20090925

O Testamento de Sócrates, ou os 3 Piores Portugueses de Sempre


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Cada povo tem sempre os políticos que merece, aliás, num regime das quintas-essências, os políticos correspondem sempre ao refinamento do que de pior, ou melhor, cada povo tem. No nosso caso, e a acreditar nos pessimistas, nos quais me incluo, estamos em decadência desde o Príncipe Perfeito, D. João II, ou seja, especializámo-nos em príncipes cada vez mais imperfeitos, até acabarmos em coisas rastejantes, como José Miguel Júdice, Rita Seabra ou Fernanda Câncio.
O Primeiro Pior Português de Sempre, num certo consenso da Inteligência Nacional, foi Salazar: no seu tempo, ele incarnou o imaginário rasteirinho dos comedores de urtigas da época. Ser Doutorado, nessas eras, em Santa Comba Dão, era tão extraordinário como uma Pastorinha a ver a Senhora, de saia arregaçada, a esfregar-lhe o clítoris.
Sendo uma mulher mais velha, o vigente regime penal trataria a Aparição como um caso de pedofilia, ocorrido, em 1917, na Cova da Iria.
Nunca nos curámos disso: a miúda gostou, e ficou oitenta e tal anos sem falar, coisa que Salazar adoraria ter feito ao Povo Português, mas só conseguiu 48, alguns deles já por procuração. Ora 48 anos é meio século, e um País, saído de uma Monarquia miserável, que era a risota de toda a Europa, passou para um pardieiro de freiras, calçadas com o mesmo par de botas, enquanto nos passavam por cima a II Guerra Mundial, o Plano “Marshall”, do qual esse cabrão desse Salazar nos excluiu, impedindo que sofrêssemos o “boom” da Europa do Pós-Guerra, continuando embrenhados na apanha da azeitona, no ir ao cu às ovelhas, para fabricar Queijo da Serra, e a deixarmos entregues aos gafanhotos as Províncias Ultramarinas, cujas riquezas, que o velho pensava que iam ser nossas para sempre, nunca foram exploradas, acontecendo o facto mais notável da nossa História Contemporânea, que foi o último Império do séc. XX estar nas mãos do Povo mais miserável de cabeça e haveres que o teve, e os entregar depois, de mão beijada, a um bando de criminosos.
Com isto, perdemos meio século.
A seguir a Salazar veio um gajo que acreditava que ainda vivia no tempo do anterior, e que dizia “Assembleia Nacional”, “Dia da Raça” e bojardas afins, vestindo-se como um manequim dos Anos 50, da Rua dos Fanqueiros, e com uma mulher horrorosa, de “centro-esquerda”, que tinha uma Falha de Santo André ativa, a afastar-lhe, corcundamente, o entre o pescoço e as golas daquelas chitas talhadas em casa, nas quais se costuma embrulhar. Ela é penosa, ele é triste e chamava-se Cavaco Silva, e foi perfeitamente radiografado aqui, e conseguiu que o impulso que a Comunidade Económica Europeia então poderia ter dado a Portugal se esvaísse nas contas bancárias de criminosos do foro económico, como “Migha Âmâghal”, “Feguêiga do Âmâghal” e Cardunha e Coiso, de entre alguns que agora me lembro, embora costume ter a memória extensa. Como Salazar, foi um homem honesto: o primeiro sabia que havia 100 famílias que tinham o monopólio do Roubo; o segundo fingiu que não sabia que as 100 já tinham passado a 200, e baixado muitíssimo de nível. Foi a Era das Piriguetes, e o tempo em que o Taveira e o Bonga arrombavam as "garagens" das senhoras mal casadas da Linha do Estoril.
Cavaco não respeitou nada, nem ninguém: deixou que o cercassem alguns dos piores caráteres da Nação, e roubassem o que, de direito, era da Res Pública. Correu com tudo o que lhe fazia frente, incluindo a mal tratada Ferreira Leite, que se enganava tanto nas contas como ele, e a quem deu, por duas vezes, dois chutos no cu, que ela nunca lhe perdoou.
A Cultura passou a chamar-se La Feria, e a Elegância, Possidonismo.
Num País que vendeu a Agricultura e a Indústria e se passou a especializar no Tráfico das Armas, da Droga e dos Pretos e Monhés, que vinham contruir as grandes obras do Regime, as linhas férreas tornaram-se inúteis, e o Aníbal mandou desmontar tudo. A chave metafísica para essa devastação era um elementar, meu caro Watson: os comboios não abasteciam na Bomba de Boliqueime…
Acabou na Ponte, com um facínora, chamado Dias Loureiro, a disparar -- coisa que não acontecia desde a queda do Velho Regime -- sobre o Povo. Parece que depois deu em Conselheiro de Estado...
E com Cavaco somado com Salazar perdemos 60 anos de um século, o que é muito, demasiado, e irrecuperável. Pouco sobrou desse Período, exceto a Leonor Beleza, que agora arranca os olhos aos coelhos, para fazer experiências à Champalimaud, um filho da puta de um especialista em arrancar outrora os olhos aos Portugueses.
Quis a História que depois tivéssemos alguns sobressaltos, entre os quais produzimos Durão Barroso, um caso de estudo, à parte, neste texto retórico, e que não será aqui incluído. Dante escreveria, muito melhor do que eu, sobre a figura.
Fica para trabalho de casa dele, se não se importam...
Passado o Milénio, caiu-nos em cima o flagelo do Terceiro Pior Português de Sempre, cujo nome evito citar, mas que todos conhecem demasiado bem. Como os anteriores, vinha de um buraco, que não se chamava Santa Comba Dão, nem Poço de Boiqueime, mas Vilar de Maçada, e é nesses momentos em que eu sinto enorme inveja dos povos que, na biografia dos políticos podem escrever, por exemplo, "nascido em Fifth Avenue, 365...". Nunca nos aconteceu, e vinham sempre de buracos: o Guterres, do Fundão; o Barroso, da Cova da Piedade, e o Aníbal, de Poço de Boliqueime: no final dos mandatos, todos tinham transformado Lisboa num simulacro da sua pequena aldeia e transformado o buraco local num buraco global. Bem hajam: foram os dons Afonsos Henriques e os Sanchos I, II e III da empedernização da Cauda da Europa, e lá estabilizámos.
Sócrates conseguiu ser pior do que os anteriores, porque, ao contrário do que desejariam, a História não parou: no tempo de Salazar, o tira-tira e o mete-mete eram regidos pelo Método das Temperaturas, e por camisinhas feitas com tripa de ovelha da Serra da Gardunha. Se a coisa se rompia, havia sempre uma agulha de croché e uma alminha branca, que o cura arrumava ao pé dos desmanchos das senhoras casadas que ele próprio montava. No tempo de Aníbal, já estávamos atrasados na fibra ótica, nas linhas de alta velocidade e nas redes viárias internacionais. Com Sócrates, já imperavam os telemóveis, que ele adorou transformar em postos de escuta e a Internet, esplendorosa e global, para o Zé “Magalhães” lá ter o ouvido permanentemente encostado, como a Senhora Maria, no tempo do Salazar, quando o Cardeal Cerejeira metia putos da Casa Pia debaixo das púrpuras e gemia, de mansinho.
O caso de Sócrates é infinitamente mais grave, porque o Sistema de Asfixia Global, impeditivo do pensamento e da manifestação alternativa, deu ordem de fabrico de políticos de borracha, com forma internacional, de nomes Sarkozy, Blair, Berlusconi e o dito cujo. A diferença sempre foi para o mal: Sócrates é um ser retorcido -- há quem o considere bipolar -– que vive mal a sua sexualidade, penou, com angústia, um curso contrafeito, e sofreu, ainda mais, quando pensava que as mazelas da vaidade estavam todas compostas, uma sórdida perseguição, por parte de gente reles, de muito baixo nível, ou, nas eméritas palavras da medíocre Clara Ferreira Alves, um dos pilares dos Sistema, gente d'“a blogosfera [...] um saco de gatos que mistura o óptimo com o rasca e acabou por tornar-se um prolongamento do magistério da opinião nos jornais. Num qualquer blogger existe e vegeta um colunista ambicioso ou desempregado ou um mero espírito ocioso e rancoroso. Dantes, a pior desta gente praticava o onanismo literário e escrevia maus versos para a gaveta, agora publicam-se as ejaculações
Estou completamente de acordo, sobretudo, sempre que ela abre a boca e ejacula, e acho que todos ejaculámos em cima do “Engenheiro”, estragando-lhe o arranjinho, que ele pensava ter acabado com um célebre postal “cheio de angústia”, e afinal acabou no anedotário nacional, a pior prova de fogo de qualquer político, pelo menos, desde Fernão Lopes e Gil Vicente, se não quisermos recuar às Cantigas de Escárnio e Mal-dizer.
Somadas as contas, temos 48+10+5 mais... mais... um enorme ponto de interrogação, porque enquanto Cavaco sabia que era alvo e mortal, e se fazia deslocar numa viatura blindada (!), Salazar acabou osteoporótico, com os cornos da nuca a bater no chão da cadeirinha, Sócrates julga-se um protagonista do Fim da História, e passou das 100 e das 200 famílias para uma nebulosa de rastejantes das migalhas do Sistema. Tem, por detrás de si, aquele horror chamado BILDERBERG, que lhe promete a mesma Eternidade que Chávez pensa ter alcançado ao pontapé. Durante os poucos e desastrosos anos em que destruiu Portugal, Sócrates ainda não se atreveu aos pontapés de Chávez: ficam para um bisar das urnas, que poderão anunciar a última hipótese de variar governos. Quem se mete com o PS leva, e mais ainda quem se mete com o núcleo da pedofilia que sustenta o PS.
Se tiver a vertigem de votar PS, lembre-se que é também nestes que vota, nos sem rosto, sem vergonha, nem perdão.
Acabo como comecei: como disse um dia Vasco Pulido Valente, “O Povo Português não gosta da Liberdade, mas sim da Igualdade”, e a igualdade é invariavelmente o nivelamento por baixo.
Nisso, Sócrates foi emérito, e nivelou sempre por baixo, e, contas feitas, ao longo destes anos houve um único momento em que, no meio de intromissões no Sistema Judicial, nas pressões sobre os Órgãos de Comunicação, nas perseguições dos funcionários, na trafulhice, nas golpadas, na destruição das sobras da Agricultura, Economia e Pescas, praticou o Socialismo: foi o Socialismo do Diploma, em que deu a tantos, nos famigerados C.N.O.s, “diplomas” do mesmo jeito do dele, e conferiu ao populacho o papel que lhes permitiu, finalmente, comprovar, com selo e assinatura, a célebre postura portuguesa do “sei-tanto-quanto-um doutor”. É verdade, sabem tanto como um doutor, sobretudo na qualidade de doutores que este século perdido da História Portuguesa, na qual reinaram os Três Piores Portugueses de Sempre, gerou.
Vá lá, no domingo, e diga-lhe que gosta dele, que se identifica com ele, e que o considera o melhor líder da Cauda da Europa. Deve ser a única coisa na qual concordarei com esse eleitorado demente, eu, Cidadão do Mundo, completamente alheio a esta miserável gaiola de loucas em que nos quiseram tornar. A pior coisa que pode acontecer a Sócrates é ser reeleito, porque vai ter de comer o pão que o diabo (ele) amassou. Acabará a Propaganda e começará a Realidade, meus amigos, que vos asseguro ser... sinistra.
Vou-me divertir muitíssimo, nesse hipotético cenário.
Faça-vos, a você e a ele, bom proveito, e não contem comigo, mas não contem mesmo, tá bem?... :-)

(Bye bye butterfly, no "Aventar", no "Arrebenta-SOL", no "A Sinistra Ministra", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")

O Partido Camaleão, seguido das metamorfoses de Ana Drago


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Dedicado ao Ricardo, para não adormecer em campanha: filho, a partir de segunda há mais e... pior :-)

Cidadão: se te sondassem a boca da urna, salvo-seja, não seria para ti novidade de que o grande partido vencedor de domingo será o dito Bloco de "Esquerda", e eu respondo que já meti a mão na minha própria urna, salvo-seja, e saiu de lá o mesmo presságio.

A cena seguinte passa-se na cubata de Ana Drago, penosamente construída com ramos de PPRs, e uns tapete antigos, que já nem Trotsky penduraria nas paredes, quanto mais uma "freelancer" do séc. XXI. São 9 da manhã do dia 28 de Setembro de 2009, segunda feira. A Ucraniana de serviço, ilegal, mas metida na Segurança Social naqueles esquemas esquisitos do faz-de-conta que desconta, mas, no fundo, não desconta, e a patroa finge que não sabe, mas quando chega a hora do desemprego é o contribuinte que paga tudo,

dizia eu de que,

Ana Drago está inquietíssima, sentada ao lado do seu telefone Meo-fibra, com ar de minha febra, a ver quando é que a coisa toca.

TRIM-TRIM!!!... (O coração pula, e a vagina pinga)

A Ucraniana atende: sim?... tu querer falar com senhora Drago?... Senhora Drago ir ver se estar... (silêncio. A outra comunica por gestos, faz a célebre boca de fazer broches aos grilos, e mexe muito as mãos, quer saber a cor política do telefonema) Senhora Drago está a perguntar seu partido... (silêncio) Senhora Drago... ser CDS/PP que querer falar com Senhora...

Ai, o CDS/PP!?... Vou já vestir umas calças, para ele pensar que é um fuzileiro que lhe quer comer o esfíncter, e... oferece o quê?... (silêncio) Secretaria de Estado do Turismo!?..., sim, posso..., e quer que vote sempre favoravelmente!?..., claro, mas posso ter motorista, não?..., não, não há problema, não... podem licenciar o país todo de contentores até Badajoz, e desisto das Uniões de Facto, para não fazer corar senhores de fato azul escuro decentemente mal casados com gajas que engolem tudo... Sim, tiramos já isso do Programa!... Telefone amanhã, para acertar os valores e os cargos... (silêncio) Pretos!?... Deus me livre: odeio!... Connosco coligados, não entra cá mais nenhum!...

Toca o telefone.

Senhora Drago estar lá dentro. Querer dar algum recado?... (É a Manela Arenque Fumado, com o seu colar de pérolas pendurado nas peles). Quer fazer passar umas leis?... Pois, toda a gente quer... Oferece o quê?... Secretaria de Estado dos Negócios Estrangeiros!?... Bem haja!... Pode ser (vou já tirar as calças e pôr uma saia preta abaixo dos joelhos, porque a velha é puritana... ) Sim, sim, pode estar descansada que voto favoravelmente os diplomas todos durante dois anos. Depois, é negociado diploma a diploma, e tudo em "off-shores", ou no BPN... Não!... Não, esteja descansada, temos um fundo político comum, e também acho que a contenção orçamental é a melhor solução: os outros que paguem a crise.

Toca o telefone.

Sim, querer falar com Senhora Drago, Senhora Drago estar a ver n a Net salário de Secretário de Estado mas vir já... Senhora Drago, Senhor Sócrates querer falar com Senhora Drago (Tira as saias compridas, e vai pôr uma saia-calça, embora ele nem repare nisso: prefere meias sombras e venezuelanos musculados)... Ministério do Ambiente, com certeza Senhor Primeiro Ministro... (Silêncio) Nunca fomos contra a coincineração, até podemos fazer isso nos fornos dos Pastéis de Belém, e na Padaria das B'zanas, na Rua da Rosa... Sim, a Classe Média que pague a Coincineração, pois claro!... Não é para isso que compram lareiras em baiúcas da Margem Sul?... Claro, a Classe Média começa acima dos 500 €/mês!... Os ricos que paguem a crise... Fico então com o Ambiente e o Rosas com a Cultura?... Ótimo... Pode ser... Acha que dá para meter mais alguém?... Sim, votamos favoravelmente todos os temas fraturantes, até a Zoofilia e vamos apoiar a campanha de Paulo Pedroso em Almada... Mas, para isso, é o Miguel Portas com a Educação, em vez da sonsa da Isabel Alçada, que roubou o Programa Nacional de Leitura à Conceição Rolo e à Manuela Malhoa, e temos de negociar mais umas Secretarias de Estado, à parte. Sim, sim... ficamos assim, não é preciso assinar nada, e depois recebemos em pequenas parcelas de dinheiro, como no "Freeport". Quanto ao TGV já começou neste telefonema: resolvemos todas as diferenças à mais alta velocidade. Pode confiar: nós somos MESMO assim!...

Toca o Telefone.

Sim, Sr. Jerónimo, a Srª. Drago vir já!... Senhora Drago, o Senhor Jerónimo ter umas autarquias para coligar com Senhora Drago (A Drago tira as calças-saia e enfia uns daqueles aventais rodados, muito coloridos, que as badalhocas usam na "Festa do Avante"). O Sr. Jerónimo quer lutar contra o Grande Capital!?... Com certeza, mas, em contrapartida, queremos todas as Câmaras Municipais do Alentejo, e com a condição de que o Grande Capital comece 1 € acima do nosso salário de Secretário de Estado, tá quieto, ó meu!...

(Cai o pano, com força, no "Aventar", no "Arrebenta-SOL", no "A Sinistra Ministra", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e no farto de avisar para esta merda chamado "The Braganza Mothers" )

20090923

Agradecimentos sinceros ao renegado do PCP e a toda a sua equipa de espiões informáticos, por me terem fodido mais um computador


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Eu sei que o texto vai passar por cínico, mas é sincero: quero agradecer ao Senhor José Magalhães, ex-Estalinista e ora lambedor de botas do "Engenheiro" de Vilar de Maçada o ter-me fodido mais um computador.

Assim foi, se bem estão lembrados, com aquele disco rígido que foi à vida, no tempo em que, no "Expresso on-line" toureei a Carrilha, até ela perder a Câmara de Lisboa; assim foi naquela célebre manhã, em que depois de um email noturno trocado com o "Xatoo", em que eu prometia publicar as conexões e os dinheiros obscuros dos setores da Opus Dei que iriam eleger Cavaco Silva, me destruíram o computador, de uma tal forma que o gajo da Informática disse que "nunca tinha visto nada assim"... O resto da história já contei noutro lugar. Desta vez, mal se publicou o cadastro de José Magalhães e a Tabela do Voto Útil, voltaram a dar-me cabo do posto de trabalho.

Olha, Zé, já comprei outro, melhor do que o anterior, e fiz questão de que não tivesse uma única componente portuguesa, para não entrar nas vossas estatísticas falsificadas da "recuperação". Recuperação do caralho, amigo: vocês estão piores, de dia para dia, e só desejo que afocinhem, com o Bloco de Esquerda, no bacio que merecem. Quanto ao resto, só me calam, quando me apetecer, e com coisas destas, arriscam-se a que eu tenha ainda mais vontade de falar. Computadores há muitos, seus palermas, e, olha... se o virem, beijinhos ao Paulo Pedroso, da minha parte. Eu amo-o.

(Polígono de mandá-los à merda, no "Aventar", no "Arrebenta-SOL", no "A Sinistra Ministra", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers" )

20090919

Guerra Cirúrgica



Pois é, meus caros amigos e amigas: não é necessariamente a estupidez que tem de imperar em Portugal. Chegou a vez da Guerra Cirúrgica, e a massa cinzenta, que tanto nos custou nos estudos, e ao "Engenheiro", nada, senão uns postalinhos, traçou uma carta dos Círculos Eleitorais com uma intenção muito simples: descortinar qual o partido que estava mais a jeito para eleger o deputado que Sócrates caçou. A lógica, agora, é inversa, e chama-se "VOTO ÚTIL". Todos nós estamos sem saber para onde disparar, e a resposta veio cientificamente: voto útil, no partido que mais perto estiver de fazer o PS perder deputados por cada Círculo.
Vamos nessa? Vamos todos divulgar ISTO?... Vamos todos apontar nessa direção?... Força, então!...

20090916

E, se em vez de "Gatos Fedorentos", houvesse um programa chamado "Hora do Kaos"?...


Imagem do KAOS

E, se em vez de subsidiarem um lixo televisivo chamado "Gatos Fedorentos", criassem um programa onde as imagens do KAOS fossem o centro do debate?

Fica lançada a ideia.

(Foi aqui que eu acordei, e reparei que tinha caído da cama...)

20090915

Quem paga a campanha eleitoral dos Gatos Fedorentos, seguido das Zitas Seabras do Bloco de Esquerda

Há um novo partido, em Portugal, que não está sujeito às regras de tetos de gastos de campanha: chama-se Partido dos Gatos Fedorentos, e tem como única linha programática manter a estupidez média do Português, abaixo da média, num nível de estabilidade médio de estupidez estável.
É uma imagem à qual recorro muito, e nem sequer é minha, é da Sociologia, campo ao qual sou totalmente alheio, a da chamada "Mulher Alibi". A Mulher Alibi, que muitas vezes é um homem, ou um grupo, é uma voz individual, ou coletiva, com lugar no palco dos que têm forte audiência. O seu papel é elementar: trata-se de um dos membros do Sistema que é subsidiado para fazer o papel de quem está CONTRA o Sistema. O princípio é aristotélico e catártico: enquanto o pagode se entretem com as pseudocríticas regurgitadas pela Mulher Alibi, vai diluindo as tensões que poderia ter, e os instintos de se tornar agressivo, agarrar numa moca, e ir direto àquelas caras que são o Sistema. Quando a Mulher Alibi satiriza o Pinto da Costa, o Paulo Pedroso, o Sócrates ou gentalha afim, a raiva coletiva esvai-se no espetáculo intermédio e nunca se atreve aos fins finais, cuja magnitude e extensão vindicativa poderiam ser devastadoras. Os Gatos Fedorentos, como aquela cadela do Eixo do Mal, a Quadratura das Bestas, em tempos, o cocainómano Esteves Cardoso e afins desempenhavam o mesmo papel. Um dia acabarei a engolir o meu próprio veneno, e a perceber que o tempo perdido pelos meus leitores nas divagações do "Arrebenta" também poderão ser engavetadas, nalgum investigador das eras futuras, na mesma gaveta... Sim, não estou livre de ser cronologicamente taxado de Mulher Alibi, mas deixo essa reflexão para os vossos filhos e netos, e passo adiante, que não sou futurólogo, nem masoquista.
Interessa-me agora o presente, e saber o que leva a SIC, creio (?), a pagar a um bando de indivíduos cuja única finalidade é embrutecer ainda mais o pensamento médio, médio baixo, e baixo, das plateias, a aparecer no meio de uma campanha eleitoral, para a descarga de justas energias da massa eleitoral, em plena efervescência.
Quem os paga, a quem servem, e qual a sua finalidade?...
Para mim, a resposta é evidente, mas fica aqui lançada como pergunta, para que, ao contrário de verem os resultados medíocres dessa equipa, PENSAREM um pouco no que vos cerca, e cesso aqui o assunto, porque o que realmente me vai consolar, depois do terramoto de 27 de Setembro, são as virgens púdicas do Bloco de Esquerda que se vão encostar ao Poder, qualquer que ele seja. Tudo indica irmos ter uma minoritaríssima Ferreira Leite, que, se continuar a tocar na tecla da independência e do levantar a cabeça contra os interesses ibéricos talvez se ponha a jeito para uma votação na qual nunca terá pensado... Não é por acaso, nem por humor, que bandeiras monárquicas foram içadas em Cascais e no Porto. Queriam tão só dizer, Português, lembra-te de que houve um tempo em que começaste, porque quiseste e precisaste, de ser Português, e esse sonho está agora em risco.
Com Manuela Ferreira Leite, choverão queijos limianos e zitas seabras, desta vez, a saírem do saco de gatos assanhados a que se usa chamar Bloco de Esquerda, prontos para defenderem TGVs, Contenções Orçamentais, e, por que não, a consolidação dos passivos do BPP. Ana Drago tornar se á confidente do Padre Feytor Pinto, e Fernando Rosas irá de mão dada com o Padre Melícias saber se o Guterres ainda anda a mamar leitinho Opus da Vaz Pinto. Vai ser um amor, uma coisa piedosa, e que nos vai cortar o coração, porque nós gostamos, sempre gostámos, de pessoas disponíveis para ajudar o vizinho. É a Síndroma do Empresta me uma colher de açúcar, quando, no fundo, o que o levou a bater à porta da vizinha era uma sublime ânsia de minete. Eu sei que é feio, mas a isto chama-re Real Politik, e vai ser o cenário Outono/Inverno, para Portugal. Na terminologia da minha doméstica, vai ser um salve se quem puder.

20090912

Campanha Eleitoral, no tempo do triste remendo em que Portugal se tornou



Criação KAOS
Dedicado ao Eduardo, justamente porque isto surgiu numa imprevista conversa noturna...

Começa hoje oficialmente essa porcaria a que dão o nome de "Campanha Eleitoral": antigamente, traduzia-se em lixo de cartazes e panfletos a esvoaçar pelas ruas. Hoje, é mais sofisticada e mentirosa: reduz-se a horas de "Photoshop", a tentar branquear focinhos, quando os grandes problemas estão, mas é, nas almas e corações.
É verdade que falámos antes destas sondagens, mas o Eduardo ainda acredita nalguns pais natais, e eu também, quando me convém: antes isso do que andar a dar na coca, como o Balsemão e o Miguel Sousa Tavares, ilustre caloteiro, que lá foi, há éons, para o Brasil, com duas golpadas de 500 "contos" -- era muito dinheiro, na altura -- e houve, contaram-me, quem nunca mais o visse, mas isso era agora só um devaneio. A verdade é que, no final deste mês, vai sair das urnas um governo minoritário, que uns querem crer ser do Agente Técnico de Engenharia José Sócrates, outros da Drª. Manuela Ferreira Leite.
Como já expliquei, não sou ferreira leitista, mas, curiosamente, e já que temos de discutir a coisa no nível do escatológico, ou seja, na pequena separação entre o fim do cólon e o princípio do esfíncter, Sócrates já nem nojo me mete, e Ferreira Leite é como tudo na vida: no dia em que isto se afundar, alguém terá de estar ao timão e há um mínimo de patriotismo em que devessemos evitar que um país que começou com um sonhador acabasse com um vigarista.
Os barões do PSD, misóginos, e capazes de trair o próprio partido para sustentar as suas miseráveis vaidades pessoais, são meninos para acender as tais velas negras, para que Ferreira Leite perca: ia ser um "day after" de penas escuras e sangue de galinha espalhado por todo o lado, e, sinceramente, a senhora, nos antípodas das minhas simpatias políticas, não mereceria isso: muito mais gozo me daria ver cair para o lado, com um buraco na testa, um Júdice ou um Proença de Carvalho, mas isso é só porque sim, coisas minhas, embora eu saiba que há quem perceba bem o sentido destas linhas.
O que discutíamos, nessa noite passada, é que a Man'ela lá ganharia, mas teria uma Maioria negativa, de "Esquerda", a servir-lhe o tempo todo, nas Cortes, de travão de mão.
Era isto que fazia o Eduardo chorar baba e ranho,
ora,
acontece que, depois de passar uns tempos a remoer na hipótese, fui assentando nalguns valores, algo excêntricos, mas que solucionariam esta espécie de nó górdio que todos os Portugueses sentem, ao pensar no Dia da Eleição.
No palco de idiotas e palhaços que têm ocupado o nosso cenário político, desapareceu qualquer tipo de valores e de verticalidade. De algum modo, vale tudo, e há prazer em exibir publicamente que tudo vale, como aqueles casalinhos de sexta a noite, em que ele deita o banco todo para trás, e ela finge que está a gostar do que ele lhe pede para fazer. Como na anedota da loura, há aqui muito da diferença entre "mamilo" e "mama". Para ela, o mamilo é onde lhe costumam chupar; para ele, "mama" é uma ordem, a quem ela deve, pura e simplesmente, obedecer. Sócrates pertence à segunda parte da frase.
Suponhamos, pois, um daqueles aldrabões das sondagens, a fazer o papel de Constâncio, e a tentar descobrir, muito perto da meia noite, para onde vão aquelas milésimas que decidirão o vencedor. No Cenário Sócrates -- deus nos proteja de tal... -- lá viria o Bloco de Esquerda a correr, uma espécie de Caster Semenya, com as tetas muito penduradas, mas os colhões todos metidos para dentro. Os estrategas do Aldrabão estão a apostar forte nisso, fingindo que o Bloco de Esquerda é o grande adversário do PS, para os palermas lá irem votar, crendo estar a fazer "oposição".
Era de emigrar, meninos...
O segundo cenário, mais provável, e que teria de ser lido, antes de mais, como o facto incontornável de que a repulsa levantada em Portugal pelo boneco de José Sócrates teria levado a vencer ancestrais aversões pela figura de Ferreira Leite, é a da senhora se apanhar com algumas décimas milésimas de vantagem sobre o Canastrão do "Freeport", o pseudo-diplomado, o ignorante das regras mínimas de convivência democrática, etc., mais um menino ao colo, chamado Maioria Absoluta, PS+PCP+BE, a fazerem-lhe o pleno das Cortes.
Por estranho que pareça, esta plateia de queijos limianos não seria à Direita que se iria esgatanhar, mas sim à "Esquerda", para começar, com o merecidíssimo chuto no cu PARA SEMPRE, de José Sócrates, e do seu bando de marginais e parasitas, e, mal assentasse a poeira, logo se veria. No Bloco de Esquerda há gente que, por promessas de Poder até no PNR se alistaria, e com esses votos, Dona Manuela poderia contar, nas maiorias "à la carte", consoante o tempero das leis. Portas seria dócil, até porque teve berço, coisa que a mior parte desta corja desconhece. O PS, na sua desorientação, sem ter ainda percebido como é que se podia ter passado de um extremo ao outro, pela estupidez, vaidade e falta de nível de uma só personagem, talvez limpasse o "Garrafão" que nunca diz "NÃO", e tentasse perceber que a salvação nacional passa, de facto, pela adoção, razoável, de medidas de fundo, que não agridam mais os Portugueses, mas se centrem nos profundos problemas de Portugal. Por estranho que possa parecer, o partido ainda mais disponível para uma desiqulibração destas, talvez se revelasse ser o PC.
O PCP, em Portugal, já não é um partido, mas uma tradição. Um bando de gajos que anda há décadas naquilo e que nunca mais de lá sairá. São valentes, e morrem pelas ideias. Como na Tradiçaõ, gosta-se, ou não se gosta, e invoca-se, ou não se invoca, consoante nos beneficie, ou não, e aqui começamos já a falar de posturas, e vamos subindo ainda, até chegarmos a um ponto que creio que poderia beneficiar a pálida, desgastada, secundária e apagada, Manuela Ferreira Leite, que é a de ter nível suficiente para perceber que num tempo de angústia, e acima de quaisquer divergências, terão de predominar as razoabilidades, e a isto chama-se, comumente, Razão de Estado. Um político que devolvesse ao Parlamento o lugar da decisão e a necessidade da negociação das muitas trincheiras, caso a caso da legislação, e forçasse convergências entre pensamentos políticos geralmente inconciliáveis, tornar-se-ia notável, e separaria, por inerência, todo o trigo do joio, talvez a maior reforma de que Portugal precise: a limpeza do lixo que prolifera na Assembleia da República e arredores.
Curiosamente, ao contrário de Sócrates, consigo ver Ferreira Leite a incarnar, com secura e minúcia, esse dificílimo papel de mediação: iriam caindo, que nem tordos, os baronetes do cor de laranja e todos os oportunistas dos rosas e dos "vermelhos".
Sim, eu sei que isto parece muita conjetura e gravidez nervosa de uma das nossas mais célebres parideiras, a Marcela quer morcela, e hoje apeteceu-me incarnar o estilo, o tom e a perfídia da dita cuja.
Também eu queria paz, e não termos chegado a este extremo, mas isto está mesmo muito difícil de arranjar. Hoje, deu-me para aqui, e escrevi assim. Dia 27, logo se verá.

20090904

Manuela Moura Guedes enquanto último espasmo de botox do final do Regime


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30 de Abril de 1945: "As tropas soviéticas tomam o edificio do Reichtag, e içam a bandeira da União Soviética em Berlim. Para os russos, este é o momento mais significativo da vitória. A esta hora, a pouco mais de 500 metros deste lugar, Hitler está a almoçar, pela última vez [...] Hitler almoça com as suas duas secretárias e o cozinheiro vegetariano. O criado Erwin Jakubek, recordou mais tarde que a última refeição era constituida por esparguete com um molho leve. Hitler fez novas despedidas, tendo dito a Gertrud Junge "Agora, as coisas chegaram ao fim". As tropas russas encontram-se a 500 metros da chancelaria e do abrigo de Hitler. Eva Braun abraçou a secretária e disse por sua vez: "Muitas saudades minhas para Munique. E fique com o meu casaco de peles como recordação. Sempre gostei das pessoas que vestem bem." O coronel Otto Gunsche está de guarda junto à porta da antecâmara que conduzia aos aposentos de Hitler. Nesta altura chega Magda Goebbels, que pede para falar com Hitler. Gunsche não a consegue persuadir e bate à porta. Hitler estava de pé na saleta, e Eva Braun, estava na casa de banho. Hitler ficou aborrecido com a intromissão e diz "Já não quero voltar a falar-lhe". Otto Gunsche sai dos aposentos. Ouve-se um tiro. Martin Bormann foi o primeiro a entrar no quarto, seguido do criado Linge.

Hitler estava sentado numa cadeira e Eva Braunn estendida num divã. O rosto de Hitler estava coberto de sangue. Havia duas pistolas. Uma delas era uma "Walther PPK" e pertencia a Hitler. A outra, uma pistola pequena que Hitler costumava trazer sempre na algibeira.

Niguém pronunciou uma palavra. Só na sala de conferências é dada a noticia: "O Fuhrer está morto".

16:00 - Os dois corpos são envolvidos em lençóis e colocados numa pequena depressão à entrada do abrigo, perto de um misturador de cimento. Deitou-se gasolina sobre eles, e depois lançou-se fogo"

Acho que Manuela Moura Guedes, para o bem e para o mal, está no imaginário de todos nós. Nos tempos de outrora, o marido serviu brilhantemente o Poder, enquanto gestor da televisão pública. Muitas águas correram desde esse dia, e aconteceu-lhe o mesmo que às mulheres de esquina: o Tempo tornou-as marias elisas, e o degradar das condições de informação no território português, sufocado pela máquina de intoxicação e "marketing" do Agente Técnico de Enegenharia José Sócrates fez-nos quase que esquecer ter havido um tempo de maiores liberdades.

De Manuela Moura Guedes relembro aquele breve interregno governamental, que teve Durão, Portas e Ferreira Leite à frente, e onde, de facto, começou a fase final do declínio português, e relembro-o por uma razão hoje quase apagada: a Manuela foi um dos rostos que mais contribuiu para a divulgação da situação de existência de uma Rede Pedófila infiltrada nos mais altos mecanismos do Estado. É verdade que não foi só ela, como poderão rememorar aqui, mas foi, enquanto memória, também ela, e isso paga-se caro, e bem caro.

Curiosamente, embora nos antípodas das minhas ansiedades políticas, senti que, por um breve instante, naquele período, parecia que a Justiça estava a funcionar, em Portugal. Segue de aqui um enorme abraço para o meu amigo, João Guerra, que nos devolveu, por momentos, a ilusão de que íamos ficar a saber, de vez, a porcaria que regia Portugal. Erros nossos, má fortuna, horror ardente.

A ingenuidade do Casal Moniz não era ingenuidade, e dizem mesmo as más línguas que o "Casa Pia" foi um excelente momento para derrubar o monopólio da Produção que a sinistra teia de Carlos Cruz detinha no setor televisivo. Como estarão lembrados, até as películas públicas tinham sido usadas por essa gente para filmar Pornografia e Pedofilia, ou seja, fomos nós que pagámos os infinitos milhões de Carlos Cruz, e Manuela Moura Guedes, com todos os seus tiques e insuficiências, foi, então, um dos corajosos rostos dessas denúncias.

Hoje, calaram a Moura Guedes, como vão calando tudo o que ameace pôr em causa o Crime que governa Portugal. É o margaridamoreirismo, em todo o seu esplendor, mas não se fica po aí, e invade todos os lugares onde a livre opinião se expressa. A nossa escala é outra, mas também já passámos por tudo o que era porcaria, infiltrados, censuras, calúnias, comentários de psicopatas, a típica figura do "troll", da mulher mal fodida, e até aquele espantoso mural, que agora antecipa "The Braganza Mothers", como sendo um potencial sítio de transmissão de vírus (!)...

É verdade: nós transmitimos o Vírus da Verdade, e isso desagrada a muita gente, desde a Maçonaria, o "Lobby" Pedófilo, as ressentidas da Opus Dei, a vérmina infiltrada, os invejosos, os dementes, e todos aqueles que, desde a Santa Inquisição, sonham com um mundo de ficções menores, em vez da pura e dura realidade, e que desconhecem existir o direito do "Outro".

A verdade é que há muito que me começou a faltar a paciência. Este texto é, evidentemente, de solidariedade para com todas as formas de Liberdade de Expressão, venham elas de setores alinhados mais à Direita ou à Esquerda, e, especificamente, dedicado a Manuela Moura Guedes: é-me totalmente indiferente, desde que essas ideias, justamente, não colidam com a possibilidade de expressão de todas as outras. Hoje, mais uma vez, presenciámos que ainda nos falta um longuíssimo caminho até à Maturidade da Opinião, coisa que criou, e tipificou, as sociedades avançadas, como, por exemplo, a Inglesa, onde é muito difícil fazer passar gato por lebre, e, quando querem que passe, dá direito a demissões ministeriais e quedas de governo, de um dia para o outro.

Como diz a fraquíssima Margarida Rebelo Pinto, "não há coincidências", e não há, e esta veio mesmo a calhar, para eu antecipar um texto que estava reservado para meados da Campanha Eleitoral: o heterónimo "Arrebenta", algures nascido nas caixas de comentários do "Expresso", onde pontificou, desde 2001, introduzindo a variedade e exuberância, e de lá corrido, em 2005, quando se atreveu a fazer campanha cerrada contra aquele horror que é Cavaco Silva, entendeu que tinha chegado ali o fim do seu tempo útil. Os seus leitores e apreciadores, entenderam o contrário, e ofereceram-lhe o Blogue Eleitoral "The Great Portuguese Disaster 1985-1995", cuja função findou com a desastrada eleição do Ogre de Boliqueime, sendo ainda hoje um um dos ossuários mais visitados da Blogosfera. Poderia ter aproveitado essa segunda deixa, mas, mais uma vez fui incentivado para avançar para o primeiro "The Braganza Mothers", que se afundou naquilo que de pior a natureza humana consegue produzir. O resto já vocês conhecem, e lá fomos sobrevivendo, no meio dos ataques, das sabotagens, dos insultos da canalha, mas sempre sustentados pela força dos nossos leitores, e dos adversários que nos respeitam como tal.

Enquanto autor do heterónimo, e a pretexto do episódio Moura Guedes, de aqui lanço um desafio e um ultimato: caso, nas Eleições de final deste mês, saia um Governo com esta aberração chamada Sócrates à frente, minoritário, amuletado pelo Bloco de Esquerda, a fazer o pino, de costas, de lado, ou pintado de ouro, não voltarei a escrever uma linha que seja. Você imagina-se a escrever num país governado por um cacique revalidado nas urnas?... Eu... não. Há limites para a paciência, e não me apetece andar a fazer de parvo para um povo que perdeu totalmente o respeito por si mesmo. Quanto a mim, há, felizmente, muitos mais lugares de diários exercícios de estilo do que andar a deitar pérolas a porcos. Enterro este meu Álvaro de Campos, e sigo para a minha paisagem de Caeiro.

Pois, talvez custe ler isto, mas é mesmo assim. Muito Boa Noite.



(Desabafo de quem anda farto desta merda de país, no "Aventar", no "A Sinistra Ministra", no "Arrebenta-SOL", no "Klandestino", no "Democracia em Portugal" e em "The Braganza Mothers")

20090829

Na urna, com Ferreira Leite


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Não sou ferreira leitista, e rejo-me pelos princípos totalmente opostos aos dela, exceto nalguns pormenores, eventualmente importantes, e que deixo para o fim deste texto; não faço parte do eleitorado PSD, exceto nalguns dias felizes, como quando foi da Carrilhada, e tive um dos maiores prazeres da minha vida em ir votar CONTRA a primeira gigantesca fraude, orquestrada pela Maçonaria, para colocar um dos seus à frente da Maior Aldeia de Portugal. Ainda estava eu a enfiar o voto na urna, e já lhe fazia a dedicatória mental: "este é CONTRA TI, contra aquela espécie de desentupidor com baton, com quem casaste, para tapar misérias, e a bem do Dinis, que não tem culpa dos azares da inseminação artificial..."
Como é sabido, a Carrilha ficou possessa, começou a disparar e a ameaçar em todas as direções, mas é feliz agora, nos braços da "racaille parisienne". Que volte de lá com um andar novo é o que de melhor lhe posso desejar.
A questão Ferreira Leite é muito complicada, porque radica num antiquíssimo contencioso que com ela tenho. Não se pode dizer que seja uma mulher apetecível, mas matou todos os gracejos sobre a aparência, quando respondeu à Judite de Sousa que já tinha ouvido reparos, e, mesmo assim não mudava. Concordámos plenamente, e disse, estás no teu direito, mulher, se queres parecer um arenque ressequido, o problema é teu, e ficámos amigos... bom, não diria tanto: ficámos observadores em estado de respeito, com a devida distância entre nós.
Quando Cavaco estava a destruir o País, fechando linhas de caminho de ferro, para abrir, em seu lugar, as célebres estradas assassinas, onde se poupavam cinco centímetros no revestimento de betume, e os ferreiras do amaral e quejandos empochavam os fundos investidos, o TGV já estava morto. Aliás, o TGV, já o escrevi algures, teve uma solução à Portuguesa, que foi ter morrido ainda na barriga da mãe: não foi feito quando devia, nos Anos 80; estava atrasado, nos 90, e em 2009 é motivo de risota e sinal dos tais típicos 50 anos de atraso europeu. Ferreira Leite tem razão em achar que não devemos arranjar mais um motivo para sermos chamados de "atrasados", embora eu considere o TGV um sinal de Civilização. Como nos faltam tantos outros, só será mais um, e adiante.
Cavaco Silva, a arrogância em pessoa, antes de estar afetado neurologicamente, correu com ela das Finanças, porque tinha permitido um "deficit" altíssimo. Duas coisas posso garantir nesse processo: não era ela que roubava, mas foi demitida pelo Cavaco, que também não roubava, mas deixava roubar. Era a época dos BCPs, das Reformas e Perdões Fiscais, de onde nasceu o cancro BPN. Cavaco, o Timoneiro, lá deixou o "quimboio" seguir, e chegámos onde estamos.
Sinceramente, não me lembro da restante sequência, porque o que eu queria era viagens e roupas caras, mas parece que a mulher fez uma incursão pela Educação, setor que Aníbal também achava que era uma curiosidade local. Aliás, desde o seu célebre doutoramento, numa daquelas cidadezitas de província inglesas, para o Português bastava a Quarta Classe das antigas, e assim ficámos até hoje, em que entrámos no paradigma dos Diplomas de Papelão, a começar pelo de Sócrates.
Para mim, observador das muitas injustiças da História, e apreciador mais de minúcias de caráter do que de porcarias espalhafatosas, ficou sempre no ar que havia uma Ferreira Leite a quem tinham armadilhado pequenos sonhos, e a quem a corja dos barões PSD tinha puxado o tapete, estendendo-o, em contrapartida, a um dos caráteres mais sinistros da área, Leonor Beleza, a quem o Inferno tem um lugarzinho muito especial guardado, para jogar, quando for altura, à bisca suada, com Kate McCann, João Paulo II e Irina Ceausescu. Quem perder, tem de mamar em Satã. Vão todos jogar para perder...
Na Era Cherne, que ganhou as eleições por engano, lá foram buscar a senhora, para, mais uma vez, vir dar a cara e queimar-se, a falar de Austeridade e Rigor: com o ar de bacalhau salgado que tem, era, claro, o rosto ideal, para dizer a um País delapidado, endividado até ao pescoço, governado pelos esquemas do Casa Pia e dos Apitos, e com a Opus Dei em marcação cerrada à Maçonaria, que "estava de tanga". Por acaso, já estava nu, mas foi o pudor que a impediu de falar assim.
Quando o Cherne fugiu para Bruxelas, deixando atrás de si um rasto de merda só comparável ao de Sócrates, pensei para mim, "é a altura ideal de darem protagonismo à Senhora, e a deixarem, por uma vez que seja, ver se as suas ideias de equilíbrio de contas versus modelo de desenvolvimento têm alguma viabilidade prática. Enganava-me: o PSD é um partido sexista, e o máximo de mulher que conhece são aquelas bichas esgalgadas, tipo Marcello Rebelo de Sousa, que mexem muito as mãos, falam uma oitava acima, e adoram rapazinhos rústicos, e lá passou a vez, mais uma vez, da Ferreira Leite. Dizem as más línguas que foi uma oportunidade de queimar o Santana, de novo deixando espaço ao "lobby" pedófilo para se reorganizar e ganhar pé. Era o tempo destes célebres telefonemas, razão pela qual, entre todas -- juntem-lhe o Zé, o estado de Xexé do Ribeiro Telles, e a sem vergonha da Roseta, em breve -- irão perceber por que irei votar, muito em breve, e com muito gosto, em Santana Lopes, para provocar o máximo de arrepios e de desordem no Sistema.
Cada qual vinga-se como pode, e eu adoro usar as urnas para isso.
Vai ser a minha Segunda Carrilhada, com o devido respeito por António Costa, que não é, apesar deste telefonema, um escroque amoral. Estava era, como muitos, a acreditar no Pai Natal...
Tudo isto para dizer que chegou a hora de Ferreira Leite, bisneta de outro Ferreira Leite, um dos últimos ministros importantes da Monarquia. Quanto ao programa eleitoral, do qual só ouvi uns solavancos, é minimalista: não inclui Fatos Armani, nenhum boneco de borracha, nem uma boneca insuflável e sem uso, chamada "Câncio". Fala de "rotura", e isso é fundamental para os Portugueses, para quem a ideia de quebra e de banimento radical da Nomenklatura de Sócrates, só por si, já é um programa de governo, e chega. Nós vivemos num país social e humanamente deprimido, onde a dignidade das pessoas e dos grupos foi tratada abaixo de cão, por um grupo com consciência pesadíssima, que foi capaz de fechar universidades, só para que não se apurassem fraudes académicas; que colocou tudo sob escuta, com uma das maiores autoridades em Internet como Secretário de Estado das Polícias, e tutela das Polícias nas mãos de um indivíduo de caráter duvidoso, chamado José Socrates; vivemos num país onde não há lei que regule as arbitrariedades de um grupo de Juízes, Conselheiros e Juristas, mafiosos, que se sentam no "Eleven", de José Miguel Júdice, para estudar as 1001 maneiras de defraudar a Lei e o Estado, e que esmagaram continuadamente os colegas e o Princípio da Paridade Perante a Lei, ou seja, a definição de Democracia, e nisso, Ferreira Leite propõe-se também "avaliar" juízes... Pode começar pelos reformados, que continuam a lotear os IPs lá de "chima" e a dar chorudas expropriações a uns e alguns centavos a outros: estão lá desde Salazar, sobreviveram a tudo, e gangrenaram este País, ao ponto de Paródia e Justiça se terem tornado sinónimos.
Bilderberg, na pessoa de Aguiar Branco, decidiu atalhar o caminho dos megaespetáculos, e enveredar pelas receitas caseiras. O que nos propõe, através de Ferreira Leite, é um arrozinho à malandro, feito com os restos da semana, e capaz de ser entendido por todos os martirizados lusitanos. Acabaram-se as megafraudes dos Tratados de Lisboa, e aberrações afins. Compreenderam que, mesmo apesar da sua Gripe (?) A, se arriscavam a ter multidões nas ruas, a pregar o Nihilismo. Essa gente é prudente, e sabe as forças das massas em fúria.
No caso dos Professores, pedra central e de visibilidade universal dos erros e estupidez deste bando de facínoras, Ferreira Leite percebeu que a cabeça de Lurdes Rodrigues, o ser mais desfigurado física e emocionalmente que já tutelou qualquer pasta em Portugal, lhe valeria centenas de milhar de votos. E vale. Os seus estrategas foram hábeis neste golpe de rins, e conheço muita gente, prestes a oscilar para o voto de protesto no Partido Comunista, que o irá agora consumar no partido da Senhora Austera. Acontece.
Corre, noutros setores, que dois anos, por exemplo, de um governo minoritário de Ferreira Leite não matarão ninguém. Basta que não se consiga qualquer Maioria Absoluta com dois partidos, mas se tornem sempre necessários três. Serão Maiorias Absolutas voláteis, e saudavelemente parlamentares. Poderão ter, na Assembleia da República, o suporte do PSD e o apoio surdo do CDS/PP e do PCP, contra a ira do PS, e, sobretudo, do Bloco de Esquerda, que não ainda não verão, desta vez, o Fernando Rosas (arghh...) na Cultura, nem a Ana Drago no Ambiente. Esta última, sobretudo, terá de continuar a treinar aquela boquinha de fazer broches a grilos. "Acancione-se" e alinhave-se.
Ajudar-nos-ão a crescer a amadurecer democraticamente.
Estão-me a perguntar onde é que me situo, neste cenário?...
É simples, gostei de lhe ter apanhado um sorriso, bem humano, de satisfação, ao ter ganho as Europeias, ao contrário de Sócrates, a quem só conheci 4 anos de esgares marcados pelo teleponto e pelas cotoveladas do perigosíssimo Santos Pereira. Este é, portanto, o texto de um não ferreira leitista, que a respeita pela verticalidade, e que não faz parte da base eleitoral PSD. Mais: costumo assistir de camarote, e com enorme tédio, a peças afins. Desta vez, comprei, para Setembro, um bilhete de peão de plateia, daqueles, no duro, mesmo de pé, o espetáculo inteiro, e espero que venha a ser interessante.
Uma única peça está prevista no programa: correr com Sócrates, para sempre, desta vergonha em que ele tornou o Cenário Político Português.

(Especulação psicossomática, no "Aventar", no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino", no "A Sinistra Ministra" e, obviamente, em "The Braganza Mothers")

20090822

Madame de Sade

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Dedicado ao meu amigo S.N., que já foi dado como clinicamente morto, embora num tempo felizmente já passado
Estamos a quase um mês do dia em que o Socratismo vai sofrer aquilo que nem os Castelhanos apanharam em Aljubarrota. É natural: o país nacional, o país sensível, o país plácido, o país com princípios, o país vulgar, eu, nós, você, leitor, vai-se finalmente vingar de uma das mais pavorosas associações mafiosas que já esteve à frente dos nossos destinos.
Sim, é verdade que continuamos na Cauda da Europa, mas, antes, tínhamos um pouco que comer, um pouco de brio nacional, não tínhamos medo de falar, nem olhávamos para o lado, de cada vez que queríamos manifestar o nosso descontentamento, e, sobretudo, não sentíamos que o estado de impunidade das coisas judiciáveis se tinha tornado numa regra, não em lapsos pontuais e corrigíveis.
Quando este governo desaparecer, vão sobrar poucas coisas: algumas anedotas mordazes, uma generalizada sensação de impotência, o sentido de que governar acima da lei, afinal, é possível, apesar da Democracia e dos espaços internacionais em que nos inserimos, e, sobretudo, ficarão algumas figuras carismáticas, no sentido mais profundo da negatividade humana, como só Shakespeare ou Dostoievsky poderiam ter engendrado.
Num esforço de memória, poderia pensar na epígrafe deste desastre nacional.
É evidente que o figurino encaixa perfeitamente em Sócrates, o provinciano dos fatos que lhe assentavam todos mal, suponho que por causa da batata de nariz transmontana, diplomado à força e sem qualquer vergonha na cara. Acima de todos, todavia, não creio ser exagerado imaginar que Maria de Lurdes Rodrigues, a "Anarquista", poderia perfeitamente servir de sudário para o horror que foi este período político.
Lurdes Rodrigues não conheceu o pai, mas conheceu as durezas dos padrastos, os incómodos da Casa Pia, o acordar de manhã cedo, os banhos de água gelada, a austeridade, o horizonte sem luz, enfim, todos os opostos da pedagogia do afeto e e da humanidade, da pasta que ousou tutelar. Essa figura goza de uma curiosa particularidade: irá desaparecer, para sempre, da nossa vista, antes de que o ano de 2009 termine.
Há um alívio, mas também há uma enorme cicatriz. Essa mulher nunca mais poderá voltar ao anonimato da cidadania, porque até eu, geralmente discreto, cordato e enfiado no meu "noli me tangere", serei capaz de atravessar a rua, para me cruzar com ela, e lançar-lhe na cara uma daquelas frases amargas que nunca mais se esquecem até ao resto da vida.
Nunca perdoarei o Socratismo, e haverei de lançar-lhe um anátema até ao final da minha vida de intelectual e artista, e é por isso que coloco à frente desta bastardia o rosto infame dessa mulher.
Como todos os monstros, ela aspira à perpetuação: a sua melhor frase é "Mais importante [do] que as pessoas são as políticas". Tem toda a razão: essa foi a operacionalidade e logística de todo o séc. XX, e conduziu a mais milhões de mortos do que todas as guerras anteriores, justificou as câmaras de gás, os "gulags", os tarrafais, os fuzilamentos da Guerra Civil de España, Tianamen, o khemrismo vermelho, as purgas de Pinochet, os assassinatos de Fidel, Saddam, as burkas, os Ayatollahs, as vítimas do não perservativo de João Paulo II e tantos outros momentos maravilhosos do nosso passado recente. Maria de Lurdes Rodrigues foi mais modesta: alimentou a bufaria, através do carismático Hipopótamo da DREN, praticou a legislação retroativa e o sadismo das juntas médicas. Para o fim, e é desse fim que hoje veio falar, quis que as suas ideias, mais importantes do que as pessoas, prevalecessem.
Soou-me -- e aqui vamos entrar no domínio das generalidades, porque o assunto só me interessa por grosso -- que, a meio das férias das pessoas normais, e no tempo das suas permanentes insónias de rancor e passado perdido, que ninguém lhe poderá restituir, tinha cometido mais ums dos seus insólitos atos administrativos, uma tal abertura extraordinária de Concurso para Titulares.
Titular, no sentido corrente do termo, era uma pessoa que detinha um título nobiliárquico, no tempo em que a sociedade se hierarquizava, como tal. Chegada a República, a Titularidade ficou para o mesmo prazer pessoal das pratas da casa e dos ouros de família. Tal não foi o entendimento de Lurdes Rodrigues, cujo horizonte quimérico, de mulher a dias, levava a valores obsoletos, aliás, moderníssimos, como o prova o cadáver debilitado que habita Belém, e cujo sonho seria ter audiências de quinta feira com Sua Excelência o Presidente do Conselho, Dr. Oliveira Salazar. Lá lhe aparece um parecido, só que infinitamente mais estúpido, sem estudos, e profundamente inculto...
A singularidade deste concurso, pelo que me chegou, é que tem data de início, mas não finda: é uma coisa talhada para a Eternidade, assim como as Pirâmides do Egito, e será o Ramesseum da desgraçada, e das suas amargas ideias. Esquece-se de que estará politica e socialmente morta, de aqui a um mês, e que NADA ficará da sua memória, exceto um ódio profundo. É estranho que legisle para a Eternidade, mas deixa coisas sólidas, como o Código de Hamurabbi: "40 páginas de um texto qualquer", no qual o frango, com 15 anos de casa, se candidata à categoria de criada de dentro, com direito a avental e crista.
40 páginas deve ser um número cabalístico. É pena não ter tempo para investigar, mas deve andar próxima do célebre MBA que ela deu a um gajo com diploma deficiente, que desde logo a presenteou -- os ressentidos são sempre generosos -- com a Pasta da Educação, daquelas raras pastas que, como a da Cultura, tal todos nós sabemos, podem ser ocupadas por qualquer um.
Suponho que queira terminar o sinistro mandato com o oposto da ideia com que começou: uma "geral" de titulares, para contar cabeças, a ver quantos ainda se ajoelham, perante as últimas "ideias" de uma moribunda política e moral.
(A "geral" dava-lhe eu, e era enviá-la para as celas de alta segurança de Monsanto, onde abriria as pernas e os teria de classificar de "Insuficientes", "Suficientes", "Bons", "Muito Bons" e "Excelentes". Os Insuficientes e Suficientes teriam direito a repetição de prova, e os Bons, os Muito Bons e os Execelentes, idem aspas, aspas, que é para isso que foram criados os especialistas...)
Suponho que os Professores entendam isto como a derradeira humilhação de uma criatura execrável.
Como é costume, é melhor começar a ler os meus textos sempre pelo fim. Tudo o que escrevi atrás era redundante e esperado: encaixa perfeitamente nas manifestações de caráter anteriores. Novidade, novidade,é o meu amigo S.N., que esteve clinicamente morto, e a quem tentaram todos os métodos de reanimação, até chegarmos ao ponto daquele cabecear dos médicos, que só quer dizer, "pronto, este acabou...", mas não tinha acabado: como em Dreyer, houve uma silenciosa ressurreição.
As Juntas Médicas, para quem o importante são as ideias da criminosa Lurdes Rodrigues, mandaram-no trabalhar (!), aliás, como todos os desgraçados que por lá passaram, naquela tarde....
É bom saber que, na ausência da Linha 24, ainda continuamos a ter Juntas Médicas milagreiras.
Suponho que seja a discreta e doce mãozinha da Senhora de Fátima.
(Pá, para começar, era um tiro nos cornos, e depois logo se via..., no "Aventar", no "Arrebenta-SOL", no "A Sinistra Ministra", no "AAATCHO", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")

20090819

Um certo amianto de certas fibras esfarrapadas de certas Esquerdas esquecidas


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Há, em Portugal, uma certa tendência para o esquecimento e a confusão. A confusão, aliás, nome corrente da Entropia, sempre serviu os interesses das baratas e outros seres do passa fome ambulante e rastejante. Temos um Espetro Político todo desviado um tom para a Direita, com um Partido que se diz Socialista a encaixar nos vapores sociais democratas da restante Europa da I Internacional, um dito Partido "Social Democrata" a meter-se permanentemente com coisas do Liberalismo obsoleto, e, por fim, um partido que já estava tão entalado numa estreita e inexistente faixa Democrata Cristã que se viu, hora a hora, tentado a saltar por cima dos grandes entaladores e a aterrar no... "Centro".
Suponho que seja esta uma das justificações metafísicas para cada Português se julgar o Centro do Mundo.
Genuíno, como o Salazarismo, só o Partido Comunista, razão, suponho, tanto quanto me deixa o meu entendimento de 9º Ano-CNO, para que tenham tordelhisado 48 anos de história comum, mesclada de mortes e ódios e cooperações que só deus saberá até onde foram. Não foi por acaso que, um dia, Adolph e Joseph se sentaram, para assinar o pacto Germano Soviético, mas isso são coisas do tempo dos meus antepassados, e eu devia estar aqui a escrever sobre a derme de Michael Jackson, mas não me apetece, apetece-me muito mais falar sobre os lírios do campo, que, um dia, estrangulados pelo regime de constrições, restrições, disciplina e obediência, formalismo e orfandade do Partido Comunista resolveram saltar -- pleonasmo -- de lá para fora. E saltaram.
Essa gentinha teve, nas calendas, o aplauso dos seres bem pensantes, na altura, todos organizados no "establishment", ou traduzido para a lusofonia, o "Expresso" sem "online", do tempo dos enormes cartuchos de plástico, que sufocavam toda a Natureza e o natural.
Não me lembro dos nomes deles, exceto de alguns, a Rita Seabra, uma esganada do estalinoleninismo do mata e esfola, que deu em vendedora de lombadas e aconselhadora de padres consoladores de viuvinhas; o Judas, uma coisa com ar de Judas, que as mulheres consideravam "sexy" (!), e que fez mais trafulhices em Cascais do que o sistema das Tias todas, durantes eras; um, que já morreu, e que andava morto para finalmente se poder pentear, usar fato e gravata e não ter de continuar a dar o dízimo ao Partido, e uns calhamaços mais recentes, um Pina Moura, que arruinou as Finanças e a Economia, no tempo do tolerante Guterres, e as almas ainda mais negras, e é aqui que eu quero chegar.
Portugal é a Serra das Confusões: é obstinadamente ocupado por uma Maioria Absoluta, que se reclama do Partido Socialista, mas que está infestada de vermes ministeriais, que gangrenaram, por tempo indeterminado, a potencialidade do Partido histórico chegar ao Poder: são Mário Lino, a anedota de tudo o que é anedota, e que as peixeiras conhecem pelo "JAMÉ"; a "anarquista" Lurdes Rodrigues, que era acordada com baldeações de água fria, na Casa Pia, e que nunca conheceu o pai (deviam-lhe oferecer o Albino Almeida, como sucedâneo, para praticarem um apaixonado coito postministerial...); mais uns quantos, cujo nome desconheço, porque não me interessa, nada, mas mesmo para nada, a carreira de tais lírios do campo, tanto mais que muitos deles se cuidaram de nem entrar para o Governo, como um dos maiores escroques da contemporaneidade, Durão Barroso, que chegou onde chegou a fazer fretes à América profunda, uma coisa que vai desde a ultradireita à "lullaby" Obama, o Pacheco Pereira, que dispensa comentários e... ah, sim, o José Magalhães, que deu o nome à ridícula "barbie" da informática, com que Sócrates brinca, quando não está a dormir, agarradinho ao "Zangado", e que ocupa, e é isso que é preocupante, o cargo de Secretário de Estado Adjunto e da Administração Interna, coisa que cheira a Polícias e Escutas, porque, nesta Terra do Esquecimento, já muitos se esqueceram de que o cavalheiro era, e é, uma das primeiras autoridades no Fátuo Informático.
Aparentemente, Belém, ocupada por um tipo que vive na época da Assembleia Nacional e das Províncias Ultramarinas, queixa-se agora de... "escutas".
Acordaram tarde.
É verdade: há a Maria, que é uma "códrilheira", e passa os dias com o ouvido encostado às portas fechadas, e há um perigosíssimo sistema de controle informático da Rede Nacional, que deve, neste preciso instante, estar a tirar-me fotografias à cara, através da "motion eye".
Acho fantástico, porque estes cavalheiros que deixaram o espartilho do Estalinismo tomaram imediatamente o charme e o gosto secreto de ir praticá-lo para outros lugares, como "as maldades feitas à Função Pública", do Augusto Santos Silva, o Sistema Dachau de Lurdes Rodrigues e o compadrio generalizado de Mário Lino e dos amigos do "Freeport" e das novas pontes, aeroportos e tudo o que vier à mão. Mudaram a pele, mas conservaram, obviamente, os métodos.
Em Setembro, votar no Partido Socialista não é votar no Partido Socialista, mas votar nestes infiltrados Judas de há poucas décadas, e apetece-me acabar este texto com uma ferroada do pior, e vai mesmo: hoje, acordei, a sonhar que tinha ido pôr a cruz do boletim na Ferreira Leite.
Vou ter de ir ler na "Interpretação dos Sonhos", do Sigmund, o que quererá isto dizer.

(O Septeto, afinal, era de "Reformistas", no "Aventar", no "Arrebenta-SOL", no "AAATCHOO!", no "A Sinistra Ministra", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" em "The Braganza Mothers" )