20090418

Somos mais do que professores do ano...

Professor do ano:
  • professor do ano foi aquele que, com depressão profunda, persistiu em ensinar o melhor que sabia e conseguia os seus 80 alunos.
  • professor do ano foi aquela que tinha cancro e deu as suas aulas até morrer.
  • professor do ano foi aquela que leccionou a 600 km de casa e só viu os filhos e o marido de 15 em 15 dias.
  • professor do ano foi aquela que abandonou o marido e foi com a menina de 3 anos para um quarto alugado. como tinha aulas à noite, a menina esperava dormindo nos sofás da sala dos professores.
  • professor do ano foi aquele que comprou o material do seu bolso porque as crianças não podiam e a escola não dava.
  • professor do ano foi aquele que, em cima de todo o seu trabalho, preparou acções de formação e se expôs partilhando o seu saber e os seus materiais.
  • professor do ano foi aquela que teve 5 turmas e 3 níveis diferentes.
  • professor do ano foi aquele que pagou para trabalhar só para que lhe contassem mais uns dias de serviço.
  • professor do ano foi aquele que fez mestrado suportando todos os custos e sacrificando todos os fins-de-semana com a família.
  • professor do ano foi aquele que foi agredido e voltou no dia seguinte com a mesma esperança.
  • professor do ano foi aquele que sacrificou os intervalos e as horas de refeição para tirar mais umas dúvidas.
  • professor do ano foi aquele que organizou uma visita de estudo mesmo sabendo que jorge pedreira considerava que ele estava a faltar.
  • professor do ano foi aquele que encontrou forças para motivar os alunos depois de ser insultado e indignamente tratado pelos seus superiores do ME.
  • professor do ano foi aquela que se manifestou ao sábado sacrificando um direito para preservar os seus alunos.
  • professor do ano foi aquele presidente de executivo que viveu o ano entre o dever absurdo, a pressão e a escola a que quer bem, os colegas que estima.
  • professores do ano, todo o ano, fomos todos nós, professores, que o continuamos a ser mesmo após uma divisão absurda.
  • professor do ano... tanto professor do ano em cada escola, tanto milagre em cada aluno.
...
***** ADENDA ****

jpvideira disse...
olá, boa noite. o texto do post é de minha autoria. chegou aqui já cortado/alterado. o original foi postado por mim nos "dias do fim" (http://diasdofim.blogspot.com/2008/11/professor-do-ano.html) em 24 de novembro de 2008. é bom saber que o texto continua "vivo". só escrevi este comentário porque uma das etiquetas do post é "desconheço o autor". pronto, agora já conhece... um abraço. jpvideira

Obrigada JP! Parabéns pelo texto! Obrigada,
M.

20090417

Uma versão mais soft, Sr. Engenheiro (modo de dizer ... :-|)


Inadmissível

"Monte Abraão | Sintra: desabamento de tecto em escola provoca três a quatro feridos ligeiros" (17.04.2009 - 15h16 Lusa no Público.pt)
Três a quatro docentes da Escola Básica 1/Jardim de Infância de Monte Abraão, no concelho de Sintra, ficaram hoje ligeiramente feridas devido ao desabamento do tecto da sala de professores, disse a presidente da junta.

Segundo Fátima Campos, o tecto caiu minutos depois das 13h00, na hora de almoço, e a entrada das forças da segurança no estabelecimento, inaugurado "há pouco mais de um ano, exigiu o arrombamento dos portões, que "não estavam a funcionar" devidamente.

"Desde sempre que ando a alertar a câmara para as várias situações de risco desta escola, como diversas infiltrações e os portões que mal abrem, mas teve de acontecer um incidente destes para se perceber o problema. Acompanhei toda a obra e foi feita muito rapidamente, a correr", afirmou a responsável.

Fátima Campos adiantou que as professoras feridas foram transportadas por precaução para o Hospital de São Francisco Xavier, não havendo registo de quaisquer ferimentos entre os cerca de 160 alunos da escola. "As crianças ficaram foi em pânico, primeiro com o barulho e depois por verem as professoras feridas nas macas, com colares cervicais", contou.

Fátima Campos adiantou que as crianças, maioritariamente entre três e dez anos, estão a ser acompanhadas por três psicólogas. Cerca das 14h00, permaneciam no estabelecimento alguns alunos, aguardando a chegada dos pais.

A presidente da Junta de Freguesia de Monte Abraão explicou que ainda é cedo para decidir quando é que a escola será reaberta tendo defendido que as aulas não podem recomeçar na próxima segunda-feira. "Primeiro a escola tem de ser toda corrigida e tem de haver uma fiscalização a sério", referiu." (Público.pt)

Pedreira, 'o susceptível'

"O secretário de Estado adjunto e da Educação, Jorge Pedreira, acusou ontem Mário Nogueira de estar "a alimentar um clima de conflitualidade por interesses não sindicais". E apontou como prova o facto de, segundo diz, o dirigente da Federação Nacional de Professores ter afirmado, horas antes, numa reunião no ministério, que "o objectivo da Fenprof é tirar a maioria absoluta ao PS". Nogueira diz que não falou em partidos, mas admite ter dito que "já será positivo se a luta dos professores contribuir para que o próximo governo não tenha maioria absoluta". [...]" (17.04.2009 - 11h48 Graça Barbosa Ribeiro, Público.pt)

"…Mas as crianças, Senhor…"

BAPTISTA-BASTOS

por BAPTISTA-BASTOS

"A sociedade portuguesa perdeu, há muito, a noção de valores e tripudiou sobre as regras de convivência. Lenta mas inexorável uma endemia de dissolução alastrou, de tal forma, que põe em causa a própria razão do ser individual. Abandonámos um conceito de destino e desinteressámo-nos da ideia de futuro, se alguma vez a ambos tivemos. Antero e Oliveira Martins disseram que não. Causticámo-los com o ferrete de cépticos. Desprezámo-los quando devíamos tê-los estudado. A República animou-nos, mas a festa durou pouco. Meio século de cantochão, bota cardada, medos vários, foram as insígnias das nossas obediências. No Abril antigo, o bandolim pareceu tocar a nossa música. Pregámos um susto às bem-pensâncias, andámos a lavar as ruas, a oferecer à pátria um dia de salário e a gritar um estribilho que fora funesto no Chile: "O povo unido jamais será vencido!" Pois sim!

Fui um daqueles que deitou foguetes. E ainda me resta uma pequena fagulha, apesar de o desemprego correr a galope, de os nossos velhos morrerem nos jardins, e de termos atingido, agora, a abjecção com o que fazemos aos nossos miúdos: abandonamo-los, enchemo-los de miséria, de fome e de morte por extinção moral.

Anteontem, os jornais alargaram-se em notícias sobre estes sacrilégios. Porque há pais que abandonam os filhos? Que desespero incontido pode levar alguém a deixar uma criança à bússola do acaso? E que bizarro mecanismo mental encaminha progenitores a não dar de comer aos seus miúdos, mas a adquirir-lhes roupas de marca? Pensemos duas vezes.

A família tem cada vez mais dificuldade em se representar. Mas foi a família que se não opôs às imposições de uma sociedade, cuja inconsistência transformou o secundário em primordial. O desprezo pelos miúdos conduz a conflitos profundos com as suas personalidades. Porém, o Estado abandonou os pais, e os pais deixaram de se interessar, no essencial, pelos filhos. O círculo ainda não encerrou. E as notícias a que me refiro advertem da existência de uma compressão da época e de um mal da alma, resumidos nesta frase medonha: "Não tenho tempo a perder."

Não temos tempo a perder com quem? Com os nossos filhos? Com os outros? Connosco próprios? Estamos a encurtar tudo (a vida, o amor, a amizade, o ócio) com melancólica leviandade. "Às duas por três nascemos/às duas por três morremos/e a vida?/não a vivemos" - ensinou Alexandre O'Neill. Nunca ouvimos os poetas.

Não há unidade nem absoluto possível se não conseguirmos travar a marcha de um sistema doente, cuja natureza se opõe à partilha, e tem destruído e aniquilado o melhor dos nossos sentimentos e emoções." (por Baptista-Bastos, 15 Abril 2009, DN)

'CARTA DE AGRADECIMENTO'

"Logo depois de ter lido aqueles documentos sobre a avaliação dos professores, pensei como lhe deveria agradecer, Srª Ministra. Afinal, aquelas horas passadas diariamente junto do meu filho a verificar se os cadernos e as fichas estavam bem organizados, a preparar a mochila e as matérias a estudar para o dia seguinte, a folhear a caderneta escolar, a analisar e a assinar os trabalhos e os testes realizados nas muitas disciplinas, a curar a inflamação de uma garganta dorida pela voz de comando “Vai estudar!” ou pela frase insistentemente repetida, de 2ª a 6ª feira:”DESPACHA-TE! AINDA CHEGAS ATRASADO!” ou o incómodo e o tempo perdido para o levar diariamente à Escola, percorrendo, mais cedo do que seria necessário, um caminho contrário àquele que me conduziria ao meu emprego, tinham finalmente, os seus dias contados. Doravante, essa responsabilidade passaria para a Escola e, individualmente, para cada um dos seus professores. Finalmente, poderei ir ao cinema, dar dois dedos de conversa no Café do Sr. Artur, trocar umas receitinhas com a minha vizinha (está entrevadinha, coitadinha!) ou acomodar-me deliciosamente no sofá da sala a ver a minha telenovela brasileira preferida.
O rapaz ainda me alertou para os efeitos das faltas o conduzirem à realização de uma prova de recuperação. Fiz contas e encolhi os ombros - poupo gasóleo e muitos minutos de caminho, de tráfego e de ajuntamentos. Afinal, ele até é esperto e, se calhar, na internet, encontra alguns trabalhos ou testes já feitos… Sempre pode fazer “copy – paste”…
Efectivamente, as provas de recuperação parecem-me a melhor solução para acabar com a minha asfixia matinal e vespertina. Ontem, a minha vizinha da frente, que tem dois ganapos na escola do meu, disse-me que, se ele continuar a faltar, o vêm buscar a casa, e que, no próximo ano lectivo, os professores vão tomar conta deles depois das aulas.
Oiro sobre azul. Obrigada, Srª Ministra. A Senhora é que percebe desta coisa de ser mãe! A Senhora desculpe a minha ousadia, mas será que também não seria possível fazer uma lei para os miúdos poderem ficar a dormir na escola? Bastava mandar retirar as mesas e cadeiras das salas de aula e substituí-las por beliches, à noite. De manhã, era só desmontar e voltar a arrumar. Têm bar, cantina e até duche. Com jeito, eles ainda aprendiam alguma coisinha sobre tarefas domésticas, porque, em casa, não os podemos obrigar a fazer nada ou somos acusados de exploradores do trabalho infantil com a ameaça dos putos ainda poderem apresentar queixa junto das autoridades policiais.
Ao Sábado, Srª Ministra, podiam ocupá-los com actividades desportivas ou de grupo, teatro, catequese, escuteiros, defesa pessoal…
O ideal mesmo era que os pudéssemos ir buscar ao Domingo, só para não se esquecerem dos rostos familiares.
O meu medo, Srª Ministra é aquela ideia que a minha vizinha Sandrinha, aquela dos três ganapos, comentava hoje comigo. Dizia-me que a Senhora Ministra quer criar o ensino doméstico. Eu acho que ela deve ter ouvido mal ou então confundiu o jornal da SIC com aquele programa da troca de casais do canal 24. Eu acho que isso não vinga em Portugal, porque não temos a extensão de uma América do Norte ou de uma Austrália e, por outro lado, tinha que comprar e equipar os VEI (veículos de educação itinerante), o que iria agravar mais o deficit das contas públicas e o insucesso dos nossos miúdos. Foi isso eu disse à Sandrinha. Acho que ela deve estar enganada. Logo agora, que podemos respirar de alívio porque não temos que nos preocupar com a escola dos garotos, essa ideia vinha destruir tudo, porque os obrigava a ficar em casa para receberem os VEI e aos pais ainda iria ser exigido algum acompanhamento.
A Senhora faça é aquilo que decidiu e não oiça o que os inimigos dos pais e das mães lhe tentam dizer (já agora, lembre-se da minha sugestãozita!). Assim, os professores, com medo da sua própria avaliação, passam a dar boas notas e a passar todos os miúdos e, desta forma, o nosso país varre o lixo para debaixo do tapete, porque é muito feio e incomodativo mostrarmos, lá fora, que somos menos capacitados que os nossos “hermanos” europeus.

Uma mãe e encarregada de educação agradecida

20090416

O regime de Portugal tem uma grave doença que precisa de ser diagnosticada

Tenho reflectido sobre os rumos da democracia em Portugal e cheguei à conclusão de que o problema é que se trata de uma enfermidade não diagnosticada, ou um diagnóstico feito mas não reconhecido pelas gentes.

Portugal, desde há pelo menos 200 anos, passou de país colonizador a país colonizado, submetido por várias potências: primeiro a Grã-Bretanha, depois pelos países ricos da UE, com participação dos EUA.

Tudo se pode compreender melhor, incluindo a enorme quantidade de corrupção e falta de vergonha da classe política, se virmos este país como uma vulgar neo-colónia, seja do continente sul -americano, seja africano.

De facto, esses países têm (ou tiveram) regimes que até podem ser formalmente democráticos, mas onde uma pequena oligarquia manda, usando políticos corruptos para fazer o jogo da representação emanter assim o povo quieto.

Gostava de escrever um livro para fundamentar melhor e tornar mais popular esta tese. Preciso de colaborações sobre o assunto.

Escrevam-me:manuelbap@yahoo.com

Agradeço qualquer apoio que queiram dar-me.

Solidariedade,
Manuel Baptista

20090415

MLR quer campanha para promover a Matemática ou "naturalizar" versus "desnaturalizar"

(imagem de fotos.sapo.pt/susanamarques/pic/0000z5st)

Mais uma cacas propagandística sem um vislumbre de repostas minimamente credíveis. Interessante como a Sociedade Portuguesa de Matemática continua arredada de tudo o que tem a ver com o ensino de Matemática neste país. Parece que o Nuno Crato é "persona non grata". Porque será???:-)


Ainda assim, destaco algumas "ideias":


" A escola tem de ter meios para conseguir melhores resultados escolares ao nível da Matemática, mas sozinha muitas vezes não consegue ultrapassar todas as dificuldades, sobretudo quando o meio é adverso e nós não temos um meio favorável, naturalizamos demais as incapacidades dos nossos alunos em matérias como a Matemática» - "estrangeirar" as incapacidades dos alunos e não "naturalizá-las" dará um forte apoio às escolas no ensino da Matemática .


"Devíamos ter uma espécie de campanha" - e senhora não sabe muito bem o quê, daí "uma espécie de...". Eu sugeria episódios de Morangos com Açucar com professores e professoras bué da cools a dizer que a Matemática é fixe... e as personagens mais importantes seriam os melhores alunos da turma e conheciam-se pelo amor que ambos tinham a passar as tardes a fazer exercìcios de Matemática. Seria uma forma de a "desnaturalizar" os maus resultados, portantos!


«Aquilo que há é pouco trabalho e portanto precisamos de trabalhar mais, fazer exercícios, acompanhar os alunos no estudo». - temos aqui a maior contribuição para a "naturalização" de bons resultados a Matemática num futuro muito próximo ( e se calhar a resposta a quem se perguntava para onde ia MLR já que não estava nas listas para o PE): o futuro de MLR será a fazer exercícios e a acompanhar os alunos no estudo da Matemática! E, por uma vez, estamos de acordo: aquilo que todos nós também achamos é que, da parte dela e da sua equipa, há efectivamente pouco trabalho com vista a "desnaturalizar" o disparate e a perceber as asneiras que andam a fazer a nível da educação neste país.

ARREEEE!!!!!!!!!!

AnaC


Ministra quer campanha para promover Matemática


A ministra da Educação considerou hoje positivo que o Presidente da República dedique um roteiro à Matemática e defendeu «um esforço do país», centrado na escola, mas envolvendo pais e meios de comunicação, para melhorar resultados escolares «A escola tem de ter meios para conseguir melhores resultados escolares ao nível da Matemática, mas sozinha muitas vezes não consegue ultrapassar todas as dificuldades, sobretudo quando o meio é adverso e nós não temos um meio favorável, naturalizamos demais as incapacidades dos nossos alunos em matérias como a Matemática» , disse Maria de Lurdes Rodrigues aos jornalistas, em Caparide (Cascais). Para a responsável pela pasta da Educação, é necessário inverter esta atitude e dizer: «Não é normal ter maus resultados a Matemática. Normal é ter bons resultados como às outras disciplinas». «Este processo de desnaturalização dos maus resultados tem de envolver todos, até os meios de comunicação, até as telenovelas, até os anúncios. Devíamos ter uma espécie de campanha que chamasse a atenção para várias coisas» , defendeu. Segundo a ministra, não seria assim tão difícil incutir nas crianças o gosto pela Matemática e proporcionar-lhes a felicidade de alcançarem bons resultados na disciplina. Maria de Lurdes Rodrigues considera que esta «campanha» deveria também chegar aos pais, transmitindo-lhes que não devem ser mais tolerantes com os maus resultados a Matemática do que são com outras disciplinas. A ministra considera que, muitas vezes, os pais acabam por ser tolerantes com os maus resultados dos filhos porque eles próprios não foram bons alunos a Matemática, mas adverte: «Isto não é hereditário». «Os pais têm de estar atentos. Mesmo que eles tenham tido dificuldades devem ser exigentes com os filhos nestas matérias» , disse, acrescentando que durante demasiados anos o país se conformou com maus resultados a esta disciplina. «Isso não é natural, não há nada de genético nos portugueses que justifique este mau resultado» , afirmou a ministra, criticando: «Aquilo que há é pouco trabalho e portanto precisamos de trabalhar mais, fazer exercícios, acompanhar os alunos no estudo». O Ministério da Educação decidiu alargar ao 1.º Ciclo o Plano de Acção para a Matemática no próximo ano lectivo, altura em que arranca também o novo programa da disciplina. O plano, já aplicado ao 2.º e 3.º ciclos, tem tido um impacto positivo «quer ao nível das práticas lectivas, quer do trabalho entre professores», segundo o ministério. A ministra realçou a importância de se retirar proveito de haver hoje provas de aferição universais, generalizadas a todas as escolas, e envolver os professores do 1.º Ciclo na melhoria desses resultados.
Lusa / SOL http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=132171

EM DESTAQUE - Professor Surdo Francisco Goulão

Imagem do blogue do Prof. Francisco Goulão
"OLÁ SOU FRANCISCO GOULÃO SOU SURDO E PROFESSOR DE SURDOS ESTAMOS NUM PAÍS IGNORADO QUE NÃO CONHECE O MUNDO DOS SURDOS.VIVA A ESCOLA ESPECIAL E EXCLUSIVA PARA AS CRIANÇAS SURDAS E ABAIXO A ESCOLA INCLUSIVA.RESPEITAR O ESTADO,A NAÇÃO,A PÁTRIA,O PORTUGAL E AS CRIANÇAS SURDAS.A POLÍTICA NÃO RESOLVER NADA E DEVE SER BANIDA.OS POLÍTICOS MENTEM E NÃO CUMPREM NADA.A DEMOCRACIA NÃO SE PODE GOVERNAR CONTRA AS PESSOAS.RESPEITAR A CONSTITUIÇÃO E OS DEFICIENTES.VIVA A COMUNIDADE SURDA." (Francisco Goulão)

20090413

senhor inginheiro!



ALLÔ PORTO! EMPLASTRAGEM EM ACÇÃO


Imagem daqui
O COELHINHO DA PÁSCOA E A PATA CHOCA VISITAM HOJE TRÊS ESCOLAS NO PORTO
Notícia JN
Aproveitando a ausência dos desagradados, eles aí vão dar um ar da sua pouca graça (pouca porque eu hoje estou uma mãos largas...)

20090411

Pelo Direito das Crianças a Brincar

Abaixo-assinado



"Exma. Sr.ª Ministra da Educação
Exmos Srs. Presidentes das Câmaras Municipais


Este ano ficámos surpreendidos com o regresso à escola dos nossos filhos, amigos, vizinhos. Descobrimos que agora uma criança com 6 anos de idade estará obrigatoriamente 8 horas numa sala de aula, exactamente o horário de trabalho de um adulto.
Para reduzir custos, cortar no público e garantir que o privado continua a receber subsídios directos e indirectos, as câmaras municipais decidiram, sem consultar ninguém, que as actividades extracurriculares passavam de facto a ser curriculares. Ou seja, antes uma criança tinha aulas até às 15 horas e depois actividades facultativas extracurriculares e agora essas actividades são colocadas no meio das aulas. A razão é simples: antes um professor de música dava aulas numa escola das 15 às 17 e agora o mesmo professor dá aulas em várias escolas ao mesmo tempo. Assim, os alunos do 1.º ciclo têm aulas, depois música, depois aulas, depois inglês, depois ginástica, depois aulas…O resultado é que estão 8 horas numa sala de aula!

Contactámos pessoalmente várias professoras que nos confessaram que as crianças simplesmente estão «exaustas», a partir da tarde não se concentram em nada, e nós pais constatamos que as crianças chegam a casa nervosas e simultaneamente exaustas. Todos os estudos[1] indicam que as crianças que não brincam livremente, em espaços abertos e amplos várias horas por dia, têm mais probabilidade de serem hiperactivas, obesas, terem problemas de motricidade e, claro, são obviamente mais infelizes. O que nos aconteceria a nós, adultos, se estivéssemos 8 horas sempre a ouvir alguém, sentados dentro de uma sala de aula? Como se sentem os nossos filhos?

A escola que conceberam estes responsáveis políticos é improdutiva e péssima para as crianças e não tem nenhuma comparação com o que se passa em qualquer país da Europa. Na França, na Alemanha e nos colégios ricos – onde andam os filhos dos ministros – como o Liceu Francês, as crianças têm 5 horas de aulas e o resto do tempo livre.
O Estado deve arranjar espaços lúdicos para as crianças estarem da parte da tarde, mas esses espaços devem ser lúdicos e amplos e não uma espécie de estudo acompanhado permanente. Que escola é esta em que nas aulas se pinta e se canta e no recreio tem-se estudo acompanhado?
As actividades extracurriculares devem ser «extra» e não obrigatórias; devem ser garantidas pelo Estado e não através de financiamentos a privados. A quem não opta pela ditas actividades deve ser garantido que as crianças simplesmente possam ficar a brincar na escola sob a supervisão de um adulto.

Considerando que:

• Esta é uma lei incompatível com a declaração dos direitos da criança da UNESCO, adoptada pela ONU a 20 de Dezembro de 1959;
• As crianças que não têm actividade física e lúdica tem tendência para ficar hiperactivas, obesas e infelizes;
• Que a escola deve organizar actividades para os pais que não podem ficar com as crianças mas que essas actividades devem ser de facto opcionais e deixar a tarde livre para quem assim o deseja;
• Que as aulas devem ser exigentes mas o espaço de brincadeira deve ser livre, amplo,

Os encarregados de educação abaixo-assinados declaram que:

o Não aceitam que as actividades extracurriculares sejam colocadas no meio do horário das aulas.
o Não aceitam que os seus filhos estejam 8 horas seguidas em actividades lectivas, curriculares ou extracurriculares.
o Estão dispostos a avançar com uma queixa junto do Tribunal Europeu dos Direitos do Homem, caso esta política não seja revista.
________________________________________
[1] http://irrealtv.blogspot.com/2005/12/televiso-os-seus-perigos-e-criana.html; http://www.fmh.utl.pt/Cmotricidade/dm/textoscn/acriancaeojogo.pdf; Jornal Público, 13 de Novembro de 2008, artigo «Criadas entre Quatro Paredes», P2.

Sincerely,

Solidariedade!!!

20090410

Desejos de uma Boa Páscoa

Esta coelhinha de Páscoa não é doce, leva com ovos em vez de os pôr e além disso acaba com os sonhos de um futuro risonho de qualquer criança!

Ainda assim desejo a todos uma Boa Páscoa a quem for de Páscoas!