20090624

Ainda o Fripó

(imagem em http://imgs.sapo.pt/gfx/465041.gif)


Caso Freeport
Adjunto de Sócrates interrogado
Rui Gonçalves, ex-secretário do Estado do Ambiente, foi ouvido como testemunha na passada sexta-feira, devido ao papel que teve na aprovação do Freeport em Alcochete, mas não é de excluir que venha a ser constituído arguido, escreve o Correio da Manhã.


Rui Gonçalves, ex-secretário de Estado do Ambiente, desempenhou um papel fundamental no processo de aprovação do Freeport em Alcochete. Por isso foi ouvido, na sexta-feira passada, como testemunha, e não é de excluir que, tal como aconteceu com Carlos guerra, antigo presidente do Instituto de conservação da Natureza, venha a ser constituído arguido.
Segundo o Correio da Manhã, essa hipótese está em cima da mesa, tanto em relação a Rui Gonçalves como a outras pessoas que já foram ouvidas como testemunhas.
O ex-secretário de Estado começou por chumbar o projecto. A 6 de Dezembro de 2001 justificou o chumbo com o facto de o projecto apresentar «elevadas cargas de visitantes e de ocupação que não coadunam com os objectivos da política de ambiente e conservação da Natureza que levaram à criação desta ZPE – Zona de protecção Especial».
Só que a 18 de Janeiro de 2002, dia seguinte ao da reunião de José Sócrates com responsáveis do Freeport e com o presidente da Câmara de Alcochete no Ministério do Ambiente, e data da dissolução da Assembleia da República, dava entrada um novo projecto do outlet na Direcção Regional do Ambiente e do Ordenamento do Território de Lisboa e Vale do Tejo.
A 14 de Março, três dias antes das eleições legislativas, Rui Gonçalves emitia um «parecer favorável» ao Freeport.
Ontem, uma nota da PGR, dizia que a investigação ia acelerar, e que o caso vai entrar numa fase decisiva com novos arguidos, isto por o processo já ter sido considerado urgente, em Outubro de 2008, por despacho dos procuradores que o investigam.
SOL

OHHHHHHHHHH!!!!!!!!!!!!!!


Ministério Público manda arquivar queixa de Sócrates contra João Miguel Tavares
Hoje às 12:43

O Ministério Público mandou arquivar a queixa do primeiro-ministro e líder do PS, José Sócrates, contra João Miguel Tavares, por considerar que o jornalista não ultrapassou os limites na critica que fez a Sócrates, enquanto figura pública.
O Ministério Público mandou arquivar a queixa do primeiro ministro contra o jornalista João Miguel Tavares que num texto publicado no Diário de Notícias comparou o apelo à moral na política feito por José Sócrates à «defesa da monogamia por parte de Cicciolina».
«As expressões utilizadas pelo arguido João Miguel Tavares dirigidas ao primeiro-ministro, figura pública, ainda que acintosas e indelicadas, devem ser apreciadas no contexto e conjuntura em que foram publicadas, e inserem-se no direito à critica, insusceptíveis de causar ofensa jurídica penalmente relevante», afirmou o Ministério Público.
Desta forma, o Ministério Público considerou que o jornalista do Diário de Notícias no seu artigo «José Sócrates, o Cristo da Política Portuguesa» não ultrapassou os limites na crítica que fez ao chefe do Governo e líder do PS, enquanto figura pública.

CONTRA OS EXAMES!

Os exames, reflexo fiel do país: neocolonial, atávico, mesquinho, autoritário


Os exames, o seu conteúdo, a sua forma, as opções ideológicas implícitas, são um espelho desta sociedade doente de autoritarismo, que muitos docentes aceitam sem questionar.

Mas não seria lógico que pusessem em causa esta mecânica absurda, que ano após ano, vai condicionando de forma autoritária a sua leccionação, a sua pedagogia?
Os exames nacionais são um constrangimento pedagógico por tudo aquilo que implicam. Os correctores são destituídos de qualquer capacidade de influir na estrutura e conteúdo dos mesmos. Têm de aplicar mecanicamente grelhas de correcção seguindo critérios traçados por outros.

A liberdade de ensinar, que deveria estar no cerne do acto pedagógico, é completamente anulada.
«O que sai no exame» é aquilo que importa ensinar, os que redigem os exames, mais ainda do que os que fabricam os próprios programas é que decidem afinal de contas, o que interessa ensinar e como. Isto é pedagogia? Isto é um sistema adaptado ao século XXI?

De tão habituados que estão à referida rotina dos exames, os professores vão-se conformando aos sucessivos absurdos, fingindo que acreditam que são um mecanismo válido, quando não o supra-sumo, na avaliação dos conhecimentos dos seus alunos.

No próprio detalhe, os exames são um reflexo da mediocridade que se apropriou deste país. Todos os anos, recorrentemente, há denúncias de erros, gralhas, nas provas. Porquê?
A razão fundamental pela qual os exames são medíocres e não são sequer revistos com um mínimo de seriedade é que existe uma tradição de secretismo absurda e atávica, como muito do que existe na administração central do monstro chamado ME.
Temos de desmascarar a tradição de secretismo absurda, porque... parte do princípio indefensável de que os membros redactores das provas são corruptíveis, influenciáveis, etc... e que a maneira de evitar isso seria manter o seu anonimato. É absurdo porque então porque razão o mesmo critério (de anonimato) não se aplica a juízes e outros magistrados? O critério do secretismo permite o tráfico de influências dentro do ministério, permite que certas pessoas tenham um cargo de fazedores de provas que lhes dá um estatuto como que de «peritos» intocáveis e inamovíveis. Ou seja, dá-lhes privilégios e exime-os de dar a cara E DE RESPONDER por provas mal concebidas, mal estruturadas, com erros científicos clamorosos (muito pior que simples gralhas!)
Manuel Baptista

20090623

Neda, assassinada numa manif. em Teerão é símbolo da resistência anti-ayatollahs


Uma jovem mulher foi assassinada a tiro, em Teerão, no sábado passado. O vídeo reproduzido na internet deu a volta ao mundo.

As manifestações de 19, 20 e 21 foram reprimidas de modo cada vez mais violento.

A internet registou as imagens provenientes do Irão. Um dos vídeos, o de Neda Soltani, causou o horror dos internautas.

Quem é Neda Soltani? Neda Soltani é uma jovem mulher que recebeu um tiro mortal, disparado por um membro dos Basji (uma milícia armada pró-governamental). Morreu diante da câmara de um manifestante no sábado 20 de Junho. O mundo inteiro fez de Neda Soltani o símbolo da violência que é exercida sobre os manifestantes iranianos.


[o vídeo tem imagens muito chocantes]


20090621

NA EDUCAÇÃO COM EM TUDO O MAIS... SOMOS NEOCOLONIAIS!!!


Por Manuel Baptista
(manuelbap@yahoo.com)
No âmbito do país neo-colonial que é o nosso, pode o próximo ministro da educação ser bom, médio ou medíocre, que tanto se dá aos que verdadeiramente mandam nisto. Tanto se lhes dá que continue o modelo actual de escola pública ou que seja desmantelado para se fragmentar em milhares de escolas «privadas» subsidiadas 100% pelo estado (no fundo o projecto de municipalização é isto), etc.

Pois eu falo com os meus colegas professores, eles sabem tudo o que se passa no domínio da educação, fingem que não vêem o que está para vir, só sabem queixar-se pelos cantos, fazerem lutas perfeitamente recuadas como cortejos festivos pela Avenida, abaixo-assinados e petições, etc. mas não usam o único instrumento que poderia ser EFICAZ na luta.

Usarem o seu enorme poder (que têm, por isso é que são tão atacados) para desmascarar a delapidação do dinheiro do povo, a desqualificação da escola pública, desde a vertente humana à material, mas dizê-lo com todas as letras e com exemplos concretos, mostrando que os ministros e governo apenas avançam com propaganda oca, não com «obra».

Basta perceber um pouco de teoria política para compreender que esta «esquerda» (que seria a «portadora» dos valores de uma escola pública democrática) é completamente incapaz de dar combate eficaz ao neo-liberalismo, estando focalizada em lutas corporativas em vez de as alargar, unificar com outros sectores da função pública e da população trabalhadora em geral.

O meu prognóstico é que, seja qual for o futuro ministro da educação, mesmo que não seja dum governo do PS, o futuro governo irá fazer da privatização-municipalização da educação a sua política; mesmo que essa tal orientação esteja ausente do programa eleitoral, um partido no poder pode sempre dizer (e nem é falso) que os «peritos» da OCDE, ou outros (dos tais que é preciso ler de modo respeitoso, reverencial...) aconselharam esta «reforma» como única panaceia para a nossa educação.

Nada que não se costume fazer neste país neocolonizado, perante um povo largamente despolitizado, à mercê dos políticos de campanário (aqueles que estão a entrar pelo domínio da escola, pois assim têm um mais amplo campo para tráfico de influências).

Quem fala de corrupção, incompetência etc. como causa dos problemas, não percebe nada... isso são sintomas; o mal é que este país é um país subjugado e explorado pelos senhores do capital.

Na divisão internacional do trabalho, está reservado a Portugal o lugar de um país que é preciso dominar, para garantir o controlo do Atlântico, um país que é preciso subjugar, para que «não levante cabeça», podendo ter alguma indústria (mas do tipo «maquiladora»), alguma agricultura (mas apenas para dar cor à paisagem rural, não para a autosuficiência alimentar de um povo, apesar do clima ser dos melhores do mundo para a agricultura), enfim algumas divisas obtidas com as remessas dos emigrantes e com o turismo (destinado aliás às classes médias baixas dos países ricos europeus).

O sector financeiro, hipertrofiado, é como uma carraça que extrai os parcos recursos que o povo consegue fazer, o povo que se deixa enredar pelo mito «da casinha & do pópó» (é prá menina e pró menino...).

Solidariedade,
Manuel Baptista

Os votos perdidos para sempre do P.S.


Imagem do KAOS

Começa hoje o Verão e só me está a vir à cabeça uma expressão portuguesa que se encaixa nas que mais detesto, e é... "ser corno". Do meu ponto de vista, só lhe encontro uma vantagem: só se é corno uma vez na vida, todas as restantes são meras réplicas.

O Sr. Sócrates, que deambulou por Universidades fanhosas em tempos em que era fácil passear por lá e "ir fazendo cadeiras", o Sr. Sócrates, a quem insistem em hoje chamar Engenheiro, consta, que não vi, portanto, estou à vontade para falar, que quer agora passar por cordeiro manso. Ora isso do querer passar por manso comigo não pega, porque, com ele, já fui corno manso uma vez, e, como não sou pessoa de gostar de réplicas: quando mudo, mudo de vez.

O Sr. Sócrates, que nós descobrimos tardiamente ser um ser invertebrado, sem personalidade, com o caráter traumatizado por estigmas indeléveis, o "boneco de plástico", como muito bem então a Imprensa Española lhe chamava, quer agora fazer o número do bebé chorão, que faz "buá", sempre que é apertado. Acontece que a única coisa que eu lhe apertava com gosto era o pescoço, e rápido, sem ter tempo de ele poder fazer "buá".

O que eu escrevo tem a gravidade de poder ser lido e subscrito por milhões de Portugueses. Depois das eleições mais inteligentes de sempre, faz agora duas semanas, o Sr. Sócrates e o partido esfarelado, e vergonhoso, que ele criou deveriam ter tirado uma dramática conclusão: há votos que voltaram às bases, e nunca mais de lá sairão. Nunca mais haverá um Comunista a pensar que talvez haja um voto útil na "Esquerdice"; os oscilantes do PSD perceberão que agora não se pode nunca mais oscilar, e é enfiar os corninhos em baixo, e marchar, marchar, na direção da Castanha Pilada; do CDS, nada há a dizer: nunca sofreram tanto vexame continuado, como das áreas do Rato, e vai de aqui uma vénia ao Candal, que os ratos levaram para junto de sei, e que não faz cá falta nenhuma: inaugurou, há uns quantos anos, a política baixa do PS, ainda nem nós sabíamos que eles eram capazes disso, e lá epigramou um célebre Manifesto Anti-Portas. Espero que tenha na morrido na ignorância de que lhe faltava escrever um outro, bem mais vasto, o Manifesto Anti-Sócrates, sempre com a agravante de que o Portas fez, faz e fará o que sempre bem lhe apeteceu, nunca inventiu câncios, e não precisa de cortinas de fumo de banhos turcos, nem de vapores de "jacuzzis", para que não reconheçam a cara pública daqueles grunhidos... O Bloco de Esquerda, por sua vez, é um caso à parte: agrada-me que ganhe força, e que tome forma, para se poder assentar, calmamente, nas pastas ministeriais, pelas quais sempre ansiou: enquanto os Portugueses não tiverem essa espantosa visão, nunca acreditarão, pelo que espero que venha depressa, bem sabendo que lá sentirei a difusa sensação de ter perdido mais quatro anos da minha vida a pregar aos peixes.

O problema do Partido de Sócrates, outrora conhecido por "Partido Socialista" é um problema grave, porque mexe com a nossa idiossincracia, e nós não toleramos ser traídos. Somos um bando de filhos da puta, mas lá achamos sempre que os diferendos se poderão resolver, bem no limite da confusão, com uma palmadinha nas costas. Sócrates veio mostrar que não, e que estava mesmo a humilhar, voluntariamente e a agredir, cada um de nós e cada qual, e que achava ainda que estava a fazer bem, e repetia, e até pedia, com cara de cona mansa, que lhe dessem oportunidade de continuar.

Os Portugueses têm de perceber que, quando voltarem às urnas, não estarão a votar num P.S: estarão a votar numa associação criminosa que é capaz de fechar universidades, quando pairam suspeitas sobre diplomas por elas emitidos, que destrói provas e acha isso naturalíssimo, que telefona com ameaças e pensa que a isso se chama Comunicação Social, que gasta milhões a polir bonecos de plástico para palcos dos programas da manhã da TVI, que consegue subverter o Estado de Direito, para não levar a julgamento suspeitos de Pedofilia, que constrange, pressiona, e acha natural que se interrompam, paredes dentro, investigações internacionais sobre a vida financeira e privada do homem que goza do estatuto de Primeiro Ministro, entre um infinito rol de coisas mais.

As Novas Fronteiras, hoje em dia, são uma reunião da Camorra Napolitana, com a ressalva para um punhado de totós que lá esteja, e está uma, pelo menos, de quem eu gosto muitíssimo, e a quem peço, desde já, desculpa por este texto, mas os Portugueses tinham mesmo de ser alertados para que as "Novas Fronteiras" só atiraram mais dejetos cá para fora, na figura do pimenteiro Vitorino, a alegria das saunas "bear", mas mais uma das formas da infelicidade decadente de que este país se revestiu.

Eu quero ter a certeza de que..., quando..., se..., alguma vez..., me apetecesse votar PS, não estava a pôr a cruz na ponta do icebergue de associações secretas, que, na sombra, manipulam estes fracos fantoches de feira felliniana; não me apetece votar em traficantes de drogas e armas; quero saber que, de uma vez por todas, não estou, com uma cruz, a validar uma criatura, Vítor Constâncio, que, no mínimo, já devia estar demitido; não quero pensar em Educação, e imediatamente me aparecer à frente uma coruja frustrada, que nunca conheceu o pai, e era acordada, de manhã, na Casa Pia, com baldes de água fria, para ir fazer bordados para tristes recantos cheios de umidade: isso não é Educação, são os traumas de uma vida inteira, que nunca deveriam extravasar a dor de quem os sentiu; não quero saber de Valter Lemos, e dos crimes cometidos à sombra do Gang de Macau, nem da "Mariana-dos-lindos-olhos", que, quanto mais velha se torna, mais cobarde, vingativa e medíocre se revela. Não me apetece saber que há um Paulo Pedroso preparado para ir protagonizar um dos mais obscenos momentos da nossa Vida Pública, e sacar 2 a 3% de votos em Almada, desprestigiando, ao mesmo tempo, o Estado de Direito, a Democracia, e a Inteligência do Homem Comum Português. Quando votar PS, quero ter a certeza de não estar a validar os rostos da sombra de uma qualquer Loja Maçónica, que já o tinha decidido antes de mim, e a quem eu vou fazer o frete de fingir que valido, por sufrágio, uma decisão preparada nas trevas. Não quero mais ouvir falar de Ferro Rodrigues, nem de Carrilho, nem de Vital Moreira.

Comigo, estão muitos milhões de Portugueses, que votarão em qualquer coisa, desde que não se chame PS, já que o PS se tornou naquilo tudo anteriormente descrito, e tem hoje uma só uma cara, chamada JOSÉ SÓCRATES.

Este teatro de fim de estação foi um péssimo boneco, ou como diriam as más línguas, a única coisa na qual Diogo Infante o não soube instruir...

Enquanto não se livrar destes flagelos, há batalhões de votos que o PS terá perdido para sempre. Creio que, lá no fundo, haveraá quem disto saiba, mas, quando há um demente à frente de um Governo, todos nós sabemos que isto termina sempre num "bunker", com o Führer a disparar, contra sua própria vontade, contra uma testa que nunca valeu muito, e com o seu último venezuelano, nu, e de buraco na cabeça, a esvair-se em sangue do chão, da última despedida erótica.

Estes são os milhões de votos perdidos para sempre do PS. Com muita honra neles me incluo, ao assinar este texto, que quero lapidar.


(Pentagrama do adeus que agora é demasiado tarde, no "Arrebenta-SOL", no "A Sinistra Ministra", no "Democracia em Portugal", no "KLANDESTINO", e em "The Braganza Mothers")

20090617

Memorando do Entendimento? Nada que não se possa rasgar!

Mário Nogueira, caros dirigentes sindicais, povo da FENPROF,

Então a gente vai ficar a ouvir o Valter Lemos dizer aos 4 ventos coisas destas?

O Ministério da Educação diz que a Fenprof parece já ter esquecido o conteúdo de um memorando que assinou com o Governo há cerca de um ano sobre a avaliação do desempenho.

(...)

«Ficou assente num memorando entendimento, desde há um ano, que os professores que tivessem uma classificação negativa, não teriam efeito na sua classificação», recorda.

Valter Lemos acrescenta que «a FENPROF deve-se ter esquecido desse acordo que fez como o Ministério da Educação há um ano atrás, mas nós mantemos esse acordo em vigor».

É certo que o Memorando já foi rasgado simbolicamente, na manifestação dos 120 000, quando a FENPROF abandonou a mesa das negociações. Mas depois voltou para lá com a promessa de negociar o Estatuto da Carreira Docente e amanhã volta a lá estar outra vez às voltas com o mesmo assunto. Entretanto o Valter Lemos vem tirar coelhos da cartola e esfregar o Memorando nas ventas de quem o assinou.

E o resto dos professores fica-se a ouvir estes disparates? E e FENPROF, o Mário Nogueira, a própria Plataforma, leva com o coelho nas trombas e fica-se?

Não será mais do que altura de rasgar esse Memorando na prática?


20090614

FAA - Manifesto

Esta é a declaração de uma intenção tomada em consciência e coerência com as atitudes e posições por nós assumidas num passado recente. Não é um apelo a um qualquer movimento de desobediência civil, nem o seu contrário, assim como também não é uma recusa em nos submetermos à avaliação da qualidade do nosso desempenho enquanto docentes.É apenas a manifestação pública da impossibilidade, de acordo com princípios de coerência e responsabilidade de que nos orgulhamos, de aceitarmos seguir as directrizes de um modelo de avaliação do nosso desempenho que de forma alguma cumpre os objectivos afirmados pela tutela, em particular no regime simplificado em vigor, de constitucionalidade duvidosa e escassa qualidade técnica.Em conformidade com posições adoptadas por todos nós em momentos anteriores, os subscritores desta declaração afirmam a sua indisponibilidade para entregar a ficha de auto-avaliação nos moldes predeterminados pelo Ministério da Educação.Esta posição implica rejeitar a transformação do biénio 2007-09 numa pseudo-avaliação com base em objectivos definidos entre três a cinco meses do final das actividades lectivas deste período. Esta atitude significa a recusa frontal em participar de forma activa numa mistificação pública cujo objectivo é fazer passar por verdadeira uma avaliação falseada do mérito profissional dos docentes, mistificação esta que sabemos ter objectivos meramente eleitoralistas mas que terá consequências profundamente negativas para a qualidade da educação em Portugal.
Estamos conscientes das potenciais consequências da nossa tomada de posição, nomeadamente quanto à ameaça da não progressão na carreira por um período de dois anos lectivos, assim como de um eventual procedimento disciplinar que todos contestaremos em seu devido tempo. Esta é uma atitude cujas implicações apenas recaem sobre nós, estando todos preparados para continuar a lutar pela demonstração da ilegalidade do regime da chamada avaliação simplex.
Estamos ainda conscientes de algumas críticas que nos serão dirigidas de diversos quadrantes. Todas elas serão bem-vindas, venham de onde vierem, desde que se baseiem em argumentos e não em meras qualificações destituídas de conteúdo.
Aos que nos queiram apontar que não compete a cada cidadão definir a forma de cumprimento das leis que se lhe aplicam, poderíamos evocar o artigo 21º da Constituição da República Portuguesa, mas bastará sublinhar o que acima ficou explicitado sobre a forma como encaramos as consequências dos nossos actos. A todos os que considerarem que esta é uma radicalização excessiva do nosso conflito com o Ministério da Educação reafirmamos que o fazemos em consciência e coerência com os nossos princípios éticos, sem calculismos ou outros oportunismos de circunstância.
Por último, salientamos que esta declaração não é um apelo a qualquer tomada de posição semelhante por ninguém, mas tão-só a afirmação da nossa. Não podemos, porém, deixar de constatar que a força de qualquer atitude é tão mais poderosa quanto consciente e esclarecida a convicção de quem a toma.
Ana Mendes da Silva (Esc. Sec. da Amadora), Armanda Sousa, (Esc. Sec./3 de Felgueiras) Fátima Freitas (Esc. Sec. António Sérgio, Porto), Helena Bastos (EB 2/3 Pintor Almada Negreiros, Lisboa), Maria José Simas (Esc. Sec. D. João II, Setúbal), Mário Machaqueiro (Esc. Secundária de Caneças), Maurício de Brito (Esc. Sec. Ponte de Lima), Paulo Guinote (EB 2/3 Mouzinho da Silveira, B. Banheira) Paulo Prudêncio (EBI Santo Onofre, Caldas da Rainha), Pedro Castro (Esc. Sec. Maia), Ricardo Silva (EB 2/3 D. Carlos I, Sintra), Rosa Medina de Sousa (Esc. Sec. José Saramago, Mafra) e Teodoro Manuel (Esc. Sec. Moita).
Público, 13 de Junho de 2009

20090613

As Mais Belas Eleições do Mundo


Imagem do KAOS
Dedicado a um montão de pessoas que não posso enumerar, porque não cabem aqui... Obrigado
Nada há de mais maravilhoso, numas eleições, do que a Abstenção. Ela representa aquilo que, no falar comum, indica estar-se a mandar à merda o Sistema, sem rodeios, e por atacado.
Não foi por acaso que os cágados e os dinossauros do Regime imediatamente lançaram as mãos à cabeça, quando a coisa subiu para níveis insuspeitados.
Meus amigos, em Democracia, não há níveis insuspeitados, e o ideal seria que ninguém tivesse posto os pés nas Europeias, para que, no hemiciclo de Estrasburgo, de repente, uma multidão de eleitos olhasse para um molho de cadeiras vazias, e perguntasse, "mas o que é que sucedeu ali?...", e logo se ergueriam as atávicas vozes, a clamar, "ali houve uma coisa, de seu nome, outrora, Portugal, e que, hoje, para mais nada serve do que ser uma bandeira de conveniência, para o Crime Organizado poder continuar a singrar..."
Curiosamente, em 2009, os candidatos com perfis e carismas mais interessantes situavam-se do Centro para a Direita, e cito-os, com algum orgulho: Nuno Melo, o excelente próximo líder do CDS/PP, e Paulo Rangel, um daqueles que, em muitos dos últimos anos, talvez por ter um ar de gajo que nunca cresceu, me não fez virar a cara imediatamente para o lado.
O Eduardo sabe que lhe fiz um voto com dedicatória, num dia complicado da minha existência...
À Esquerda, Louçã é um brilhante orador, embora tema que as missas laicas o lancem para os braços de um PS em desespero. Já estou, como alguém alguma vez disse, o Bloco de Esquerda devia chamar-se apenas Bloco e preocupar-se mais, como tem feito, com uma minuciosa e eficaz remoralização da Vida Pública. E fazer uma severa limpeza interna dos oportunistas que por lá garimpam. Quanto às Ideologias, era mandá-las diretamente para o Das Caldas, porque nós vivemos na Era do Civismo, e não das prateleiras dos cadáveres das Ideias.
O PCP tem, e suponho que desta vez o perceberá, de arranjar um candidato com nível europeu, em vez de insistir numa gaja com ar de mulher a dia para nos representar lá fora: bem basta que, quando se fala em Portugueses, ainda venham as célebres "concièrges" de Paris (a última deixou a casa do meu amigo Julien, para ser substituída por dois seguranças, mas suponho que isso faça parte da decadência das grandes urbes europeias. Brevemente, todos viveremos dentro, ou à porta, de condomínios fechados. Adorável Europa...)
Vital Moreira merece um lugar à parte.
Do meu humilde ponto de vista, representa o Nojo do Nojo, e apanhou nos cornos com uma altíssima subtileza, como, suponho, só as Mais Belas Eleições do Mundo lhe poderiam ter dado. Aquele partido, que, outrora se chamava Partido Socialista, e que hoje é o feudo dos Pedófilos, dos Maçóniços, das Bichas Morte-em-Veneza e dos jovens abutres sem excrúpulos, quando nós pensávamos já ter batido no fundo, na efígie do Homem de Plástico do Heron-Castilho, ainda conseguiu arranjar uma epígrafe para a efígie do Asco, que foi ir buscar aquele subproduto de cabeleireiros rascas, o Renegado, para quem já estava enojado finalmente poder vomitar-lhe, e vomitaram-lhe, e bem, com vinte e tal por cento em cima. Espero -- e agora é o meu lado profundamente humano a falar -- que o PS seja justo com Vital Moreira, e assim como arranjou uma política de proximidade com as Saunas "Gay", para Carrilho, e um acesso de 4 estações de "Métro", para aquelas famílias miseráveis "du XIII ème", de extensa prole muçulmana, para Ferro Rodrigues, também dê a Vital Moreira uns fundos "freeportianos", para abrir um cabeleireiro de caniches, em Chipar de Baixo, de onde nunca devia ter saído. Nisso, o PSD foi muito generoso, já que deu a Rita Seabra uma Editora, quando ela não merecia mais do que uma esfregona e um balde, para tratar das escadas de tanto prédio devoluto de Lisboa...
Resumindo o que aconteceu no dia 7: Santo António, afinal, não era o "Quebra Bilhas" de que tanto se falava, mas, há, e isso só se saberá quando se recuperarem as caixas negras do AF 447, uma forte probabilidade de ter sido mais uma metempsicose histórica do célebre Heterossexual Passivo. Deus quis que fosse santo, nesta real impossibilidade de quebrar bilhas, e sobretudo na dignidade que teve, ao longo da vida, de não deixar que lhe quebrassem adele, ao contrário de António Calvário e Artur Garcia, que, ontem, nas Marchas, mostraram estar em plena forma, cheios de dois e três amores, como o Marco Paulo... ah, mas eu estava era a falar de Eleições, e o que sucedeu no Dia 7 foi um genial gesto de Civismo: dois movimentos, os daqueles que, maduramente, perceberam que a forma mais elementar de assustar o Papão do Autoritarismo era enconstarem-se ao Bloco mais forte, e pregarem-lhes um susto, chamado PSD, que, por mais esfrangalhado que esteja, se mostrou à altura de uma renascença democrática; o outro, ainda mais subtil, foi o daqueles que disseram "NÃO" ao Partido de Sócrates, recostando-se, confortavelmente, nas suas zonas de emocionalidade política, e de aqui um sincero abraço de parabéns aos eleitores do Bloco, do PCP, do CDS/PP, e das forças de menor expressão: todos vocês deram um exemplo de espantosa maturidade democrática, ao mostrar, que, um dia, será impossível fazer Maiorias, sem, pelo menos, três partidos decentes...
Venha depressa esse dia...
O meu último carinho é uma citação de Laura "Bouche", que tantas vezes me diz que aquilo de que precisamos não é de mudar de Governo, é de mudar de Povo. Estas Eleições vieram mostrar que isto é quase verdade: basta que 60% desse Povo fique em casa, em dia de votar, 20% a olhar para os milhões de Cristiano Ronaldo -- num Mundo normal, não era imediatamente aberta uma investigação, para saber quem é esse Presidente do Real Madrid, e dos Bancos que estão por detrás dele?... Mas quem sou eu para pedir uma coisa dessas, numa terra onde se sabe que o Caso Heron-Castilho está nas mãos de uma gaja casada com um mafioso procurado internacionalmente?... --, outros 20% a irem de joelhos, a Fátima, e os restantes, à falta de Fado, a consumirem "pastilhas" nas discotecas nacionais, "ad aeternum".
Para dizer verdade, talvez ainda devessem ficar em casa mais uns pózinhos percentuais: uma abstenção de 70% talvez, finalmente, pudesse começar a revelar resultados eleitorais à altura de uma Comunidade de cariz Europeu, no início do séc. XXI.
Maturidade.

(Pentagrama do ó meu rico santo antoninho anda cá quebrar-me a bilha, porque eu estou tão precisado..., no "Arrebenta-SOL", no "A Sinistra Ministra", no "Democracia em Portugal", no "KLANDESTINO", e em "The Braganza Mothers")

20090610

A luta dos professores continua: é preciso denunciar o novo modelo de gestão unipessoal e anti-democrático das escolas


O Ministério da Educação divulgou os resultados do desenvolvimento do processo de gestão, fazendo saber que 975 directores já estariam escolhidos, dos quais 155 já teriam data marcada para a tomada de posse.

Acontece que o modelo de direcção e gestão que foi imposto deve ser combatido nos planos político-institucional, jurídico e reivindicativo por todos os professores por se revelar um modelo autocrático e anti-democrático que não se inspira no ideário da democracia escolar.

Neste último plano, a FENPROF lançou nas escolas, junto dos professores, um postal que está a ser subscrito e cujo teor é o seguinte:

"Exmº Senhor Primeiro-Ministro
Venho desta forma reafirmar a minha forte oposição ao modelo de direcção e gestão das escolas e agrupamentos que o Governo está a impor com a aplicação do Decreto-Lei 75/2008.
A Democracia na direcção, gestão e organização das escolas portuguesas é património do regime democrático conquistado com o 25 de Abril e encontra consagração na Constituição da República Portuguesa e na Lei de Bases do Sistema Educativo.
Considero inaceitável que, ignorando as posições expressas pelos professores, pelas suas organizações representativas e pela generalidade dos mais reputados especialistas em administração escolar, o Governo tenha decidido dar um rude golpe num dos mais importantes pilares da Escola Pública Portuguesa - a sua vida e organizações democráticas."

Estes postais serão entregues, na residência oficial do Primeiro-Ministro no próximo dia 18 de Junho, pelas 11.00 horas, em acção a divulgar, oportunamente, com mais pormenores.


Assinem e enviem este postal para a residência oficial do primeiro-ministro exigindo a reposição da Gestão Democrática das Escolas e contra a gestão unipessoal e autocrática das escolas através da imposição da figura do Director ( ex-Reitor dos antigos Liceus)