20090114

Lista de professores deputados eleitos pelas listas do PS

... que votaram CONTRA a suspensão da avaliação!

Não se iludam!!!

14.01.2009 - 19h16 Graça Barbosa Ribeiro | PÚBLICO.PT

Moção aprovada pelos professores da ES de Maximinos, Braga

"ESCOLA SECUNDÁRIA DE MAXIMINOS - BRAGA
...
MOÇÃO APROVADA EM REUNIÃO DE PROFESSORES REALIZADA NO DIA 13 DE JANEIRO
...
"Os professores da Escola Secundária de Maximinos, Braga, em conformidade com posições anteriormente assumidas - suspender a participação neste processo de Avaliação de Desempenho – em reunião realizada no dia 11 de Novembro de 2008, reiteraram a sua decisão em não participar num processo que continuam a considerar inexequível, discriminatório e improdutivo.
...
Ampla e publicamente contestado por uma inegável maioria de professores, o referido modelo foi objecto de sucessivas remodelações regulamentadas pelo Governo, em diversa e recente legislação, que mais não visam que provar a sua aparente aplicabilidade.

Contudo, tais alterações, em nada alterando a substância do modelo, antes tornam mais clara a sua ineficácia enquanto promotor da melhoria dos desempenhos profissionais, minimizando a importância da componente científica e pedagógica na aferição do mérito docente e escamoteando o cariz formativo inerente a qualquer modelo de avaliação de professores.

Assim, os professores presentes reafirmaram a sua vontade e direito de serem avaliados por um modelo justo, exequível e consensual.
...
Consequentemente, deliberaram manter a suspensão do processo de avaliação tal como agora lhes é apresentado pela tutela, não participando nos actos com ela relacionados, incluindo a entrega dos objectivos individuais."

CDEP - Reunião 14/01, 18h, Liga de Algés + resoluções aprovadas

Reunião da CDEP, quarta-feira, dia 14 de Janeiro, pelas 18 horas, na Liga dos Melhoramentos e Recreios de Algés (LMRA), situada na Rua Ernesto da Silva, nº 95, r/c, em Algés.

mais informações aqui

CONSULTE OS DOCUMENTOS

Tomada de posição da Escola Secundária D.JoãoII (Setúbal)

A maioria dos professores da Escola Secundária D. João II suspendeu a sua participação em todos os procedimentos relacionados com a aplicação do Dec. Lei 2/2008, tal como sucedeu na grande maioria das escolas ou agrupamentos de escolas.

A necessidade sentida pelo ME, na sequência das enormes manifestações de descontentamento levadas a cabo pela quase totalidade da classe docente, de alterações sucessivas do Modelo de Avaliação mais não é que um reconhecimento inequívoco da sua inadequação pedagógica e inaplicabilidade.

As alterações pontuais que foram introduzidas não mudam a filosofia e os princípios que lhe estão subjacentes. Apesar de designado por Modelo de Avaliação, não o é efectivamente. Não tem cariz formativo, minimizando a importância da componente científica e pedagógica na aferição do mérito docente, centrado que está na seriação dos professores para efeitos de gestão de carreira.

As alterações agora produzidas pelo ME e consubstanciadas pelo Decreto Regulamentar 1-A/2009 mantêm o essencial do Modelo, nomeadamente, alguns dos aspectos mais contestados como a existência de quotas para Excelente e Muito Bom, desvirtuando assim qualquer perspectiva dos docentes verem reconhecidos os seus efectivos méritos, conhecimentos, capacidades e investimento na Carreira.

Outras alterações como as relacionadas com as classificações dos alunos e abandono escolar, são meramente conjunturais, estando previsto que esses aspectos sejam retomados no próximo ciclo de avaliação.

A implementação do Modelo de Avaliação imposto pelo ME significa a aceitação tácita do ECD, que promove a divisão artificial da carreira em categorias e que a esmagadora maioria dos docentes contesta.

Tendo em consideração o que foi referido anteriormente, os professores da Escola Secundária D. João II abaixo-assinados, coerentes com todas as tomadas de posição que têm assumido ao longo deste processo, reiteram a sua decisão em manter suspensa a sua participação no mesmo, manifestando a sua determinação em não entregar os Objectivos Individuais.

Apelam ainda a que aconteça o mais rapidamente possível um processo sério de revisão do ECD, eliminando a divisão da carreira em categorias e que se substitua o actual Modelo de Avaliação por um Modelo consensual e pacífico, que se revele exequível, justo e transparente, visando a melhoria do serviço educativo público, a dignificação do trabalho docente, promovendo assim uma Escola Pública de qualidade.

Setúbal, 13 de Janeiro de 2009

Escola Secundária D. João II

No dia 19 diz no ao medo


Porquê a greve no dia 19 de Janeiro, a uma segunda-feira? Foi no dia 19 de Janeiro de 2007 que foi publicado o novo e famigerado Estatuto da Carreira Docente (ECD), que nos dividiu, que trouxe um clima de enorme desconforto nas Escolas, porque todos sabemos que os requisitos para concorrer a Professor Titular não são justos, nem visam o mérito entre professores. Este ECD trucidou, subverteu todo o Ensino em Portugal e vamos muito a tempo de o revogar. 2008 foi um ano de intensa labuta pela dignificação Docente e Defesa da Escola Pública.A Plataforma e os movimentos dos professores mantêm-se firmes,com mais negociações e novas medidas. Cabe a nós cumprir mais um dia de luta. É um dia simbólico e psicossocial. Não tenhamos medo, Colegas.A luta tem que continuar!

20090113

À terceira....

Mais uma razão para a greve de dia 19 ser esmagadora, para não lhes deixar margem para dúvidas!!!
Lisboa, 13 Jan (Lusa) -- O líder do CDS-PP, Paulo Portas, defendeu hoje que o projecto de lei democrata-cristão que propõe a suspensão da avaliação dos professores e a simplificação do modelo tem condições para ser aprovado no próximo dia 23.
O projecto de lei recupera um projecto de resolução do CDS-PP que "só não foi aprovado por um triz e porque houve faltas de deputados" [do PSD] afirmou Paulo Portas, em conferência de imprensa.
"O projecto do CDS teve mais votos de deputados da maioria socialista e eu acho que isso se pode repetir, mas não vou fazer pressão sobre ninguém", afirmou Paulo Portas.
O projecto de resolução do CDS-PP poderia ter sido aprovado, no passado dia 5 de Dezembro, porque sete deputados do PS quebraram a disciplina de voto deixando o PS em minoria. Acabou por ser chumbado devido às ausências de 35 deputados da oposição, 30 dos quais do PSD.
Paulo Portas defendeu hoje que a transformação do projecto de resolução em projecto de lei "é um acto de coerência" por parte do CDS-PP e constitui "uma esperança" quer para os professores e para os pais que não querem ver a escola em conflito em 2009.
O diploma, frisou Portas, "não deixa um vazio" e propõe alternativas para "um modelo menos burocrático e mais simples".
Por essa razão, defendeu, o diploma, que é discutido no próximo dia 23, "tem condições para poder passar".
"Não faço pressão sobre a consciência dos deputados, basta-me ser coerente", afirmou, após questionado sobre se desafiava os deputados da maioria socialista a repetirem o sentido de voto ao projecto de resolução.
"Se for aprovado ficarei muito contente, depois logo veremos", afirmou Paulo Portas, quando interrogado sobre se pedirá a demissão da ministra da Educação caso o projecto seja aprovado.
SF.
Lusa/fim

Resistências Escola Secundária Marquês de Pombal


Escola Secundária Marquês de Pombal
Membro Honorário da Ordem de Instrução Pública
Inaugurada em 1884
124 Anos a servir e dignificar o Ensino Público Português


«Os professores da Escola Secundária Marquês de Pombal reunidos no dia 13 de Janeiro, sem qualquer voto contra e cinco abstenções entenderam que as condições objectivas para a aplicação do modelo, mesmo que simplificado, de avaliação do desempenho não se alteraram, tendo em conta os seguintes aspectos:

1. Os docentes exigem que o modelo de avaliação da actividade docente constitua um instrumento fundamental de valorização da escola pública e do desempenho dos professores;
2. Entendem que qualquer alternativa ao actual modelo de avaliação do desempenho só pode passar pelo fim da divisão artificial da carreira em professores e titulares, uma fractura que descredibiliza o próprio estatuto profissional e a função docente;
3. Consideram também que a simplificação agora publicada em Diário da República (Decreto – Regulamentar 1-A/2009, de 1 de Janeiro) despreza a componente científica e pedagógica do trabalho docente, ao mesmo tempo que, não mexendo no essencial do modelo e apresentando-se, apenas, como uma solução transitória, visa ganhar tempo aproveitando-se, cinicamente, do próprio calendário eleitoral para fazer valer, no futuro, medidas por todos rejeitadas;
4. Entendem ser lamentável, contudo, que o ministério da Educação e o Governo recorram à ameaça e à chantagem para forçarem os docentes a abdicarem da sua luta. As declarações recentes do Secretário de Estado Adjunto e da Educação são condenáveis num quadro em que se iniciaram negociações entre Sindicatos e Ministério, visando, designadamente, rever a estrutura da carreira e o modelo de avaliação do desempenho.
Com esta atitude, o Ministério da Educação revela a sua intenção de manter este Estatuto da Carreira Docente, mesmo que, para isso, tenha de passar a ideia de que faz pretensas e irrelevantes cedências, a troco do abandono da luta pelos professores e educadores.
Assim, os professores presentes na reunião decidiram:

• Manter a luta contra a viabilização deste modelo de avaliação do desempenho o qual não é bom para o processo de ensino, para as aprendizagens e para a supressão das dificuldades inerentes ao próprio processo educativo, sobre os quais a avaliação do desempenho deve, também incidir;
• Manter a disponibilidade para continuar a luta por um ECD que dignifique e valorize a profissão docente.»


Lisboa, Escola Secundária Marquês de Pombal, 13 de Janeiro de 2009

Avaliação simplificada da Equipa da Educação

Imagem do KAOS
Caso não tenham reparado, o Governo de Portugal encontra-se numa unidade de cuidados intensivos. Não, não esfreguem as mãos, por razões várias, muitos de nós fomos responsáveis, com o nosso voto, pela sua existência, e depois, coisa bem mais grave, não é o Governo de Portugal que está nos Cuidados Intensivos, somos todos nós, que à vez, iremos perceber que também já estamos com uma senha de vez, na mão.
Sou cidadão português, adulto, com a minha saudável dose de taras e manias, e um perigoso sentido de análise da Realidade. Pelo gosto, sou bastante exclusivo, e reconheço, a quilómetros, quando uma coisa cheira mal. Há, para casos como o meu, uma alínea constitucional, que me salvaguarda o direito de, ao sentir que há mau cheiro no canal, não ser forçado a aproximar-me mais do que quero. Ora sucede que, neste decorrer dos meses, apesar de cada vez gritar mais alto que NÃO QUERO, há uma máquina torpe, medíocre e teimosa que me diz, "não queres, mas has de comer..."
Não como.
Vamos tratar os bois pelos nomes, e voltamos ao Flagelo da Educação. A Educação, em Portugal, está neste momento reduzida a trincheiras onde se faz tudo menos educar. De um lado, um grupo limitado de pessoas, com percursos humanos, académicos e políticos altamente duvidosos, que, mercê das circunstâncias, se tornaram tão públicos, tão batidos e tão escandalosos que não há uma só pessoa interessada que não os conheça, e pelas piores razões. Do ponto de vista do pietismo, Lurdes Rodrigues e Valter Lemos, por exemplo, esticaram de tal modo a corda, até ao ponto do não-retorno, que se esqueceram de que, de um dia para o outro, poderiam voltar a ser banais cidadãos, com direito a privacidade pessoal e ao direito de circulação e anonimato, mas que, pelos seus comportamentos anómalos, passarão a ter, para sempre, a sua integridade em risco.
Numa leitura de Aldeia Global, abdicaram, no futuro, do Direito à Indiferença.
Não há paralelos, mas há imagens que marcam: detesto duas, a de Mussolini e da amante Claretta Petacci, pendurados pelos pés, e a de Ceausecu e da mulher, mal caídos juntos de um muro, olhos abertos, e vítimas de fuzilamento sumário. Em quadrantes diversos, eram as imagens de horror de dois regimes onde o ódio tinha sido extremado.
Do outro lado da barricada, temos os cidadãos com habilitações mais elevadas da Sociedade Portuguesa, coisa que se tornará ainda mais evidente, quando esta guerra se estender ao Ensino Superior -- e está iminente -- e, portanto, desabituada a tratamentos de feira, de peixaria ou de zaragatas entre rameiras e chulos. De um dia para o outro, todavia, descobriram que estavam a lidar com gente politicamente incompetente, academicamente filha do só-deus-sabe, com intervenções na sociedade totalmente anómalas, e com problemas existenciais do foro clínico, mas tornadas em jogos de opressão do Outro. Esse foi o primeiro 1 a 0 dessa corja, o usar armas sujas, com pessoas que estavam habituadas a corredores de pelica e a discussões de patamar intelectual superior. Foi o primeiro, mas já acabou. Neste momento, não haverá na elite portuguesa quem ainda não tenha percebido que essas pessoas não prestam, de qualquer que seja a perspetiva em que sejam abordadas. De aí deriva, como imediata consequência, que qualquer que seja o método que queiram adotar, já perderam qualquer credibilidade na "avaliação" de quem quem quer que seja, porque avaliar pressupõe, pelo próprio valor axiológico do termo, uma superioridade nascida do reconhecimento, e nem a Dona Lurdes, nem o Senhor Valter e o Pedrosa dispõem de qualquer idoneidade para o fazerem. Tornaram-se demasiado conhecidos, e por aqui acaba qualquer diálogo. Aceitar qualquer proposta de avaliação provinda desta corja equivaleria àquela terrível situação que Oscar Wilde descrevia como "a tirania do mais fraco sobre o mais forte".
Não queremos.
O problema, todavia, como sabem, é mais vasto, e vem de um Governo cujo Primeiro-Ministro sofreu a mesma descredibilização Política, Social, Académica e Humana, desde o Caso do Diploma. Há quase dois anos que José Sócrates perdeu qualquer tipo de idoneidade para governar um País Civilizado. Talvez fosse bom para fazer companhia ao seu amigo Mugabe, que preferiu receber, na mesma altura em que virava as costas ao Dalai-Lama, por exemplo. É um oportunista, perverso, filho de uma má-consciência e capaz de tudo para se perpetuar no Poder. Move-o a Vaidade, a fonte de energia mais inesgotável e infinita do Universo, mas nós estamos cá para lhe provar que ele não tem motivo nenhum para vaidade: é um subproduto de um subúrbio europeu, e só consegue singrar porque a quase generalidade da população está mergulhada numa passividade, insensibilidade e níveis de ignorância tais que não conseguem ver que o rei está nu, e essa é a verdadeira Crise da Educação: a incompetência da Opinião Pública.
O "Sol", e agora o "Público", começaram a desenterrar o "menino" que estava em coma induzido. O blogue de Joana Morais é exemplar, e faz a estranha "linkagem", em que temos vindo a insistir, entre as coisas duvidosas do "Caso Maddie" e uma estranha ocorrência, a meter Sócrates e a mãe (!) -- Freud sempre tinha razão... -- os advogados e autarcas do costume, e o usual varrer para debaixo do tapete. A coisa não era nova, e também já tinha circulado pelo "Diário de Notícias" e pelo "Expresso", e anda agora pelas mãos de Cândida Almeida, que até é capaz de ser uma excelente pessoa, mas que, perante os ouvidos incrédulos dos Portugueses, mandou, um dia, arquivar o Caso do Diploma (!)
Quem arquiva um diploma mais facilmente arquiva um "Freeport", mas isso é-me indiferente, porque já não conto com a Justiça Portuguesa para nada, exceto para os desânimos e as anedotas de corredor. No fim, já todos sabemos, haverá sempre um Bibi e um Vale e Azevedo que serão sempre os culpados, e o resto continuará paisagem e gente de mente suja a lançar suspeitas sobre cidadãos honestos.
A porca torce o rabo a ser iminente a Justiça Britânica estar a desenterrar o "Freeport", o que viria ferir de morte Sócrates e os seus ridículos penduricalhos governamentais. Aliás, suponho que esta escalada de tensão entre Poderes Nacionais é já prenúncio de que os senhores se sentem perdidos. Em caso de desespero total, tentarão uma "berlusconização" do Regime, uma antecipação de Eleições, e uma coisa com a qual vocês nunca sonharam, mas a Itália já tem em vigor, que seria um Sócrates, imunizado, por uma Segunda Maioria Absoluta, e colocado acima de qualquer Lei da República.
Não, não se riam: esse é o filme a que poderemos assistir em 2009, e está nas vossas mãos evitá-lo.
Na Blogosfera, ergue-se um movimento que intenta utilizar o voto como arma de protesto, destruindo as massas eleitorais, e entregando os resultados a estranhas derivas, que poderão conduzir a combinatórias parlamentares inesperadas (Pode ler AQUI).
A luta pela Cidadania, todavia, tem de se tornar mais certeira e minuciosa: caso vos interesse, voltei a relembrar o papel do maçónico Jorge Sampaio no 1º Golpe de Estado do Regime Constitucional Português. Todos nós assistimos, e não percebemos o que era, mas já então era.
Há, igualmente, pela Blogosfera, um rumor crescente de que é necessário desmascarar as Sociedades Secretas que governam Portugal. As mais conhecidas são, como é sabido, as diferentes tonalidades da Maçonaria e da Opus Dei, mas não são as únicas, e vamos já a uma verdade de La Palisse: sendo o Supremo Magistrado da República maçónico, e não sendo o Grão-Mestre dessa... coisa, sucede, por silogismo simples, que ocupa uma posição inferior na sua Loja, ou seja, acima do Presidente da República existirá alguém a quem ele deva OBEDIÊNCIA, ou, seja ainda, por transitividade, haverá alguém, na Sombra, que manda em si, cidadão, porque manda no SEU Presidente da República.
Vire o disco, e onde escrevi Maçonaria, escreva agora Opus Dei, ou qualquer coisa afim que lhe venha à testa.
Uma coisa destas é incompatível com DEMOCRACIA, e, ou se clarifica, ou vamos ter de agarrar em chuços e acabar com ela, à força.
Talvez este parágrafo lhe torne mais claro o que aconteceu com Paulo Pedroso, Ferro Rodrigues, Sanatana Lopes, Paulo Portas, José Sócrates, e uma estranha dissolução da Assembleia da República, a pretexto de um Governo que não fez nem a centésima parte do que esta corja tem feito.
Mais do mesmo vem, e torna claro os sorrisos e impunidades de Fátima Felgueira e Armando Vara, quando nos revelam que foram, em idos de 90 sócios fundadores de uma porcaria chamada "SOVENCO" -- depois, obviamente, falida -- com o Sr. Sócrates. Se não acredita, leia aqui, pesquise no "Google", e far-se-lhe-á imediatamente luz sobre muita coisa.
São os Ovos de Colombo da Situação.
Vamos voltar à base: a vaidade de Sócrates não suporta viver sob pressão. A Justiça Britânica, a ser verdade que o está a investigar, e suponho que isso deverá ser a fotonovela das próximas semanas do "SOL", irá pô-lo numa situação igual, ou pior, àquela em que já deveria ter sido colocado, no "Caso do Diploma", porque a Justiça Inglesa não vai lá com telefonemas, gritos histéricos e ameaças. Mais, uma visão atmosférica de toda esta porcaria só me dá vontade de aplicar aqui a mesma bitola do tão criticado Sistema Americano: peneirar, até à exaustão, todo o passado pessoal, politico e quejando dos candidatos a voos políticos. Uma vez descoberta a mácula, afasta-se, e ponto final.
Uma tremenda frente de batalha é a dos Professores: este mês vai ser decisivo para combater um inimigo torpe, desclassificado, e que a História já avaliou como um dos piores períodos políticos da nossa existência, enquanto Nação. Pode parecer que estamos num impasse. Não estamos: até pode suceder que, depois de conquistado o terreno, entre as ruínas, e chegados à porta onde julgamos estar a terrível fera inimiga já só encontremos, depois de um pontapé de arrombamento da porta, três corpos mortos no chão, e já em adiantado estado de putrefação. Até lá, toda a UNIDADE e imaginação serão fundamentais.
Boa Noite.
(Pentágono de resistência, no "Arrebenta-SOL", no "A Sinistra Ministra", no "Democracia em Portugal", "Klandestino" e "The Braganza Mothers")

20090112

1,2,3... 5,6,7... 1,2,3... 5,6,7...

E A VALSA CONTINUA...

"Ministério da Educação indisponível para suspender avaliação"

COM MANUAL DE INSTRUÇÕES

QUEM TE ESCREVEU QUE TE LEIA!

Ora aí está uma boa ideia!

Greve às aulas assistidas até ao Carnaval
Por Margarida Davim

"A Plataforma Sindical dos Professores entrega, esta segunda-feira, um novo pré-aviso de greve ao Ministério da Educação. Depois da greve de dia 19, os docentes prometem continuar a luta, através de um boicote às aulas assistidas. [...]" (SOL)

Porque não somos como o Vara...

Os dias de reflexão dos professores são sempre dias engraçados, há toda uma panóplia de ideias e com elas se poderia formar grande leque. Já caminho para estas reflexões com a pouca expectativa de sempre… e isto porque há muito tempo que vejo as coisas claramente, o governo, através do ME, resolveu poupar uns cobres e resolveu cortar a progressão dos seus funcionários, nomeadamente através da mais vil maquinação que conseguiu mandar para a reforma milhares de colegas que, ao contrário de Armando Vara, não serão promovidos nas suas reformas depois de já lá não estarem…
Disse, na altura, que a proposta do novo ECD e aquela ideia aberrante de reduzir a componente não lectiva era inaceitável, quando comecei a dar aulas os AAE tinham um horário de 42 horas e nós de 22, depois passaram para 40 e nós continuámos com 22, finalmente para 35 e nós 22… Ou seja, reduziram-nos sempre na componente não lectiva…
Não contentes, resolveram fixar-nos nos horários essa componente não lectiva, pelo que os AAE, nas escolas onde ainda existem, continuaram com 35 e nós vimos disparar o nosso para cima de 40… Calados, aceitámos bovinamente… Dividiram-nos em classes e nada se ouviu, etc… O processo faz-me lembrar os avanços de Hitler, até ao avanço de 1 de Setembro de 1939, nada provocaram senão lamúrias e resmungos. A partir daí, como já era por de mais intolerável, como sabem, foi a guerra…
Assim estamos nós… Estamos em guerra, temos que manter e no final exigir as respectivas compensações de guerra, pelo que ela nos custou e pelo que com ela sofremos, ou ser nela derrotados e esperar, apenas, que o pé que nos irá espezinhar não seja mais pesado do que já é…
Quanto às formas de luta, apenas deixo o velho adágio, guerra é guerra… o que significa que deve valer tudo, quando se está em guerra todas as armas são boas, desde que sejam eficazes…
Ideias? Apenas deixo, para já, duas. Greve de zelo por tempo indeterminado, bloqueio das entradas e saídas das principais saídas das cidades à hora de ponta (é muito fácil combinarmos ligeiros toques de 3 ou 4 colegas nos sítios chave) não se esqueçam que somos muitos e se é por isso que temos de ser contidos monetariamente, também nos dá um número de efectivos capaz de por os cabelos em pé a qualquer político, mesmo se se tratar do 6º melhor vestido não sei das quantas…

20090111

Precisa-se de tradutor para homem golfinho

Dois assuntos:
1) Ver img. sff.

Não há matéria que justifique esta proliferação de socretinos ...





Aula de Geografia. O meu profe tirou uma sapatilha nova a um aluno e para risota da aula cheirou-a, deu-a a cheirar e acabou por voltar a calçar o meu colega.
Aula de ET. Um colega meu resolveu andar a deitar fora o material de um colega. Risota geral porque até andou a rastejar de volta para o lugar. O meu professor costuma deixar esse meu colega ir passear pelo Liceu, durante a aula, sem falta, e voltar quando lhe apetece. Outro colega meu até em cima da secretária se pôs.
Aula de Matemática. Um colega meu tirou um sapato mas acabou por não o atirar ao profe. Em vez disso andou a correr atrás dele para lhe bater com uma caneta.

Foi uma galhofa geral. Ninguém foi para a rua. Eu estive quieta e sossegada no meu canto a pensar no que vai acontecer se algo aparecer no YouTube. A minha turma não é problemática e o Liceu ocupa um bom ranking. A maioria dos alunos pertence a classes média-altas e somos quase todos de famílias de pais licenciados.
Muito boa tarde stôres.
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1355027


~ por Acção Directa on Janeiro 7, 2009.
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22 Respostas to “Diz Rantanplan: apontamentos do regresso às aulas.”

Boa tarde, rantanplan.Isso tudo é muito light, muito light…
Oh, o meu liceu
está posicionado nos últimos 50 lugares do ranking!!
Mas nas minhas aulas
ninguém se põe em cima de secretárias, isso só por cima do meu cadáver…
O problema é que eu não consigo dar ou perceber a matéria.A vítima sou eu Professora.O que estão lá a fazer aqueles profes?Eu tenho uma professora velhinha de que ninguém gosta. Mas com ela trabalha-se e tenho sossego. Tirei 4 e tudo. Só que ela não fuma brocas nem curte na maior com os mais velhos cá fora, percebe?
Acção Directa said this on Janeiro 7, 2009 às 3:19 pm
E mais. Quando o meu colega atirar o sapato ao profe e a malta meter o filme na net o profe é uma vítima e a culpa é nossa, não é?

Acção Directa said this on Janeiro 7, 2009 às 3:21 pm

Eu não sou velhinha e também trabalho. Não sou professora de andar aos beijinhos, abraços e de fumar brocas com quem quer que seja. Nunca nenhum aluno andou em cima de secretárias, nem nenhum deles correu atrás de mim, com ou sem caneta. No entanto, como tenho turmas de CEF, alguns já foram muito mal educados. Tiveram que me ouvir e calar, levaram falta e foi feita a respectiva participação da ocorrência. Foram castigados? Claro. Ficaram preocupados com isso? Não. Ir para casa com faltas não conta para nada, porque depois essas faltas são-lhe retiradas. Fazer actividades na comunidade escolar? Sim, pois. Isso não os incomoda nada e até adoram fazê-lo. Alguma ideia sobre que outras medidas podem ser tomadas? Gostava de ter uma resposta.Obrigada.

Oriana said this on Janeiro 7, 2009 às 3:31 pm

Só para que conste, ser mal educado inclui palavreado como “filho da p***, vai p’ró c******, vai levar no c*, etc. (nunca para mim, mas uns com os outros). Isto é normal?!

Oriana said this on Janeiro 7, 2009 às 3:35 pm

Professora Oriana. Eu sou só uma aluna. Muito nova. Estou é farta disto. Expulsem os que lá andam só por andar.E os professores têm de dar o exemplo. Eu tenho profes e já o disse à minha DE que são uns bestas. A culpa da indisciplina é deles.Eu não admito que um profe atire por exemplo sempre as folhas aos alunos, não dê bom dia, mas está sempre pronto para a palhaçada.No meu Liceu não há disciplina porque a maioria dos professores não mete as turmas na ordem.Devia começar pelos profes. Eu sou muito bem comportada. Sou exemplar até porque o Pai “matava-me”.Mas não tenho nenhum respeito pela maioria dos profes. São uns palhaços. Os alunos são o que são. Nem todos. Mas as coisas acontecem e crescem porque os profes não se impõem.

Acção Directa said this on Janeiro 7, 2009 às 3:43 pm

Eu nunca digo asneiras. Nem no Liceu nem em casa. Nem “merda” o pai deixa. Nem linguagem tipo boé e coisas assim.( Não parece mas ele, o meu pai, aqui o dono do blogue, é muito chato nessas coisas. E o outro que também é da família ainda é pior ).

Acção Directa said this on Janeiro 7, 2009 às 3:46 pm

“No meu Liceu não há disciplina porque a maioria dos professores não mete as turmas na ordem.”
Isso só tem a ver com as políticas do ME e da própria escola. Mas ainda és muito novinha, rantanplan…Na minha escola as turmas também não estão na “ordem” mas o Presidente é que manda. O ano passado tivemos um aluno que só andava à pancada dentro e fora da escola, até meteu o corpo de intervenção da PSP. O conselho de turma decidiu expulsá-lo por excesso de faltas (e mau comportamento). O Presidente não assinou e aceitou o aluno de volta por ser de CEF… Imagina a cara dos professores a recebê-lo de novo! Eu fui uma delas…

Na minha escola a maioria dos professores nem ligava.Agora vou estudar. Os profes refilam muito, a de francês grita grita grita, a de inglês grita grita grita mas não estudam por nós.Só chateiam.Estou a falar das minhas.

Acção Directa said this on Janeiro 7, 2009 às 4:26 pm

O teor do post é uma invenção sua, só pode eu não concebo que isso se passe numa sala de aula.

Deve estar a gozar said this on Janeiro 7, 2009 às 11:01 pm

Olha: o teor do post NÃO É INVENÇÂO. Queria saber mais. Dá a cara, o nome, não inventes assinaturas ou mails e ACIMA DE TUDO, porque me parece que até sabes que é verdade, não sejas cobarde. Mais rapazola: cuidado. Aqui só assim nos chamas de mentirosos. Não somos da tua laia nem da tua família. Os últimos que nos chamaram mentirosos a propósito de aulas acabaram com o cu entalado. É chato? É. E muito. É merda desta que dá mau nome à Escola Pública. Aparece como um homenzinho, cara a cara, e vamos lá ver se é verdade ou mentira. Incomodou-te? És o atrasado mental da árvore? Se fores põe-te fino. Mentiroso já sei que és. Se fores o " censor , já sei que és um crápula. Do portão para fora és igual a qualquer um. Sabes, a Verdade é uma merda mas só ela é Revolucionária. E se a minha filha anda farta de palhaços, mais ando eu a ver se um dia destes não me passo a sério.O post é da Rantanplan. Estava lá. Azar. É a turma dela.Esta resposta é minha. Spartakus. Pergunta por aí. 6 anos de blogo e ruim de aturar.

Acção Directa said this on Janeiro 7, 2009 às 11:12 pm

Estavas lá? Parece ó palhaço.Se estavas, cuidado com os filmes…
Ideafix.

Acção Directa said this on Janeiro 7, 2009 às 11:17 pm

Fónix Camaradas.Um ganzado e um suspeito pedófilo o ano passado.Outro brocas este ano e por mim está é na altura de se foder alguma coisa nem que seja as trombas de um.Bolas Sparti é preciso muita pachorra.Não fiques mole porra.

Terminator X said this on Janeiro 7, 2009 às 11:41 pm

K ~caga neles e aguenta-te miúda que nós andamos por aí. Cool.Terminator embora tenhas razão serena porque temos agenda, se te lembras.

Teobaldo said this on Janeiro 7, 2009 às 11:46 pm

Não dialoguem aqui. Vemo-nos. Abraços,
Spartakus.

Acção Directa said this on Janeiro 7, 2009 às 11:47 pm

Tenho muita pena de si, mas, felizmente, não me revejo nesses professores que descreve. Sou educada (também na minha casa nunca tive ordem para dizer palavrões e ainda hoje é assim). Todos as manhãs (começo as aulas às 8:30, embora já esteja na sala a partir das 8:00) dou os bons dias aos meus alunos. Alguns não respondem, outros “grunhem” algo incompreensível.Expulsá-los?! Sim, claro que lhes dou ordem de saída da sala de aula sempre que não se comportam correctamente e lá vão eles com uma actividade/ficha para a biblioteca … Mas no outro dia estão lá de novo e a fazer a mesma coisa. Expulsá-los da escola não é da minha competência. Eu fiz aqui um apelo no outro comentário ao qual ainda ninguém me deu resposta. Agradecia que me dessem alguma ideias para saber como lidar com alunos como estes. Apenas quero fazer o meu trabalho. Obrigada.

Oriana said this on Janeiro 8, 2009 às 12:27 am

Oriana: não sei, também eu. Dei aulas, 13 anos, fartei-me. Percebi que, de facto, não andava lá a fazer o que devia fazer. Ensinar. No caso, Filosofia. Depois disso, já lá vão uns anos, de fora, ou meramente com contactos a partir da experiência da minha miúda, parece-me que a situação entrou em ruptura total. Que lhe posso dizer? Ser uma fraude este modelo dito ” inclusivo e democrático ” de uma Escola Pública que nivela por baixo e esquece, de facto, paradigmas como trabalho, rigor, disciplina e exigência? A crescente falta de capacidade, empenho e autoridade dos Docentes? A implosão do Sistema de Ensino, aliás extensível aos da Saúde ou da Justiça, rostos de uma Democracia anquilosada? O desinteresse e a omissão da Família, dos Pais, consequência como no resto de uma profunda ruptura de Valores e Princípios na nossa sociedade? Não sei. Se calhar a Escola é o retrato de um País à deriva. Acima de tudo, o colapso Ético e escolhas e opções que nos conduziram a um beco sem saída. A Escola é apenas o lado mais frágil de uma Crise mais profunda. Sem se resolverem outros problemas nunca se resolverá nada aqui. Uma coisa eu sei. A maioria dos alunos não quer nem merece estar numa Escola. Que saiam. Arranjem alternativas para eles mas acabem com esta fraude. Mas não só. Como sabe, em recente sondagem, 76% dos Professores disse só dar aulas por causa do salário e por causa da segurança do vínculo laboral. Parece-me que se lhes pode exigir pouco. Que pouco os incomoda o que se passa. Como muitos alunos, se calhar, demasiados Professores andam a mais na Escola Pública. A cereja no topo do bolo? Esta política Ministerial, essa coisa sem sentido: a Tia Milú. Só serve os ” nogueiras ” da situação.Bom dia. Bom trabalho.

Acção Directa said this on Janeiro 8, 2009 às 7:47 am

“…situação entrou em ruptura total.”Nada mais verdadeiro, Spartakus. Olha um exemplo: o comportamento daquela turma de 9º Cef de que falei num post meu, há dias, já deu os seus “frutos”. A colega de HST “passou-se” e foi embora… Tinha 25 anos e era contratada. Não aguentou e demitiu-se ontem. Perguntei à turma o que se tinha passado. Resposta:”Nada de especial. Uns telemóveis. A setôra não aguentou a pressão da aula de 2ªfeira.” Hoje temos lá outra professora. É mais velha. Pode ser que aguente…Já agora, quem é o “Deves estar a gozar”?! Palhação!

Pela resposta e pelo nick e zona do IP, na volta é um dos profes envolvidos.Deixe andar. Isto arrebenta mais dia menos dia.O Spartie está para fora.Eu sou outro. Vou passando mas amanhã menos. Para a semana deve já cá estar tudo.Bom dia.