20090427

As Virtudes da Avaliação 1

Polícias têm de prender para cumprir número

Há esquadras onde são afixadas tabelas. Direcção Nacional diz que intenção é diminuir crime
NUNO SILVA
Várias esquadras do país estão a impor "números-base" de detenções a fazer até ao fim do ano. Os polícias queixam-se de que assim só trabalham para as estatísticas. A Direcção da PSP prefere falar em prevenção da criminalidade.
"Maior actividade operacional. Objectivo: 250 detenções". As instruções são claras e constam num um papel afixado na 2ª Esquadra de Investigação Criminal da PSP do Porto (Rua da Boavista). O documento, datado de Fevereiro, estabelece as metas a cumprir nos restantes dez meses do ano.
De acordo com elementos policiais contactados pelo JN, aquele é um dos muitos exemplos de uma realidade com cada vez mais expressão em diversos pontos do país. E que está a ser levada bem a sério pelos profissionais da PSP, devido ao facto de terem interiorizado que o número de detenções também contribui para as respectivas avaliações e consequente progressão de carreira.
O princípio está a gerar contestação no meio policial. Há quem alerte que, num contexto destes, "a quantidade sobrepõe-se à qualidade". "Assim, corre-se o risco de haver uma polícia mais repressiva do que preventiva. De se valorizar mais o trabalho estatístico do que o que deve ser feito em prol da sociedade", sublinhou um agente, que pediu o anonimato.
No caso da referida esquadra do Porto, as "missões" são distribuídas por brigadas. Dois exemplos: a do Património (investiga sobretudo furtos e roubos) e a da Droga estão incumbidas de fazer, cada uma, quatro detenções por mês, ou seja, 40 no total, entre Março e o fim do ano.
O quadro "exige", também, um total de 14 detenções/mês (140 no total) às designadas brigadas de prevenção criminal, que estão direccionadas para situações de flagrante delito, e três detenções mensais às unidades que investigam crimes contra pessoas e financeiros. Além disso, e segundo o que está expresso no documento a que o JN teve acesso, são também determinadas equipas diárias e mensais de actividade operacional.
Na esquadra de S. João da Talha (Comando de Lisboa, Divisão de Loures), a quantificação do trabalho policial também está a servir de orientação. Foram afixados gráficos e tabelas a dar conta das detenções consumadas ao longo de 2008 (103) e das que já foram realizadas nos primeiros meses deste ano. São identificados, inclusive, os crimes em causa, entre os quais se contam falta de carta, excesso de álcool, furtos, roubos, ofensas à autoridade, posse de arma ilegal e de estupefacientes.
"Os gráficos deviam ser meros indicadores para as hierarquias, não para gerar concorrência entre profissionais, esquadras, divisões e até comandos", avisa fonte policial.
"Os fenómenos criminais têm de ser combatidos com estratégia e não com estatísticas. Por exemplo, ao nível do tráfico de droga, é mais importante deter um cabecilha do que dez pequenos traficantes. Os assaltos têm aumentado, mas o que acontece é termos polícias que deviam estar dedicados a essas áreas a deter por falta de carta....", realçou outro agente.
Contactada pelo JN, a Direcção Nacional (DN) da PSP admite que há "objectivos", mas no bom sentido . "No limite, o objectivo estratégico da PSP é diminuir a criminalidade na sua área de jurisdição, logo é expectável que os responsáveis policiais encontrem mecanismos localmente para prevenir o aumento da criminalidade", argumentou o comissário Paulo Flor, porta-voz da PSP.
Nesse sentido, a divulgação de números nas esquadras é entendida como "reflexo da transparência que a actividade policial tem ao nível de comunicação interna". O mesmo responsável desmente, por outro lado, que as detenções sejam critérios de avaliação, uma vez que nem todos os profissionais da PSP têm tarefas que proporcionem aquele tipo de actividade operacional.

20090426

Debate público urgente, precisa-se

É só doutores
Passou sem polémica o alargamento da escolaridade obrigatória até ao 12º ano. Pediram-se apenas melhores condições para as escolas e o inevitável ajustamento das leis laborais. Mas ninguém formulou a questão básica: e se, por absurdo que pareça, nem todos os alunos tiverem capacidade intelectual para chegar ao 12º ano?

Que fazer? Baixar, ainda mais, os níveis de exigência do ensino secundário para distribuir democraticamente os diplomas? Tudo perguntas proibidas. Para o romantismo educacional, o sucesso escolar nunca depende da inteligência do aluno. Depende das condições que o rodeiam, do esforço dos professores e até do eventual milagre do santo padroeiro.

O que espanta neste optimismo é o governo não ser ainda mais ambicioso e alargar a escolaridade obrigatória até ao doutoramento. Mas lá chegaremos.
João Pereira Coutinho, Colunista (http://www.correiodamanha.pt/)

Manuel Luís Goucha vai entrevistar Sócrates...

Leia tudo aqui

Uma imagem, algumas palavras ... Valem a realidade

Fotografia de Teodoro Manuel Vieira

ASSIM SE ASSASSINA A LIBERDADE

Há uma característica portuguesa muito especial que foi muito bem analisada por José Gil, a não –inscrição. Ou seja, artifícios para não agir.

O mais recente «acto de não-inscrição» prende-se com o episódio grotesco da atribuição do nome de Salazar à praça principal de Santa Comba Dão, por decisão da autarquia, governada por um eleito do PSD, partido com larga história de governo pós 25 de Abril e que se pode considerar um dos partidos constituintes (aprovou a constituição de 76). Posso compreender que não seja agradável para as pessoas com ideologias de esquerda, que o poder local de Santa Comba afirme como digno de homenagem o ditador que aí nasceu. Posso compreender a jogada provocatória do cripto-salazarismo, na promoção deste acto, justamente, no chamado «Dia da Liberdade». Mas, o que já não posso aceitar (mesmo que compreenda) é que haja tolerância para com os que estão a fazer uma campanha bem pensada, bem orquestrada, para fazer aceitar um novo regime de medo, de terror, que fecham os olhos perante homenagens destas e não tiram (ou recusam tirar em público) as consequências políticas de tais actos.
- Ou o PSD é uma agremiação heteróclita de caciques, sem outra coesão interna, a não ser uma «fidelidade» a uma sigla destituída de conteúdo (existiria um PSD salazarista, um PSD liberal conservador, um PSD social democrata, etc., etc.) …
- Ou é uma estrutura, com uma orgânica, com uma certa cadeia hierárquica, com cargos mais elevados que outros. Se uma estrutura local deste partido tem veleidades que saem fora do ideário, do programa, etc. deste partido ao nível nacional, então o que seria expectável? Não esperaríamos ver uma série de actuações internas, mas com eco para o exterior, com vista a corrigir o desvio. Parece que isto não se passou no caso da concelhia PSD de Santa Comba; pois esta comemoração muito «sui generis» do 25 de Abril de 2009 é certamente um processo com vários episódios muito bem conhecidos dos políticos locais e regionais (e com certeza também dos órgãos internos do PSD, pelo menos, muito provavelmente de todos os partidos!), antes mesmo de saltar para a ribalta do «fait accompli». Se foi orquestrado e preparado, como parece ser impossível de outro modo. Uma golpe de teatro destes não se improvisa… há uma conivência pelo silêncio, pela não-inscrição, das estruturas nacionais do partido.
Creio que isto demonstra a falta de coesão e coerência da chamada «democracia» portuguesa. Não sei quais serão as repercussões deste acto simbólico, estou muito mais preocupado pelo que significa: um balão de ensaio para uma reabilitação total e definitiva do fascismo lusitano, a sua mistificação, como época de governo enérgico, sábio, grandioso, patriótico, etc. Assim se assassina a liberdade… com a tolerância para com a propaganda das camisas negras (do duce) ou verdes (do Salazar).
Mas educação cívica não existe, não faz parte da «cultura política nacional»: não oiço nenhuma voz (à direita ou à esquerda) exigir explicações aos responsáveis políticos máximos do PSD: isto seria lógico. Mas implicaria por parte dos partidocratas, que perdessem os potenciais parceiros de coligações pós eleitorais em autarquias, por exemplo, pois seria difícil conviver em coligações com aqueles que são, no mínimo, coniventes com a campanha de branqueamento dos crimes de Salazar e dos agentes (políticos, administrativos, policiais…) do seu regime.

20090425

QUE O 25 DE ABRIL INCENDEIE AS CONSCIÊNCIAS DE CADA UM E DE TODOS NÓS!



Imagem daqui


Nem lei da rolha, nem lei do funil,
Façamos de cada dia um dia de Abril!


Vamos à luta, não cruzemos os braços,
Quebremos nós, fronteiras e laços!


Travemos uma luta nunca vista,
Contra a equipa da sinistra!


Façamos ouvir a nossa vontade,
Estimemos a tão querida liberdade!
Quem faz que o teu influxo em nós não caia?
Porque (triste de mim!) porque não raia
Já na esfera de Lísia a tua aurora?

Da santa redenção é vinda a hora
A esta parte do mundo, que desmaia:
Oh! Venha... Oh, Venha, e trémulo descaia
Despotismo feroz, que nos devora!

Eia! Acode ao moral, que frio e mudo
Oculta o pátrio amor, torce a vontade,
E em fingir, por temor, empenha estudo;

Movam nossos grilhões tua piedade;
Nosso númen tu és e glória e tudo,
Mãe do génio e prazer, ó Liberdade!
Bocage, Liberdade

20090423

Bronquidão aguda

"O Ministério da Educação acredita que, com o alargamento da escolaridade mínima obrigatória até ao 12ª ano, entrem mais 30 mil alunos nas escolas portuguesas. Porém, Maria de Lurdes Rodrigues assegura que não é preciso contratar mais professores." (TSF | Hoje às 19:50)

Ainda por aqui?

Já tinha esquecido o assunto ...
23rd April 200919:49:26Page Viewwww.google.pt/search?hl=pt-PT&q=%22rui miguel correia ramos%22 esec&btnG=Pesquisar&meta=
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E AGORA? DIGAM LÁ, EXCELÊNCIAS...


Imagem daqui
(Se por tão pouco, deu nisto...)
(... que fazer agora com esta?)

20090421

Crianças portuguesas são das menos felizes da Europa


(imagem em http://www.radiosociedadeam.com.br/capa/BlogdoCowboy/Default.aspx?page=2)

Um estudo britânico revela que as crianças mais felizes dos 29 Estados europeus vivem na Holanda e nos países escandinavos. Portugal está em 21º lugar da lista.
O estudo é da responsabilidade da Universidade de York e os dados form compilados em 2006 para o Child Poverty Action Group (CPAG - uma organização britânica que combate a pobreza infantil).
A informação recolhida diz respeito a crianças e jovens com menos de 19 anos, tendo em conta 43 critérios, como mortalidade infantil, obesidade, recursos materiais - pobreza e habitação.
No pódio estão a Holanda, a Suécia e a Noruega. A Alemanha ficou pelo 8º lugar e a França em 15º. Portugal aparece na 21ª posição, três lugares antes do Reino Unido, que surge em 24º.
Nos últimos lugares da lista estão a Bulgária, a Letónia, a Lituânia e Malta.
A tabela criada pelo CPAG está dividida em sete critérios principais: Saúde, Bem-estar, Relações interpessoais, Recursos materiais, Comportamentos de risco, Educação e Habitação e Ambiente.
O 21º lugar de Portugal resulta de maus resultados em quatro das sete categorias principais: Saúde, Bem-estar, Recursos materiais e Educação
Lista completa dos 29 países (UE + Dinamarca e Islândia)
1. Holanda
2. Suécia
3. Noruega
4. Islândia
5. Finlândia
6. Dinamarca
7. Eslovénia
8. Alemanha
9. Irlanda
10. Luxemburgo
11. Áustria
12. Chipre
13. Espanha
14. Bélgica
15. França
16. República Checa
17. Eslováquia
18. Estónia
19. Itália
20. Polónia
21. Portugal
22. Hungria
23. Grécia
24. Reino Unido
25. Roménia
26. Bulgária
27. Letónia
28. Lituânia
29. Malta



Mas ainda há-de vir alguma mente iluminda dizer que a escola está em condições de resolver todos os casos de infelicidade que forem identificados nas crianças.


Que sociedade tão triste esta. E pensar que são as crianças o nosso futuro...

20090420

Os Xutos são os Maiores!



Os Xutos são os maiores!


Por Joaquim Letria
OS “XUTOS E PONTAPÉS” celebraram 30 anos de vida e de sucesso por dois motivos: são a melhor banda de “rock” portuguesa de sempre e os seus músicos, além de competentes, são uns gajos porreiros.
Conhecer a música dos “Xutos” e conhecê-los pessoalmente ajuda a perceber como os “Xutos” não só não acabam, como renascem com uma música adoptada pela esmagadora maioria dos portugueses.
“Sem Eira nem Beira” não é um manifesto. É um hino à necessidade de todos resistirmos à corja que está a dar cabo do que resta de Portugal.
A surpresa maior é por a cáfila da rádio e dos discos ter feito desaparecer “Os Vampiros”, com que o Zeca Afonso retratou o salazarismo e, como ninguém fala francês, não conhecem Boris Vian. Do disco rígido também apagaram o “Não posso mais”, do Abrunhosa, com que nos despedimos do cavaquismo e do Dias Loureiro.
Por estas e por outras, “Vivam os Xutos”! São os maiores!
«24 Horas» de 20 de Abril de 2009

20090419

'The Big ...' | O grande aldrabão ??????


Autor: Bloquista

tudo aquilo que você quer saber e nunca teve oportunidade de perguntar...

Finalmente uma oportunidade para perguntarmos tudo aquilo que sempre quisémos saber... talvez se os jornalistas começarem a usar esta novo meio de aproximação ao povo possam começar receber algumas respostas! Pelo menos, não custa tentar!
Sócrates vai responder em directo a perguntas da população na internet
Qualquer pessoa pode enviar a partir de hoje perguntas a José Sócrates, dez das quais serão respondidas em directo no próximo dia 25 no site de apoio ao secretário-geral do PS, divulgou fonte do partido.
A funcionar desde Março, o site www.socrates2009.pt é coordenado pelo líder da Juventude Socialista, Duarte Cordeiro, e pretende “criar um movimento de apoio ao secretário-geral do PS tendo em vista as legislativas”.
No dia 25, entre as 17h00 e as 18h00, Sócrates vai responder em directo e por vídeo a dez perguntas, seleccionadas entre as que podem começar a ser enviadas hoje.
As questões podem ser enviadas por vídeo através do site Movimento Sócrates 2009.
A página na Internet tem também a partir de hoje, na secção MyMOV – com mais de 4.500 registos -, grupos de discussão dedicados a temas como Ambiente, Cultura, Empresas e Emprego, Energia, Ciência e Tecnologia, Europa e Mundo, Defesa, Segurança e Justiça.
Esta secção, destinada a quem pretende comunicar dentro do Movimento Sócrates 2009, foi lançada há uma semana e funciona como uma rede social de partilha de conteúdos, onde o utilizador pode convidar amigos e pertencer a grupos de interesse.
O site vai transmitir em directo, esta terça-feira à noite, a entrevista de José Sócrates à RTP.
Também no próximo dia 28, o ministro dos Assuntos Parlamentares, Augusto Santos Silva, inaugura um espaço de chat, que vai acontecer todas as semanas com várias figuras do mundo desportivo, cultural, político, económico e financeiro.
Entre as 21:30 e as 22:30, o ministro vai responder a todas as questões que lhe sejam colocadas.
O site contém ainda uma secção dedicada ao Fórum Público – o primeiro incidiu sobre as energias renováveis, e o assunto seguinte, a lançar na quinta-feira, é o programa “Novas Oportunidades”.
A secção MovTV disponibiliza 45 vídeos, que já foram visualizados mais de oito mil vezes, com depoimentos desde o cidadão comum a personalidades como Maria Barroso ou o histórico do PS e ex-tarrafalista Edmundo Pedro.
O site conta com mais de 177 mil páginas vistas, com um tempo médio de três minutos e meio de consulta.

"Portugal tem de ser qualquer coisa de asseado"



José de Almada Negreiros, na voz de Mário Viegas.