20091008

Ferrer i Guàrdia e a Escola Moderna vão ser recordados na livraria-bar Gato Vadio (dia 13 de Outubro, às 22h.), cem anos depois da sua morte


No próximo dia 13 de Outubro passam 100 anos de um dos mais atrozes e crúeis crimes de Estado: o fuzilamento e execução de Ferrer i Guàrdia, o criador da Escola Moderna e autor de propostas educativas e pedagógicas (ensino racionalista, educação integral, turmas mistas, escolas inclusivas, etc) ousadas para a época em que viveu, e que lhe valeram ódios, perseguições e até a própria morte, pois foi acusado pelo governo espanhol de ser o instigador e organizador de motins e tumultos populares o que levou a ser condenado à pena capital. Frente ao pelotão de fuzilamento, a 13 de Outubro de 1909, Ferrer y Guàrdia não conteve o seu grito e deu voz à sua luta de sempre: VIVA A ESCOLA MODERNA

Ferrer i Guàrdia é também uma referência na prática e no pensamento educativo e um dos nomes maiores da pedagogia libertária.

Documentário + Debate
Ferrer i Guàrdia, una vida per la llibertat
(FERRER i GUÀRDIA, UMA VIDA PELA LIBERDADE)

Terça-feira, dia 13 de Outubro, 22h
Entrada Livre

LocaL. livraria-bar Gato Vadio
Rua do rosário, 281 – Porto
telefone: 22 2026016


O documentário Ferrer i Guardia, una vida per la llibertat narra a vida do pedagogo e libertário Francisco Ferrer i Guàrdia e a construção do seu projecto de ensino da Escola Moderna.

Sobre o Centenário da sua morte:
http://www.centenario-ferreriguardia.org/

20091003

O meu coração é Bloquista



Imagem do KAOS

Dizem por aí algumas almas avisadas que a minha voz é de respeitável peso na Blogosfera. Não deixa de ser curioso que uma personagem de ficção ganhe densidade suficiente para se tornar numa referência, mas não é caso único na Literatura, olha o Sherlock Holmes, por exemplo... Porém, como com todos os bonecos, há dias em que estou mais cansado, e outros menos, como na desgastada metáfora do interruptor. Hoje, comovido com o discurso do Básico de Boliqueime, resolvi também vir falar-vos de coração nas mãos, e só peço que me oiçam, sem qualquer direito a perguntas, por parte dos senhores jornalistas, no período de reflexão que se vai seguir, ok?...
O meu tema são as Autárquicas, e o motivo de inspiração um cartaz que hoje vi, na minha área de voto, do "Chamuça", com a Roseta em segundo plano e o Zé-que-faz-falta em terceiro. De aí para traz, não me lembro, mas, como sou meio míope, suponho que fossem hipóstases da Irrelevância.
Meus caros leitores e leitoras, sei que vos angustia o tema das Autárquicas, e gostariam de uma chave simples para resolver a vossa indecisão. É, pois -- e guardei o meu silêncio até que se consumassem as Legislativas, para, de modo algum condicionar o vosso voto -- a altura de me pronunciar.
Enquanto, nas praias das latitudes equatoriais, pensava nos textos que iria debitar, ao longo deste árduo ano de decadência nacional, que nos aguarda, não deixei, todavia de deixar cair o importante tema da votação para o Poder Local. É, assim, nesta noite, e passada toda a agitação eleitoral, que vou fazer algo que não é comum em mim, mas que vos devo, enquanto vos de relevo na Blogosfera: confessar a minha interpretação e o sentido que deverá orientar a vossa votação do Domingo Autárquico.

Cidadãos e Cidadãs; Portuguesas e Portugueses de mais de 18 anos; mortos e vivos dos cadernos eleitorais: no Domingo, todos vós deveis votar no Bloco de Esquerda.

A sarrafada nos cornos que o Agente Técnico de Engenharia José Sócrates apanhou no passado dia 27 de Setembro deverá, pois, a bem da nação, ser prolongada neste próximo ato de meados de Outubro.
Em quinze dias, todos nós estaremos mais maduros, e cientes de que devemos afastar de tudo o que é Câmara Municipal, Assembleia, Junta de Freguesia, Esquina de Cacique, e Dobra de Dona da Rua, os elementos da Claque de Sócrates. Pode ser que assim renasça uma coisa que outrora existiu, chamada "Partido Socialista", que lá tinha os seus defeitos, mas não se atrevia à miséria a que hoje chegou.
O voto no Bloco de Esquerda é a única garantia de estabilidade no Poder Local.
Qualquer candidato do Bloco de Esquerda estará sempre pronto para ser aquele humilde Zé e Maria que farão falta ao Partido maioritário para ganhar e assegurar a condução da Autarquia. Lá se coligará como pode, e oferecerá o seu vaso ao pénis ("linga") que mais lhe estiver à mão e à boca. Eu sei que isto fará muito lembrar o "Kama-Sutra" e que assistiremos a posições de cópula nunca d'antes navegadas, coisas extraordinárias, mesmo para o Entroncamento, mas a estabilidade nacional assim o pede, e que o tem de ser tem muita força.
A força do Bloco.
Vá por mim, Cidadão e "Cidadona", e vote no Bloco de Esquerda, porque eu -- também tenho direito de ser diferente, né?... -- eu vou avacalhar a coisa da forma que sei que mais gente irá chatear e vou, muito mansamente, como se não fosse nada comigo, violinar Chopin, através de um teclado de borgas, putas e vinho verde, não..., champanhe, do bom, chamado Pedro Santana Lopes, se bem estão lembrados.

E viva o Bloco!... (vá, repitam comigo) E viva o Bloco!... Viva!...

20091002

Os Três Éfes: Fátima, Futebol, and... "Fakes"




Imagem do KAOS e dedicado ao Xaviota, em troca de eu poder votar no Santana Lopes, para achavascar isto de vez

Desde que 64% dos eleitores portugueses disseram descaradamente ao agente técnico de engenharia, José Sócrates, que não o queriam ver mais à frente que o País entrou em parafuso: ele é Portas, ele é escutas, ele é submarinos, ele são velhinhas a ser violadas pelos netos, ele é vítimas do "Casa Pia" a contarem em livro como o Barbosa de Melo, " a Coxinha", batia com a bengalinha na porta da Casa dos Érres, para ir ao pandeiro da putalhada completamente drogada em coca, ele é a Irlanda a ir Referendo, para nos entalar a todos, enfim... é o País de Fátima, de Futebol e dos "Fakes", em todo o seu esplendor.
Há uma semana que ando em pleno gozo e palhaçada, às vezes, até acordo a meio da noite, a rir de fragmentos do disparate diário. Juro.
Quanto a Fátima, acho que era o que estava implícito em mais uma daquelas produções de série abaixo de cão, e voz fanhosa, que Hollywood continua a insistir, mesmo depois de ter substituído o idiota do Bush por um idiota monhé, em produzir, e na qual "se ameaçava a Europa (!)" A Europa está num tal estado que nem de ameaças precisa, mas era bem vindo um míssil iraniano, em cima daquele ninho de idolatria que o dinheiro dos contribuintes permitiu que se erguesse numa terra de estevas, ali para o pé de Leiria. Dia ideal até era 13 de Outubro, em que as votantes de Sócrates, do Bloco de Esquerda e do Partido Comunista lá vão, de joelhos, pedir que a Senhora Câncio se case com o homem que tanto ama as notícias cor de rosa sobre ambos. Até podia coincidir com uma presidência aberta do Básico de Belém à Senhora, com a Maria, a Virgem, mais a Maria, de Centro-Esquerda, feitas em fanicos, e os técnicos daquele gajo horrível, da Saúde, que tem os implantes de botox nas bochecas, a ter de chamar equipas de Birmingham/McCann, para identificar que ADN era da Cavaca, e que ADN era da Santa com cara de Saloia.
O segundo item é o Futebol, e está marcado pela bruxaria: parece que há uma bruxa a perseguir o Cristiano Ronaldo, mas deve ser porque nunca o viu de perto, porque o gajo tem uma pele de subalimentação num tal estado de desgraça que só lá ia com um Photoshop de Reincarnação, patrocinado pelo "Intelligent Design" de Jehova.
Entre o Futebol, do qual nada percebo, e Fátima, que parece que é uma coisa que mete 11 jogadores, umas claques ajoelhadas, e que acaba numa bancada de penalties, com lenços brancos no ar, a insultarem o árbitro... enfim, tinham de acender muitas velas, até eu entender do assunto, e apagar outras tantas, para eu não ver as perninhas de senil do rapaz.
Vamos, por fim, aos "fakes".
Os "fakes" substituíram o Fado, nos Três Éfes: são coisas ditadas pelos gajos responsáveis pela Intoxicação Social, e que cobrem todos os géneros, desde a menina grávida que teve um bebé com Gripe A, até aos submarinos do Portas, as Escutas de Belém, os escândalos que vão aparecer sobre o Santana, com o pavor que ele ganhe as Autárquicas, os poupanças-reforma da Ana Drago, os desmanchos da Elsa Raposo, a despromoção de Rui Teixeira e as apreensões de 1 quilo de haxixe, com o país inteiro a snifar toneladas de coca. Eu já aderi aquela moda de juntar Viagra com Ecstasy e curti bué: acabei uma noite a discutir Metafísica com o Paulo Pedroso, e as hipóteses de termos, juntos, uma coligação de 0,1% na Câmara de Almada.
Os "Fakes", mais do que o Futebol e a fraude de Fátima, governam, neste momento, o País. Não sabemos o que será o nosso amanhã, em termos de emprego, salário, saúde, casa e educação, mas podemos afirmar, com toda a certeza, que as televisões e as suas cunhadas dietarão pelo cólon fora mais um "fake", novinho em folha.
Os "fakes" são o novo Ópio do Povo. Alimentam os degenrados maoístas, como o Pacheco Pereira, e os traidores do PCP, como o Zé "Magalhães".
Vá acreditando neles, e esqueça-se da realidade.
É por isso que eu embarquei nos Violinos de Chopin, e vou compor um Concerto, na urna, ao Santana Lopes, com dedicatória ao Xaviota, que, se Deus e o "Intelligent Design" quiserem, me vai então deixar de falar, isola, isola, isola :-)

20090928

A agonia de José Sócrates, ou Bilderberg, na forma do pão que o Diabo amassou



Imagem KAOS
Dedicado à Kaotica, ao Kaos, ao Baby, à Laura "Bouche", à Pimpinela, à Carmelinda Pereira e à Isabel Pires, e também ao Ricardo e a todos, muitos, os que têm colaborado nesta nossa nave dos loucos

Eu sei que muitas vezes se espantam com o que escrevo, e hoje será mais um desses dias. Aparentemente, e porque julgo José Sócrates como o Primeiro Ministro de Portugal mais execrável que conheci, até nisso conseguindo bater aos ponto o Aníbal de Boliqueime, toda a gente pensaria que ontem não celebrei a sua pirrónica vitória. A verdade é que, ao abrir aquela garrafa de champanhe -- não, não era das caras, nem sequer chegava aos pés do "Dom Pérignon" reserva de 20 anos, que despachei, no dia em que Cavaco apanhou nos cornos, nas Presidenciais de 1995, mas ainda era champanhe... -- a rolha saltou, por múltiplas razões. A primeira, evidentemente, e que colhe a unanimidade de toda a gente a que dediquei este texto, foi o Partido Chavista ter perdido a sua Maioria Absoluta, e o Boneco de Borracha ter de passar agora a andar no ó meu, ó meu, até à sua dissolução total. Manuela Ferreira Leite portou-se com nível, muito mais do que a canalha que agora pede a sua cabeça; a espuma também foi para o olhar perdido de Ana Drago, que ainda não foi desta, e talvez não vá nunca, para o Ambiente, e muito do que escorria da taça estava, é certo, dirigido para um grande sobrevivente da nossa praça, Paulo Portas, o pensador, o orador e o ideólogo, a quem, em grande parte devemos a maturação da Opinião Pública, em Portugal -- o "Independente", lembram-se?... --, e um bombardeamento pesado ao Great Portuguese Disaster 1985-1995, que foram os Anos Negros do Cavaquismo.
Agora o que talvez vos espante é que tenha dedicado, muito secretamente -- estas coisas não se podem confessar -- alguns daqueles goles de champanhe à vitória de Sócrates.
No fundo, que coisa pior poderia acontecer a essa criatura do que suceder, debilitada, a si mesma?...
O País que o primeiro José Sócrates nos legou foi o País das leis que violaram sistematicamente a Constituição, por exemplo, o Artigo 18, no seu ponto 3, que assim reza "As leis restritivas de direitos, liberdades e garantias têm de revestir carácter geral e abstracto e não podem ter efeito retroactivo nem diminuir a extensão e o alcance do conteúdo essencial dos preceitos constitucionais"... Meu Deus, quanta retroatividade no Crime de Estado praticado pela Maioria Absoluta de Sócrates..., para já não falar, nas Aposentações, da Violação do Princípio de Prevalência do Regime mais favorável, constitucionalmente previsto, e grosseiramente espezinhado, primeiro, pela cambada de Durão Barroso, uma das piores lepras que Portugal produziu, e depois pelo gajo sem estudos, chamado José Sócrates. Legou-nos o país dos invejosos, a quererem nivelar por baixo; dos frustrados, que achavam que agora tinha chegado a sua hora; dos cobardes e dos delatores, que acham um ato nobre falar da vida dos outros, por eles lhe terem dado um valente pontapé em devido tempo, dos medíocres, que sempre imperaram na nossa cena, mas agora falavam de diploma em punho; que espatifou, à vista de toda a gente, o princípio da Separação de Poderes; que revelou que o Poder Político era gerido por amigalhaços e associações secretas, que, na sombra, de facto decidiam, enquanto nós, os parolos, pensávamos que estávamos a viver "alternâncias democráticas".
Alternâncias de casa de alterna, para ser mais específico.
Historicamente, Portugal, para não variar, sempre andou em contraciclo, e, enquanto pela Europa das Democracias amadurecidas, geralmente eram as Direitas a vir compor os esbanjamentos e os excessos dos momentos "Socialistas", em Portugal, e disso foram prova algumas passagens pelo Governo de Mário Soares, eram os Socialistas que tinham de vir equilibrar as contas de algumas derivas de Baronetes Liberais, que não se tinham entendido no saque.
Com Sócrates, entrámos no ciclo certo: fez o frete ao Governo Sombra Mundial, Bilderberg, entre nós representado pelo homem que é nosso Primeiro Ministro "de facto" desde 1976, Francisco Pinto Balsemão, aprovando o terrível "Tratado de Lisboa", conhecido, entre os Intelectuais, por "Tratado de Bilderberg (voltem a vê-lo, para perceberem onde estão metidos...)", o Tratado do Fim da História, onde desaparecemos, como espaço físico, cultural e económico, deixando de poder pensar, falar e exprimir-nos, desde que não seja de acordo com o politicamente correto ditado pela... NORMA. O pior exemplo disso é um gajo "bronzeado", chamado Obama, a quem sinceramente desejo que os Israelitas deixem rapidamente um menino ao colo, chamado Irão em Chamas, e desapareça de cena.
Com Sócrates, desequilibrámos as contas, com os favores aos amigos, aos grandes potentados, aos criminosos de luva branca, e o Socratismo tornou-se idiossincraticamente despesista. Nada melhor, pois, que viesse a velha senhora, do PSD, para sujar as mãos na cagada que o menino uranista de Vilar de Maçada fizera.
Teve sorte e não veio: todos os partidos ganharam votos, e só o PS (Partido de Sócrates) perdeu.
Desta, o PSD safou-se de boa. Tem agora uns meses, talvez ano e meio, para que o bebé da "Independente", o "Menino de Ouro" do PS, o Cona Mansa da Câncio coma as suas próprias fezes. Vamos estar, na primeira linha, a ver o resultado e a gramar com o cheiro, mas sempre é uma agradabilíssima forma de vingança, creio, a melhor, mesmo, pois suponho que melhor não poderia haver, por mais que isso vos possa espantar, saído da escrita deste meu heterónimo.
Bem hajam, pois, Eleitores Portugueses, o futuro é todo vosso, vosso, vosso!...

(Gargalhado no "Aventar", no "Arrebenta-SOL", no "A Sinistra Ministra (Isabel Alçada)", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e num dos grande clássicos do Pensamento Livre (nem maçónicos, nem opus dei: "The Braganza Mothers" )

As praxes são práticas boçais e fascistas


O ministro da Ciência e Ensino Superior avisou hoje que não vai tolerar abusos nas praxes académicas, denunciando-os ao Ministério Público para responsabilizar quer os seus autores quer as direcções de instituições que permitam que aconteçam.

“Sempre que tenha notícia da prática de ilícitos nas praxes”, Mariano Gago ameaça dar “imediato conhecimento ao Ministério Público” e usar “os meios aptos a responsabilizar, civil e criminalmente, por acção ou omissão os órgãos próprios das instituições do ensino superior, as associações de estudantes e ainda quaisquer outras entidades que, podendo e devendo fazê-lo”, não tenham feito nada para as evitar.

Numa mensagem enviada aos responsáveis máximos das universidades públicas e privadas e politécnicos, o ministro frisa que “a tolerância de muitos tem-se tornado cúmplice de situações sempre inaceitáveis” com danos físicos e psicológicos.


Mariano Gago repudia as “práticas de humilhação e de agressão física e psicológica” com carácter “fascista e boçal” infligidas aos caloiros no ensino superior, “identificadas ou desculpadas como ‘praxes’ académicas”.

Pela “extraordinária gravidade” de algumas destas práticas, impõe-se “uma atitude de responsabilidade colectiva” que “não permite qualquer tolerância” com “insuportáveis violações do Estado de Direito” no meio académico.

“A degradação física e psicológica dos mais novos como rito de iniciação é uma afronta aos valores da própria educação e à razão de ser das instituições de ensino superior e deve ser eficazmente combatida por todos: estudantes, professores e, muito especialmente, pelos próprios responsáveis das instituições”, defende o governante.

Os responsáveis pelas instituições não devem disponibilizar, directa ou indirectamente, “recursos materiais ou outras facilidades” para a realização de praxes, mas “intervir de forma activa” junto dos novos estudantes, especialmente os deslocados, e dizer-lhes “com clareza” que podem recusar participar nas praxes sem recear perder direitos, recomenda Mariano Gago. Quanto às associações de estudantes, cabe-lhes promover “uma verdadeira integração na comunidade académica” e recusar acolhimento ou apoios a acções que “põem objectivamente em causa” a “liberdade e a dignidade humana”.

Mariano Gago recordou que a lei que rege as instituições de ensino superior estipula sanções - que podem ir da advertência à expulsão - para actos de “violência ou coacção física ou psicológica” sobre estudantes cometidos nas praxes. O ministro recebeu na semana passada os responsáveis do Movimento Anti-Tradição Académica, que no domingo divulgou que a Universidade Lusíada de Famalicão vai pagar uma indemnização de 90 mil euros à família do jovem universitário que terá morrido na sequência de uma praxe académica.

20090926

1,1 milhões de precários em Portugal!!! «- Porreiro, pá!»


1,1 milhões de precários em Portugal!
...e 700.000 desempregados!

«- Porreiro, pá! »


O que mais é preciso para demonstrar que o capitalismo não serve porque é destrutivo da natureza, de empregos e da felicidade de viver...

20090925

O Testamento de Sócrates, ou os 3 Piores Portugueses de Sempre


Imagem do KAOS

Cada povo tem sempre os políticos que merece, aliás, num regime das quintas-essências, os políticos correspondem sempre ao refinamento do que de pior, ou melhor, cada povo tem. No nosso caso, e a acreditar nos pessimistas, nos quais me incluo, estamos em decadência desde o Príncipe Perfeito, D. João II, ou seja, especializámo-nos em príncipes cada vez mais imperfeitos, até acabarmos em coisas rastejantes, como José Miguel Júdice, Rita Seabra ou Fernanda Câncio.
O Primeiro Pior Português de Sempre, num certo consenso da Inteligência Nacional, foi Salazar: no seu tempo, ele incarnou o imaginário rasteirinho dos comedores de urtigas da época. Ser Doutorado, nessas eras, em Santa Comba Dão, era tão extraordinário como uma Pastorinha a ver a Senhora, de saia arregaçada, a esfregar-lhe o clítoris.
Sendo uma mulher mais velha, o vigente regime penal trataria a Aparição como um caso de pedofilia, ocorrido, em 1917, na Cova da Iria.
Nunca nos curámos disso: a miúda gostou, e ficou oitenta e tal anos sem falar, coisa que Salazar adoraria ter feito ao Povo Português, mas só conseguiu 48, alguns deles já por procuração. Ora 48 anos é meio século, e um País, saído de uma Monarquia miserável, que era a risota de toda a Europa, passou para um pardieiro de freiras, calçadas com o mesmo par de botas, enquanto nos passavam por cima a II Guerra Mundial, o Plano “Marshall”, do qual esse cabrão desse Salazar nos excluiu, impedindo que sofrêssemos o “boom” da Europa do Pós-Guerra, continuando embrenhados na apanha da azeitona, no ir ao cu às ovelhas, para fabricar Queijo da Serra, e a deixarmos entregues aos gafanhotos as Províncias Ultramarinas, cujas riquezas, que o velho pensava que iam ser nossas para sempre, nunca foram exploradas, acontecendo o facto mais notável da nossa História Contemporânea, que foi o último Império do séc. XX estar nas mãos do Povo mais miserável de cabeça e haveres que o teve, e os entregar depois, de mão beijada, a um bando de criminosos.
Com isto, perdemos meio século.
A seguir a Salazar veio um gajo que acreditava que ainda vivia no tempo do anterior, e que dizia “Assembleia Nacional”, “Dia da Raça” e bojardas afins, vestindo-se como um manequim dos Anos 50, da Rua dos Fanqueiros, e com uma mulher horrorosa, de “centro-esquerda”, que tinha uma Falha de Santo André ativa, a afastar-lhe, corcundamente, o entre o pescoço e as golas daquelas chitas talhadas em casa, nas quais se costuma embrulhar. Ela é penosa, ele é triste e chamava-se Cavaco Silva, e foi perfeitamente radiografado aqui, e conseguiu que o impulso que a Comunidade Económica Europeia então poderia ter dado a Portugal se esvaísse nas contas bancárias de criminosos do foro económico, como “Migha Âmâghal”, “Feguêiga do Âmâghal” e Cardunha e Coiso, de entre alguns que agora me lembro, embora costume ter a memória extensa. Como Salazar, foi um homem honesto: o primeiro sabia que havia 100 famílias que tinham o monopólio do Roubo; o segundo fingiu que não sabia que as 100 já tinham passado a 200, e baixado muitíssimo de nível. Foi a Era das Piriguetes, e o tempo em que o Taveira e o Bonga arrombavam as "garagens" das senhoras mal casadas da Linha do Estoril.
Cavaco não respeitou nada, nem ninguém: deixou que o cercassem alguns dos piores caráteres da Nação, e roubassem o que, de direito, era da Res Pública. Correu com tudo o que lhe fazia frente, incluindo a mal tratada Ferreira Leite, que se enganava tanto nas contas como ele, e a quem deu, por duas vezes, dois chutos no cu, que ela nunca lhe perdoou.
A Cultura passou a chamar-se La Feria, e a Elegância, Possidonismo.
Num País que vendeu a Agricultura e a Indústria e se passou a especializar no Tráfico das Armas, da Droga e dos Pretos e Monhés, que vinham contruir as grandes obras do Regime, as linhas férreas tornaram-se inúteis, e o Aníbal mandou desmontar tudo. A chave metafísica para essa devastação era um elementar, meu caro Watson: os comboios não abasteciam na Bomba de Boliqueime…
Acabou na Ponte, com um facínora, chamado Dias Loureiro, a disparar -- coisa que não acontecia desde a queda do Velho Regime -- sobre o Povo. Parece que depois deu em Conselheiro de Estado...
E com Cavaco somado com Salazar perdemos 60 anos de um século, o que é muito, demasiado, e irrecuperável. Pouco sobrou desse Período, exceto a Leonor Beleza, que agora arranca os olhos aos coelhos, para fazer experiências à Champalimaud, um filho da puta de um especialista em arrancar outrora os olhos aos Portugueses.
Quis a História que depois tivéssemos alguns sobressaltos, entre os quais produzimos Durão Barroso, um caso de estudo, à parte, neste texto retórico, e que não será aqui incluído. Dante escreveria, muito melhor do que eu, sobre a figura.
Fica para trabalho de casa dele, se não se importam...
Passado o Milénio, caiu-nos em cima o flagelo do Terceiro Pior Português de Sempre, cujo nome evito citar, mas que todos conhecem demasiado bem. Como os anteriores, vinha de um buraco, que não se chamava Santa Comba Dão, nem Poço de Boiqueime, mas Vilar de Maçada, e é nesses momentos em que eu sinto enorme inveja dos povos que, na biografia dos políticos podem escrever, por exemplo, "nascido em Fifth Avenue, 365...". Nunca nos aconteceu, e vinham sempre de buracos: o Guterres, do Fundão; o Barroso, da Cova da Piedade, e o Aníbal, de Poço de Boliqueime: no final dos mandatos, todos tinham transformado Lisboa num simulacro da sua pequena aldeia e transformado o buraco local num buraco global. Bem hajam: foram os dons Afonsos Henriques e os Sanchos I, II e III da empedernização da Cauda da Europa, e lá estabilizámos.
Sócrates conseguiu ser pior do que os anteriores, porque, ao contrário do que desejariam, a História não parou: no tempo de Salazar, o tira-tira e o mete-mete eram regidos pelo Método das Temperaturas, e por camisinhas feitas com tripa de ovelha da Serra da Gardunha. Se a coisa se rompia, havia sempre uma agulha de croché e uma alminha branca, que o cura arrumava ao pé dos desmanchos das senhoras casadas que ele próprio montava. No tempo de Aníbal, já estávamos atrasados na fibra ótica, nas linhas de alta velocidade e nas redes viárias internacionais. Com Sócrates, já imperavam os telemóveis, que ele adorou transformar em postos de escuta e a Internet, esplendorosa e global, para o Zé “Magalhães” lá ter o ouvido permanentemente encostado, como a Senhora Maria, no tempo do Salazar, quando o Cardeal Cerejeira metia putos da Casa Pia debaixo das púrpuras e gemia, de mansinho.
O caso de Sócrates é infinitamente mais grave, porque o Sistema de Asfixia Global, impeditivo do pensamento e da manifestação alternativa, deu ordem de fabrico de políticos de borracha, com forma internacional, de nomes Sarkozy, Blair, Berlusconi e o dito cujo. A diferença sempre foi para o mal: Sócrates é um ser retorcido -- há quem o considere bipolar -– que vive mal a sua sexualidade, penou, com angústia, um curso contrafeito, e sofreu, ainda mais, quando pensava que as mazelas da vaidade estavam todas compostas, uma sórdida perseguição, por parte de gente reles, de muito baixo nível, ou, nas eméritas palavras da medíocre Clara Ferreira Alves, um dos pilares dos Sistema, gente d'“a blogosfera [...] um saco de gatos que mistura o óptimo com o rasca e acabou por tornar-se um prolongamento do magistério da opinião nos jornais. Num qualquer blogger existe e vegeta um colunista ambicioso ou desempregado ou um mero espírito ocioso e rancoroso. Dantes, a pior desta gente praticava o onanismo literário e escrevia maus versos para a gaveta, agora publicam-se as ejaculações
Estou completamente de acordo, sobretudo, sempre que ela abre a boca e ejacula, e acho que todos ejaculámos em cima do “Engenheiro”, estragando-lhe o arranjinho, que ele pensava ter acabado com um célebre postal “cheio de angústia”, e afinal acabou no anedotário nacional, a pior prova de fogo de qualquer político, pelo menos, desde Fernão Lopes e Gil Vicente, se não quisermos recuar às Cantigas de Escárnio e Mal-dizer.
Somadas as contas, temos 48+10+5 mais... mais... um enorme ponto de interrogação, porque enquanto Cavaco sabia que era alvo e mortal, e se fazia deslocar numa viatura blindada (!), Salazar acabou osteoporótico, com os cornos da nuca a bater no chão da cadeirinha, Sócrates julga-se um protagonista do Fim da História, e passou das 100 e das 200 famílias para uma nebulosa de rastejantes das migalhas do Sistema. Tem, por detrás de si, aquele horror chamado BILDERBERG, que lhe promete a mesma Eternidade que Chávez pensa ter alcançado ao pontapé. Durante os poucos e desastrosos anos em que destruiu Portugal, Sócrates ainda não se atreveu aos pontapés de Chávez: ficam para um bisar das urnas, que poderão anunciar a última hipótese de variar governos. Quem se mete com o PS leva, e mais ainda quem se mete com o núcleo da pedofilia que sustenta o PS.
Se tiver a vertigem de votar PS, lembre-se que é também nestes que vota, nos sem rosto, sem vergonha, nem perdão.
Acabo como comecei: como disse um dia Vasco Pulido Valente, “O Povo Português não gosta da Liberdade, mas sim da Igualdade”, e a igualdade é invariavelmente o nivelamento por baixo.
Nisso, Sócrates foi emérito, e nivelou sempre por baixo, e, contas feitas, ao longo destes anos houve um único momento em que, no meio de intromissões no Sistema Judicial, nas pressões sobre os Órgãos de Comunicação, nas perseguições dos funcionários, na trafulhice, nas golpadas, na destruição das sobras da Agricultura, Economia e Pescas, praticou o Socialismo: foi o Socialismo do Diploma, em que deu a tantos, nos famigerados C.N.O.s, “diplomas” do mesmo jeito do dele, e conferiu ao populacho o papel que lhes permitiu, finalmente, comprovar, com selo e assinatura, a célebre postura portuguesa do “sei-tanto-quanto-um doutor”. É verdade, sabem tanto como um doutor, sobretudo na qualidade de doutores que este século perdido da História Portuguesa, na qual reinaram os Três Piores Portugueses de Sempre, gerou.
Vá lá, no domingo, e diga-lhe que gosta dele, que se identifica com ele, e que o considera o melhor líder da Cauda da Europa. Deve ser a única coisa na qual concordarei com esse eleitorado demente, eu, Cidadão do Mundo, completamente alheio a esta miserável gaiola de loucas em que nos quiseram tornar. A pior coisa que pode acontecer a Sócrates é ser reeleito, porque vai ter de comer o pão que o diabo (ele) amassou. Acabará a Propaganda e começará a Realidade, meus amigos, que vos asseguro ser... sinistra.
Vou-me divertir muitíssimo, nesse hipotético cenário.
Faça-vos, a você e a ele, bom proveito, e não contem comigo, mas não contem mesmo, tá bem?... :-)

(Bye bye butterfly, no "Aventar", no "Arrebenta-SOL", no "A Sinistra Ministra", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")

O Partido Camaleão, seguido das metamorfoses de Ana Drago


Imagem do KAOS

Dedicado ao Ricardo, para não adormecer em campanha: filho, a partir de segunda há mais e... pior :-)

Cidadão: se te sondassem a boca da urna, salvo-seja, não seria para ti novidade de que o grande partido vencedor de domingo será o dito Bloco de "Esquerda", e eu respondo que já meti a mão na minha própria urna, salvo-seja, e saiu de lá o mesmo presságio.

A cena seguinte passa-se na cubata de Ana Drago, penosamente construída com ramos de PPRs, e uns tapete antigos, que já nem Trotsky penduraria nas paredes, quanto mais uma "freelancer" do séc. XXI. São 9 da manhã do dia 28 de Setembro de 2009, segunda feira. A Ucraniana de serviço, ilegal, mas metida na Segurança Social naqueles esquemas esquisitos do faz-de-conta que desconta, mas, no fundo, não desconta, e a patroa finge que não sabe, mas quando chega a hora do desemprego é o contribuinte que paga tudo,

dizia eu de que,

Ana Drago está inquietíssima, sentada ao lado do seu telefone Meo-fibra, com ar de minha febra, a ver quando é que a coisa toca.

TRIM-TRIM!!!... (O coração pula, e a vagina pinga)

A Ucraniana atende: sim?... tu querer falar com senhora Drago?... Senhora Drago ir ver se estar... (silêncio. A outra comunica por gestos, faz a célebre boca de fazer broches aos grilos, e mexe muito as mãos, quer saber a cor política do telefonema) Senhora Drago está a perguntar seu partido... (silêncio) Senhora Drago... ser CDS/PP que querer falar com Senhora...

Ai, o CDS/PP!?... Vou já vestir umas calças, para ele pensar que é um fuzileiro que lhe quer comer o esfíncter, e... oferece o quê?... (silêncio) Secretaria de Estado do Turismo!?..., sim, posso..., e quer que vote sempre favoravelmente!?..., claro, mas posso ter motorista, não?..., não, não há problema, não... podem licenciar o país todo de contentores até Badajoz, e desisto das Uniões de Facto, para não fazer corar senhores de fato azul escuro decentemente mal casados com gajas que engolem tudo... Sim, tiramos já isso do Programa!... Telefone amanhã, para acertar os valores e os cargos... (silêncio) Pretos!?... Deus me livre: odeio!... Connosco coligados, não entra cá mais nenhum!...

Toca o telefone.

Senhora Drago estar lá dentro. Querer dar algum recado?... (É a Manela Arenque Fumado, com o seu colar de pérolas pendurado nas peles). Quer fazer passar umas leis?... Pois, toda a gente quer... Oferece o quê?... Secretaria de Estado dos Negócios Estrangeiros!?... Bem haja!... Pode ser (vou já tirar as calças e pôr uma saia preta abaixo dos joelhos, porque a velha é puritana... ) Sim, sim, pode estar descansada que voto favoravelmente os diplomas todos durante dois anos. Depois, é negociado diploma a diploma, e tudo em "off-shores", ou no BPN... Não!... Não, esteja descansada, temos um fundo político comum, e também acho que a contenção orçamental é a melhor solução: os outros que paguem a crise.

Toca o telefone.

Sim, querer falar com Senhora Drago, Senhora Drago estar a ver n a Net salário de Secretário de Estado mas vir já... Senhora Drago, Senhor Sócrates querer falar com Senhora Drago (Tira as saias compridas, e vai pôr uma saia-calça, embora ele nem repare nisso: prefere meias sombras e venezuelanos musculados)... Ministério do Ambiente, com certeza Senhor Primeiro Ministro... (Silêncio) Nunca fomos contra a coincineração, até podemos fazer isso nos fornos dos Pastéis de Belém, e na Padaria das B'zanas, na Rua da Rosa... Sim, a Classe Média que pague a Coincineração, pois claro!... Não é para isso que compram lareiras em baiúcas da Margem Sul?... Claro, a Classe Média começa acima dos 500 €/mês!... Os ricos que paguem a crise... Fico então com o Ambiente e o Rosas com a Cultura?... Ótimo... Pode ser... Acha que dá para meter mais alguém?... Sim, votamos favoravelmente todos os temas fraturantes, até a Zoofilia e vamos apoiar a campanha de Paulo Pedroso em Almada... Mas, para isso, é o Miguel Portas com a Educação, em vez da sonsa da Isabel Alçada, que roubou o Programa Nacional de Leitura à Conceição Rolo e à Manuela Malhoa, e temos de negociar mais umas Secretarias de Estado, à parte. Sim, sim... ficamos assim, não é preciso assinar nada, e depois recebemos em pequenas parcelas de dinheiro, como no "Freeport". Quanto ao TGV já começou neste telefonema: resolvemos todas as diferenças à mais alta velocidade. Pode confiar: nós somos MESMO assim!...

Toca o Telefone.

Sim, Sr. Jerónimo, a Srª. Drago vir já!... Senhora Drago, o Senhor Jerónimo ter umas autarquias para coligar com Senhora Drago (A Drago tira as calças-saia e enfia uns daqueles aventais rodados, muito coloridos, que as badalhocas usam na "Festa do Avante"). O Sr. Jerónimo quer lutar contra o Grande Capital!?... Com certeza, mas, em contrapartida, queremos todas as Câmaras Municipais do Alentejo, e com a condição de que o Grande Capital comece 1 € acima do nosso salário de Secretário de Estado, tá quieto, ó meu!...

(Cai o pano, com força, no "Aventar", no "Arrebenta-SOL", no "A Sinistra Ministra", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e no farto de avisar para esta merda chamado "The Braganza Mothers" )

20090923

Agradecimentos sinceros ao renegado do PCP e a toda a sua equipa de espiões informáticos, por me terem fodido mais um computador


Imagem do KAOS

Eu sei que o texto vai passar por cínico, mas é sincero: quero agradecer ao Senhor José Magalhães, ex-Estalinista e ora lambedor de botas do "Engenheiro" de Vilar de Maçada o ter-me fodido mais um computador.

Assim foi, se bem estão lembrados, com aquele disco rígido que foi à vida, no tempo em que, no "Expresso on-line" toureei a Carrilha, até ela perder a Câmara de Lisboa; assim foi naquela célebre manhã, em que depois de um email noturno trocado com o "Xatoo", em que eu prometia publicar as conexões e os dinheiros obscuros dos setores da Opus Dei que iriam eleger Cavaco Silva, me destruíram o computador, de uma tal forma que o gajo da Informática disse que "nunca tinha visto nada assim"... O resto da história já contei noutro lugar. Desta vez, mal se publicou o cadastro de José Magalhães e a Tabela do Voto Útil, voltaram a dar-me cabo do posto de trabalho.

Olha, Zé, já comprei outro, melhor do que o anterior, e fiz questão de que não tivesse uma única componente portuguesa, para não entrar nas vossas estatísticas falsificadas da "recuperação". Recuperação do caralho, amigo: vocês estão piores, de dia para dia, e só desejo que afocinhem, com o Bloco de Esquerda, no bacio que merecem. Quanto ao resto, só me calam, quando me apetecer, e com coisas destas, arriscam-se a que eu tenha ainda mais vontade de falar. Computadores há muitos, seus palermas, e, olha... se o virem, beijinhos ao Paulo Pedroso, da minha parte. Eu amo-o.

(Polígono de mandá-los à merda, no "Aventar", no "Arrebenta-SOL", no "A Sinistra Ministra", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers" )

20090919

Guerra Cirúrgica



Pois é, meus caros amigos e amigas: não é necessariamente a estupidez que tem de imperar em Portugal. Chegou a vez da Guerra Cirúrgica, e a massa cinzenta, que tanto nos custou nos estudos, e ao "Engenheiro", nada, senão uns postalinhos, traçou uma carta dos Círculos Eleitorais com uma intenção muito simples: descortinar qual o partido que estava mais a jeito para eleger o deputado que Sócrates caçou. A lógica, agora, é inversa, e chama-se "VOTO ÚTIL". Todos nós estamos sem saber para onde disparar, e a resposta veio cientificamente: voto útil, no partido que mais perto estiver de fazer o PS perder deputados por cada Círculo.
Vamos nessa? Vamos todos divulgar ISTO?... Vamos todos apontar nessa direção?... Força, então!...

20090916

E, se em vez de "Gatos Fedorentos", houvesse um programa chamado "Hora do Kaos"?...


Imagem do KAOS

E, se em vez de subsidiarem um lixo televisivo chamado "Gatos Fedorentos", criassem um programa onde as imagens do KAOS fossem o centro do debate?

Fica lançada a ideia.

(Foi aqui que eu acordei, e reparei que tinha caído da cama...)

20090915

Quem paga a campanha eleitoral dos Gatos Fedorentos, seguido das Zitas Seabras do Bloco de Esquerda

Há um novo partido, em Portugal, que não está sujeito às regras de tetos de gastos de campanha: chama-se Partido dos Gatos Fedorentos, e tem como única linha programática manter a estupidez média do Português, abaixo da média, num nível de estabilidade médio de estupidez estável.
É uma imagem à qual recorro muito, e nem sequer é minha, é da Sociologia, campo ao qual sou totalmente alheio, a da chamada "Mulher Alibi". A Mulher Alibi, que muitas vezes é um homem, ou um grupo, é uma voz individual, ou coletiva, com lugar no palco dos que têm forte audiência. O seu papel é elementar: trata-se de um dos membros do Sistema que é subsidiado para fazer o papel de quem está CONTRA o Sistema. O princípio é aristotélico e catártico: enquanto o pagode se entretem com as pseudocríticas regurgitadas pela Mulher Alibi, vai diluindo as tensões que poderia ter, e os instintos de se tornar agressivo, agarrar numa moca, e ir direto àquelas caras que são o Sistema. Quando a Mulher Alibi satiriza o Pinto da Costa, o Paulo Pedroso, o Sócrates ou gentalha afim, a raiva coletiva esvai-se no espetáculo intermédio e nunca se atreve aos fins finais, cuja magnitude e extensão vindicativa poderiam ser devastadoras. Os Gatos Fedorentos, como aquela cadela do Eixo do Mal, a Quadratura das Bestas, em tempos, o cocainómano Esteves Cardoso e afins desempenhavam o mesmo papel. Um dia acabarei a engolir o meu próprio veneno, e a perceber que o tempo perdido pelos meus leitores nas divagações do "Arrebenta" também poderão ser engavetadas, nalgum investigador das eras futuras, na mesma gaveta... Sim, não estou livre de ser cronologicamente taxado de Mulher Alibi, mas deixo essa reflexão para os vossos filhos e netos, e passo adiante, que não sou futurólogo, nem masoquista.
Interessa-me agora o presente, e saber o que leva a SIC, creio (?), a pagar a um bando de indivíduos cuja única finalidade é embrutecer ainda mais o pensamento médio, médio baixo, e baixo, das plateias, a aparecer no meio de uma campanha eleitoral, para a descarga de justas energias da massa eleitoral, em plena efervescência.
Quem os paga, a quem servem, e qual a sua finalidade?...
Para mim, a resposta é evidente, mas fica aqui lançada como pergunta, para que, ao contrário de verem os resultados medíocres dessa equipa, PENSAREM um pouco no que vos cerca, e cesso aqui o assunto, porque o que realmente me vai consolar, depois do terramoto de 27 de Setembro, são as virgens púdicas do Bloco de Esquerda que se vão encostar ao Poder, qualquer que ele seja. Tudo indica irmos ter uma minoritaríssima Ferreira Leite, que, se continuar a tocar na tecla da independência e do levantar a cabeça contra os interesses ibéricos talvez se ponha a jeito para uma votação na qual nunca terá pensado... Não é por acaso, nem por humor, que bandeiras monárquicas foram içadas em Cascais e no Porto. Queriam tão só dizer, Português, lembra-te de que houve um tempo em que começaste, porque quiseste e precisaste, de ser Português, e esse sonho está agora em risco.
Com Manuela Ferreira Leite, choverão queijos limianos e zitas seabras, desta vez, a saírem do saco de gatos assanhados a que se usa chamar Bloco de Esquerda, prontos para defenderem TGVs, Contenções Orçamentais, e, por que não, a consolidação dos passivos do BPP. Ana Drago tornar se á confidente do Padre Feytor Pinto, e Fernando Rosas irá de mão dada com o Padre Melícias saber se o Guterres ainda anda a mamar leitinho Opus da Vaz Pinto. Vai ser um amor, uma coisa piedosa, e que nos vai cortar o coração, porque nós gostamos, sempre gostámos, de pessoas disponíveis para ajudar o vizinho. É a Síndroma do Empresta me uma colher de açúcar, quando, no fundo, o que o levou a bater à porta da vizinha era uma sublime ânsia de minete. Eu sei que é feio, mas a isto chama-re Real Politik, e vai ser o cenário Outono/Inverno, para Portugal. Na terminologia da minha doméstica, vai ser um salve se quem puder.

20090912

Campanha Eleitoral, no tempo do triste remendo em que Portugal se tornou



Criação KAOS
Dedicado ao Eduardo, justamente porque isto surgiu numa imprevista conversa noturna...

Começa hoje oficialmente essa porcaria a que dão o nome de "Campanha Eleitoral": antigamente, traduzia-se em lixo de cartazes e panfletos a esvoaçar pelas ruas. Hoje, é mais sofisticada e mentirosa: reduz-se a horas de "Photoshop", a tentar branquear focinhos, quando os grandes problemas estão, mas é, nas almas e corações.
É verdade que falámos antes destas sondagens, mas o Eduardo ainda acredita nalguns pais natais, e eu também, quando me convém: antes isso do que andar a dar na coca, como o Balsemão e o Miguel Sousa Tavares, ilustre caloteiro, que lá foi, há éons, para o Brasil, com duas golpadas de 500 "contos" -- era muito dinheiro, na altura -- e houve, contaram-me, quem nunca mais o visse, mas isso era agora só um devaneio. A verdade é que, no final deste mês, vai sair das urnas um governo minoritário, que uns querem crer ser do Agente Técnico de Engenharia José Sócrates, outros da Drª. Manuela Ferreira Leite.
Como já expliquei, não sou ferreira leitista, mas, curiosamente, e já que temos de discutir a coisa no nível do escatológico, ou seja, na pequena separação entre o fim do cólon e o princípio do esfíncter, Sócrates já nem nojo me mete, e Ferreira Leite é como tudo na vida: no dia em que isto se afundar, alguém terá de estar ao timão e há um mínimo de patriotismo em que devessemos evitar que um país que começou com um sonhador acabasse com um vigarista.
Os barões do PSD, misóginos, e capazes de trair o próprio partido para sustentar as suas miseráveis vaidades pessoais, são meninos para acender as tais velas negras, para que Ferreira Leite perca: ia ser um "day after" de penas escuras e sangue de galinha espalhado por todo o lado, e, sinceramente, a senhora, nos antípodas das minhas simpatias políticas, não mereceria isso: muito mais gozo me daria ver cair para o lado, com um buraco na testa, um Júdice ou um Proença de Carvalho, mas isso é só porque sim, coisas minhas, embora eu saiba que há quem perceba bem o sentido destas linhas.
O que discutíamos, nessa noite passada, é que a Man'ela lá ganharia, mas teria uma Maioria negativa, de "Esquerda", a servir-lhe o tempo todo, nas Cortes, de travão de mão.
Era isto que fazia o Eduardo chorar baba e ranho,
ora,
acontece que, depois de passar uns tempos a remoer na hipótese, fui assentando nalguns valores, algo excêntricos, mas que solucionariam esta espécie de nó górdio que todos os Portugueses sentem, ao pensar no Dia da Eleição.
No palco de idiotas e palhaços que têm ocupado o nosso cenário político, desapareceu qualquer tipo de valores e de verticalidade. De algum modo, vale tudo, e há prazer em exibir publicamente que tudo vale, como aqueles casalinhos de sexta a noite, em que ele deita o banco todo para trás, e ela finge que está a gostar do que ele lhe pede para fazer. Como na anedota da loura, há aqui muito da diferença entre "mamilo" e "mama". Para ela, o mamilo é onde lhe costumam chupar; para ele, "mama" é uma ordem, a quem ela deve, pura e simplesmente, obedecer. Sócrates pertence à segunda parte da frase.
Suponhamos, pois, um daqueles aldrabões das sondagens, a fazer o papel de Constâncio, e a tentar descobrir, muito perto da meia noite, para onde vão aquelas milésimas que decidirão o vencedor. No Cenário Sócrates -- deus nos proteja de tal... -- lá viria o Bloco de Esquerda a correr, uma espécie de Caster Semenya, com as tetas muito penduradas, mas os colhões todos metidos para dentro. Os estrategas do Aldrabão estão a apostar forte nisso, fingindo que o Bloco de Esquerda é o grande adversário do PS, para os palermas lá irem votar, crendo estar a fazer "oposição".
Era de emigrar, meninos...
O segundo cenário, mais provável, e que teria de ser lido, antes de mais, como o facto incontornável de que a repulsa levantada em Portugal pelo boneco de José Sócrates teria levado a vencer ancestrais aversões pela figura de Ferreira Leite, é a da senhora se apanhar com algumas décimas milésimas de vantagem sobre o Canastrão do "Freeport", o pseudo-diplomado, o ignorante das regras mínimas de convivência democrática, etc., mais um menino ao colo, chamado Maioria Absoluta, PS+PCP+BE, a fazerem-lhe o pleno das Cortes.
Por estranho que pareça, esta plateia de queijos limianos não seria à Direita que se iria esgatanhar, mas sim à "Esquerda", para começar, com o merecidíssimo chuto no cu PARA SEMPRE, de José Sócrates, e do seu bando de marginais e parasitas, e, mal assentasse a poeira, logo se veria. No Bloco de Esquerda há gente que, por promessas de Poder até no PNR se alistaria, e com esses votos, Dona Manuela poderia contar, nas maiorias "à la carte", consoante o tempero das leis. Portas seria dócil, até porque teve berço, coisa que a mior parte desta corja desconhece. O PS, na sua desorientação, sem ter ainda percebido como é que se podia ter passado de um extremo ao outro, pela estupidez, vaidade e falta de nível de uma só personagem, talvez limpasse o "Garrafão" que nunca diz "NÃO", e tentasse perceber que a salvação nacional passa, de facto, pela adoção, razoável, de medidas de fundo, que não agridam mais os Portugueses, mas se centrem nos profundos problemas de Portugal. Por estranho que possa parecer, o partido ainda mais disponível para uma desiqulibração destas, talvez se revelasse ser o PC.
O PCP, em Portugal, já não é um partido, mas uma tradição. Um bando de gajos que anda há décadas naquilo e que nunca mais de lá sairá. São valentes, e morrem pelas ideias. Como na Tradiçaõ, gosta-se, ou não se gosta, e invoca-se, ou não se invoca, consoante nos beneficie, ou não, e aqui começamos já a falar de posturas, e vamos subindo ainda, até chegarmos a um ponto que creio que poderia beneficiar a pálida, desgastada, secundária e apagada, Manuela Ferreira Leite, que é a de ter nível suficiente para perceber que num tempo de angústia, e acima de quaisquer divergências, terão de predominar as razoabilidades, e a isto chama-se, comumente, Razão de Estado. Um político que devolvesse ao Parlamento o lugar da decisão e a necessidade da negociação das muitas trincheiras, caso a caso da legislação, e forçasse convergências entre pensamentos políticos geralmente inconciliáveis, tornar-se-ia notável, e separaria, por inerência, todo o trigo do joio, talvez a maior reforma de que Portugal precise: a limpeza do lixo que prolifera na Assembleia da República e arredores.
Curiosamente, ao contrário de Sócrates, consigo ver Ferreira Leite a incarnar, com secura e minúcia, esse dificílimo papel de mediação: iriam caindo, que nem tordos, os baronetes do cor de laranja e todos os oportunistas dos rosas e dos "vermelhos".
Sim, eu sei que isto parece muita conjetura e gravidez nervosa de uma das nossas mais célebres parideiras, a Marcela quer morcela, e hoje apeteceu-me incarnar o estilo, o tom e a perfídia da dita cuja.
Também eu queria paz, e não termos chegado a este extremo, mas isto está mesmo muito difícil de arranjar. Hoje, deu-me para aqui, e escrevi assim. Dia 27, logo se verá.