
20090915
Quem paga a campanha eleitoral dos Gatos Fedorentos, seguido das Zitas Seabras do Bloco de Esquerda

20090912
Campanha Eleitoral, no tempo do triste remendo em que Portugal se tornou

20090904
Manuela Moura Guedes enquanto último espasmo de botox do final do Regime

Niguém pronunciou uma palavra. Só na sala de conferências é dada a noticia: "O Fuhrer está morto".
16:00 - Os dois corpos são envolvidos em lençóis e colocados numa pequena depressão à entrada do abrigo, perto de um misturador de cimento. Deitou-se gasolina sobre eles, e depois lançou-se fogo"
Acho que Manuela Moura Guedes, para o bem e para o mal, está no imaginário de todos nós. Nos tempos de outrora, o marido serviu brilhantemente o Poder, enquanto gestor da televisão pública. Muitas águas correram desde esse dia, e aconteceu-lhe o mesmo que às mulheres de esquina: o Tempo tornou-as marias elisas, e o degradar das condições de informação no território português, sufocado pela máquina de intoxicação e "marketing" do Agente Técnico de Enegenharia José Sócrates fez-nos quase que esquecer ter havido um tempo de maiores liberdades.
De Manuela Moura Guedes relembro aquele breve interregno governamental, que teve Durão, Portas e Ferreira Leite à frente, e onde, de facto, começou a fase final do declínio português, e relembro-o por uma razão hoje quase apagada: a Manuela foi um dos rostos que mais contribuiu para a divulgação da situação de existência de uma Rede Pedófila infiltrada nos mais altos mecanismos do Estado. É verdade que não foi só ela, como poderão rememorar aqui, mas foi, enquanto memória, também ela, e isso paga-se caro, e bem caro.
Curiosamente, embora nos antípodas das minhas ansiedades políticas, senti que, por um breve instante, naquele período, parecia que a Justiça estava a funcionar, em Portugal. Segue de aqui um enorme abraço para o meu amigo, João Guerra, que nos devolveu, por momentos, a ilusão de que íamos ficar a saber, de vez, a porcaria que regia Portugal. Erros nossos, má fortuna, horror ardente.
A ingenuidade do Casal Moniz não era ingenuidade, e dizem mesmo as más línguas que o "Casa Pia" foi um excelente momento para derrubar o monopólio da Produção que a sinistra teia de Carlos Cruz detinha no setor televisivo. Como estarão lembrados, até as películas públicas tinham sido usadas por essa gente para filmar Pornografia e Pedofilia, ou seja, fomos nós que pagámos os infinitos milhões de Carlos Cruz, e Manuela Moura Guedes, com todos os seus tiques e insuficiências, foi, então, um dos corajosos rostos dessas denúncias.
Hoje, calaram a Moura Guedes, como vão calando tudo o que ameace pôr em causa o Crime que governa Portugal. É o margaridamoreirismo, em todo o seu esplendor, mas não se fica po aí, e invade todos os lugares onde a livre opinião se expressa. A nossa escala é outra, mas também já passámos por tudo o que era porcaria, infiltrados, censuras, calúnias, comentários de psicopatas, a típica figura do "troll", da mulher mal fodida, e até aquele espantoso mural, que agora antecipa "The Braganza Mothers", como sendo um potencial sítio de transmissão de vírus (!)...
É verdade: nós transmitimos o Vírus da Verdade, e isso desagrada a muita gente, desde a Maçonaria, o "Lobby" Pedófilo, as ressentidas da Opus Dei, a vérmina infiltrada, os invejosos, os dementes, e todos aqueles que, desde a Santa Inquisição, sonham com um mundo de ficções menores, em vez da pura e dura realidade, e que desconhecem existir o direito do "Outro".
A verdade é que há muito que me começou a faltar a paciência. Este texto é, evidentemente, de solidariedade para com todas as formas de Liberdade de Expressão, venham elas de setores alinhados mais à Direita ou à Esquerda, e, especificamente, dedicado a Manuela Moura Guedes: é-me totalmente indiferente, desde que essas ideias, justamente, não colidam com a possibilidade de expressão de todas as outras. Hoje, mais uma vez, presenciámos que ainda nos falta um longuíssimo caminho até à Maturidade da Opinião, coisa que criou, e tipificou, as sociedades avançadas, como, por exemplo, a Inglesa, onde é muito difícil fazer passar gato por lebre, e, quando querem que passe, dá direito a demissões ministeriais e quedas de governo, de um dia para o outro.
Como diz a fraquíssima Margarida Rebelo Pinto, "não há coincidências", e não há, e esta veio mesmo a calhar, para eu antecipar um texto que estava reservado para meados da Campanha Eleitoral: o heterónimo "Arrebenta", algures nascido nas caixas de comentários do "Expresso", onde pontificou, desde 2001, introduzindo a variedade e exuberância, e de lá corrido, em 2005, quando se atreveu a fazer campanha cerrada contra aquele horror que é Cavaco Silva, entendeu que tinha chegado ali o fim do seu tempo útil. Os seus leitores e apreciadores, entenderam o contrário, e ofereceram-lhe o Blogue Eleitoral "The Great Portuguese Disaster 1985-1995", cuja função findou com a desastrada eleição do Ogre de Boliqueime, sendo ainda hoje um um dos ossuários mais visitados da Blogosfera. Poderia ter aproveitado essa segunda deixa, mas, mais uma vez fui incentivado para avançar para o primeiro "The Braganza Mothers", que se afundou naquilo que de pior a natureza humana consegue produzir. O resto já vocês conhecem, e lá fomos sobrevivendo, no meio dos ataques, das sabotagens, dos insultos da canalha, mas sempre sustentados pela força dos nossos leitores, e dos adversários que nos respeitam como tal.
Enquanto autor do heterónimo, e a pretexto do episódio Moura Guedes, de aqui lanço um desafio e um ultimato: caso, nas Eleições de final deste mês, saia um Governo com esta aberração chamada Sócrates à frente, minoritário, amuletado pelo Bloco de Esquerda, a fazer o pino, de costas, de lado, ou pintado de ouro, não voltarei a escrever uma linha que seja. Você imagina-se a escrever num país governado por um cacique revalidado nas urnas?... Eu... não. Há limites para a paciência, e não me apetece andar a fazer de parvo para um povo que perdeu totalmente o respeito por si mesmo. Quanto a mim, há, felizmente, muitos mais lugares de diários exercícios de estilo do que andar a deitar pérolas a porcos. Enterro este meu Álvaro de Campos, e sigo para a minha paisagem de Caeiro.
Pois, talvez custe ler isto, mas é mesmo assim. Muito Boa Noite.
(Desabafo de quem anda farto desta merda de país, no "Aventar", no "A Sinistra Ministra", no "Arrebenta-SOL", no "Klandestino", no "Democracia em Portugal" e em "The Braganza Mothers")
20090829
Na urna, com Ferreira Leite

Imagem do KAOS
20090822
Madame de Sade
20090819
Um certo amianto de certas fibras esfarrapadas de certas Esquerdas esquecidas
20090731
PORTUGAL: CAMPANHA ELEITORAL PERMANENTE NUM PAÍS EXAUSTO
A «política» nesta terra, resume-se a alguns maduros pretenderem mostrar que - eles sim - seriam os impecáveis e incorruptíveis gestores da coisa pública, denunciando as traficâncias dos que estão no poder. Assim, logo que estejam no poder, poderão retomar a roubalheira, fazendo beneficiar filhos e afilhados.
A única sanção grave para os prevaricadores, mesmo os menos astutos, é serem preteridos nas listas eleitorais no ciclo seguinte eleitoral, pelo chefe do seu respectivo partido. Portanto, irão encher os bolsos, encher o bandulho até rebentar, não vá a coisa descambar para eles, não podendo continuar a comer do tacho na próxima legislatura.
Este despilfarro passa-se a todos os níveis do Estado, quer ao nível central ou das autarquias, quer nas mais altas figuras do Estado e suas cortes respectivas, até ao «director-geral» e abaixo.
Um curioso estudo, surgido há poucas semanas, indicava que o Estado português poderia fornecer serviços (de saúde, educação, segurança social, etc.) com a qualidade de uma Finlândia, se não fosse a enorme onda de corrupção que o atinge.
Evidentemente, tal estudo evita explicar o que causa a corrupção: a sequela de algo bem mais profundo e que não tem a ver, nem com um «défice moral» intrínseco ao povo português, nem - muito menos- com qualquer herança genética.
A continuada decadência do Estado, das instituições e também das classes que o suportam e dele se aproveitam tem uma explicação lógica claríssima. Este país foi um vastíssimo império desde há dois séculos transformado em neocolónia (com o assentimento e participação das sucessivas gerações da classe dominante: alta aristocracia, burguesia industrial, burguesia financeira...), pelo império britânico, do século XIX até hoje, sendo participantes, partir do século XX, outras grandes potências europeias continentais e os EUA.
No que toca à UE (aos países ricos desta), é notório o papel de potência colonizadora desde 86:
- destruição dos recursos alimentares autóctones (agricultura e pescas)
- destruição da indústria tradicional, virada para satisfazer o mercado interno
- criação de uma indústria de tipo «maquiladora» para servir as multinacionais.
- enfraquecimento da população autóctone, negando-lhe serviços e bens de saúde essenciais, apesar de uma das mais altas taxas de impostos e de descontos para a segurança social, se comparadas com o PIB per capita, da Europa e do mundo.
- manutenção do todo um sistema clientelar que faz obstáculo permanente a quaisquer decisões bem-intencionadas.
- manutenção de um estado de ignorância com a massificação do «espectáculo rei», destronando quaisquer preocupações sérias, melhor, sendo o escape obrigatório para as gentes não se angustiarem com as coisas sérias, deixadas para os «senhores que sabem»!
E a lista poderia continuar por muitos e muitos itens.
Face a este estado de coisas, curiosamente, tanto à esquerda como à direita, em todo o espectro político, a única e exclusiva preocupação é «agarrar» o eleitor, fazendo uma campanha destinada a «fazer passar a mensagem» de que «se votares no partido X, terás de certeza isto e isto e mais aquilo».
Um exemplo típico disso vem no programa eleitoral do PS, partido socratoíde, ao decretar que haverá uma chuva de benefícios, desde um subsídio universal de nascimento (200 €, uma fortuna!), apenas resgatável quando a criança perfizer 18 anos (paciência se tiver o azar de morrer antes!), reforço das ajudas para famílias monoparentais (sobretudo, muitas divorciadas ou separadas com filhos menores) até à generalização de bolsas de estudo para o ensino secundário.
Tudo promessas sem qualquer consistência, pois implicariam, a serem seriamente aplicadas e abrangendo a totalidade dos grupos considerados, uma subida enorme das despesas do estado com a Segurança Social, para as quais não haveria obviamente contrapartida de receitas.
O «macaco de rabo pelado» Alberto João Jardim disse, com ironia, que eles deviam aplicar já essas medidas, pois nada os impedia de o fazer. Com efeito, sendo eles a maioria absoluta, poderiam ter há largo tempo obtido a fácil aprovação do parlamento para tais medidas.
Ao atirarem com essas medidas em campanha eleitoral, como bôdo aos pobres e à classe média, estão simplesmente a desprezar o povo português, que poderá ter sido enganado frequentemente, mas não é colectiva e generalizadamente estúpido!
Porém, à direita do PS, aquilo que vem ao de cima, é reflexo do marasmo que reina no maior partido da direita/direita, o PSD. Não existe uma única ideia-força sobre a governação, não se descortina que propostas muito inteligentes e originais, irão produzir no seu programa eleitoral de governo.
De qualquer maneira, os políticos sabem que os programas eleitorais - e mesmo os programas de governo- são para rasgar e lançar no cesto dos papéis, à primeira ocasião, assim que for conveniente para a governação, para se manterem no poder.
À esquerda do PS, as coisas também não parecem minimamente encaminhadas, pois tanto a CDU como o BE, globalmente, propõem mais do mesmo: ou seja, a mesma política reformista, o mesmo estilo de «partidos de protesto», o mesmo uso das autarquias captadas para o respectivo partido, para fazerem - em pequena escala - o que os outros fazem à escala do país inteiro.
Mas, sobretudo, nunca por nunca, se irão entender num programa comum, preferindo a querela ao nível dos sindicatos, das autarquias e, por vezes, em frente dos holofotes da comunicação social. Para manterem as bases bem separadas, brindam-se periódica e reciprocamente com diversos epítetos, mimos esses destinados a mostrar quem detém a hegemonia na classe trabalhadora!
Confrangedor... pois eles são também integralmente responsáveis pelo facto da classe no poder ter as mãos livres para fazer o que muito bem quer e entende, neste «cantinho à beira mar plantado», para ir lixando a classe trabalhadora.
Uma oposição de esquerda reformista a sério, até seria benéfica no curto prazo para os trabalhadores, embora isso não se traduzisse pela mudança estrutural do regime, mas apenas numa evolução em sentido menos desfavorável.
Infelizmente, para fazer uma política reformista a sério é preciso mais do que boas intenções. Nem PCP, nem BE, têm isso. Ambos mostram uma grande falta de vontade objectiva. Porque, apenas em coligação, poderiam ser um desafio capaz de mudar algo, capaz de se submeter à prova da governação, pelo menos, em municípios onde a sua aliança teria uma maioria!
Mas disso, eles fogem «como diabo da cruz», revelando assim as suas verdadeiras intenções: bem podem os militantes de base destes partidos sonhar, os aparelhos respectivos continuam o braço de ferro para alcançar a tal primazia de vanguarda iluminada da classe trabalhadora!
Isto seria cómico, se não fosse trágico: é que a maior central sindical (CGTP) é arrastada - há anos- para uma política de inconsequência, de grande fogo-de-vista, mas com uma acção no terreno, ou completamente ausente (onde estão os militantes sindicais nos momentos em que é preciso?) ou em que organiza a capitulação face ao patronato e ao estado, em vez de organizar a luta, a resistência e a capacidade reivindicativa, em vez -em suma- de acumular forças para um combate de classe, sempre desigual para a classe oprimida.
Temos, portanto, os dados lançados: o país vai continuar a afundar-se, a tornar-se mais dependente, mais clientelar, mais corrupto (consequência e não causa) por mais uns bons anos, com a colaboração activa de toda a casta política - querendo isto dizer: os que detêm responsabilidades no aparelho de estado (cargos eleitos ou de nomeação política) e ainda os que detêm cargos directivos nos aparelhos partidários.
Por detrás deles, sempre a controlá-los, encontra-se uma outra casta, que mexe os cordelinhos do dinheiro e não está disposta a gastar em vão o seu pecúlio. Os grandes empresários industriais, os donos e gestores da finança (banca, sociedades financeiras diversas, seguradoras...), os capitalistas estrangeiros, com interesses ou com vistas nos despojos desta terra.
Ambas as castas, política e dos negócios, contam com a colaboração prestimosa da UE, da NATO, da OCDE, possuíndo cada uma, catrefa de «técnicos» sempre prontos a parir um parecer jutificando tais ou tais medidas, de cunho neoliberal!!!
Alternativas? - Sim, existem, partem do princípio que temos de nos unir na base, não em torno de ideologias, mas em torno da resolução dos problemas concretos. Surgirão soluções, necessariamente, quando as pessoas deixarem de ter medo e constituírem assembleias, auto-convocadas, realmente de democracia participativa, ou seja, assembleias onde as pessoas se regem por uma lógica de base, sem representantes, mas com mandatos sempre definidos e controlados, com possibilidade de serem retirados a qualquer momento.
Manuel Baptista
O íntimo espirro que ligará o Santiago Barnabéu à chuva de milhões da Indústria Farmacêutica

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20090727
A Campanha mais badalhoca desde o bidé de Dona Urraca

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A crise começou a meio da tarde, quando o Alberto João apontou a luneta que costuma usar para ver as gajas descascadas nas piscinas dos "decks" dos paquetes que escalam o Funchal, e começou a erguer-se uma coisa nos ares, que ameaçava provocar o maior eclipse solar do século. O Alberto pensou duas vezes, e disse, "espera lá, que aquilo deve ser coisa do Cont'nente, vou já buscar a caçadeira e matar aqui dois melros..."
Meu dito, meu feito.
Alberto João Jardim, célebre por disparar palavras, mostrou-se exímio atirador. Em tempos normais, com cegos em Santa Maria, contentores em Alcântara, o tráfico de armas e droga a decorrer normalmente, a coisa poderia ter passado despercebida. Acontece que vai ser a epígrafe da campanha mais porca a que iremos assistir. Por mim, na boa, e todo o nosso vocabulário vai passar a ser polido, face aos horrores que deitarão da boca para fora políticos que, pela primeira vez, desde 1975, podem dar largas à sua imaginação. É bom que saibamos o que realmente se esconde por debaixo do politicamente correto, para não pensarmos que o mundo é mesmo assim.
Um dos nossos colaboradores mostrou-se escandalizadíssimo com os estertores da Clara Ferreira Alves: suponho que seja por nunca a ter visto nua, previlégio que já me foi dado, que então é que ele perceberia o que é Bosch, o pintor, na Política. Lá diz o ditado popular, cada cabeça sua sentença, cada cona seu corrimento, e é a altura de as sentenças serem integralmente substituídas pelos corrimentos.
Entre os desastres das Legislativas e o desastre, esse, sim, final, das Autárquicas, vamos assistir a milhares de ratos a transitar de plataforma em plataforma política, já que, como Diogo Feio disse -- esse, ao menos, tem um apelido que é mesmo para falar verdade, como diria a Leite... -- estas vão ser as Eleições mais livres de sempre, e vão, porque como o essencial é evitar que haja maiorias de qualquer espécie, os parolos da Abstenção vão-se abster, e os letrados do voto vão regressar às suas famílias políticas, calmamente, sem a preocupação do voto útil, e à espera de um Parlamento em que as coisas estejam de tal modo estilhaçadas que seja ingovernável. A Bélgica, um país rico, sobreviveu assim, décadas, sem maiorias, sem governo, e vive 5 vezes acima do nível desta piolheira. Talvez fosse uma boa experiência política, estarmos alguns anos sem governo, com o Aníbal a fazer aquelas bocas, em Belém, e a Maria a marcar bilhetes pela Net para Bayreuth, convencida de que ia a algum festival de valsas de Strauss.
A Síndroma de Joana Amaral Dias é mais complexa, porque o Louçã, que até suponho nem seja parvo, subitamente começou a descobrir que tinha um partido que era uma merda, e que era utilizado por toda a casta de oportunistas para se pendurarem no poleiro seguinte, mal soasse a hora. Até agora, só teve recaídas no PS, mas não tardarão a aparecer as suas zitas seabras, e algumas gajas a derivarem para os braços do Nuno Melo, o próximo brilhante orador que se segue. A carne é fraca e a vulva, de ambos os sexos, volátil.
Nesta primeira leva, saíram os zés que faziam falta, a mais do que medíocre Inês de Medeiros e a bicha do levar no cu asseticamente, com luvas brancas e um controlador, "on-line", para ver se a fricção não corrompe o preservativo e há algum imprevisto derrame de HIV. "Next on", e geme que nem uma cadela. Na fase seguinte, quando houver cinco blocos políticos com massas parlamentares muito próximas, vai começar a segunda debandada, a chamada crise do Queijo Limiano, em que serão comprados, com missangas, para passarem de um lado para o outro. Manuel Alegre, com a grandeza que lhe é habitual, saiu pela porta grande, com a promessa de um lugar de destaque no Museu de História Natural, de Nova Iorque. Confessemos que mereceu.
Joana Amaral Dias, por fim, mais uns quantos despentados, vão ficar para apagar as luzes, depois de ter sido exposta toda a marginalidade que subjaz a cada candidato, de as licenciaturas ao domingo e "os outros colos" serem explorados "ad nauseam"; de se descobrir que, à falta de homem, a Câncio tinha um "off-shore" entre as pernas, e que o João Galamba, afinal, era o neto maçónico de Vítor Constâncio, através da barriga de aluguer do filho, João, outra das sombrias nódoas académicas, etc e tal.
Suponho que quando a coisa estiver mesmo mal, desenterrem o Soares, a "Chorona", o Balsemão, o Adriano Moreira, o Freitas, para tentarem vir repor ordem na coisa, mas isso já quando a Helena Roseta estiver pegada, em puxões de cabelos, com aquela gaja horrível, que parece uma salamandra, e é a cabeça de Lista do BE, e mais "A Pegajosa", aquela que fala da Europa com boca de bicos, e que vai levar, em Oeiras, um escaldão nas tetas, completamente dado pelo Isaltino, betonador.
De aqui para baixo, tudo é pior, com a exceção da Maria Emília, de Almada, que vai reinar, na primeira Assembleia Municipal, sem vereadores do PS, que vai reinar, dizia eu, das ruínas da Lisnave à Trafaria. Paulo Pedroso vai-se safar bem, e arranjar logo uma Gripe dos Porcos, no início da Campanha, para não lhe acontecer nenhuma... desgraça. Contactará os eleitores via TV, Net, e folhetos distribuídos pelas Voluntárias de Jeová, mas nada de comícios. Portugal é dócil, e não quereria que nada de mau lhe sucedesse... Ficará então sozinha a Maria Emília, que levará os netos ao miradouro, e lhes porá a luneta nas unhas: "do alto deste miradouro, filhinhos, quarenta hectares urbanizáveis vos contemplam, e são todos da vovó!..."
"Ó, vó, quem é aquele senhor, naquele Palácio cor de rosa, em Lisboa, que está a fazer boquinhas em "O"?...
"Aquele senhor, meu netinho, é o Senhor Aníbal, que veio de Boliqueime tentar a sorte na cidade, mas não evoluiu em nada. O que Boliqueime deu a tumba levará. É uma espécie de ampulheta: sempre que olharem para ele, escusam de olhar para o relógio, é um bom medidor do tempo que falta para passarem 10 anos de mandato".
Mais dez anos perdidos das nossas curtas existências, obviamente.
(Arrebentado no "Aventar", no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "A Sinistra Ministra", em "The Braganza Mothers" e no "Klandestino" )
20090726
Greve Geral Global em Defesa da Escola Pública

ISTO, INFELIZMENTE, COM A COLABORAÇÃO ACTIVA DOS DIRIGENTES SINDICAIS QUE JÁ SE PREPARAM PARA FAZER UMA ESPÉCIE DE PEDITÓRIO JUNTO DOS PARTIDOS, PARA DEPOIS «DAREM SEM DAREM» UMA INDICAÇÃO DE VOTO NAS ELEIÇÕES.
REALMENTE, NO MEIO DA PODRIDÃO, APENAS SE PODE CONSEGUIR ALGUMA COISA, SE FORMOS CAPAZES DE NOS COORDENARMOS DE FORMA HORIZONTAL, ENTRE PESSOAS DISPOSTAS A LUTAR! NÃO É COM ELEITORALISMO QUE SE LUTA! É PREPARANDO UMA GREVE GERAL GLOBAL, QUE ABRANJA TODOS OS SECTORES DA FUNÇÃO PÚBLICA!!
SÓ O FACTO DE SE ESTAR A PREPARAR SERIAMENTE ESTA HIPÓTESE DARIA IMENSA FORÇA AOS TRABALHADORES, PARA EXIGIREM QUE SEJAM RESPEITADAS AS SUAS LEGÍTIMAS ASPIRAÇÕES E QUE QUALQUER GOVERNO, SAÍDO DAS URNAS, PENSE DUAS VEZES ANTES DE «RASGAR» NO DIA SEGUINTE AS SUAS PROMESSAS ELEITORAIS, COMO SÃO COSTUMEIROS.
MANUEL BAPTISTA
(manuelbap@yahoo.com)
















