20090402

Recado aos COLEGAS da Santo Onofre




A morte saiu à rua num dia assim

Naquele lugar sem nome para qualquer fim

Uma gota rubra sobre a calçada cai

E um rio de sangue de um peito aberto sai


O vento que dá nas canas do canavial

E a foice duma ceifeira de Portugal

E o som da bigorna como um clarim do céu

Vão dizendo em toda a parte o Pintor morreu


Teu sangue, Pintor, reclama outra morte igual

Só olho por olho e dente por dente vale

À lei assassina, à morte que te matou

Teu corpo pertence à terra que te abraçou


Aqui te afirmamos dente por dente assim

Que um dia rirá melhor quem rirá por fim

Na curva da estrada à covas feitas no chão

E em todas florirão rosas de uma nação

José Afonso


O MERCEEIRO E A CALCULADORA




SE AS CONTAS ESTIVEREM TÃO BEM FEITAS COMO DA OUTRA VEZ, TEMOS DE LHE DAR O DESCONTO HABITUAL.
SE, POR UM MERO ACASO, ÚNICO E IRREPETÍVEL, ATÉ TIVER RAZÃO, OS MEUS SENTIMENTOS A TODOS OS QUE CONTRIBUIRAM PARA O NÚMERO.

SANTANA CASTILHO AVALIA



tadform | 1 de março de 2009

O polvo está a chegar às escolas


No Público de dia 1 de Abril contei 11 anúncios a propósito da "abertura" de candidaturas ao cargo de Director de Escola ou Agrupamento. Logo me lembrei que era a Lei 75/2008 a entrar direitinho no prazo previsto, publicados os anúncios no jornal, como manda a lei, e logo por coincidência no dia 1 de Abril, que, pelo sim pelo não dá muito jeito aos Socretinos que, sempre podem depois dizer, todo este plano de despojar as escolas de vida democrática, colando-lhe por cima um falso ar democrático, era brincadeira, mentira, dia dos tolos.

Mas eu acredito ser a pura das verdades, a lei de gestão está mesmo a ser posta em prática, e por isso logo me lembrei de uma personagem, que deve estar prestes a ser directora porque já começou há muito a fazer a cama onde se há-de deitar. O conselho geral transitório que escolheu e influenciou usando todos os meios, vai certamente votar nela, que outra coisa poderia acontecer? Fica debaixo de olho dos tolos do ME e vai fingir andar direitinha, de preferência mostrando ser mais papista que o papa. Ela não se importa nada, que as leis sejam absurdas, se é isso que querem que ela faça, ela até gosta. Lá no agrupamento vai tudo para a frente e nem há discussão. Ai a nossa presidente é que falou bem, as outras é uma tristeza as coisas que dizem aos senhores secretários de Estado, deviam ter vergonha e serem mais profissionais. Rodeada de gente assim, está tudo a andar, senhor secretário de Estado e uma troca de olhos cúmplice com a senhora ministra. No final de tudo isto uma boa compensação monetária para fazer o trabalhinho e pôr tudo a andar. Eis a função e a disponibilidade de alguns futuros-directores das escolas e agrupamentos da escola pública.

Ei-los a tomar os lugares do poder, conformes com a lei e em breve num agrupamento mandará absolutamente alguém que diz assim: Nós [portugueses] dantes mandávamos para lá as Marias [criadas]; agora eles [Brasil] mandam-nos as putas e os criminosos. E isto em pleno Conselho Pedagógico, em frente a pais, a professores, numa escola onde há alunos brasileiros, africanos, do leste, ciganos, chineses, tudo, como deve ser na escola pública. O que pensa a tal presidenta dessas crianças, alunos da "sua" escola? Para ela são filhos de putas e criminosos?

Corre-se por esta e por outras o risco de não serem as melhores pessoas a ocuparem o cargo de Director de uma escola, pior ainda se for Agrupamento pois sobe-lhes o poder à cabeça. Ainda mal se sabia do 1-B/2009 e já havia quem se gabasse do aumento, como quem diz para as colegas: queridas, sempre são mais 500 euritos ao fim do mês, nada de especial mas sempre dão jeito para os jacuzis. Ela nunca disse exactamente isto, mas podia ter dito, é pessoa para isso e muito mais. Ela é das cumpridoras e das que ousam, uma Felgueiras.

20090401

ME afasta da Educação Especial 2572 docentes!

"A verdade aí está, agora, nua e crua a dar-nos razão. Ao afastar da educação especial 2572 docentes, o ME desrespeita e ataca o direito constitucional à Educação de milhares crianças e jovens (e suas famílias), degrada a resposta educativa a TODOS os alunos, agrava as condições de trabalho dos profissionais da educação e vibra mais um golpe na Escola Pública Inclusiva". O alerta foi dado pela FENPROF na conferência de imprensa realizada ao início da tarde de 1 de Abril (esta quarta-feira), em Lisboa.

Estiveram presentes na Mesa deste encontro com a comunicação social: Mário Nogueira, secretário-geral da FENPROF,que apresentou e comentou as principais questões abordadas na declaração entregue aos jornalistas; Vitor Gomes (SPN), coordenador do sector da Educação Especial; Filomena Ventura (SPGL); Manuel Rodrigues (SPRC); Ana Simões (SPZS); Helena Freitas (SPM) e Clotilde Duarte (SPRA).

"Desde sempre, as questões da Educação Especial têm vindo a merecer por parte da FENPROF e dos seus Sindicatos, uma especial atenção e têm estado presentes na sua actividade e acção reivindicativa", começa por referir a tomada de posição sindical, que acrescenta:

"O modelo da Escola Inclusiva é uma exigência social e política que se impõe, a par do cumprimento de valores como a democracia, a justiça social, a solidariedade e o direito de todos à educação", e só é realizável no quadro de uma Escola Pública de Qualidade."

Depois de afirmar que "a construção de uma sociedade justa, equilibrada e inclusiva só será uma realidade quando o poder político entender como estratégico um sistema educativo que, inequivocamente, proporcione aos seus alunos uma educação para a cidadania, para os direitos humanos e para o respeito dessa mesma condição, em todas as suas dimensões", a FENPROF lembra que "o Ministério da Educação não hesitou, ao longo desta legislatura e, principalmente, nos últimos três anos, em diminuir os apoios especializados de Educação Especial", criando graves problemas nas escolas e entre as famílias.

Um pouco de história
ou a importância de recordar
alguns passos positivos (iniciais)

"Mas, nem sempre foi assim", sublinha a FENPROF, que recorda: "A partir de 1973/74, o Ministério da Educação publicou importantes diplomas legais que anunciavam a integração e assumiam, pela primeira vez, a educação das crianças e alunos deficientes, embora a maior parte dos investimentos financeiros do estado, na educação destes alunos, tivesse sido dirigida para as estruturas segregadas e não para o desenvolvimento da educação integrada."

E mais adiante:

"Entretanto, não obstante a Lei de Bases do Sistema Educativo atribuir, explicitamente, ao Ministério da Educação, a responsabilidade de orientar a política de educação especial, a acção deste ministério, até inícios da década de 90, permaneceu muito reduzida no que se refere às restantes estruturas privadas. Manteve-se assim, maioritariamente no sector da Segurança Social, o apoio financeiro e a coordenação do encaminhamento de alunos para essas estruturas. Tal facto teve consequências negativas que marcaram a oferta educativa da educação especial até aos nossos dias."

A FENPROF recorda ainda que "só nos anos 90, se assiste a um esforço de coordenação de políticas e de medidas organizativas entre os sectores da Educação e da Segurança Social, que invertem as responsabilidades nesta área, muito embora se mantenham problemas estruturais."

Quanto às estruturas de apoio educativo, é nos anos 70 que se conhecem as primeiras tentativas de organizar esses apoios através de uma intervenção junto dos professores e da escola, e não tanto no apoio directo aos alunos. É, desta fase, a criação dos Serviços de Apoio às Dificuldades de Aprendizagem, que assumiam já uma perspectiva interdisciplinar, na medida em que integravam psicólogos, para além dos docentes, o que lhes conferia características inovadoras. Estes serviços foram extintos em 1988, por serem considerados uma sobreposição às Equipas de Educação Especial.

"Na década de 90 foram criadas as Equipas de Coordenação dos Apoios Educativos, como uma estrutura de avaliação e encaminhamento dos alunos com necessidades educativas especiais e visava a criação de respostas adequadas a dar a esses alunos, nas escolas das suas comunidades", aponta a FENPROF.

Cronologia da política de retrocesso
e de ataque à Educação Especial

"Os últimos anos irão ficar marcados por retrocessos de décadas no desenvolvimento de políticas educativas inclusivas", esclarece a FENPROF, que aponta aklgubns desses momentos mais salientes pela negativa:

Em 2005

· Utilização restritiva do conceito "necessidades educativas especiais", significando portadores de deficiências permanente e prolongadas;

· Diminuição, por consequência, do número de alunos a apoiar pelos serviços de educação especial;

Em 2006

· Criação de três grupos de recrutamento da educação especial, correspondendo à tipologia clássica de deficiências (mental, auditiva e visual), não tendo respeitado a formação inicial dos docentes com formação especializada;

· Realização do primeiro concurso, com apenas 2155 vagas, para os quadros das escolas-sede dos agrupamentos, (deixando de fora as escolas secundárias);

· Este número de vagas é muito reduzido para as reais necessidades das escolas, o que motivou o recurso à figura do destacamento bem como à do "convite", como forma de colmatar as situações resultantes de uma má avaliação de necessidades, por parte do ME;

· Atribuição de funções de educação especial a docentes com ausência de componente lectiva, sem qualquer formação especializada e sem experiência;

Em 2007:

· Ao arrepio da legislação vigente (Decreto-Lei n.º 319/91, de 23 de Agosto), o ME, na ânsia de reduzir para 1,8% a taxa de incidência de alunos considerados com Necessidades Educativas Especiais, pressiona as escolas a utilizar uma classificação da Organização Mundial de Saúde (CIF, OMS – 2001) como paradigma referencial de avaliação das NEE.

A CIF, OMS – 2001, é a peça-chave da estratégia para a elegibilidade de alunos referenciados com NEE para os serviços de educação especial.

A utilização desta classificação pressionou os órgãos de administração e gestão das escolas ao afastamento de milhares de alunos, o que constituiu um verdadeiro atentado à Escola Pública Inclusiva.

Em 2008:

Com a publicação do Decreto-Lei n.º 3, de 7 de Janeiro, o ME assume politicamente um novo conceito de educação especial, restringindo o público-alvo aos alunos com limitações significativas ao nível da actividade e da participação num ou vários domínios de vida, decorrentes de alterações funcionais e estruturais, de carácter permanente, resultando em dificuldades continuadas ao nível da comunicação, da aprendizagem, da mobilidade, da autonomia, do relacionamento interpessoal e da participação social.

A CIF passa a ter cobertura legislativa, mas não é por isso que a torna numa referência positiva de classificação dos alunos com NEE, continuando a sua aplicação a afastar milhares de alunos dos serviços de educação especial;

É neste dispositivo legal que o ME cria as escolas de referência (para alunos cegos e surdos) e as unidades especializadas (multideficiência e alunos do espectro autista), recriando as "classes especiais" da década de 40, do século passado.

Esta "nova" rede da educação especial, que o ME tem vindo a implementar ilegalmente e a se bel prazer, continua no segredo dos deuses, apesar das reclamações da FENPROF para que se proceda à sua publicação (ponto 3 do artigo 4º).

Em 2009:

Com a "nova" regulamentação dos concursos, o ME, continua, teimosamente, a não ouvir a voz daqueles que, no terreno, lidam com as situações reais.

Assim, são já muitas as irregularidades que este concurso, ainda na sua fase inicial, demonstra:

· Mais uma vez, em resultado de uma má avaliação das necessidades reais, as escolas secundárias continuam sem vagas para estes três grupos de recrutamento;

· Os docentes estão a ser opositores a vagas de agrupamentos sem conhecerem se estes fazem parte da ainda desconhecida rede para a educação especial;

· Os docentes dos quadros da educação especial das regiões autónomas da Madeira e dos Açores têm de concorrer na quarta prioridade e não na segunda, como os colegas de qualquer outro grupo de recrutamento;

· Alguns cursos de formação especializada em educação especial continuam excluídos do leque de cursos listados na portaria 212/2009, de 23 de Fevereiro, impedindo os docentes de serem opositores a este concurso;

Serve este enquadramento para demonstrar que o cenário idílico que o ME pretende construir para a educação especial é uma falácia:

· Vagas a concurso para o quadriénio de 2009/2013:

i. Grupo 910 : 787

ii. Grupo 920 : 7

iii. Grupo 930 : 36

Docentes em funções de educação especial (dados – ME)

5557

Concurso de 2006/2009

2155

Diferença

3402

Vagas a concurso (2009/2013)

830

Diferença

- 2572

Este número insignificante de vagas a concurso decorre da utilização, como forma de avaliação das necessidades educativas especiais, da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF, OMS – 2001) e da aglomeração de alunos por tipologias de deficiência nas denominadas escolas de referência.

A FENPROF denunciou, em Junho de 2008, o afastamento de milhares de alunos com NEE, pelo ME dos apoios especializados da educação especial, em consequência da aplicação da CIF na (re)avaliação destes alunos.

O ME acusou, então, a FENPROF de mentir. A verdade aí está, agora, nua e crua a dar-nos razão. Ao afastar da educação especial 2572 docentes, o ME desrespeita e ataca o direito constitucional à Educação de milhares crianças e jovens (e suas famílias), degrada a resposta educativa a TODOS os alunos, agrava as condições de trabalho dos profissionais da educação e vibra mais um golpe na Escola Pública Inclusiva.

De facto o que move este Ministério, em nome do Governo, não é a Educação como um direito humano fundamental de Todos. O que move este Governo / ME é a criação das condições para a transformação da Educação num mega negócio para as suas clientelas privadas.

"Embora consciente das dificuldades, a FENPROF manterá a luta em defesa de uma Escola Pública, de Qualidade e Verdadeiramente INCLUSIVA", conclui.
Fonte: FENPROF
Movimento para a Democracia Directa

No dia 28 de Março estive presente em Alcobaça na fundação do Movimento para a Democracia Directa, sendo que um dos seus principais mentores é António Balbino Caldeira, autor do blog Portugal Profundo (http://doportugalprofundo.blogspot.com/) e que pugna, desde há muito, pela denúncia dos males de corrupção, compadrio e imoralidades com as consequentes ilegalidades de que padece a nossa sociedade.

São princípios basilares deste movimento, que não aspira a ser um partido político, e cito, desenvolver continuamente em Portugal os valores da Democracia, do Estado de Direito, da Liberdade e da Dignidade Humana (in Declaração de Princípios do Movimento).

De acordo com o conceito de Democracia Directa, pretende-se, então, entre outros objectivos:

- a total transparência de quem nos governa com o escrutínio e prestação de contas, mormente através da audição parlamentar obrigatória de todos os escolhidos para cargos governamentais e para cargos dirigentes de nomeação do Governo e da Assembleia da República;

- a simplificação do direito de iniciativa popular de apresentação de propostas legislativas sobre quaisquer matérias, o direito de queixa constitucional (recurso de amparo) e o aproveitamento de actos eleitorais para consultas populares, numa plena utilização das virtualidades do referendo como meio normal de decisão política, designadamente em matéria de revisão constitucional;

- a total clareza do financiamento partidário e eleitoral, fiscalizado por entidade judicial, com sanções penais e de perda de mandato para os casos de incumprimento ( in documento supracitado).

Em síntese, quer-se devolver ao cidadão a capacidade de ter uma voz activa, continuada, responsável e responsabilizadora junto daqueles que elege para seus representantes, não se esgotando, assim, a acção política de cada um de nós no momento do voto.

Nas várias intervenções ouvidas em Alcobaça a tónica dominante foi a necessidade expressa de MUDANÇA dentro dum quadro de dignificação da sociedade e das instituições. Como resultado, e citando António Balbino Caldeira, nos trabalhos sentiu-se uma grande comunhão de sentimentos e vontades irmanadas. É esse espírito de Alcobaça, de unidade e de esperança, que há-de projectar a força do Movimento. E ainda: Fundado o Movimento, é altura de acção. Acção foi a palavra mais ouvida no debate: além da angústia com a situação do Estado e a qualidade da democracia, os membros do Movimento querem acção e sem demora.

Desta forma, aparecerem já propostas concretas de acção a vários níveis, entre outros:

- divulgação dos princípios do Movimento, permitindo alargá-lo a todos os que comungarem dos seus princípios (sendo este o único requisito para que dele se faça parte);

- uma acção política (que não partidária) de intervenção na sociedade e nos seus vários domínios, como sejam, a título de exemplo, a justiça e a educação;

- veicular queixas de cidadãos que aqui poderão encontrar um espaço de livre exercício de cidadania e de forte vontade de resolver ou, pelo menos, de denunciar todas as atitudes atentatórias da Dignidade e da Democracia.

Por tudo o que referi, foi com particular satisfação que estive presente no início deste movimento e é com esperança que tenciono nele continuar e dar o meu contributo. Na área de educação, que tão bem conhecemos, parece-me este movimento aparecer não só na hora certa como também ir ao encontro dos princípios e valores que, enquanto professores, temos vindo a defender.

Num momento em que tendências totalitárias parecem estar a convergir para algo que se adivinha cada vez menos abonatório para o país democrático em que queremos viver (veja-se o recentíssimo exemplo da ameaça de demissão do CE do Agrupamento de Escolas de Santo Onofre - http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1371880 – ou ainda o silenciamento do blog http://portaria-59.blogspot.com/, este último, “por acaso”, da autoria de um dos elementos deste movimento), há que unir esforços pois TODOS nunca seremos demais!

Ana Mendes da Silva
What if....?
Asha

Blogue sobre Educação Inclusiva

Autism Awareness Month

NÃO AGUENTOU TAMANHA EMOÇÃO E... DEMITIU-SE!


Imagem daqui
E, quando menos se previa, o ansiado aconteceu.
Desgastada por estes quase quatro (ou serão quarenta?) de governo e de contestação, a ministra do nosso pesadelo demitiu-se após ter sabido que lhe tínhamos atribuído o prémio ABE.
Se soubéssemos, já o tínhamos atribuído há mais tempo!
As nossas desculpas...

António Balbino Caldeira e o Movimento para a Democracia Directa e não só!



Movimento para a Democracia Directa na TVI

Assunto:
"(...) O blogue http://portaria-59.blogspot.com/ foi silenciado pela ditadura, para saber mais vá aqui: http://pulseiraeletronica.blogspot.com/, deve ter sido o quinto blogue encerrado em Portugal depois de vários outros terem ido a tribunal por dizerem as verdades.(...)" (Portaria ILEGAL deixou um novo comentário na sua mensagem "E NÃO É QUE PARECEM 40?")
Leitura complementar:

20090331

DIRECTOR "À LA CARTE", CE NO OLHO DA RUA

Imagem Protestográfico
"Conselho Executivo de escolas Santo Onofre pode ser destituído"
Autonomia? Democracia? FICA PARA OUTRO DIA...

PRÉMIO ABE

~


Imagem daqui

"Sócrates considera que ministra da Educação fez bem em "nunca ceder""
No Público Online
POR ISSO MESMO EU PROPONHO A ATRIBUIÇÃO DO PRÉMIO ABE (Associação dos Burros Esforçados)

20090330

Perguntas | Mário Crespo

"Porque é que o cidadão José Sócrates ainda não foi constituído arguido no processo Freeport? Porque é que Charles Smith e Manuel Pedro foram constituídos arguidos e José Sócrates não foi? Como é que, estando o epicentro de todo o caso situado num despacho de aprovação exarado no Ministério de Sócrates, ainda ninguém desse Ministério foi constituído arguido? Como é que, havendo suspeitas de irregularidades num Ministério tutelado por José Sócrates, ele não está sequer a ser objecto de investigação? Com que fundamento é que o procurador-geral da República passa atestados públicos de inocência ao primeiro-ministro? Como é que pode garantir essa inocência se o primeiro-ministro não foi nem está a ser investigado? Como é possível não ser necessário investigar José Sócrates se as dúvidas se centram em áreas da sua responsabilidade directa? Como é possível não o investigar face a todos os indícios já conhecidos? Que pressões estão a ser feitas sobre os magistrados do Ministério Público que trabalham no caso Freeport? A quem é que o presidente do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público se está a referir? Se, como dizem, o estatuto de arguido protege quem o recebe, porque é José Sócrates não é objecto dessa protecção institucional? Será que face ao conjunto de elementos insofismáveis e já públicos qualquer outro cidadão não teria já sido constituído arguido? Haverá duas justiças? Será que qualquer outro cidadão não estaria já a ser investigado? Como é que as embaixadas em Lisboa estarão a informar os seus governos sobre o caso Freeport? O que é que dirão do primeiro-ministro de Portugal? O que é que dirão da justiça em Portugal? O que é que estarão a dizer de Portugal? Que efeito estará tudo isto a ter na respeitabilidade do país? Que efeitos terá um Primeiro-ministro na situação de José Sócrates no rating de confiança financeira da República Portuguesa? Quantos pontos a mais de juros é que nos estão a cobrar devido à desconfiança que isto inspira lá fora? E cá dentro também? Que efeitos terá um caso como o Freeport na auto-estima dos portugueses? Quanto é que nos vai custar o caso Freeport? Será que havia ambiente para serem trocados favores por dinheiros no Ministério que José Sócrates tutelou? Se não havia, porque é que José Sócrates, como a lei o prevê, não se constitui assistente no processo Freeport para, com o seu conhecimento único dos factos, ajudar o Ministério Público a levar a investigação a bom termo? Como é que a TVI conseguiu a gravação da conversa sobre o Freeport? Quem é que no Reino Unido está tão ultrajado e zangado com Sócrates para a divulgar? E em Portugal, porque é que a Procuradoria-Geral da República ignorou a gravação quando lhe foi apresentada? E o que é que vai fazer agora que o registo é público? Porque é que o presidente da República não se pronuncia sobre isto? Nem convoca o Conselho de Estado? Como é que, a meio de um processo de investigação jornalística, a ERC se atreve a admoestar a informação da TVI anunciando que a tem sob olho? Será que José Sócrates entendeu que a imensa vaia que levou no CCB na sexta à noite não foi só por ter feito atrasar meia hora o início da ópera?

Nota: O Director de Informação da Antena 1 fez publicar neste jornal uma resposta à minha crítica ao anúncio contra as manifestações sindicais que a estação pública transmitiu. É um direito que lhe assiste. O Direito de Resposta é o filho querido dessa mãe de todas as liberdades que é a Liberdade de Expressão. Bem-haja o jornal que tão elevadamente respeita esse valor. É uma honra escrever aqui."

Fonte: JN

20090329

Quando a Justiça atrapalha...


O indescritível Secretário de Estado Valter Lemos, em resposta à decisão do tribunal sobre a providência cautelar interposta pelo SINDEP, garante que "... não irá «deixar passar em claro a atitude irresponsável dos sindicatos» ou que o Ministério vai exigir em tribunal «a responsabilidade civil de quem intenta acções dessas [providências cautelares] com o objectivo de prejudicar as instituições» ou ainda «Nunca o fizemos, mas é o que vamos passar a fazer», afirma o secretário de Estado, que recorda que «os sindicatos são as únicas entidades que não pagam custas judiciais» e que isso tem levado a que haja «uma instrumentalização da Justiça» no combate às políticas governativas. E remata com uma pérola: «começa a ser óbvio para toda a gente a forma exaustiva e abusiva como os sindicatos têm usado as providências cautelares» ..."

Deixando passar em claro que um Secretário de Estado considera que a Justiça se pode instrumentalizar*, queria sublinhar a noção que este senhor tem do papel dos sindicatos que, obviamente, se deveriam limitar a comparecer nas reuniões, tomar conhecimento das decisões do gabinete ministerial e, instruir os interessados no sentido de cumprir religiosamente as indicações da altíssima sra. Ministra. Assim, Valter Lemos, permite-se intimidar e ameaçar os sindicatos por exigirem o cumprimento da lei!
Ora, estas declarações têm um carácter de tal forma grave que o opróbrio em redor delas só, não se fez sentir, porque já passam despercebidas por entre os dislates habituais.
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* É neste contexto que notícias como esta nos preocupam...

[Luta Social discussão] Sócrates tece a corda que o há-de enforcar

Com certeza que Smith tem razão em repudiar que tenha injuriado Sócrates.

É evidente que a acusação de corrupto apenas é injuriosa se não for fundamentada.
O sr. Sócrates é que terá que provar agora, que o sr. Smith o injuriou!!! Ou seja, terá de provar que é absolutamente certo que não terá nunca havido qualquer tráfico de influências, qualquer acto ilícito, etc. durante a sua longa carreira de político.
Acho que é um acto de desespero político, este de processar todos os órgãos de comunicação (e não apenas a TVI) que se fizeram eco do famoso DVD em que Smith classifica o «nosso» primeiro de corrupto.
Em política o que parece, é. Goste-se ou não desta situação, é a que Sócrates criou. Ele teceu a corda em que se irá enforcar, por certo!
Repare-se no seguinte: O que faria nestas circunstâncias um primeiro-ministro que não tivesse qualquer receio, por ter a consciência limpa? O que faria, caso não tivesse sido influenciado, e muito menos corrompido, aquando da decisão de desvincular a área do futuro Freeport, da área de protecção da Reserva Natural do Estuário do Tejo?

- Poderia expor, numa entrevista televisionada, por exemplo, as fundamentações técnicas, os pareceres, os critérios que na altura lhe fizeram optar por tal decisão.
- Poderia descrever detalhadamente e com outros seus colaboradores da época, todos os passos que levaram ao licenciamento do empreendimento do tal Freeport.
Dando a conhecer isto ao País, estava apenas a cumprir o seu papel, demonstrando que não havia realmente motivos legítimos para se duvidar da honestidade do primeiro-ministro.
Ao não fazer nada disto (que estaria naturalmente ao alcance de um primeiro-ministro e líder do maior partido político) está a dizer implicitamente que há muita sujidade debaixo do tapete.
Ele e todos os que à sua sombra foram «medrando», estão na defensiva. Ele e toda a clique que tomou conta do aparelho de estado, com os privilégios associados, estão confinados a uma atitude defensiva, mesmo (e sobretudo) quando assumem uma postura de fuga para a frente.

Hoje, pode-se afirmar tranquilamente que Sócrates e o socratismo são cadáveres políticos ambulantes.

Manuel Baptista