20090411

Pelo Direito das Crianças a Brincar

Abaixo-assinado



"Exma. Sr.ª Ministra da Educação
Exmos Srs. Presidentes das Câmaras Municipais


Este ano ficámos surpreendidos com o regresso à escola dos nossos filhos, amigos, vizinhos. Descobrimos que agora uma criança com 6 anos de idade estará obrigatoriamente 8 horas numa sala de aula, exactamente o horário de trabalho de um adulto.
Para reduzir custos, cortar no público e garantir que o privado continua a receber subsídios directos e indirectos, as câmaras municipais decidiram, sem consultar ninguém, que as actividades extracurriculares passavam de facto a ser curriculares. Ou seja, antes uma criança tinha aulas até às 15 horas e depois actividades facultativas extracurriculares e agora essas actividades são colocadas no meio das aulas. A razão é simples: antes um professor de música dava aulas numa escola das 15 às 17 e agora o mesmo professor dá aulas em várias escolas ao mesmo tempo. Assim, os alunos do 1.º ciclo têm aulas, depois música, depois aulas, depois inglês, depois ginástica, depois aulas…O resultado é que estão 8 horas numa sala de aula!

Contactámos pessoalmente várias professoras que nos confessaram que as crianças simplesmente estão «exaustas», a partir da tarde não se concentram em nada, e nós pais constatamos que as crianças chegam a casa nervosas e simultaneamente exaustas. Todos os estudos[1] indicam que as crianças que não brincam livremente, em espaços abertos e amplos várias horas por dia, têm mais probabilidade de serem hiperactivas, obesas, terem problemas de motricidade e, claro, são obviamente mais infelizes. O que nos aconteceria a nós, adultos, se estivéssemos 8 horas sempre a ouvir alguém, sentados dentro de uma sala de aula? Como se sentem os nossos filhos?

A escola que conceberam estes responsáveis políticos é improdutiva e péssima para as crianças e não tem nenhuma comparação com o que se passa em qualquer país da Europa. Na França, na Alemanha e nos colégios ricos – onde andam os filhos dos ministros – como o Liceu Francês, as crianças têm 5 horas de aulas e o resto do tempo livre.
O Estado deve arranjar espaços lúdicos para as crianças estarem da parte da tarde, mas esses espaços devem ser lúdicos e amplos e não uma espécie de estudo acompanhado permanente. Que escola é esta em que nas aulas se pinta e se canta e no recreio tem-se estudo acompanhado?
As actividades extracurriculares devem ser «extra» e não obrigatórias; devem ser garantidas pelo Estado e não através de financiamentos a privados. A quem não opta pela ditas actividades deve ser garantido que as crianças simplesmente possam ficar a brincar na escola sob a supervisão de um adulto.

Considerando que:

• Esta é uma lei incompatível com a declaração dos direitos da criança da UNESCO, adoptada pela ONU a 20 de Dezembro de 1959;
• As crianças que não têm actividade física e lúdica tem tendência para ficar hiperactivas, obesas e infelizes;
• Que a escola deve organizar actividades para os pais que não podem ficar com as crianças mas que essas actividades devem ser de facto opcionais e deixar a tarde livre para quem assim o deseja;
• Que as aulas devem ser exigentes mas o espaço de brincadeira deve ser livre, amplo,

Os encarregados de educação abaixo-assinados declaram que:

o Não aceitam que as actividades extracurriculares sejam colocadas no meio do horário das aulas.
o Não aceitam que os seus filhos estejam 8 horas seguidas em actividades lectivas, curriculares ou extracurriculares.
o Estão dispostos a avançar com uma queixa junto do Tribunal Europeu dos Direitos do Homem, caso esta política não seja revista.
________________________________________
[1] http://irrealtv.blogspot.com/2005/12/televiso-os-seus-perigos-e-criana.html; http://www.fmh.utl.pt/Cmotricidade/dm/textoscn/acriancaeojogo.pdf; Jornal Público, 13 de Novembro de 2008, artigo «Criadas entre Quatro Paredes», P2.

Sincerely,

Solidariedade!!!

20090410

Desejos de uma Boa Páscoa

Esta coelhinha de Páscoa não é doce, leva com ovos em vez de os pôr e além disso acaba com os sonhos de um futuro risonho de qualquer criança!

Ainda assim desejo a todos uma Boa Páscoa a quem for de Páscoas!

E a Sinistra Ministra deseja-vos ...

Uma Santa, Boa, Deliciosa e ... Boa Páscoa!

20090409

Os Desígnios Patrióticos!!!!!!

Ontem, durante o debate quinzenal parlamentar ao Governo, o lírico do nosso bem-amado e sublimado primeiro-ministro considerou que o seu Governo estava eivado de um desígnio patriótico nacional (refundação do movimento de 28 de Maio de 1926? Na altura, o Partido Socialista foi um dos movimentos políticos que apoiou o dito cujo, embora mais tarde se tenha revoltado pelo logro..., e sido dissolvido):
1 – Desígnio Patriótico no apoio à recondução de Durão Barroso como Presidente da Comissão Europeia, evitando deste modo que o regresso prematuro do inepto D. Sebastião do PSD possa provocar um percalço nos resultados eleitorais do PS.
2 – Desígnio Patriótico na escolha do camarada Vital Moreira; um gajo porreiro, casado com uma secretária de estado porreira e que defende o delito de opinião, sé a divergência não for com ele, que até gosta de opinar sobre políticas porreiras do líder porreiraço. Depois deste introito, o il vai virar Coimbra do avesso e tentar enviar o je, que já foram vizinhos quando o ex-porreiraço apastava pela solum, para o Tarrafal.
3 – Desígnio Patriótico no minimizar as perdas de 1 200 000 000 de euros da Segurança Social e CGA na bolha especulativa financeira.
4 – Desígnio Patriótico ao não aprovar a ilegalização do enriquecimento ilícito.
5 – Desígnio Patriótico na destruição do Serviço Nacional de Saúde.
6 – Desígnio Patriótico na privatização da Segurança Social.
7 – Desígnio Patriótico na defesa de um processo de Bolonha pelo lado dos custos.
8 – Desígnio Patriótico no destruir da Escola Pública e de um ensino de qualidade (a mediocridade continuará a prevalecer nos políticos do futuro).
9 – Desígnio Patriótico na nomeação da Maria de Lurdes Rodrigues como membro do Conselho de Administração da Caixa Geral de Depósitos.
10 – Desígnio Patriótico em evitar o abandono escolar pagando euros da Europa aos alunos dos cursos profissionais na Escola Pública e enquadrando-os no Estatuto do Aluno, em vez de aplicar normas específicas como as existentes nas Escolas Profissionais.
11 – Desígnio Patriótico em demitir Conselhos Executivos não afetos à Marilu.
12 – Desígnio Patriótico na contração do PIB em 2009.
13 – Desígnio Patriótico em aumentar a mortalidade de idosos, como forma de reduzir as despesas com pensões e reformas e assim baixar o défice público.
14 – Desígnio Patriótico em evitar a consolidação (3 dias no máximo) pós-operatório nos IPOs e afins.
15 – Desígnio Patriótico em silenciar Blogues do contra, como o da Sinistra Ministra.
16 – Desígnio Patriótico em controlar os Media através do Goebbels Tuga (ex-ministro da educação).
17 – Desígnio Patriótico em obrigar os Professores a cumprir ordens criminosas (ilegais – entrega de Objetivos Individuais).
18 – Desígnio Patriótico em manter um omisso Ministro do Ambiente e um Ministro da Economia inoperante em funções.
19 – Desígnio Patriótico em beneficiar as empresas em cujas Administrações onde pontificam ou poderão entrar futuros xuxialistas.
20 – Desígnio Patriótico ao despedir cerca de 16 000 Professores.
21 – Desígnio Patriótico em restaurar o Reitorado/Comissário Político em termos de gestão não democrática (os Conselhos Gerais das Universidades são constituídos por mais de 50% de professores).
Que Outros Desígnios Patrióticos nos estarão reservados?????

Quantos terá que processar?

20090408

Intervenção da CDEP

PASSA PALAVRA: «Entrevista com Carmelinda Pereira (CDEP)» + Debate Público 18/Abr, 15h, Teatro da Comuna

PASSA PALAVRA: «Entrevista com Carmelinda Pereira (CDEP)»

PARA LER AQUI


O Passa Palavra organiza, em Lisboa, no próximo dia 18 de Abril (sábado) entre as 15h e as 18h, uma mesa-redonda e debate, aberta ao público, sobre o tema “A luta dos professores e a defesa da Escola Pública”. Nele estarão presentes sete convidados: António Avelãs, presidente do SPGL; Sérgio Niza, do MEM (Movimento da Escola Moderna); Mário Machaqueiro, da APEDE (Associação de Professores e Educadores em Defesa do Ensino); Carmelinda Pereira, da CDEP (Comissão para a Defesa da Escola Pública); Jaime Pinho, do MEP (Movimento pela Escola Pública); Octávio Gonçalves, do PROMOVA (Professores - Movimento de Valorização); e Ilídio Trindade, do MUP (Mobilizar e Unir os Professores). O debate, moderado pela professora universitária Rita Delgado, será gravado e dele extraído um dossiê a publicar no Passa Palavra. Este evento acontecerá no Teatro da Comuna (Praça de Espanha). Passa Palavra

http://passapalavra.info/

20090407

Da (in)confidencialidade da avaliação

"...um parecer da CADA a que o PÚBLICO teve acesso dá conta do entendimento da comissão: “Se a documentação da avaliação do desempenho da referida docente contiver, como é normal suceder, apenas apreciações de natureza funcional” – ou seja, juízos de valor sobre o exercício das suas funções – “será acessível a qualquer pessoa e sem restrições
Já se o processo contiver também informação que faça parte da esfera da vida privada da avaliada (sobre saúde, vida sexual, convicções filosóficas, políticas ou religiosas, por exemplo) essa informação não pode ser acedida por qualquer pessoa.[...]" in, Público
O Estatuto da Carreira Docente diz que o processo de avaliação dos professores é confidencial mas, esta decisão vem baralhar tudo.
Voltando ainda ao entendimento da CADA, importará perceber em que ponto da minha avaliação irei incluir referências religiosas, sexuais, filosóficas...?
E se incluir referências políticas poderá isso, ter sido levado em conta na minha avaliação?
Se eu me decidir a fazer uma "confissão completa", então pode ter sido precisamente, essa a razão que justifica a minha avaliação num determinado sentido, ou não?

O novo «senso comum» da educação capitalista




A educação escolar nos dias que correm já não é considerada uma forma de ampliar as oportunidades, desenvolver programas de educação intercultural, melhorar as oportunidades de vida das mulheres e dos jovens, mas antes uma maneira de organizar a educação escolar com o fim de promover a competitividade, de tornar rentável o investimento na formação dos futuros recursos humanos. Tanto os socialistas, como os sociais-democratas, liberais e conservadores uniram-se para fazer vencer estas novas regras de jogo, condicionando e estreitando os objectivos políticos do que deveria ser um verdadeira educação, como um direito igual para todos.

O aparecimento simultâneo de reformas educativas em diferentes continentes e países, apesar de se materializar em distintos tempos, lugares e formas, leva-nos a concluir que as actuais reestruturações na educação devem entender-se como um fenómeno global e coerente, plenamente sintonizado com a ideologia neoliberal dominante, e que parece vir a configurar-se como um novo «senso comum», tão poderoso que é capaz de condicionar toda a discussão sobre a matéria.

O esquema é semelhante por todo o lado. Começa com a fabricação de uma imagen catastrofista da educação ( fracasso escolar, indisciplina, etc) para, de seguida, se desfraldar a bandeira de «modernização», da «eficácia» e assim se lançar todo um programa de reestruturação que leva invariavelmente a um enviesamento dos objectivos da educação no sentido de a colocar ao serviço das necessidades e das regras dos mercados e não tanto com vista à formação integral dos indivíduos e dos jovens em idade escolar.

Não é por acaso que o abortado Tratado da Constituição Europeia designa os serviços públicos, tais como o da educação, como Serviços Económicos de Interesse Geral (SEIG), evitando assim definir a educação como um direito, ao mesmo tempo que dilui a responsabilidade do Estado por outros agentes sociais. Ou seja, deixa-se aos provedores privados a iniciativa de desenvolver as suas actividades lucrativas no novo mercado da educação, e só os sectores ou segmentos que não sejam rentáveis serão entregues ao sector público.

Este novo discurso vêm sempre acompanhado pelo chavão da «liberdade de escolha» que se tornou, pelos vistos, a nova base da igualdade entre todos os cidadãos! E já nem sequer se fala que as diferenciações entre os estabelecimentos escolares devam ser minimizadas, proporcionando os recursos necessários àqueles que mais os carecem para poderem melhorar. E isto verifica-se quando precisamente a investigação e análise em educação nos mostra que o sistema de cheques e créditos escolares, e a escolha e o reforço das escolas privadas não favorecem uma melhor educação nem garantem um igual acesso ao bem essencial que é a educação. Uma tal tendência tem mesmo provocado a redefinição e restrição dos fins do que deve ser a matéria própria para a educação, bem como a segregação e o aumento da estratificação social, a drenagem dos recursos das escolas públicas para as privadas, e a transformação da educação num promissor negócio, com óbvias consequências negativas para os jovens dos grupos sociais mais cadenciados.

Aceitar ou não os alunos, com maus resultados nos exames, que provoquem uma consequente descida da posição de uma certa escola no Ranking nacional do mercado da educação, passa a ser uma decisão da gestão das escolas, que conduz à deslocação da atenção sobre as necessidade dos alunos para as necessidades da escola, que passa então a ser o centro da política educativa. No fundo, trata-se de pura gestão empresarial… das escolas, eliminando-se num golpe toda a abordagem personalizada dos jovens educandos e a sua formação integral como objectivo último do sistema educativo.

A introdução dos sistemas e métodos de gestão e funcionamento empresariais nas escolas gera todo um novo ecossistema organizacional que leva à diferenciação dos funcionários docentes( funcionalização do pessoal docente), onde os «ex-professores» se «proletarizam» em tarefas burocrático-funcionais ao serviço da melhor perfomance da escola-empresa. Um fenómeno a que alguns chamam de McDonaldização e que remetem para um gerencialismo e empresarialização das organizações escolares à imagem e ao estilo do que acontece com os conhecidos estabelecimentos de Fast-food espalhados por todo o mundo.

Não se duvida que a escola deva ter uma ligação com as necessidades do mercado laboral. O que já é fortemente questionável é sujeitar as escolas aos diktats do todo-poderoso mercado e fixar metas e objectivos em função das necessidades educativas que não são das próprias pessoas, transformando-as muito simplesmente em puros recursos humanos e mão-de-obra descartável.

A educação deixa então de ser um bem público, uma responsabilidade colectiva, um direito das pessoas, para se transformar em objecto gestionável destinado a servir os objectivos da economia e do mercado, onde a competição individual e as necessidades lucrativas das empresas determinarão as orientações em matéria de política educativa.

Este novo «senso comum» explica, em grande medida, porque é que cada vez mais, muitos jovens, e respectivas famílias, não se preocupam tanto com a qualidade de educação que recebem, e com a igualdade no acesso à educação, preferindo fixarem-se obsessivamente com as boas classificações, custe o que custar, e a simples aquisição de certas competências que possam ser trocadas (ou permutadas) por empregos ( muitas vezes, precários e mal pagos) existentes no mercado laboral.

Eis o que nos espera o refinado negócio da educação do admirável mundo novo do capitalismo global e das suas divindades: a competitividade (a concorrência, a competição e a guerra entre indivíduos e empresas) e o sacrossanto mercado ( transformado agora em deus secularizado que tudo explica e a todos escraviza)


Adaptação de um texto publicado no quinzenário madrileno Diagonal

A "URGÊNCIA" DE HERR DIREKTOR


Conselho Executivo com uma semana pode ser substituído por director
Notícia Sol

Finalmente..., Estado Português Processado!

Divulguem, ....divulguem, ....divulguem!

Estes políticos não se vão esquecer do nome Manuela Estanqueiro, que foi obrigada a trabalhar quase até morrer, sem lhe ser dada a aposentação por incapacidade, com uma Leucemia Mieloide Aguda, com um estado físico e psicológico altamente debilitado!

Há duas semanas o Sindicato de Professores da Zona Centro, entrou com o processo em Tribunal contra o Estado Português, a Caixa Geral de Aposentações e os elementos constituintes da Junta Médica (CARLOS MAIA, MARIA CARMO CRUZ E MANUEL AMADEU RÉ CASTRO).

RESERVO-ME AO DIREITO DE PENSAR QUE SE NÃO HOUVER JUSTIÇA, É PORQUE O PODER POLÍTICO SE SOBREPÕE A TUDO E A TODOS....

Relembro" Estou chocado" - disse o Sr. Primeiro Ministro
Resultados das averiguações do funcionamento das Juntas médicas - nunca foram divulgados publicamente. As atrocidades continuam a acontecer! Então Sr. Primeiro Ministro? O que diz agora?

Teresa Silva - "A Verdadinha"

Conhecem algum caso? Não deixem passar em branco! Divulguem, denunciem !

Nota: Publicação original no dia 6 de Abril pelas 17 horas.

Para o bem e para o mal ...

Nós

20090406

O devido despertar de uma vestal...


Olha... Este acordou agora...

ESTE COMENTÁRIO INSPIROU-ME...

Imagem daqui

Não gostamos da ministra porque:
(...)
VÁ LÁ! Não tenho o dia todo para aqui estar!
Quanto ao outro estafermo, quem quer relembrar?
Lembro que foi à Dra. Manuela Ferreira Leite que ouvi dizer, quando era Ministra da Educação, que os professores tinham de se convencer que, de futuro, um canalizador iria ganhar mais do que eles...
(Obviamente que não tenho nada contra os canalizadores...)

20090405

NÃO ABRAM OS OLHOS, NÃO!...

Imagem daqui
Será este o futuro da educação em Portugal?
Estamos num ponto de viragem. Ou se vira por completo, ou estaremos condenados.