20090605

O CANAL DO BININHO

Imagem daqui


ESTE HOMEM É UM PRODÍGIO!
JÁ ESTOU A IMAGINAR TODA A FAMÍLIA À VOLTA DOS MAGALHÃES DOS PIQUENOS A VEREM O "EU SHOW BINO"!

Vota PS se queres trazer para a escola pública a excelência da Universidade Independente! ...ou PSD se queres ter mais do mesmo!


Há por aí muita gente ingénua que pensa que as eleições vão resolver alguma coisa!
Pura ingenuidade!


Se as eleições servissem para mudar o sistema institucionalizado ( neste caso, o rotativismo clientelar PS/PSD) já há muito que os responsáveis pelo estado a que isto chegou teriam inventado algum pretexto para ter acabado com as eleições que lhes retirassem os privilégios que são próprios das elites dominantes.


Imperativo é mesmo tomar consciência social e política da maneira como as elites económicas e políticas (que até são medíocres, as mais das vezes) garantem a sua permanente reprodução social na direcção de um país ou sociedade.


E, no limite, o importante é reivindicar a democracia participativa, reforçar a acção e a intervenção social da sociedade civil, em vez de alimentarmos a ilusão que as eleições ( a eleição dos tais representantes/deputados) vão alterar alguma coisa.


A realização de eleições não significa que temos uma democracia .
É que Democracia significa, literalmente, o poder do povo, para o povo e pelo povo.


AGIR EM VEZ DE ELEGER

PARTICIPAÇÃO EM VEZ DE REPRESENTAÇÃO

PARTICIPAÇÃO (de todos os cidadãos) EM VEZ DE REPRESENTAÇÃO ( pelos deputados/delegados escolhidos, mas cujo mandato político é um cheque em branco no escuro..., e depois é o que se vê...)

20090602

QUANDO ELA ABRE A BOCA... ACONTECE O QUE SE SABE...

Imagem daqui
Sim, ela lá esteve, com o reguito das mamas a aparecer (acabei de poder ter tamanha visão na T.V.)
Leia-se no Destak
Donde realço: «... mas isso não significa que os professores são incompetentes. Essa conclusão não se pode retirar»
A única incompetente será quem todos nós estamos a pensar!

A SINISTRA QUE SONHA COM "VOTOZINHOS"


Sinistra da DESEducação no Parlatório
LULU, A SINISTRA, FOI ATÉ AO PARLATÓRIO, COM SEU AR DE PÊSSEGA MELADA, DEITAR AS GARRAS DE FORA E DIZER QUE QUER IR CONTAR "VOTOZINHOS" NOS PRÓXIMOS ACTOS ELEITORAIS. ACRESCENTOU AINDA QUE, SE DEPENDESSE DELA, CONTINUARIA "AD ETERNUM" COM A PEÇONHA DO CARGO QUE NESTES ÚLTIMOS QUATRO ANOS A CATAPULTOU PARA O TOP DOS MINISTROS MAIS ODIADOS DO BURGO.
Notícia TSF
É CASO PARA DIZER QUE O ESTURPÍCIO SEMPRE ESTÁ A SONHAR UM BOCADITO MAIS ALTO, SE ATENDERMOS A QUE HÁ UNS TEMPOS ATRÁS LHE BASTAVA COLAR SELOS E PÔR CINTAS EM JORNAIS POR SER UMA TAREFA QUE NÃO EXIGIA MAIS DO QUE AQUILO QUE ELA PODIA DAR... (LEMBRAM-SE?)

20090531

SEMPRE COM O ESTURPÍCIO AO COLO


"A ministra da Educação esteve presente no comício. O primeiro-ministro falou por ela e elogiou aquela que considera ser a reforma mais conseguida deste Governo socialista. Foi claro o eco da manifestação dos professores em Lisboa."
No DN Online
Sempre amparando a triste para ela não sucumbir nas suas perninhas flácidas e fragilizadas.
Para quem estiver interessado no resto do bláblá de campanha:
Sócrates diz puta a Vital Moreira... (perdão que me enganei!...)
Foi muito esturpício junto de uma vez!

80.000 professores na rua chumbam o governo de Sócrates e Lurdes Rodrigues e a sua política de converter professores em simples recursos ministeriais





Numa demonstração de enorme dignidade e de resistência cívica aos desmandos prepotentes da Maioria Absoluta do Partido Xuxialista ( não confundir com Socialismo e Solidariedade) do «inginheiro» Sócrates e da sua inseparável ( e inqualificável) ministra da (des)Educação Lurdes Rodrigues, mais todos os só-cretinos que os apoiam, cerca de 80.000 Professores e Educadores de todo o país estiveram ontem na rua em Lisboa para dizer NÃO a esta política (des)educativa, em especial o Estatuto da Carreira Docente e o Modelo autocrático de Gestão das Escolas em vias de implementação.

A realização de mais esta grande manifestação constitui uma prova inequívoca da rejeição de toda uma classe profissional pelas orientações políticas do actual Governo de Sócrates/Lurdes Rodrigues e um sintoma do mal-estar, descontentamento e divergência da população em geral face às decisões e medidas tomadas pelo governo e o Partido que o sustenta.

A luta dos professores, ao longo dos últimos tempos é também um exemplo a ser levado em conta por todos os trabalhadores assalariados em defesa dos seus direitos e pela dignificação da sua profissão contra os abusos de poder e as interferências estranhas que nos querem impingir em nome do todo-poderoso mercado, e dos seus subprodutos ideológicos (ex: concorrência, competição, gestão unipessoal, avaliação de competências, hierarquização e segmentação profissional, etc, etc) que visam converter o ensino e a educação num negócio, funcionalizar (isto é, «menorizar») os professores e educadores, anular o direito à educação para todos, e impedir a construção de uma escola pública de qualidade.

Porque uma escola pública democrática e de qualidade (inspirada na ética da dignificação e emancipação social, aspiração inerente a todos os indivíduos) é o contrário à escola-mercadoria com professores-funcionários que é próprio da educação mercantilizada ( inspirada nos valores do lucro, da rentabilização imediata, e da exclusão social de quem não tem dinheiro para pagar a sua educação...)

Não à Escola ocupacional e massificadora para cidadãos apáticos e telecomandados.

Sim à Escola democrática de qualidade, formadora de indivíduos livres e activos com consciência crítica

20090529

NÃO VAIS PR'À PRAIA SEM LEVAR PRIMEIRO UMA GRANDE VAIA!


MAS QUE DESPERDÍCIO!
TEREM DADO A PASTA DA EDUCAÇÃO A ESTE ESTURPÍCIO!!!

20090528

(imagem em http://home.uevora.pt/~rpa/mini-z3.jpg)

Tenho percebido um pouco por todo o lado que os professores andam soturnos porque sussurram que a manifestação de dia 30 não vai ter por lá cento e tal mil pessoas; e que era muito importante que lá estivessem cento e tal mil pessoas porque aquilo que os juntou uma, duas vezes, é o mesmo que agora ainda todos pensam. Dizem que já muitos entregaram objectivos, elegeram cgts, recrutaram directores e agora têm vergonha de gritar num lado uma coisa que na prática não cumpriram noutro e que, por essas e por outras, ficou a unidade amputada, a classe dividida, e não vai ser possível juntar outra vez cento e tal mil pessoas.Desculpem-me os activistas e os amedrontados pela sua própria consciência mas acho este raciocínio completamente pacóvio.
Antes de mais nada, sempre que ouço falar deste embaraço antecipado que sentem por esta manifestação não ir reunir tanta gente como deveria, creio que alguém se está a esquecer do que realmente significa juntar em Portugal cem mil pessoas de uma mesma classe profissional. Parecemos um daqueles soldados napoleónicos que, depois de ter encontrado a pedra de Rosetta, anos depois do achado ainda não tinha a noção do que fizera por uma civilização inteira. Aqui, como se percebe, deixo que entre em cena a minha costela de historiador. Creio ser indispensável recordar que nunca mais nada do género se fará em Portugal tão cedo e que os professores fizeram história, quer isso se reconheça, quer não. E que isso, ninguém nos tira.
Ou seja, essa vitória, que ninguém esperaria lograr, foi conseguida. E dessa vitória resultaram importantes conquistas. A senhora ministra, em pleno Parlamento, mostrou-se disponível para deixar cair o seu próprio modelo, “mas não este ano”. A senhora ministra recuou nas mais aberrantes propostas que o modelo de avaliação inicialmente exigia que fossem cumpridas. E foi obrigada a fazê-lo por duas vezes. E isto não aconteceu por causa de outra coisa que não fosse a nossa justa campanha.
Em todos os partidos da oposição, em todas as crónicas dos opinion-makers, é voz corrente que esta equipa ministerial é duma incompetência arrogante e desorganizada que não tem paralelo. Esta convicção unânime não nasceu do nada; estes incapazes ficarão para a história por causa da maior incúria legislativa e desorientação educativa desde que há democracia em Portugal. De nada poderão orgulhar-se. Já viram? Nada. Nem uma coisinha pequenina. Por seu turno, os professores já pertencem à melhor história recente deste país, como aqueles que produziram a maior manifestação profissional de sempre. E isto, meus amigos, digo-o com a serenidade de quem passou grande parte da sua vida a pensar como devem as coisas ficar escritas em livros de História.
A honorabilidade dos professores, da sua união, foi tão impressionante e tão eloquente que nada, por muito irrisória que fosse a manifestação de dia 30, nada pode minimizar o que mais importa: os professores ficam na história pelas melhores razões e este governo perde a sua desejada maioria por causa dos professores. Repito-o, isto só acontece por causa do que já fizemos. A culpa é toda nossa. Dizer-se que estamos soturnos com os nossos insucessos é, por isso mesmo, historicamente, uma miopia grosseira.
Se até aqui nos erguemos contra um modelo de gestão e de avaliação estúpidos, agora juntamo-nos para lembrar a todo o país, aos nossos alunos, que sempre que nos unamos com aquela dignidade cívica que demonstrámos antes, o veredicto da história ser-nos-á devidamente lisonjeador.
Diverte-me muitíssimo que nos reunamos para dizer adeus a este ministério. Porque é o que irá acontecer. Aqui há uns tempos sugeri um modelo de manifestação mais festivo, com canções e alegria. Era por isto. Por saber que há hoje, mais do que antes havia, muitas razões para esse júbilo.
Voltarmos a Lisboa exige, portanto, uma outra atitude: é uma celebração antecipada. Por mim, vou a Lisboa deitar foguetes antes da festa. E irei levando comigo essa minha saloia satisfação, porque sei que esta, ao contrário de todas as outras, representa o selo histórico que há muito todos os professores desejam carimbar: o adeus a esta equipa ministerial.
Cada campanha tem sempre muitos desfechos. A história está cheia disso. Nunca ninguém ganha tudo. Acho que há quem julgue que devia ser assim com os professores. Isso é parvo. Ganhamos umas. Perdemos outras. É por isso que a campanha continua. Mas uma delas, uma das mais ambicionadas, é nossa e diz-se assim:
“Adeus”
No próximo dia 30 erguemo-nos de novo para dizermos a todos os portugueses e à história que os professores podem parecer David, mas Golias vai cair. Vejam bem, até a Bíblia foi escrita só para falar de coisas destas. Por isso vos digo: com OIs entregues ou não, com directores ou com caps (e, aqui em Sto Onofre, não podemos gastar os confettis todos porque um dia destes comemoraremos também o CAPs LOCK), com fichas de avaliação ou não, só se fossemos uns bimbos é que não nos juntávamos para celebrar a coisa devidamente.
Rui Correia

In http://educar.wordpress.com/2009/05/26/manifesto-conjunto-a-preparacao/#comments

20090526

Manifesto Conjunto

Subscrevo:
Encontramo-nos Sábado

1) Este governo desfigurou a escola pública. O modelo de avaliação docente que tentou implementar é uma fraude que só prejudica alunos, pais e professores. Partir a carreira docente em duas, de uma forma arbitrária e injusta, só teve uma motivação economicista, e promove o individualismo em vez do trabalho em equipa. A imposição dos directores burocratiza o ensino e diminui a democracia. Em nome da pacificação das escolas e de um ensino de qualidade, é urgente revogar estas medidas.

2) Os professores e as professoras já mostraram que recusam estas políticas. 8 de Março, 8 de Novembro, 15 de Novembro, duas greves massivas, são momentos que não se esquecem e que despertaram o país. Os professores e as professoras deixaram bem claro que não se deixam intimidar e que não sacrificam a qualidade da escola pública.

3) Num momento de eleições, em que se debatem as escolhas para o país e para a Europa, em que todos devem assumir os seus compromissos, os professores têm uma palavra a dizer. O governo quis cantar vitória mas é a educação que está a perder. Os professores e as professoras não aceitam a arrogância e não desistem desta luta: sair à rua em força é arriscar um futuro diferente. Saír à rua, todos juntos outra vez, é o que teme o governo e é do que a escola pública precisa. Por isso, encontramo-nos no próximo sábado.

Subscrevem:
Os blogues: A Educação do Meu Umbigo (Paulo Guinote), ProfAvaliação (Ramiro Marques), Correntes (Paulo Prudêncio), (Re)Flexões (Francisco Santos), Educação SA (Reitor), O Estado da Educação (Mário Carneiro), Professores Lusos (Ricardo M.), Outròólhar (Miguel Pinto), O Cartel (Brit.com, Advogado do Diabo)

Os movimentos: APEDE (Associação de Professores em Defesa do Ensino), MUP (Movimento Mobilização e Unidade dos Professores), PROmova (Movimento de Valorização dos Professores), MEP (Movimento Escola Pública), CDEP (Comissão em Defesa da Escola Pública)

TALVEZ COM MEDO DA GRIPE DOS PORCOS?...


Imagem daqui
Polícia impede professores de entregarem moção ao primeiro-ministro
QUE VERGONHA!!!!!
Claro que, em contextos destes, estas palavras o "vitalmoreirizado" fazem um sentido do caraças...
"Se os media não respeitarem o dever de informar, como é que os cidadãos realizam o seu direito à informação?"

Vais desistir agora?

30 de Maio, pela nossa DIGNIDADE!

20090524

As coisas de Espinho e os espinhos da coisa...

A propósito do post anterior...
Creio que os professores não precisam de nenhum jornalista para entenderem as coisas... Talvez se verifique mais o contrário...

A estúpida questão do caso de Espinho teria de servir de exemplo para o bem ou para o mal… Como é evidente, a profunda tacanhez e boçalidade portuguesas escolheram a segunda hipótese.
Duas possibilidades estavam em jogo:
1ª Salvaguardar o interesse do país e dar um sinal claríssimo de que se devem cumprir as normas de um estado de direito e que, portanto, não se pode andar a gravar às escondidas seja o que for e, muito menos, começar a encorajá-lo desde os 12 anos, quanto mais não seja porque é crime...
2ª Atamancar e distorcer tudo, fazer tábua rasa da lei e do estado de direito e incentivar duas crianças, evidentemente influenciadas por duas mães idiotas que vêm televisão a mais e não conseguem discernir entre as suas guerrinhas pessoais e o interesse efectivo da educação dos seus educandos, a violar a lei e a serem premiadas por isso. Pouco falta para se transformarem nos novos pastorinhos do século XXI… Pouco importa se isto abre um precedente gravíssimo que multiplicará, de uma forma incalculável, a repetição desse acto infame, dando mais uma machadada letal no ensino público português.
Das muitas vozes de burro que se ergueram aos céus, algumas das quais me mereciam bastante consideração, leio hoje a crónica do homem que nos confundiu com a sua família e percebo que, desde o início, estava certo. Para esta criatura, justiça é não cumpri a lei e deixar ao arbítrio de crianças decisões que podem subverter todo um sistema educativo, que lhes devia permitir serem educadas no sentido de não se poderem transformar em seres abjectos como aquele que, ciclicamente, suja papel com as suas asneiras e, pior do que isso, as dá a ler a milhares de pessoas.
Não imagino o desfecho do caso que, ab initio, me parece muito mal contado e envolto na mais ignóbil névoa social, mas isso pouco me importa. Preocupa-me mais o todo do que a parte, no caso, o gravíssimo precedente que se abre e que extravasará o pequeno mundo de uma insignificante escola de província, para se alastrar até não sei onde, com as consequentes e nefastas implicações.
Tudo porque, de facto, uma professora esteve muito mal, ao aceitar ouvir e dar crédito a uma gravação ilegal, e sujeita a todas as manipulações e mais uma, desde logo qualquer professor compreende que o silêncio sepulcral da turma significa o conhecimento e cumplicidade da coisa, em vez de, logo à partida, ter rejeitado ser cúmplice numa ilegalidade, cumprir a lei, punir os autores da gravação, procurar chamar à responsabilidade as instigadoras desse acto ilegal e fazer-lhes ver que existem formas e procedimentos legais, instituídos e que ao longo de muitos anos funcionaram perfeitamente, no presente caso, um inquérito para se averiguar o ocorrido. Legalmente, ouvindo ambas as partes e recorrendo às provas legais, testemunhos orais, depoimentos e audições dos visados…
Quanto ao homem que nos confundiu com a sua família nada acrescento, é normal os artistas de circo fazerem as suas pantominices e só é pena que os jornalistas não sejam, como ele sugere, avaliados anualmente… Veríamos se escaparia à primeira…