20090419
tudo aquilo que você quer saber e nunca teve oportunidade de perguntar...
Qualquer pessoa pode enviar a partir de hoje perguntas a José Sócrates, dez das quais serão respondidas em directo no próximo dia 25 no site de apoio ao secretário-geral do PS, divulgou fonte do partido.
No dia 25, entre as 17h00 e as 18h00, Sócrates vai responder em directo e por vídeo a dez perguntas, seleccionadas entre as que podem começar a ser enviadas hoje.
As questões podem ser enviadas por vídeo através do site Movimento Sócrates 2009.
A página na Internet tem também a partir de hoje, na secção MyMOV – com mais de 4.500 registos -, grupos de discussão dedicados a temas como Ambiente, Cultura, Empresas e Emprego, Energia, Ciência e Tecnologia, Europa e Mundo, Defesa, Segurança e Justiça.
Esta secção, destinada a quem pretende comunicar dentro do Movimento Sócrates 2009, foi lançada há uma semana e funciona como uma rede social de partilha de conteúdos, onde o utilizador pode convidar amigos e pertencer a grupos de interesse.
O site vai transmitir em directo, esta terça-feira à noite, a entrevista de José Sócrates à RTP.
Também no próximo dia 28, o ministro dos Assuntos Parlamentares, Augusto Santos Silva, inaugura um espaço de chat, que vai acontecer todas as semanas com várias figuras do mundo desportivo, cultural, político, económico e financeiro.
Entre as 21:30 e as 22:30, o ministro vai responder a todas as questões que lhe sejam colocadas.
O site contém ainda uma secção dedicada ao Fórum Público – o primeiro incidiu sobre as energias renováveis, e o assunto seguinte, a lançar na quinta-feira, é o programa “Novas Oportunidades”.
A secção MovTV disponibiliza 45 vídeos, que já foram visualizados mais de oito mil vezes, com depoimentos desde o cidadão comum a personalidades como Maria Barroso ou o histórico do PS e ex-tarrafalista Edmundo Pedro.
O site conta com mais de 177 mil páginas vistas, com um tempo médio de três minutos e meio de consulta.
20090418
Somos mais do que professores do ano...
- professor do ano foi aquele que, com depressão profunda, persistiu em ensinar o melhor que sabia e conseguia os seus 80 alunos.
- professor do ano foi aquela que tinha cancro e deu as suas aulas até morrer.
- professor do ano foi aquela que leccionou a 600 km de casa e só viu os filhos e o marido de 15 em 15 dias.
- professor do ano foi aquela que abandonou o marido e foi com a menina de 3 anos para um quarto alugado. como tinha aulas à noite, a menina esperava dormindo nos sofás da sala dos professores.
- professor do ano foi aquele que comprou o material do seu bolso porque as crianças não podiam e a escola não dava.
- professor do ano foi aquele que, em cima de todo o seu trabalho, preparou acções de formação e se expôs partilhando o seu saber e os seus materiais.
- professor do ano foi aquela que teve 5 turmas e 3 níveis diferentes.
- professor do ano foi aquele que pagou para trabalhar só para que lhe contassem mais uns dias de serviço.
- professor do ano foi aquele que fez mestrado suportando todos os custos e sacrificando todos os fins-de-semana com a família.
- professor do ano foi aquele que foi agredido e voltou no dia seguinte com a mesma esperança.
- professor do ano foi aquele que sacrificou os intervalos e as horas de refeição para tirar mais umas dúvidas.
- professor do ano foi aquele que organizou uma visita de estudo mesmo sabendo que jorge pedreira considerava que ele estava a faltar.
- professor do ano foi aquele que encontrou forças para motivar os alunos depois de ser insultado e indignamente tratado pelos seus superiores do ME.
- professor do ano foi aquela que se manifestou ao sábado sacrificando um direito para preservar os seus alunos.
- professor do ano foi aquele presidente de executivo que viveu o ano entre o dever absurdo, a pressão e a escola a que quer bem, os colegas que estima.
- professores do ano, todo o ano, fomos todos nós, professores, que o continuamos a ser mesmo após uma divisão absurda.
- professor do ano... tanto professor do ano em cada escola, tanto milagre em cada aluno.
jpvideira disse...
olá, boa noite. o texto do post é de minha autoria. chegou aqui já cortado/alterado. o original foi postado por mim nos "dias do fim" (http://diasdofim.blogspot.com/2008/11/professor-do-ano.html) em 24 de novembro de 2008. é bom saber que o texto continua "vivo". só escrevi este comentário porque uma das etiquetas do post é "desconheço o autor". pronto, agora já conhece... um abraço. jpvideira
M.
20090417
Inadmissível
Três a quatro docentes da Escola Básica 1/Jardim de Infância de Monte Abraão, no concelho de Sintra, ficaram hoje ligeiramente feridas devido ao desabamento do tecto da sala de professores, disse a presidente da junta.
Segundo Fátima Campos, o tecto caiu minutos depois das 13h00, na hora de almoço, e a entrada das forças da segurança no estabelecimento, inaugurado "há pouco mais de um ano, exigiu o arrombamento dos portões, que "não estavam a funcionar" devidamente.
"Desde sempre que ando a alertar a câmara para as várias situações de risco desta escola, como diversas infiltrações e os portões que mal abrem, mas teve de acontecer um incidente destes para se perceber o problema. Acompanhei toda a obra e foi feita muito rapidamente, a correr", afirmou a responsável.
Fátima Campos adiantou que as professoras feridas foram transportadas por precaução para o Hospital de São Francisco Xavier, não havendo registo de quaisquer ferimentos entre os cerca de 160 alunos da escola. "As crianças ficaram foi em pânico, primeiro com o barulho e depois por verem as professoras feridas nas macas, com colares cervicais", contou.
Fátima Campos adiantou que as crianças, maioritariamente entre três e dez anos, estão a ser acompanhadas por três psicólogas. Cerca das 14h00, permaneciam no estabelecimento alguns alunos, aguardando a chegada dos pais.
A presidente da Junta de Freguesia de Monte Abraão explicou que ainda é cedo para decidir quando é que a escola será reaberta tendo defendido que as aulas não podem recomeçar na próxima segunda-feira. "Primeiro a escola tem de ser toda corrigida e tem de haver uma fiscalização a sério", referiu." (Público.pt)
Pedreira, 'o susceptível'
"O secretário de Estado adjunto e da Educação, Jorge Pedreira, acusou ontem Mário Nogueira de estar "a alimentar um clima de conflitualidade por interesses não sindicais". E apontou como prova o facto de, segundo diz, o dirigente da Federação Nacional de Professores ter afirmado, horas antes, numa reunião no ministério, que "o objectivo da Fenprof é tirar a maioria absoluta ao PS". Nogueira diz que não falou em partidos, mas admite ter dito que "já será positivo se a luta dos professores contribuir para que o próximo governo não tenha maioria absoluta". [...]" (17.04.2009 - 11h48 Graça Barbosa Ribeiro, Público.pt)
"…Mas as crianças, Senhor…"
por BAPTISTA-BASTOS
"A sociedade portuguesa perdeu, há muito, a noção de valores e tripudiou sobre as regras de convivência. Lenta mas inexorável uma endemia de dissolução alastrou, de tal forma, que põe em causa a própria razão do ser individual. Abandonámos um conceito de destino e desinteressámo-nos da ideia de futuro, se alguma vez a ambos tivemos. Antero e Oliveira Martins disseram que não. Causticámo-los com o ferrete de cépticos. Desprezámo-los quando devíamos tê-los estudado. A República animou-nos, mas a festa durou pouco. Meio século de cantochão, bota cardada, medos vários, foram as insígnias das nossas obediências. No Abril antigo, o bandolim pareceu tocar a nossa música. Pregámos um susto às bem-pensâncias, andámos a lavar as ruas, a oferecer à pátria um dia de salário e a gritar um estribilho que fora funesto no Chile: "O povo unido jamais será vencido!" Pois sim!
Fui um daqueles que deitou foguetes. E ainda me resta uma pequena fagulha, apesar de o desemprego correr a galope, de os nossos velhos morrerem nos jardins, e de termos atingido, agora, a abjecção com o que fazemos aos nossos miúdos: abandonamo-los, enchemo-los de miséria, de fome e de morte por extinção moral.
Anteontem, os jornais alargaram-se em notícias sobre estes sacrilégios. Porque há pais que abandonam os filhos? Que desespero incontido pode levar alguém a deixar uma criança à bússola do acaso? E que bizarro mecanismo mental encaminha progenitores a não dar de comer aos seus miúdos, mas a adquirir-lhes roupas de marca? Pensemos duas vezes.
A família tem cada vez mais dificuldade em se representar. Mas foi a família que se não opôs às imposições de uma sociedade, cuja inconsistência transformou o secundário em primordial. O desprezo pelos miúdos conduz a conflitos profundos com as suas personalidades. Porém, o Estado abandonou os pais, e os pais deixaram de se interessar, no essencial, pelos filhos. O círculo ainda não encerrou. E as notícias a que me refiro advertem da existência de uma compressão da época e de um mal da alma, resumidos nesta frase medonha: "Não tenho tempo a perder."
Não temos tempo a perder com quem? Com os nossos filhos? Com os outros? Connosco próprios? Estamos a encurtar tudo (a vida, o amor, a amizade, o ócio) com melancólica leviandade. "Às duas por três nascemos/às duas por três morremos/e a vida?/não a vivemos" - ensinou Alexandre O'Neill. Nunca ouvimos os poetas.
Não há unidade nem absoluto possível se não conseguirmos travar a marcha de um sistema doente, cuja natureza se opõe à partilha, e tem destruído e aniquilado o melhor dos nossos sentimentos e emoções." (por Baptista-Bastos, 15 Abril 2009, DN)
'CARTA DE AGRADECIMENTO'
"Logo depois de ter lido aqueles documentos sobre a avaliação dos professores, pensei como lhe deveria agradecer, Srª Ministra. Afinal, aquelas horas passadas diariamente junto do meu filho a verificar se os cadernos e as fichas estavam bem organizados, a preparar a mochila e as matérias a estudar para o dia seguinte, a folhear a caderneta escolar, a analisar e a assinar os trabalhos e os testes realizados nas muitas disciplinas, a curar a inflamação de uma garganta dorida pela voz de comando “Vai estudar!” ou pela frase insistentemente repetida, de 2ª a 6ª feira:”DESPACHA-TE! AINDA CHEGAS ATRASADO!” ou o incómodo e o tempo perdido para o levar diariamente à Escola, percorrendo, mais cedo do que seria necessário, um caminho contrário àquele que me conduziria ao meu emprego, tinham finalmente, os seus dias contados. Doravante, essa responsabilidade passaria para a Escola e, individualmente, para cada um dos seus professores. Finalmente, poderei ir ao cinema, dar dois dedos de conversa no Café do Sr. Artur, trocar umas receitinhas com a minha vizinha (está entrevadinha, coitadinha!) ou acomodar-me deliciosamente no sofá da sala a ver a minha telenovela brasileira preferida.
O rapaz ainda me alertou para os efeitos das faltas o conduzirem à realização de uma prova de recuperação. Fiz contas e encolhi os ombros - poupo gasóleo e muitos minutos de caminho, de tráfego e de ajuntamentos. Afinal, ele até é esperto e, se calhar, na internet, encontra alguns trabalhos ou testes já feitos… Sempre pode fazer “copy – paste”…
Efectivamente, as provas de recuperação parecem-me a melhor solução para acabar com a minha asfixia matinal e vespertina. Ontem, a minha vizinha da frente, que tem dois ganapos na escola do meu, disse-me que, se ele continuar a faltar, o vêm buscar a casa, e que, no próximo ano lectivo, os professores vão tomar conta deles depois das aulas.
Oiro sobre azul. Obrigada, Srª Ministra. A Senhora é que percebe desta coisa de ser mãe! A Senhora desculpe a minha ousadia, mas será que também não seria possível fazer uma lei para os miúdos poderem ficar a dormir na escola? Bastava mandar retirar as mesas e cadeiras das salas de aula e substituí-las por beliches, à noite. De manhã, era só desmontar e voltar a arrumar. Têm bar, cantina e até duche. Com jeito, eles ainda aprendiam alguma coisinha sobre tarefas domésticas, porque, em casa, não os podemos obrigar a fazer nada ou somos acusados de exploradores do trabalho infantil com a ameaça dos putos ainda poderem apresentar queixa junto das autoridades policiais.
Ao Sábado, Srª Ministra, podiam ocupá-los com actividades desportivas ou de grupo, teatro, catequese, escuteiros, defesa pessoal…
O ideal mesmo era que os pudéssemos ir buscar ao Domingo, só para não se esquecerem dos rostos familiares.
O meu medo, Srª Ministra é aquela ideia que a minha vizinha Sandrinha, aquela dos três ganapos, comentava hoje comigo. Dizia-me que a Senhora Ministra quer criar o ensino doméstico. Eu acho que ela deve ter ouvido mal ou então confundiu o jornal da SIC com aquele programa da troca de casais do canal 24. Eu acho que isso não vinga em Portugal, porque não temos a extensão de uma América do Norte ou de uma Austrália e, por outro lado, tinha que comprar e equipar os VEI (veículos de educação itinerante), o que iria agravar mais o deficit das contas públicas e o insucesso dos nossos miúdos. Foi isso eu disse à Sandrinha. Acho que ela deve estar enganada. Logo agora, que podemos respirar de alívio porque não temos que nos preocupar com a escola dos garotos, essa ideia vinha destruir tudo, porque os obrigava a ficar em casa para receberem os VEI e aos pais ainda iria ser exigido algum acompanhamento.
A Senhora faça é aquilo que decidiu e não oiça o que os inimigos dos pais e das mães lhe tentam dizer (já agora, lembre-se da minha sugestãozita!). Assim, os professores, com medo da sua própria avaliação, passam a dar boas notas e a passar todos os miúdos e, desta forma, o nosso país varre o lixo para debaixo do tapete, porque é muito feio e incomodativo mostrarmos, lá fora, que somos menos capacitados que os nossos “hermanos” europeus.
Uma mãe e encarregada de educação agradecida
20090416
O regime de Portugal tem uma grave doença que precisa de ser diagnosticada
Portugal, desde há pelo menos 200 anos, passou de país colonizador a país colonizado, submetido por várias potências: primeiro a Grã-Bretanha, depois pelos países ricos da UE, com participação dos EUA.
Tudo se pode compreender melhor, incluindo a enorme quantidade de corrupção e falta de vergonha da classe política, se virmos este país como uma vulgar neo-colónia, seja do continente sul -americano, seja africano.
De facto, esses países têm (ou tiveram) regimes que até podem ser formalmente democráticos, mas onde uma pequena oligarquia manda, usando políticos corruptos para fazer o jogo da representação emanter assim o povo quieto.
Gostava de escrever um livro para fundamentar melhor e tornar mais popular esta tese. Preciso de colaborações sobre o assunto.
Escrevam-me:manuelbap@yahoo.com
Agradeço qualquer apoio que queiram dar-me.
Solidariedade,
Manuel Baptista
20090415
MLR quer campanha para promover a Matemática ou "naturalizar" versus "desnaturalizar"
(imagem de fotos.sapo.pt/susanamarques/pic/0000z5st)EM DESTAQUE - Professor Surdo Francisco Goulão
"OLÁ SOU FRANCISCO GOULÃO SOU SURDO E PROFESSOR DE SURDOS ESTAMOS NUM PAÍS IGNORADO QUE NÃO CONHECE O MUNDO DOS SURDOS.VIVA A ESCOLA ESPECIAL E EXCLUSIVA PARA AS CRIANÇAS SURDAS E ABAIXO A ESCOLA INCLUSIVA.RESPEITAR O ESTADO,A NAÇÃO,A PÁTRIA,O PORTUGAL E AS CRIANÇAS SURDAS.A POLÍTICA NÃO RESOLVER NADA E DEVE SER BANIDA.OS POLÍTICOS MENTEM E NÃO CUMPREM NADA.A DEMOCRACIA NÃO SE PODE GOVERNAR CONTRA AS PESSOAS.RESPEITAR A CONSTITUIÇÃO E OS DEFICIENTES.VIVA A COMUNIDADE SURDA." (Francisco Goulão)
20090414
20090413
ALLÔ PORTO! EMPLASTRAGEM EM ACÇÃO


















