(vídeo da Fátima Freitas)
20090606
20090605
O CANAL DO BININHO

Vota PS se queres trazer para a escola pública a excelência da Universidade Independente! ...ou PSD se queres ter mais do mesmo!
Há por aí muita gente ingénua que pensa que as eleições vão resolver alguma coisa!
Se as eleições servissem para mudar o sistema institucionalizado ( neste caso, o rotativismo clientelar PS/PSD) já há muito que os responsáveis pelo estado a que isto chegou teriam inventado algum pretexto para ter acabado com as eleições que lhes retirassem os privilégios que são próprios das elites dominantes.
Imperativo é mesmo tomar consciência social e política da maneira como as elites económicas e políticas (que até são medíocres, as mais das vezes) garantem a sua permanente reprodução social na direcção de um país ou sociedade.
E, no limite, o importante é reivindicar a democracia participativa, reforçar a acção e a intervenção social da sociedade civil, em vez de alimentarmos a ilusão que as eleições ( a eleição dos tais representantes/deputados) vão alterar alguma coisa.
A realização de eleições não significa que temos uma democracia .
AGIR EM VEZ DE ELEGER
PARTICIPAÇÃO EM VEZ DE REPRESENTAÇÃO
PARTICIPAÇÃO (de todos os cidadãos) EM VEZ DE REPRESENTAÇÃO ( pelos deputados/delegados escolhidos, mas cujo mandato político é um cheque em branco no escuro..., e depois é o que se vê...)
20090604
20090602
QUANDO ELA ABRE A BOCA... ACONTECE O QUE SE SABE...
Imagem daquiA SINISTRA QUE SONHA COM "VOTOZINHOS"

20090531
SEMPRE COM O ESTURPÍCIO AO COLO

80.000 professores na rua chumbam o governo de Sócrates e Lurdes Rodrigues e a sua política de converter professores em simples recursos ministeriais

Numa demonstração de enorme dignidade e de resistência cívica aos desmandos prepotentes da Maioria Absoluta do Partido Xuxialista ( não confundir com Socialismo e Solidariedade) do «inginheiro» Sócrates e da sua inseparável ( e inqualificável) ministra da (des)Educação Lurdes Rodrigues, mais todos os só-cretinos que os apoiam, cerca de 80.000 Professores e Educadores de todo o país estiveram ontem na rua em Lisboa para dizer NÃO a esta política (des)educativa, em especial o Estatuto da Carreira Docente e o Modelo autocrático de Gestão das Escolas em vias de implementação.
A realização de mais esta grande manifestação constitui uma prova inequívoca da rejeição de toda uma classe profissional pelas orientações políticas do actual Governo de Sócrates/Lurdes Rodrigues e um sintoma do mal-estar, descontentamento e divergência da população em geral face às decisões e medidas tomadas pelo governo e o Partido que o sustenta.
A luta dos professores, ao longo dos últimos tempos é também um exemplo a ser levado em conta por todos os trabalhadores assalariados em defesa dos seus direitos e pela dignificação da sua profissão contra os abusos de poder e as interferências estranhas que nos querem impingir em nome do todo-poderoso mercado, e dos seus subprodutos ideológicos (ex: concorrência, competição, gestão unipessoal, avaliação de competências, hierarquização e segmentação profissional, etc, etc) que visam converter o ensino e a educação num negócio, funcionalizar (isto é, «menorizar») os professores e educadores, anular o direito à educação para todos, e impedir a construção de uma escola pública de qualidade.
Porque uma escola pública democrática e de qualidade (inspirada na ética da dignificação e emancipação social, aspiração inerente a todos os indivíduos) é o contrário à escola-mercadoria com professores-funcionários que é próprio da educação mercantilizada ( inspirada nos valores do lucro, da rentabilização imediata, e da exclusão social de quem não tem dinheiro para pagar a sua educação...)
Não à Escola ocupacional e massificadora para cidadãos apáticos e telecomandados.
Sim à Escola democrática de qualidade, formadora de indivíduos livres e activos com consciência crítica
20090529
20090528
(imagem em http://home.uevora.pt/~rpa/mini-z3.jpg)Antes de mais nada, sempre que ouço falar deste embaraço antecipado que sentem por esta manifestação não ir reunir tanta gente como deveria, creio que alguém se está a esquecer do que realmente significa juntar em Portugal cem mil pessoas de uma mesma classe profissional. Parecemos um daqueles soldados napoleónicos que, depois de ter encontrado a pedra de Rosetta, anos depois do achado ainda não tinha a noção do que fizera por uma civilização inteira. Aqui, como se percebe, deixo que entre em cena a minha costela de historiador. Creio ser indispensável recordar que nunca mais nada do género se fará em Portugal tão cedo e que os professores fizeram história, quer isso se reconheça, quer não. E que isso, ninguém nos tira.
Ou seja, essa vitória, que ninguém esperaria lograr, foi conseguida. E dessa vitória resultaram importantes conquistas. A senhora ministra, em pleno Parlamento, mostrou-se disponível para deixar cair o seu próprio modelo, “mas não este ano”. A senhora ministra recuou nas mais aberrantes propostas que o modelo de avaliação inicialmente exigia que fossem cumpridas. E foi obrigada a fazê-lo por duas vezes. E isto não aconteceu por causa de outra coisa que não fosse a nossa justa campanha.
Em todos os partidos da oposição, em todas as crónicas dos opinion-makers, é voz corrente que esta equipa ministerial é duma incompetência arrogante e desorganizada que não tem paralelo. Esta convicção unânime não nasceu do nada; estes incapazes ficarão para a história por causa da maior incúria legislativa e desorientação educativa desde que há democracia em Portugal. De nada poderão orgulhar-se. Já viram? Nada. Nem uma coisinha pequenina. Por seu turno, os professores já pertencem à melhor história recente deste país, como aqueles que produziram a maior manifestação profissional de sempre. E isto, meus amigos, digo-o com a serenidade de quem passou grande parte da sua vida a pensar como devem as coisas ficar escritas em livros de História.
A honorabilidade dos professores, da sua união, foi tão impressionante e tão eloquente que nada, por muito irrisória que fosse a manifestação de dia 30, nada pode minimizar o que mais importa: os professores ficam na história pelas melhores razões e este governo perde a sua desejada maioria por causa dos professores. Repito-o, isto só acontece por causa do que já fizemos. A culpa é toda nossa. Dizer-se que estamos soturnos com os nossos insucessos é, por isso mesmo, historicamente, uma miopia grosseira.
Se até aqui nos erguemos contra um modelo de gestão e de avaliação estúpidos, agora juntamo-nos para lembrar a todo o país, aos nossos alunos, que sempre que nos unamos com aquela dignidade cívica que demonstrámos antes, o veredicto da história ser-nos-á devidamente lisonjeador.
Diverte-me muitíssimo que nos reunamos para dizer adeus a este ministério. Porque é o que irá acontecer. Aqui há uns tempos sugeri um modelo de manifestação mais festivo, com canções e alegria. Era por isto. Por saber que há hoje, mais do que antes havia, muitas razões para esse júbilo.
Voltarmos a Lisboa exige, portanto, uma outra atitude: é uma celebração antecipada. Por mim, vou a Lisboa deitar foguetes antes da festa. E irei levando comigo essa minha saloia satisfação, porque sei que esta, ao contrário de todas as outras, representa o selo histórico que há muito todos os professores desejam carimbar: o adeus a esta equipa ministerial.
Cada campanha tem sempre muitos desfechos. A história está cheia disso. Nunca ninguém ganha tudo. Acho que há quem julgue que devia ser assim com os professores. Isso é parvo. Ganhamos umas. Perdemos outras. É por isso que a campanha continua. Mas uma delas, uma das mais ambicionadas, é nossa e diz-se assim:
“Adeus”
No próximo dia 30 erguemo-nos de novo para dizermos a todos os portugueses e à história que os professores podem parecer David, mas Golias vai cair. Vejam bem, até a Bíblia foi escrita só para falar de coisas destas. Por isso vos digo: com OIs entregues ou não, com directores ou com caps (e, aqui em Sto Onofre, não podemos gastar os confettis todos porque um dia destes comemoraremos também o CAPs LOCK), com fichas de avaliação ou não, só se fossemos uns bimbos é que não nos juntávamos para celebrar a coisa devidamente.
In http://educar.wordpress.com/2009/05/26/manifesto-conjunto-a-preparacao/#comments
20090526
Manifesto Conjunto
1) Este governo desfigurou a escola pública. O modelo de avaliação docente que tentou implementar é uma fraude que só prejudica alunos, pais e professores. Partir a carreira docente em duas, de uma forma arbitrária e injusta, só teve uma motivação economicista, e promove o individualismo em vez do trabalho em equipa. A imposição dos directores burocratiza o ensino e diminui a democracia. Em nome da pacificação das escolas e de um ensino de qualidade, é urgente revogar estas medidas.
2) Os professores e as professoras já mostraram que recusam estas políticas. 8 de Março, 8 de Novembro, 15 de Novembro, duas greves massivas, são momentos que não se esquecem e que despertaram o país. Os professores e as professoras deixaram bem claro que não se deixam intimidar e que não sacrificam a qualidade da escola pública.
3) Num momento de eleições, em que se debatem as escolhas para o país e para a Europa, em que todos devem assumir os seus compromissos, os professores têm uma palavra a dizer. O governo quis cantar vitória mas é a educação que está a perder. Os professores e as professoras não aceitam a arrogância e não desistem desta luta: sair à rua em força é arriscar um futuro diferente. Saír à rua, todos juntos outra vez, é o que teme o governo e é do que a escola pública precisa. Por isso, encontramo-nos no próximo sábado.
Subscrevem:
Os blogues: A Educação do Meu Umbigo (Paulo Guinote), ProfAvaliação (Ramiro Marques), Correntes (Paulo Prudêncio), (Re)Flexões (Francisco Santos), Educação SA (Reitor), O Estado da Educação (Mário Carneiro), Professores Lusos (Ricardo M.), Outròólhar (Miguel Pinto), O Cartel (Brit.com, Advogado do Diabo)
Os movimentos: APEDE (Associação de Professores em Defesa do Ensino), MUP (Movimento Mobilização e Unidade dos Professores), PROmova (Movimento de Valorização dos Professores), MEP (Movimento Escola Pública), CDEP (Comissão em Defesa da Escola Pública)
TALVEZ COM MEDO DA GRIPE DOS PORCOS?...























