE FAÇA PROGREDIR A LEGISLAÇÃO EUROPEIA.


Os serviços públicos são essenciais para a coesão social, económica e regional na Europa. Estes serviços devem ser de alta qualidade e acessíveis a toda a população. Até agora, as únicas opções para o desenvolvimento dos serviços públicos foram a privatização ou liberalização(nomeadamente em sectores como a Energia, os Correios e as Telecomunicações). É tempo de encontrar soluções diferentes!

Por estas razões, apelamos à Comissão Europeia para que proponha uma Legislação Europeia para os Serviços Públicos visando:

Dar prioridade ao interesse geral, consubstanciado nos serviços públicos;

Garantir que toda a população tenha acesso aos serviços públicos;

Reforçar os serviços públicos de forma a garantir os direitos fundamentais dos cidadãos;

Garantir mais segurança legal, de forma a permitir o desenvolvimento sustentável das missões dos serviços públicos;

Confiar aos serviços públicos uma base legal sólida e, deste modo, imune em relação aos ataques ideológicos do mercado livre.

ASSINA EM:
http://www.petitionpublicservice.eu/pt


.

European Federation of Public Service Unions
http://www.epsu.org/r/1/

O que se quer é que a avaliação do ME prossiga

A avaliação dos professores não passa de uma agenda a cumprir. Ao Ministério da Educação não importa muito de que forma ela é feita, desde que seja feita. Daí as cedências, a versão “simplex”. Uma avaliação de professores simplex soa mesmo a coisa rasca, mal enjorcada… O que interessa é mostrar serviço, obedecer. E provavelmente nem sequer é às ordens da União Europeia que se obedece, pois se não há avaliação deste tipo em nenhuma parte da UE! Dizem que no Chile há uma de que esta é cópia fiel. Que cérebro bilderberguiano se terá lembrado de tal crueldade reservada aos professores portugueses? De facto não só uma luta de classes mas agora também uma luta no interior das próprias classes, o que querem promover. E não é só no Ensino, todos os sectores se estão a partir por dentro, todos se convertem numa competição por baixo, pelo mais lucrativo, ou seja pelo que sai mais barato. Como se aqueles que determinam os rumos do mundo naquilo que lhes é possível tivessem decretado que a competição é mais lucrativa que a cooperação. Além disso as classes partidas são mais enfraquecidas que as classes unidas. Logo a vantagem de haver quem tudo faça para progredir na carreira e os que ficam a saber logo à partida que nunca irão passar da cepa torta. Que verdadeira igualdade de oportunidades, nasce logo desde o início viciada? Desconfio muito que um sistema permita que alguém com mais experiência e anos de ensino venha a ser avaliado por alguém que acumulou pontos desempenhando cargos que aqueles que realmente gostam de ensinar mais do que gerir ou administrar deixaram para ser feito pelos outros, as mais das vezes a bem dos alunos. Há tanto professor errado na profissão... Se todos fossem realmente Professores esta avaliação e estas políticas educativas absurdas nunca teriam sequer feito sentido pôr em prática, considerar nem que fosse a hipótese, quanto mais desatar afincadamente a fazer fichas. Uma vez perdi umas horas da minha vida numa reunião de Conselho Pedagógico, como mera observadora, vendo powerpointar modelos de fichas que uma professora tinha feito o enorme esforço de lhes procurar algum sentido, enquanto uma outra mais sabuja fazia reparos e sugeria alterações nas fichas da colega com propostas tiradas das suas maravilhosas fichas, como quem diz diante de todos: a minha é melhor que a tua. Horas de reunião, horas de tempo gasto do tempo que os professores deveriam estar reunindo para considerar os problemas de uma turma, debater os casos dos seus alunos, encontrar em conjunto respostas para o insucesso e para os casos de indisciplina, definindo estratégias, discutindo materiais. Mas os professores agora é suposto que passem o tempo em reuniões para se avaliarem uns aos outros para ver que terço deles progride e que dois terços não. Parecido com o espírito do anúncio do banco que sempre me repugnava: uns têm, outros não. Na escola as equipas deviam trabalhar para um mesmo fim: melhorar o ensino. Os professores estão a ser convidados ao individualismo (objectivos individuais), auto-avaliação, ou mesmo a relação entre avaliador-avaliado. Uma escola sujeita a esta avaliação pode vir a funcionar como uma seita, uns com poderes sobre os outros, com obediências e vassalagens, com encobrimentos e denúncias. Sinistro modelo, como são sinistros quem de entre os portugueses o desejam aplicar na escola pública portuguesa.

20081219



Imagem daqui

"Sopa de pedra"


«Nos anos de chumbo da Guerra Fria, a propaganda ocidental comparava a economia soviética a um comboio parado dentro do qual, para que quem estivesse de fora acreditasse que a coisa estava em movimento, os passageiros, sob a batuta do PCUS, se iam inclinando ritmadamente para a frente e para trás. Passa-se algo parecido com o famoso modelo de avaliação que o ME desencantou, pronto a vestir, no Chile e importou com a louvável intenção de "chilenizar" a escola portuguesa.
Tendo-se os custos da coisa, principalmente os políticos, descontrolado, neste momento, a ministra já não quer saber do modelo para nada, só estando preocupada, ela e o Governo, que quem estejade fora acredite que a "reforma" vingou. Depois de todas as simplificações, alterações, excepções e derrogações em matérias que ainda no dia anterior eram "essenciais", agora são os professores que se reformarem até 2011 que já não "têm direito" a ser avaliados. O modelo de avaliação da ministra tornou-se numa sopa de pedra ao contrário. Vai-lhe tirando, um a um, todos os ingredientes e condimentos, desde que fique, ao menos, a pedra.»

Opinião de Manuel antónio Pina

E agora, para quem não conhece a lenda, O FRADINHO DA SOPA DA PEDRA

ABANDONAAAAADOOOOSSSS!!



Imagem daqui
COMENTÁRIO: Assim é que estão bem, a falar sozinhos!

RESPOSTA À MEDIDA DOS BICHOS!

RESPOSTA À DREN


Exmos. Srs.


Sou professora há vinte e oito anos. Durante todos estes anos não tive o prazer de receber uma única carta (a Internet é uma invenção recente) nem um e-mail dos vossos serviços, excepto quando fui convidada pelo então ministro David Justino para participar nos Encontros de Caparide, sobre os novos programas de Português. Este convite deveu-se ao facto da minha escola ter estado durante cinco anos consecutivos nos cinco primeiros lugares dos Rankings dos Exames nacionais do Ensino Secundário e de eu ser uma das professoras responsáveis pelos resultados. De repente, recebo duas comunicações endereçadas por no reply a convidar-me a colocar os meus objectivos on-line (provavelmente para me poupar trabalho e para evitar ter que os discutir com a minha avaliadora, conforme a lei obriga) e ainda três esclarecimentos enviados pelos vossos serviços. Assim gostaria de esclarecer:

Não sou loura nem burra;

Sei ler e interpretar a legislação, que mal seria se o não fizesse sendo professora de Português, mas, admitindo que o não fosse, tenho amigos e familiares advogados e juízes sempre prontos a esclarecer-me;

Desde o concurso para professores titulares, considero que os vossos serviços não merecem a honra de me contactarem nem de receber em uma resposta minha;

Durante vinte e oito anos de serviço dediquei a minha vida à escola, e expensas da minha própria família (prescindi mesmo da licença de amamentação do meu filho para orientar estágio, a pedido do Conselho Directivo, por não haver ninguém disponível e para não perdermos o núcleo de estágio);

Na escola onde lecciono, a Secundária de Barcelos, dos professores no 9º escalão, só eu e uma colega do mesmo Departamento ocupámos um tão grande número de cargos. Estive durante três mandatos no Conselho Executivo, fui Directora de Turma, orientei o estágio da Universidade Católica de Braga, orientei estágio na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (Docente de Apoio Pedagógico), fui Coordenadora dos Directores de Turma, fui Coordenadora de Departamento e de Secção. Dos cargos existentes na escola só não fui Directora da Biblioteca nem doutras instalações, nem pertenci à Assembleia de Escola;

Quase todos estes cargos foram exercidos antes de 2000, ficando, por isso, fora dos sete anos escolhidos para a candidatura a Professor Titular (Portugal deve ser o único país em que Curriculum Vitae não significa toda a vida mas apenas sete anos. A propósito, fui confirmar e no meu processo há registo de todos os meus cargos, de todas as minhas faltas, horários de todos os meus anos lectivos ao contrário do que a Sra. Ministra afirmou quando justificou que o concurso só dizia respeito aos últimos sete anos por falta de registos anteriores;

Quase me esqueci de mencionar (pois para o Ministério parece ser o menos importante) que fui professora, tenho anos lectivos sem uma única falta, os meus alunos continuam a ser excelentes nos Exames Nacionais, fiz, para me actualizar todas as acções do Projecto Falar sendo, por isso, Professora Acompanhante dos novos programas de Português;

Consegui no concurso para Professora Titular 124 pontos mas não tive vaga, pelo que não passo duma mera professora, que nas palavras da Sra. Ministra não pertence ao leque dos professores excelentes que os pais devem ambicionar para os seus filhos. Na minha escola, num outro Departamento, uma colega é Titular com oitenta e poucos pontos, o mesmo acontecendo noutras escolas;

Como aparte devo referir que muitos dos meus antigos alunos desejam que eu seja a professora dos filhos, sabe-se lá porquê!

10º Neste momento, de acordo com a lista graduada da minha escola, descobri que estou no limbo (apesar do papa o ter extinguido) pois apenas tenho o meu índice remuneratório, não pertencendo a nenhum escalão. Assim, e em jeito de conclusão, agradecia que parassem de me enviar e-mails. Para o caso de não lerem este, vou assinalar no meu o vosso endereço como spam evitando assim enervar-me sempre que vejo o vosso contacto. Sem mais


A. M. B.
(Recebida por email)

Questão...

Isto está avariado?

20081217

Assim poupa-se dinheirinho e promove-se a idade como posto

Sim senhor, estão muito coerentes com aquilo que afirmavam ... afinal, não é precisa a avaliação para nada ... e restam mais lugares para os papalares e poupam uns trocos e calam meia dúzia e mantêm a desonestidade intelectual a que nos habituaram. Muitos parabéns sr. Sócrates vejo que continua em grande forma. Já agora, berrou muito bem hoje ...

Confira o novo modelo de avaliação simplex


LURDEX SIMPLEX & RESTANTE COMITIVA APROVARAM SIMPLEX:



ATENÇÃO!

Da reitoria da Universidade de Lisboa telefonaram-me a perguntar se queria que o meu diploma de mestrado fosse escrito em português ou em latim... Confesso que já foi há tanto tempo que já nem me lembrava dele... O argumento era o seguinte: o senhor que os redigia aposentou-se, logo ou vai em português ou tenho que esperar mais tempo. Devem, pois, estar a telefonar a muita gente e sobre os mais variados diplomas.
Opinião: paguei o diploma há anos e não foi nada barato, paguei, portanto, para ser escrito em latim, há imensos latinistas desempregados ou com empregos precários, eis, aqui, um novo posto de trabalho... (daqueles 150 mil que foram prometidos) Claro que não aceitei, não me faz falta nenhuma e não estou disposto a pactuar com poupanças da reitoria, sobretudo por uma coisa que já foi paga, e com a extinção de postos de trabalho.
Deixo o alerta. Pelas razões atrás invocadas, se forem contactados penso que não devem aceitar, pois estarão a pactuar com tudo o que referi.

20081216

Experimentem o jogo do sapato-bush ! Divirtam-se!

http://bushbash.flashgressive.de/

Existe Diktat e Nomenklatura em Portugal

Nomenklatura (palavra russa derivada do latim nomenclatura) era como se designava a burocracia, ou casta dirigente da ex-União Soviética. Ela incluía altos funcionários do Partido Comunista da União Soviética (PCUS) e trabalhadores com cargos técnicos, artistas e outras pessoas que gozavam da simpatia do Partido Comunista. Na verdade, os membros da Nomenklatura eram, na sua esmagadora maioria, filiados ao PCUS e gozavam de inúmeros privilégios e vantagens inacessíveis para a restante população do país.

Embora a Nomenklatura, como vimos, esteja historicamente ligada à ex-URSS, podemos, apelidar de Nomenklatura sem eufemismos, os muitos cargos políticos dentro dos nossos Ministérios.
Muitos pais neste País já filiam os seus filhos desde muito cedo nas lides das jotas partidárias, com vista a perpetuação de um esquema que lhes garante a estabilidade na vida futura.

Também pequenas correntes de opinião não formal, apelidam de Nomenklatura à cadeia de poderes e submissão transcritas da ex-URSS, para este mundo pós-Berlim e que em Portugal se pratica insistentemente, governo após governo, com alguns gradientes, mas não deixam de ser fenómenos de Nomenklatura.

Diktat significa vontade imposta pela força. Conceito historicamente ligado ao Tratado de Versalhes. Diktat, ligada à Direita, tivemos em Portugal antes dos céus de 25 de Abril.Hoje em dia percorre o jornalismo, sempre que existem actos ministeriais ou legais unilaterais, sem que resulte de acordo entre as partes.


Já estão a entender onde quero concluir?...Acertaram pois: o assunto da avaliação dos docentes e revogação do novo Estatuto da Carreira Docente. Leiam as seguintes intervenções e digam-me lá se os acontecimentos mais recentes são ou não casos claros de de Diktat e de Nomenklatura:


Detalhes do Direito

O Simplex 2 ainda não existe

Militante do PS vai presidir ao Conselho Nacional de Educação

Tiques de generosidade! Fantástico!

Avaliação do desempenho docente

Redução do número de avaliados por avaliador

"Na melhoria das condições de aplicação do modelo de avaliação do desempenho docente que o Ministério da Educação tem realizado, a ministra Maria de Lurdes Rodrigues assinou um despacho que determina que cada professor avaliador passa a ter uma hora semanal para avaliação de três docentes, reduzindo assim dos anteriores quatro.

Na aplicação desta medida, ou sempre que seja necessário alargar o direito a redução de componente lectiva, deve assegurar-se, sempre que possível, a manutenção do professor com a suas turmas, recorrendo, nestes casos, ao serviço docente extraordinário (ver artigo 83.º do Estatuto da Carreira Docente).

Recomenda-se a leitura do despacho»AQUI«." (CONFAP)

Já agora ... leiam 'isto': Aplicação de quotas clarificada

20081215

ANOVIS ANOPHELIS: A disputa entre os professores e o ministério da educação ficou hoje finalmente esclarecida!

Greve de 1 dia??? Mais vale ires de joelhos a Fátima que nos impressionas mais ...

Talvez agora percebam a asneirada que fizeram ...

Fonte: Correio da Manhã

Professores pessimistas??? Essa é nova ... Bom, sem ironia, proponho outro título: Sindicalistas levam com balde de água fria para saber como é ... e até têm sorte porque não foram traídos ...
Nota pessoal: os sindicatos i.e. alguns sindicalistas são responsáveis em grande parte (enorme mesmo) por esta situação e deviam demitir-se!