20091101

Jantares de Autor e Termodinâmica Clássica da Bloguística




Imagem Kaos e dedicado a todas as generosas pessoas que mantêm viva a Reflexão Pública, neste trsite País

Finais de mês e pontos de encontro são sempre lugares ideais para reflexões "à vol d'oiseau". Sendo a Bloguística, como Descartes diria, Ciência nova e de fronteiras por desbravar, a ancoragem terá de ser feita anteriormente, e vamos lá bem aos primórdios, aos "chats", às caixas de comentários, e a uma era ainda bem mais antiga, em que os protocolos da fala de fantasmas se processavam através de "Telnet", e eu posso afirmar que ESTIVE LÁ, com a mesma força da gravidade de quem pôs as botas na Lua.
Depois, desde as chamadas páginas pessoais, a mais este fenómeno efémero dos Blogues e das hediondas redes de comunicação, os "Twitters", os "Facebook", os "Orkuts" e essas merdas todas, que as pessoas adoram, por se julgarem lugares inimitáveis do Mundo, e alimentarem silenciosos narcisismos da permanente contemplação dos outros -- e eu cada vez estou menos nessa -- portanto, desde essas eras que o inexorável Segundo Princípio da Termodinâmica, a Prova do Tempo, se exerce, e vou já direto ao tema: aquando do colapso do primeiro "The Braganza Mothers", pelos acasos de uma reles intriga de serralho, já eu estava, há muito, a abandonar o lado utópico do Virtual, e a questionar, como matéria de pesquisa vindoura, as palavras em que continuo a acreditar, quer AQUI, mas, sobretudo, AQUI.
Na Realidade, a Utopia Virtual já estava, com uma apressada degenerescência, a imitar todos os vícios da Realidade, importando cinismos, impunidades, cobardias, bastardias e jogos de opressão, impróprios de quem inaugurava um Novo Mundo da Expressão. Mais, ainda, gerava, no seu próprio fio evolutivo, uma permanente mancha de "spam", que, muito "ad laterae" e muito difusamente, até dava 1% de razão à miserável Clara Ferreira Alves e ao seu memorável período de má prosa e mau perder: "A blogosfera é um saco de gatos que mistura o óptimo com o rasca e acabou por tornar-se um prolongamento do magistério da opinião nos jornais. Num qualquer blogger existe e vegeta um colunista ambicioso ou desempregado ou um mero espírito ocioso e rancoroso. Dantes, a pior desta gente praticava o onanismo literário e escrevia maus versos para a gaveta, agora publicam-se as ejaculações. Mas, sem querer estar aqui a analisar a blogosfera e as suas implicações, nem a evidente vantagem dessa existência e da qualidade e liberdade que revela por vezes, destituindo do seu posto informativo os jornais e televisões aprisionados em formatos e vícios, o resíduo principal de tudo isto é que os jornais mudaram, e muito, e mudaram muito rapidamente. Parafraseando Pessoa na hora da morte, We know not what tomorrow will bring."
No que a mim respeita, mero fantasma literário, que nasceu pelas caixas de comentários do "Expresso on-line", tenho a plena consciência do Devir. Nesse tempo de primeiro colapso, alguém me disse que, como nos seus tempos áureos, nem que o "Braganza" fechasse as portas, já teria desempenhado, na atitude, postura, irreverência e intervenção, o equivalente ao "Independente" dos Anos 80, mas isso ajuizará como certo ou apologético quem assim melhor o entender, porque eu não venho aqui falar disso, mas só referi-lo, de passagem.
Como todos os fantasmas, o "Arrebenta" gerou amigos apaixonados e respeitáveis inimigos, pessoas com as quais, por igual, me dou sinceramente bem: porque estamos em paridade, o que é excelente, num país de expressão livre e maturidade intelectual, ao contrário das patologias da perseguição, aqui exemplicadas, e aqui ridicularizadas por terceiros, mas isto não impede a reflexão sobre o tempo de vida útil de uma ficção, e ontem, ao sentar-me, para jantar, com algumas das altas patentes da Blogosfera, também estava em cima da mesa, como tema de debate, a utilidade, ou inutilidade, de continuar a escrever(-se), ou, se preferirem, de se continuar a escrever. Pessoalmente, tenho muito mais vida para além dos blogues, e, neste preciso instante, andar por aqui é um optar por estar aqui, enquanto poderia estar noutro lugar, eventualmente de maior prazer e com mais relevância, ou de maiores consequências, no nosso frágil devir terreno.
De existência, assim por alto, já leva a Ficção, "Arrebenta", 8 anos de existência, exatamente o tempo que o "Independente" levou a passar do esplendor ao declínio, o que pode ser uma bitola, e aviso, para medições futuras...
Ontem, discuti o cenário, aliás, já aventado aqui, de, pura e simplesmente, interromper a escrita por... inútil. Não é inocuamente que abrimos uma televisão, para ouvirmos desbobinar os nomes de todas as Empresas Públicas desta Cauda da Europa, ligadas por um mesmo, ou mesmos, "Polvos".
A pergunta pertinente, é, pois, valerá a pena escrever uma mais linha que seja, contra um estado de coisas destas?...
Esta é uma questão pertinente.
Ao nosso redor, as coisas definham e emergem: o "Abrupto", coisa que nunca frequentei, por lastimável, suponho que agonize, e agonize e agonize; os blogues aguerridos, para os quais fui, sucessivamente convidado, estagnaram, e falo do "A Sinistra Ministra", que era chateado e perseguido por tudo o que era o "Sistema" -- e com quem eu, ainda ontem, discutia o interesse e a validade de manter "on-line" o espaço, que continua a ter um peso notável no "Google" --, o "Democracia em Portugal", que a Imprensa adorava, e ora está anquilosado, a excelente "Grande Loja do Queijo Limiano", que se fraturou, entre o brilhante "José" e... nada, e, acima de tudo, o caso mais preocupante, o "Do Portugal Profundo", em cujas caixas de comentários, num dado momento, se iam sacar todas as informações proíbidas de Portugal, e que, agora, sobretudo depois da grave cisão, se desertificaram.
Infelizmente, tinha razão, quando o previ, nesta "Sonata al Santo Sepolcro", RV 684.
"The Braganza Mothers" nunca foi um espaço de comentários alargados, como o "Aventar", por estes tempos, em plena adolescência, mas que também deve começar a refletir no que escrevi atrás: há uma Síndroma do Silêncio, quando as caixas de comentários emudecem, o que nos leva a pensar que alcançámos o Poder das Escrituras, ou já, ou ainda, não existem temerários que nos afrontem. Qualquer das hipóteses é redutora e empobrecedora, mas deixo ao vosso critério debatê-la.
Hoje, é tão só a Noite do "Haloween", e este é um décimo do texto em que vinha anunciar que tenho mais vida para além dos blogues. Não, não é deixar de escrever, nem sequer arrumar na gaveta o "Arrebenta", uma de muitas outras personagens, de maior ou menor sucesso, que tenho vindo a criar, desde 1995, até por que isso, como ontem se debateu num jantar de autores, poderia ter um efeito dominó, e começar a calar muitas outras bocas, QUE É ISSO QUE "ELES" QUEREM, e assim ficaremos, atentos, preparados, armados até aos dentes, à espera de que a Realidade ainda se afunde e decline, muito mais depressa dos que as nossas ficções blogosféricas.
Até quando?...
Pois... até amanhã, com certeza, como sempre...       :-)

(Por pura necessidade explicativa, no "Aventar", no "Arrebenta-SOL", no "A Sinistra Ministra", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino", e em "The Braganza Mothers" )

20091030

Três mulheres numa só vida de Sócrates






Imagem KAOS


Eu sei que é estranho vir, a esta hora da noite, falar de "mulheres" com Sócrates, já que é o mesmo que tentar fazer um "cocktail" de água e azeite, mas, como o Governo ainda está no seu período de estado de graça, resolvi dedicar esta minha meia horinha, depois da meia noite, para o nosso bem amado agente técnico de engenharia de Vilar de Maçada.
A primeira mulher de Sócrates acabou no Parlamento, como prémio de consolação, depois de ter descoberto que não podia competir com o legítimo, já que gostavam ambos de pernas peludas. Partiu-lhe um braço com um candeeiro, quando descobriu a mentira em que vivia, mas é hoje como Deus: não se vê, mas sabe-se sempre que está lá, e bem instalada.
A segunda, mais polémica, diz-se que o ajudava a vestir, mas ao contrário da primeira, que, entre bocejos de frete e tédio, lá o deve ter conseguido ajudar a despir, pelo menos duas vezes, não o conseguiu, depois, despir nunca. Condoo-me, com sinceridade e emoção, com Fernanda Câncio, nessa sua dor de não conseguir tirar a farda, ao boneco de lata que ajuda a mascarar. Têm muito bom gosto, os dois, exceto na batata que ele tem na ponta do nariz, e não há Armani que a disfarce.
A terceira é mais complicada, e chama-se Lena, um verdadeiro avião, com umas mamas brutais, e uma cona sempre húmida, e ávida de receber encomendas. A prima, a Abrantina, é mais dada ao lesbianismo, o que fica sempre bem entre duas gajas, e é o sonho de qualquer homem, que é o de ver aquelas línguas castro-laboreiras a laborarem vorazmente nos grandes lábios umas das outras.
Tudo isto seria brilhante, e erótico, não tivesse vindo, via mais um daqueles passarinhos que me amam, e que me disse que era, hoje em dia, abertamente, conversa de contentor, na sujeira das obras: o impoluto e honesto Secretário de Estado do Ambiente, o tal que deixava o motorista do Estado parado à porta da "Independente", enquanto fingia que ia acabar um curso, e era "um dos pilares do Governo PS e (...) tido como a integridade em pessoa (!)", parece que dava uns jeitos de modo a que a Lena, sempre húmida, fosse ganhando concursos por esse mundo fora. 
Não me perguntem como, porque não sei.
Dizem as más-línguas que o Paulo Pedroso, um gajo sério, e vereador da Câmara de Almada, andou pela Roménia, nos intervalos dos rapazinhos, a construir, mais a Lena, essa vaca, autoestradas, embora a coisa já esteja agora disfarçada em capitais franceses, porque Sua Excelência, "a integridade em pessoa", é extremamente hábil em usufruir e imediatamente apagar pistas, embora me tenham garantido que não foi tão rápido que a coisa não estivesse já para estoirar. Acontece, não é?...
Ao pé disto, o Armando Vara vai parecer uma história de porteiras.
Acho que me vou calar por aqui. A minha especialidade nunca foram investigações, e vou odiar quando a Procuradora Cândida Almeida for nomeada, para branquear, mais uma vez, o assunto. Sobretudo, com o desemprego que grassa em Portugal, o que menos eu quereria ver era a Lena fechar as pernas, e acabar com ainda mais gente no olho da rua, ou até -- horror dos horrores -- a Abrantina deixar de ser fufa, porque eu adoro fufas.


20091025

A Sinistra Ministra Isabel Alçada II, seguida de sábios vereadores das Novas Oportunidades







O Kaos continua-me a falhar com a primeira representação oficial da Sinistra Ministra Isabel Alçada, de maneira que vamos com as Letras, que abraçam a Ignorância, uma justa alegoria da situação.
Hoje, até porque estou muito mais entretido a polir um osso de dinossauro, vou tentar ser breve, e vou voltar ao pobre do Filipe, e do bom ano em que nos conhecemos, e nunca mais me esqueço dele, com ar apavorado, quando eu lhe pus o K. 466, na tonalidade demoníaca de Ré Menor, para lhe mostrar o que podia ser a inquietação e o medo, e ele me perguntou, "mas, olha, tu queres mesmo ser meu amigo?... É que eu venho de uma família tão má, que, na Covilhã, até temos um ditado que fala de nós, e passo a repeti-lo: "Alçadas e gaios, se os virdes, matai-os..."
Suponho que não seja preciso dizer mais nada, e, como há exceções, lá seguimos amigos, mas com a sombra da nova Sinistra Ministra, a que dá facadas com sorrisos, a emergir, no crepúsculo do Socratismo -- sim, rapariga, Ana Maria Magalhães dará uma boa Secretária de Estado -- e, se ela não aceitar, sempre tens uma série de bruxas que tu e eu bem conhecemos, e que podem alçar-se, salvo seja, aos cargos. (Já repararam em como aqueles blogues, muito aguerridos, da "Educação", se calaram agora, não vá a nova Sinistra lembrar-se de convidar algum dos seus rigorosos autores para o Gabinete?... Pois... É...)
A Isabel recuperou uma história semienterrada, e agora vamos aos temas sérios, o traço de caráter da cínica, ambiciosa, pretenciosa e "snob" nova Patroa da Educação, de um tempo passado, quando, mal a Gulbenkian rejeitara o Plano Nacional de Leitura, da autoria de Conceição Rolo e Manuela Malhoa Gomes, através daqueles artifícios, muito conhecidos, da desculpa, olhe é muito bom, mas nós não queremos, que mais parecem aforismos do que argumentos, ele ter, logo de seguida, ressurgido, como "ideia" própria de Isabel Alçada. Boa safra, e há quem ainda tenha também, bem sonante, o timbre de voz, reles e ordinário, de ela a afrontar a Maria do Carmo Vieira, dizendo-lhe que, no Português, os Clássicos não tinham interesse algum (!). Suponho que preferisse as Aventuras da sua Boca da Servidão...
O resto é ainda mais triste, e retrato da taberna suja em que vivemos: donas e donas da rua, diariamente, se dirigem aos Centros de Novas Oportunidades, para obterem o "tal" diploma, que lhes confirma aquilo que sempre afirmaram, "saberem tanto como doutores...", mas a derradeira informação veio-me da Laura "Bouche", daquelas figuras que, se um dia despejasse tudo cá para fora, não era o Governo que caía, mas o País inteiro... É uma história, linda, comovente, um conto de fadas para o vosso sábado, e até podem investigar quem será o protagonista, que eu não tenho pachorra nenhuma para essas minudências.
Então, resume-se assim: com a nova escória eleita para a Câmara Municipal de Lisboa, uma sua velha amiga, de outras eras mais serenas, advogada, vai ficar agora tutelada, e às ordens, de um Vereador, persona grata, que está a acabar de tirar o 9º Ano num CNO.
Such a wonderful world... :-)


(Escrito com a ligeireza do tédio dos sábados à noite, no "Aventar", no "Arrebenta-SOL", no "A Sinistra Ministra Isabel Alçada", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")

20091023

A Sinistra Ministra Isabel Alçada




Dedicado a Maria de Lurdes Rodrigues, que, imaginem, nos vai deixar saudades com o que aí vem...

O KAOS falhou-me hoje com a imagem, de maneira que começo o texto a meio, ... era uma e meia da tarde, já estava eu a telefonar para Londres, para o Filipe, sempre querido, sempre amigo do meu coração, eternamente infantil, que ainda estava no seu eterno encanto de alma ledo e cego, para lhe dizer, e passo a citar, "olha, a puta da tua prima foi escolhida para nos foder... (sic)", e como o outro não percebesse, tive de lhe dizer, "é Ministra, agora...", e ele, "mas Ministra de quê?...", e eu, " Da Educação, a única Pasta, tirando a da Cultura, onde cada um pode ser Ministro..."
Isto é a fase dos "fait-divers", porque, logo a seguir, fui caindo na Real: Lurdes Rodrigues era uma mulher obcecada, primária, que tinha sabido o que custava subir na vida, a partir do nada, e aqui fica feito o elogio possível, a quem não me merece nenhum respeito, porque nunca se soube fazer respeitar, mas, vá lá, sou cavalheiro. Isabel Alçada é pior, é secundária, cínica, ambiciosa, pretenciosa, "snob", e com o pior estádio de quem tem "pedigrée", que é achar que tem mesmo "pedigrée", e quem não tiver não... existe. É secundária, e dá-te, por meia leca, e a sorrir, uma, duas, três, facadas nas costas. A coisa é substancialmente grave, no momento de derrapagem do Sistema de Ensino. Pode perguntar-se o que é que uma gaja, casada com o Rui Vilar, patrão da Gulbenkian, vem fazer num terreiro deste, onde tudo são trincheiras, minas e atiradores furtivos. A primeira resposta é evidente e é ditada pela vaidade dura e pura, como é típica destas gajas que vêm das bases do Ensino e não se habilitaram academicamente, senão, acima de umas duvidosas cuspidelas curriculares, e esta tem várias. A segunda é redundante: como não tem qualquer ideia para o Ensino, exceto nivelar o lixo por cima, mas está cheia de ideias para si, era o perfil ideal para o cargo, e foi.
Não "se achasse" e não passaria de uma mera espécie de vendedora ambulante do Círculo de Leitores de Lombadas, mas as "Mulheres de Vermelho", o braço maçónico feminino deve ter achado que era a hora ideal de a sua acólita avançar, e avançou. Parece-me vê-la, de escola em escola, a vender as "Aventuras da Professora Tijuca de Perna Aberta nas Moitas de Oitavos, à Boca do Inferno", onde passavam os camionistas, e vazavam os colhões, isto, "da capo", repetido tantas vezes até as criancinhas, e os leitores para criancinhas, adormecerem.
Agora que é Ministra, substituirá Eça e Camões pelas suas/delas bostadas (Ana Maria Magalhães) e... e esta é a minha grande esperança, pôr livros dela no programa, em vez dos horrores do Saramago: sofrem menos os jovens e quem tem de os ensinar, embora a ignorância da Língua permaneça estacionária, e isso é bom, execelente, "moderno". Com sorte, e louvando a Bíblia, talvez o Loby Maçónico, com o austero apoio gulbenkeniano a transforme no próximo Nobel da Literatura. A verdade é que se o Saramago tem, por detrás de si, uma fantástica máquina de propaganda, distribuição e venda de lixo, esta não a tem melhor, e noutro nível, não diria "tia", mas mais "chic", e nesse patamar eu gosto de discutir, ou seja, temos tudo para nos odiarmos de morte, à cabeça: ela, porque eu nunca a li, nem lerei; eu, porque talvez aconteça que um dos seus assessores lhe ponha, um dia, debaixo do nariz o que eu penso da figura, e a madame não é como a Lurdes, que estava sempre a jeito e ao nível de enxovalho; esta tem um Obama lá dentro, e não admite brincadeiras, é menina de processos disciplinares e perseguições, uma espécie de Margarida Moreira, mas de bairros finos, pelo menos na conceção dela de... "fino".
Por mim, estou-me, como o Ferro Rodrigues, "cagando": estou, literalmente, a entrar numa novelíssima fase da minha vida, e isabéis alçadas já eu como, e comi, muitas ao pequeno almoço, desde que me conheço, e assim continuarei.
Num parêntesis, e no esterco que é este "novo" governo de Sócrates, que está todo errado, já que o erro maior está na pessoa do escolhido para Primeiro Ministro, e tudo o resto são meros declives consequentes, uma palavra de elogio para a menina Canavilhas, bem simpática, uma mulher da Cultura, e pianista, o que faz dela, em hipótese, e, neste caso, em tese, uma alma sensível e um bom caráter. É. Faz parte das minhas curiosidades biográficas ter-lhe atribuído um prémio (!), mas hoje não estou para grandes histórias: recordo, com saudades, um regresso de Castelo Branco, onde concordávamos que o melhor "Requiem" de Mozart era o do Hogwood, com as suas vozes infantis, e sequência heteróclita.
Quanto à Alçada, não sei se irei escrever muito mais, já que não vai demorar muito, a ela, conseguir pôr na rua, não 100 000, mas 150 000 professores, e isso vai ser adorável. Porém, como é uma senhora, eu, que seleciono as palavras ao milímetro, quero despedir-me com uma flor, mas uma flor especial, que só se dá a narizes empinados como o dela: querida Isabel Alçada, a nova Sinistra Ministra, receba deste seu Arrebenta, com carinho, amor, devoção e respeito, uma flor, mas uma flor de uma das palavras que mais execro em Português: uma flor de... chulé. Melhor, um título que até podia ser dela: "Aventuras de uma Oportunista toda Perfumada numa Flor de Chulé".

20091022

Polícia do Estado de Roraima (Brasil) é a principal suspeita pela morte do Professor Chrystian Paiva, historiador, poeta, e activista social




Segundo informações acabadas de chegar do Brasil morreu o professor Chrystian Paiva, historiador, poeta, músico, activista social e sindical anarquista. A morte deu-se em circunstâncias muito estranhas e tudo indica que se tratou de mais um assassinato perpetrado por agentes policiais do Estado de Roraima, um dos Estado brasileiro onde se regista uma das mais altas taxas de mortalidade por homicídio em todo o Brasil .

A versão da polícia é de que ele se suicidou!!!
Mas a sua companheira, Adriana Gomes, e mais uma sua amiga que os acompanhava na viagem desmentem a versão policial.

Recorde-se que Chrystian apoiava o Movimento de Organização dos Trabalhadores em Educação (MOTE). (consultar http://greveprofessoresrr.blog.terra.com.br/ , que mantinha um link para o blogue português Pimenta Negra, ).

Além da luta na educação e dos professores, Chrystian também estavam envolvido no movimento contra a implantação da indústria da cana-de-açúcar em Roraima, pela Biocapital, empresa paulista recém-instalada naquele estado e que deseja montar a maior fábrica de etanol da região amazónica.
Na floresta amazónica, terra cobiçada por grandes interesses obscuros e inescrupulosos dos fazendeiros, empresas e políticos , há anos o poder promove a violência, reprime e assassina, indígenas, populares, trabalhadores sem terra, ecologistas, todos e todas que lutam incansavelmente pela Vida Plena. Há anos o capital explora e destrói a Natureza, a diversidade da Vida naquela região.



Reproduzimos a seguir o texto integral da Adriana Gomes, companheira de Chrystian Paiva, onde relata as circunstâncias em que ocorreu a morte e o presumível assassinato do professor Chrystian Paiva


Meu nome é Adriana Gomes, sou Professora efetiva do Estado de Roraima, e era companheira do historiador formado pela Universidade de São Paulo (USP), professor, poeta, escritor, musico, compositor e anarquista Chrystian Paiva. Desde fevereiro de 2009, durante os quase dois anos que esteve no Estado de Roraima lutamos juntos no Sindicato dos Professores (SINTERR).

No dia 17 de outubro, sábado, saímos com uma amiga libertária que veio do estado de São Paulo nos visitar, e fomos ao balneário Caçarí que fica um pouco isolado na cidade de Boa Vista, capital do Estado de Roraima. Tínhamos uma arma utilizada para nos defendermos, levamos para o passeio dentro de uma mochila, o estado é isolado e o poder está nas mãos dos latifundiários, as relações são coronelistas, e esses coronéis fazem suas próprias leis, eles são a lei, então usávamos a arma como precaução e auto-defesa. Passamos a noite do dia 17 e quando amanheceu, domingo (18), percebemos que havíamos trancado a chave dentro do carro e começamos a pedir ajuda. Enquanto esperávamos ajuda conversávamos com várias pessoas e o Chrystian estava bem, aproximadamente às 10h me afastei alguns metros do local e deitei embaixo de uma árvore a fim de descansar e dormi.

Aproximadamente às 11h, o Chrystian foi bruscamente abordado por uma guarnição da Polícia Militar, sob o comando do Subtenente Machado, e sem nenhum indício anterior que tivesse intenção de cometer suicídio em um balneário movimentado, em plena luz do dia. A polícia em sua versão disse que o mesmo cometeu suicídio. As testemunhas são controversas, Chrystian era destro e a bala que perfurou a sua cabeça entrou do lado esquerdo, a mão esquerda estava machucada, assim como estava com hematomas e arranhões no rosto. Tudo leva a crer que não teve como se defender, e se tivesse como se defender com uma arma de fogo não atiraria na própria cabeça na frente de policiais militares. Não acreditamos na versão oficial da imprensa e da polícia de que Chrystian tenha cometido suicídio.

O Professor Chrystian era anarquista aguerrido, com quase dois anos residindo em Roraima mobilizou os professores do Estado para lutar contra as más condições da Educação, o coronelismo autoritário implantado pelo Estado nas escolas e a política pelega do Sindicato dos Professores.

Passávamos noites juntos com ele enviando e-mails, criamos o MOTE (http://greveprofessoresrr.blog.terra.com.br/ ), e como todo bom anarquista era apaixonado pelos seus ideais e ação direta. Colecionava um grande histórico de lutas de repercussão nacional e internacional empreendida no estado onde nasceu, São Paulo, e era punk desde os 12 anos. Ficamos indignados em saber que um companheiro de luta tão importante para o movimento tenha sido vítima de uma ação de policiais truculentos, e queremos vingança.

Vamos lutar o mais que pudermos para responsabilizar os verdadeiros culpados, pedimos a ajuda de todos os amigos e companheiros de luta para divulgação regional, nacional e internacional do ocorrido.

Adriana Gomes (Professora formada na Universidade Federal de Roraima (UFRR), especialista em História Regional)
Quarta-feira, 21 de outubro de 2009, Boa Vista, Roraima, Brasil

O fim do "Semanário", enquanto fim de mais um ciclo da diversidade: em breve, a Orbe será dominada pela Informação Única




Imagem do KAOS

O "Semanário" já há muito que era uma sombra. Contudo, num país desértico, qualquer sombra é inestimável.
Acontece que o "Semanário" vai fechar as suas portas, já na sexta.
Não sei o que perdemos, assim como não é quantificável saber-se o peso de que se extinguiu mais uma espécie de borboleta, que nunca pudémos ver, por estar distante, algures, sei lá, na Nova Zelândia.
Ao "Semanário" devemos textos importantes, como o desta lista da Corja Portuguesa de Bilderberg, que vos aconselho a gravar, porque irá desaparecer, eventualmente,  já esta semana.
A crise não se extingue aqui, porque parece que o monopólio do Senhor Balsemão, o Patriarca dessa porcaria que veio, lenta e silenciosamente, a destruir o Mundo da Diversidade, está a dar prejuízo, desde 2001.
Coitado, vai ter de poupar na coca.
Não se espantem que viva hoje de subprodutos, como "Gatos Fedorentos" e Claras Ferreiras Alves.
Ao contrário do "Semanário", a obra da Seita de Balsemão foi uma das enormes responsáveis pelo obscurecimento da Realidade, durante décadas, em Portugal. Teve muitos rostos, a maioria execráveis, como o panasca mal assumido, Alexandre Melo, que, entre engates de sanitário, andava a ditar, nas folhas do "Expresso"- pasquim o que era e não era Arte.
Era Arte quem lhe dava quadros e quem lhe ia ao cu.
A Ferreira Alves, essa ignorante profunda, fazia o mesmo peneiro na Literatura, e, quando a coisa ainda baixava mais de nível, entregava a tarefa ao maçon António Guerreiro (e aos seus pseudónimos sem face e de má escrita), outro dos rostos conhecidos do circuito das retretes, sobretudo na Avenida de Berna. Quando queriam subir de nível, vinham então as merdunças do Júdice, o amigo dos pedófilos, e votante no PS e em António Costa, e os gestos de polícia sinaleiro da Marcela-quer-morcela, que já só fala para si própria.
A Blogosfera, em parte, é responsável pela destruição deste circuito fechado de comadres, a falarem umas para as outras, e reservo-me o direito de me poder orgulhar por ter contribuído, quanto pude, para isso.
Por estranho que pareça, a SIC já está agora penhorada por bancos, e o próprio "Expresso", o pior antro de vaidades e fábrica de ficções da Cauda da Europa, também já caiu na mão da Maçonaria que ora domina o Millennium/BCP, depois de ter sido corrida de lá a Opus Dei.
Sim, leitor, já sei que, neste momento, já está com vontade de vomitar, mas não vomite ainda: guarde-se para o próximo Governo do Vigarista de Vilar de Maçada, que deve estar para dar à luz em breve, numa maternidade de Badajoz, ou numa ambulância de faróis fodi... perdão, fundidos, muito perto de si.

20091020

CONTRA O LÓBI DO ENSINO ELITISTA

Temos em Portugal, uma das mais baixas taxas de literacia.
Temos um ensino superior atrasado e canhestro. Não existe investigação científica baseada em Portugal (não me refiro a indivíduos que vão fazer doutoramentos e «post-docs» ao estrangeiro), numa imensa maioria de áreas, especialidades e domínios.
Pois bem, o recurso principal deste país está a ser completamente desaproveitado: é a formação e capacidade dos jovens.

O referido lóbi é responsável por isso, ou seja, pelo complexo de que se pode fazer da escola um negócio, como outro qualquer, como um serviço que tem vantagem em ser privatizado.
Ora, as ajudas para esse sector elitista do ensino, são mais que muitas; os «custos» financeiros não estão contabilizados de modo correcto. Estão ocultados, não vão as classes oprimidas saber que são desviados parcos recursos públicos, para privilegiar ainda mais os privilegiados!
E não se trata apenas de custos financeiros, mas sociais. O facto de haver cada vez maior fosso entre as classes sociais - cada vez menos ricos e muito mais ricos, cada vez mais pobres e ainda mais pobres - não pode ser visto senão como um factor de empobrecimento do País.
Choca-me a falta de rigor de pessoas que apostam tudo na promoção da imagem dos «colégios» como fonte de excelência (de qual excelência?). Trata-se antes e sobretudo de manter o privilégio de se estar segregado de crianças e adolescentes de outras classes sociais, principalmente!
Se formos a fazer as contas, façamo-las bem feitas!
- Temos de contar com as diminuições nos impostos dos encarregados de educação, decorrentes das despesas com educação de seus filhos em colégios; sendo muito maiores, logo será uma forma indirecta de subsídio, visto o Estado deixar de arrecadar impostos.
- Há que ter em conta que os colégios têm o privilégio de serem considerados como de utilidade pública, como economia «social», como instituições «sem fins lucrativos», o que os isenta de uma série de impostos, que uma qualquer empresa de serviços teria de pagar.
- Há uma série de subsídios e de ajudas directas, ao abrigo de protocolos diversos, que não são contabilizados devidamente; são despesas dos ministérios da educação, do ensino superior, da cultura, etc., que se destinam a promover este sector privado e cooperativo, mas cujo montante, não é conhecido, claro…
-As escolas públicas são o local de formação de estagiários, de professores que após estágio ainda estão a aperfeiçoar as suas qualidades profissionais: são esses docentes que os colégios privados vão recrutar, mas sem custos, quer na sua formação inicial, quer posterior.
- Como os colégios seleccionam à partida os «melhores» alunos, de uma ou de outra forma, os «casos difíceis», não os têm! Isso iria traduzir-se pela necessidade de reforço de pessoal docente e não só, para dar conta de crianças com deficiência, com problemas de aprendizagem, com problemas comportamentais, etc. Uma série de dificuldades, problemas e despesas que não se reflectem, quase nada, no ensino privado.

No fim, trata-se de ocultar o enorme desvio de verbas, desde fundos públicos diversos (do Orçamento de ESTADO, de financiamentos públicos europeus, etc.) para benefício de uma falsa elite.
A média não explica como é que Portugal, tendo dedicado à educação uma fatia de despesa pública per capita tão elevada, o ensino em geral tem estado tão mal estes anos todos. Basta ser-se docente do sistema público para se saber a resposta: as verbas atribuídas não chegam a cobrir as despesas de manutenção das escolas, de renovação e melhoramento do equipamento escolar, de criação de melhores condições para alunos e professores. Inevitavelmente, as escolas com mais anos, acabam por se degradar, como quaisquer edifícios públicos que não tenham a devida manutenção.
Uma despesa grande deve ser canalizada e, portanto, visível nalgum lado; proponho que se investigue a sério para onde vai essa despesa. Com certeza, não é 100% aplicada nas escolas públicas; uma fatia grande será utilizada para subsidiar os ensinos privados, dos infantários, às universidades privadas. Outra fatia, porventura exagerada, será aplicada em serviços centrais, em despesas da própria máquina central do M.E. , engolindo verbas para «estudos» de utilidade duvidosa. A grande fatia percentual da despesa orçamental com docentes (do O.E. da educação não superior), deve ser vista não como sintoma de que existe pessoal a mais afecto ao sistema público de ensino, mas sim que as verbas destinadas a equipamentos, a renovações de espaços , construção de novos espaços, a fornecer bibliotecas, etc. são ridiculamente pequenas em relação às necessidades de um sistema que pusesse no centro das suas preocupações a qualidade da educação.
De qualquer maneira, é lamentável não se dispor de estudos continuados, abrangentes e credíveis sobre as dotações diversas que se aplicam a estas rubricas, no ensino público e sobretudo a fatia de ajudas directas e indirectas de que beneficia o ensino privado e cooperativo.
Talvez esse nevoeiro apenas beneficie um determinado núcleo de interesses. Os tais que pretendem que «a escola pública sai muito mais cara que a escola privada»!!!

Manuel Baptista

20091018

As imagens do silêncio das palavras





Imagem KAOS
Dedicado à Maria José, minha leitora de todas as manhãs, e ao Álvaro, pelas evidências


Num tempo que já não é o nosso, defrontaram-se duas sensibilidades de uma Revolução: uma venceu, encostou-se à Opus Dei, e acabou por enfiar, em Belém, um cavaco que nem para lareira reles servia. A outra dissolveu-se nas memórias. A História podia ter sido outra, mas não foi. Das águas mais presentes, vem um gajo, a quem 64% dos Portugueses disse que não queria voltar a ver como Primeiro Ministro, mas que, como é habitual, na Cauda da Europa, lá teve o direito a bisar. Pelo meio, decidiu que os militares, mesmo na reserva, estavam inibidos de emitir opiniões (!).
Ele lá sabe do que tem medo.
Como militar na reserva, "O Cacimbo" silenciou, mas foi substituído por um Fotoblogue.
Força, Álvaro: suponho que sejam as imagens do silêncio das palavras.


(Espalhado, como um pólen de morte, pelo "Aventar", pelo "Arrebenta-SOL", pelo "O Sinistro Ministro Augusto Santos Silva", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e no desmilitarizado "The Braganza Mothers")

20091013

Passam hoje 100 anos de um dos maiores crimes do Estado: o assassinato do pedagogo e livre-pensador Ferrer i Guàrdia, fundador da Escola Moderna




As características básicas da pedagogía de Ferrer:

Racionalismo,

Cientificismo,

Antidogmatismo,

Educação integral,

Coeducação de sexos na escola e nas turmas,

Laicismo.

Mas a Escola Moderna foi apenas um dos quatro aspectos que compõem o extraordinário legado pedagógico de Ferrer i Guàrdia:

- a criação da Escola Moderna

- a fundação de uma editorial vocacionada para a edição de obras e livros educativos

- a publicação do Boletim da Escola Moderna, onde se divulgava o ideário da escola moderna

- a abertura da escola dos pais, uma espécie de curso de extensão educativa, dirigido para o público adulto com temas de divulgação científica e social.

Hoje, dia 13 de Outubro, às 22h. a vida e obra da Ferrer I Guàrdia vão ser recordadas na Livraria-bar Gato vadio, no Porto, com a projecção de um Documentário seguido de debate.

Documentário + DebateFerrer i Guàrdia, una vida per la llibertat
(FERRER i GUÀRDIA, UMA VIDA PELA LIBERDADE)

Entrada Livre

LocaL. livraria-bar Gato Vadio
Rua do rosário, 281 – Porto
telefone: 22 2026016
email:
gatovadio.livraria@gmail.com
http://gatovadiolivraria.blogspot.com/


Na verdade, passam hoje 100 anos de um dos mais atrozes e crúeis crimes de Estado: o fuzilamento e execução de Ferrer i Guàrdia, o criador da Escola Moderna e autor de propostas educativas e pedagógicas ousadas para a época em que viveu (ensino racionalista, educação integral, turmas mistas, escolas inclusivas, etc), e que lhe valeram ódios, perseguições e até a própria morte, pois foi acusado pelo governo espanhol de ser o instigador e organizador de motins e tumultos populares o que levou a ser condenado à pena capital.
Frente ao pelotão de fuzilamento, a 13 de Outubro de 1909, Ferrer y Guàrdia não conteve o seu grito e deu voz à sua luta de sempre: VIVA A ESCOLA MODERNA.


Ferrer i Guàrdia é também uma referência na prática e no pensamento educativo e um dos nomes maiores da pedagogia libertária.


Viva la escuela moderna. Francisco Ferrer i Guardia



















"The Gay After"




Imagem do Kaos, que ainda não percebeu que isto está mesmo bué da mau...

Há um fragmento da biografia de Fouché, por Stephan Zweig, que eu vou citar de cabeça, porque não encontro o livro, em que ele diz, que "passada a Revolução e o Terror, o dinheiro, que tinha estado escondido, começou a aparecer por toda a parte". Vem isto a propósito de um fenómeno, de que já terão dado conta, que foi a reentrada, de há quinze dias para cá, dos carros de grande cilindrada, no cenário rodoviário português. A tipologia é sempre a mesma: um gajo, ou de má catadura, ou platinado do Estoril, ou, ainda, uma galinha, de telemóvel colado às quinquilharias, e a provocar eminências de desastre, em cada esquina.
Na essência, só falta neste palco Vítor Constâncio, vir falar de algumas milésimas de recuperação, para o novo governo ter 100 horas de estado de graça, antes de caírmos na Real, que é muiiiiiiiiito má.
Ontem, estava com demasiado champanhe e alguns drunfos, de maneira que não dava para escrever uma linha direita e hoje acho que ainda menos, de maneira que vamos às tortas, já que se adequam mais ao estado de miséria da Nação.
Comecemos pelos vencidos, o Bloco de Esquerda (de Oportunistas) de quem as pessoas já se começaram a descolar, e ainda vão descolar mais, quando assistirem ao que vai acontecer nas próximas Cortes; o segundo é o "Partido das Paredes de Vidro" que bateu com a cabeça nas suas próprias paredes de vidro, e, doravante, ou entra no ciclo da História ou se arrisca a transformar num mero bando de Zés "Magalhães" e de Zitas Seabras, com todo o respeito que tenho pelo PCP, que ocupa, no meu imaginário, o mesmo lugar do António Calvário e dos belos dias de virgindade de Maria Elisa.
Os vencedores, pelo seu lado, são muitos, e todos dependem da perspetiva que nos dê mais tusa. Pessoalmente preferi o champanhe, já que aquilo me tirou a tusa toda, mas parece que não foi consensual: o Norte, com Porto e Gaia casados numa maré laranja -- quando eu vi o Valente de Oliveira, a "Lola", aquele que se demitiu de ministro, quando rebentou o "Casa Pia", a clamar vitória, percebi tudo... Mas isso é secundário: lá em cima, ameaçam, agora, com o espetro do atraso que têm no País -- ir lá, à Cidade Negra, é como ir, cá, à Rua dos Fanqueiros... -- ameaçam, dizia eu, fazer pressão no Governo "dialogante" do "Engenheiro", que é tão engenheiro quanto dialogante, por mais maquilhagem que ele tente agora pôr nas fauces. Aconselho-lhe Lurdes Rodrigues, como nova Ministra dos Assuntos Parlamentares, para dialogar com a Oposição. Vamos todos adorar.
Quanto ao Caciquismo, o mote foi logo dado matinalmente, quando um labrego, que pensava estar ainda no tempo de Camilo Castelo Branco, entrou por uma urna adentro e disparou um balázio num gajo casado com uma adversária, enquanto ela gritava "não me mates, que sou tua mãe!!!..." Acho que isso se passou em Ermedelo (?), que não faz parte das novas estações da Linha Vermelha de Metro, de maneira que desconheço, e continuarei a desconhecer, através das eras, onde fique, ou seja. O País, sim, reconheci-o imediatamente, e era o país dos gajos que lá estavam eleitos há 30 anos, e conseguiam vantagens de 30, 40 e 50% sobre os adversários, onde se mostra que o caciquismo de proximidade continua intacto desde os tempos de Eça de Queiroz: primeiro estranha-se, depois, entranha-se, e é como aquelas agências locais da Caixa Geral de Depósitos, onde todos têm os mesmo apelidos, e depois estendem os vícios às Juntas de Freguesia, às Assembleias e às Presidências do que quer que seja. Fialho de Almeida teria adorado, tal como eu gostei. É gente para ficar lá para sempre, e moldar o seu buraco geográfico à sua imagem e forma, como Deus. Em resumo, muito pançudo, muito pai incestuoso, muito padre pedófilo, muita dona da rua e muita mulher de bigode, como nos tempos d'El Rei. Com o tempo, são como "elas", e tornam-se... sérias.
Temos depois os casos deploráveis, como gente honesta, Fátima Felgueiras e Ferreira Torres, que não conseguiram voltar ao seu pequeno poiso. Como já muitas vezes manifestei o meu apoio, acho que com a Madame Felgueiras se foi particularmente injusto, porque o branqueamento de dinheiros que ela praticava era típico de todas as Câmaras PS, só que esta teve, coitada... "azar". Basta ter "ouvisto" 30 segundos o fradeca jesuíta, a falar "axim" e a dar graças a deus, que a vai substituir, para perceber imediatamente o pequeno Manoel de Oliveira que os espera. Graças a deus, agora digo eu, que o cu é só, e só, deles...
Depois dos casos deploráveis vêm os infinitamente deploráveis, e aqui entramos nos vencedores da noite, o meu favorito, Valentim Loureiro, que, até fisionomicamente, se parece comigo, e que tem enormes afinidades com o meu eu profundo: lemos Proust aos 15 anos, adoramos as peças de piano tardias, de Brahms, dedicamo-nos à cultura de bonsais, e sabemos, de cor, toda a genealogia de infortúnios da Casa Imperial dos últimos Paleólogos, de Constantinopla, da Acaia e Trebizonda. É, em resumo, um ídolo meu, íntimo, e só tive pena que a filha, caneca, não viesse agarrar-se a ele, como quando foi preso, aos gritos e beijos de "ai mê rico pai, mê rico pai!!!..." Fica para a próxima.
Isaltino, um caso de estudo, e que devia ser geminado com Obama, fez questão de dizer que tinha sido eleito, depois de condenado, pelo Concelho, em todo o País, que primeiro erradicou as barracas, com maior grau de literacia, menos desemprego, mais escolas, mais jardins, mais segurança, mais empresas de tecnologia de ponta, melhor nível de vida e conforto... e aqui já estava toda a gente babada, e lá se irá coligar, como previsto, com a "Pegajosa", para não variar. É um exemplo de um caso de sucesso, do "crime de proximidade", uma das invenções do Socratismo. De qualquer maneira, começo os meus parabéns pelo Isaltino, cuja vitória é uma afronta pessoal a um Sistema Jurídico que umas vezes diz que "sim" e outras diz que "não". Como a Felgueiras, o Isaltino é daqueles que também teve... azar.
Depois dos casos infinitamente deploráveis, vêm os inexplicáveis à luz da Razão, que é perguntar como é que, em Almada, houve 25% de pessoas a votar em Paulo Pedroso, mas eles lá saberão: devem fazer parte daqueles que a 13 de Outubro vão ajoelhados a Fátima, e depois aproveitam para fazer um broche nos sanitários, com as câmaras a filmar tudo.
Os vencedores de mérito próprio são Macário Correia, a quem o Portas uma vez insultou, dizendo que era filho de uma vendedeira da praça, se não me engano, e que conseguiu uma Maioria Absoluta com 20 votos, ou lá o que é que foi, Ferreira Leite, que mostrou que nos nomentos mais difíceis ainda é possível fazer um discurso de Estado, por contraposição com os gagejos e banalidades do boçal de Vilar de Maçada (ia sem powerpoint e sem teletexto, coitado...), e onde se prova que, quer se queira, quer não, o Berço ainda conta; o Marcelo, que parecia uma gata aluada, já a pensar em quem iria trair em seguida, e que se portou, como sempre, muito bem, no seu papel de Lucrécia Bórgia, e... bem... bem... por fim, Santana Lopes, que reentrou, por mérito próprio e para raiva de toda a gente, pela porta grande do Centro da Política.
Pela minha parte, também entrei num novo ciclo da minha vida eleitoral: depois de uma brevíssima fase em que votei por paixão, e da fase seguinte, em que votei sempre contra qualquer coisa, e da breve primavera em que julguei votar "útil", cheguei agora à derradeira fase do cinismo, que é votar "porco" e votar "sujo", ou seja, escolher aquele quadradinho que eu sei que vai provocar mais estragos e deixar mais gente furiosa. Assim fiz nas Legislativas e assim fiz em Lisboa, círculo por onde voto, e peço imensa desculpa a António Costa, pessoa a quem, contrariamente ao que muita vez parece transparecer no que escrevo, tenho em boa conta, tirando o pormenor de ele acreditar que não há pedófilos em Portugal, olhe que há, senhor doutor, olhe que há..., e trocava 100 maus caráteres, tipo Sócrates, por um gajo bonacheirão e verdadeiramente inteligente, como o Costa: temos, em comum, virmos de uma família de escritores, e gostei de trabalhar com o pai dele, Orlando Costa, um gajo bem digno, risonho e elegante.
De aqui, pois, os meus parabéns ao filho.
Atirado por Sócrates, para não lhe fazer sombra no Largo do Rato, conseguiu, pelos seus próprios meios, passar de Presidente da Câmara do Martim Moniz (60 000 votos que o elegeram...), para Presidente da Câmara Municipal de Lisboa. É uma vitória e uma ameaça para o lugar de Primeiro Ministro, que o indigno Sócrates se arrisca a não preencher muito tempo. Ao contrário de Sócrates, poderíamos ter, com António Costa, um regresso ao bom nível humano e à boa educação do Guterrismo.
Há neste louvor, todavia, um terrível senão, e é evangélico: Cristo, quando se sentou à mesa da Última Ceia, tinha um Judas, preparado, lá na ponta. A Primeira Ceia de António Costa, como bem compreenderão, está já pejada, ao início, de muitos mais judas do que convivas...
Boa Sorte.

(Eu sei que muito ansiosamente esperado, no "Aventar", no "Arrebenta-SOL", no "A Sinistra Ministra Isabel Alçada", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e no sempre livre e rebelde "The Braganza Mothers")

20091009

Pornographia Eleitoral

Produto KAOS
Termina a Campanha Eleitoral que um qualquer analista previu viria a ser uma das mais sórdidas de sempre. Errou às centésimas, pelo que suponho que tenha um pequeno constâncio dentro de si. A preceito, poderíamos esmerar-nos e ter conseguido uma coisa ainda mais baixa, mas fica para a próxima, olha, por exemplo, quando tivermos no terreno o alzheimerizado Aníbal a bater-se com o Jaime Gama, o tal das fotos do "Casa Pia" e o Garrafão de Argel. Aí, poderemos insultar e soltar a franga do íntimo Gil Vicente que o "Intelligent Design" colocou no nosso coração.
Para fechar, com chave de ouro, as Autárquicas, escolho o evento dos cartazes para a Assembleia Municipal e Juntas de Freguesia de Almada terem hoje acordado com a palavra "PEDÓFILO" bem pichada em cima.
Sobre quem o fez, apenas poderemos afirmar ter-se tratado de uma ação minuciosa, cautelosa e concertada. Concertada, porque ocorreu em simultaneidade; minuciosa, porque escolheu os cartazes com maior visibilidade; cautelosa, porque parecendo que o cavalheiro é exímio em processos e em pedidos de indemnização, a acusação foi evitada em todos os lugares em que aparecesse a cara de nádega do menino, e limitou-se a uma estigmatização difusa, por tudo o que era o símbolo do PS.
Duas coisas sei, a primeira, que não tive nada a ver com a iniciativa, embora a tenha adorado, quando me a relataram por telefone; a segunda, que é um problema premente do PS: tivesse-se livrado a tempo dessa gangrena, como de tantas outras, em vez de se lhes colar, como se de teimosias de coincineração do tempo do tarado do Sócrates se tratasse, e não estaria no lastimoso estado de descrédito nacional em que está.
Sobre Paulo Pedroso, acho que tudo o que epidérmico já foi escrito. Poucas pessoas, neste país, tiveram a infelicidade, repito, a infelicidade, de contatar com a derme do assunto, e, menos ainda, de saber o esqueleto ósseo que lhe subjazia. O comum dos mortais portugueses, para além do primarismo dos "Hammerskins", que não deixam de representar uma forma atipicamente diferenciada de brutal oposição ao Sistema, guarda, todavia, um fundo de rancor e de ressentimento, típico das massas que, embora incultas, intuem que foram descaradamente enganadas, e sentem que a Lei Portuguesa é um conjunto de estados de alma, que umas vezes contempla uns com almofadas e outras, com camas de faquir. Paulo Pedroso é daqueles que anda de cuzinho amparado, e, pese-se ainda uma improbabilíssima "inocência", há, na população e na voz do senso comum uma sensação de impunidade e de indecência, que acompanharam este penoso rastejar pelo cenário político. A seu modo, como Soares o definiria, é uma manifestação sucedânea do "direito à indignação", e as populações da Margem Sul sentem como um ultraje que um indivíduo marcado por dedadas indeléveis se atreva a aparecer, na figura do impoluto, do ingénuo, e reintegrar o Palco Político, como se não tivesse havido História.
Houve História e muita, e, tentando ser majestático e apartidário, num assunto que me é particularmente sensível -- o "Casa Pia" virou-me, para sempre, a inocência, e destruiu-me a serenidade, enquanto cidadão -- nem supondo a presunção da inocência, nós deveríamos ser sujeitos à Erosão da Indecência: Paulo Pedroso, talvez o caso mais carismático do que vai ser um vexame eleitoral sem precendentes. Outros haverá, com outros teores e calibres, e muitas, mas mesmo muitos, provas da estupidez de um povo atavicamente tacanho, vingativo, e autocomplacente, na sua miséria cultural e cívica.
Pela minha parte, espero ansiosamente por domingo, para poder entrar em período de reflexão e descanso, voltar para Capreia, de onde nunca deveria ter saído, entregar-me à minha natureza sibarítica, de gostos minuciosos e, por vezes, caros, e deixar esta macacada entregue a si mesma. Ah, sim, é claro que, depois de Manuel Alegre, o Garrafão de Anadia, ter chamado a Santana Lopes "malabarista solitário", com mais gosto irei votar nele, mas numa só de avacalhar mesmo a coisa. Gosto de malabaristas solitários: com ele, já seremos dois.
(Bocejado no "Aventar", no "Arrebenta-SOL", no "A Sinistra Ministra Isabel Alçada", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers", cada vez mais sólido e lido)

20091008

Ferrer i Guàrdia e a Escola Moderna vão ser recordados na livraria-bar Gato Vadio (dia 13 de Outubro, às 22h.), cem anos depois da sua morte


No próximo dia 13 de Outubro passam 100 anos de um dos mais atrozes e crúeis crimes de Estado: o fuzilamento e execução de Ferrer i Guàrdia, o criador da Escola Moderna e autor de propostas educativas e pedagógicas (ensino racionalista, educação integral, turmas mistas, escolas inclusivas, etc) ousadas para a época em que viveu, e que lhe valeram ódios, perseguições e até a própria morte, pois foi acusado pelo governo espanhol de ser o instigador e organizador de motins e tumultos populares o que levou a ser condenado à pena capital. Frente ao pelotão de fuzilamento, a 13 de Outubro de 1909, Ferrer y Guàrdia não conteve o seu grito e deu voz à sua luta de sempre: VIVA A ESCOLA MODERNA

Ferrer i Guàrdia é também uma referência na prática e no pensamento educativo e um dos nomes maiores da pedagogia libertária.

Documentário + Debate
Ferrer i Guàrdia, una vida per la llibertat
(FERRER i GUÀRDIA, UMA VIDA PELA LIBERDADE)

Terça-feira, dia 13 de Outubro, 22h
Entrada Livre

LocaL. livraria-bar Gato Vadio
Rua do rosário, 281 – Porto
telefone: 22 2026016


O documentário Ferrer i Guardia, una vida per la llibertat narra a vida do pedagogo e libertário Francisco Ferrer i Guàrdia e a construção do seu projecto de ensino da Escola Moderna.

Sobre o Centenário da sua morte:
http://www.centenario-ferreriguardia.org/

20091003

O meu coração é Bloquista



Imagem do KAOS

Dizem por aí algumas almas avisadas que a minha voz é de respeitável peso na Blogosfera. Não deixa de ser curioso que uma personagem de ficção ganhe densidade suficiente para se tornar numa referência, mas não é caso único na Literatura, olha o Sherlock Holmes, por exemplo... Porém, como com todos os bonecos, há dias em que estou mais cansado, e outros menos, como na desgastada metáfora do interruptor. Hoje, comovido com o discurso do Básico de Boliqueime, resolvi também vir falar-vos de coração nas mãos, e só peço que me oiçam, sem qualquer direito a perguntas, por parte dos senhores jornalistas, no período de reflexão que se vai seguir, ok?...
O meu tema são as Autárquicas, e o motivo de inspiração um cartaz que hoje vi, na minha área de voto, do "Chamuça", com a Roseta em segundo plano e o Zé-que-faz-falta em terceiro. De aí para traz, não me lembro, mas, como sou meio míope, suponho que fossem hipóstases da Irrelevância.
Meus caros leitores e leitoras, sei que vos angustia o tema das Autárquicas, e gostariam de uma chave simples para resolver a vossa indecisão. É, pois -- e guardei o meu silêncio até que se consumassem as Legislativas, para, de modo algum condicionar o vosso voto -- a altura de me pronunciar.
Enquanto, nas praias das latitudes equatoriais, pensava nos textos que iria debitar, ao longo deste árduo ano de decadência nacional, que nos aguarda, não deixei, todavia de deixar cair o importante tema da votação para o Poder Local. É, assim, nesta noite, e passada toda a agitação eleitoral, que vou fazer algo que não é comum em mim, mas que vos devo, enquanto vos de relevo na Blogosfera: confessar a minha interpretação e o sentido que deverá orientar a vossa votação do Domingo Autárquico.

Cidadãos e Cidadãs; Portuguesas e Portugueses de mais de 18 anos; mortos e vivos dos cadernos eleitorais: no Domingo, todos vós deveis votar no Bloco de Esquerda.

A sarrafada nos cornos que o Agente Técnico de Engenharia José Sócrates apanhou no passado dia 27 de Setembro deverá, pois, a bem da nação, ser prolongada neste próximo ato de meados de Outubro.
Em quinze dias, todos nós estaremos mais maduros, e cientes de que devemos afastar de tudo o que é Câmara Municipal, Assembleia, Junta de Freguesia, Esquina de Cacique, e Dobra de Dona da Rua, os elementos da Claque de Sócrates. Pode ser que assim renasça uma coisa que outrora existiu, chamada "Partido Socialista", que lá tinha os seus defeitos, mas não se atrevia à miséria a que hoje chegou.
O voto no Bloco de Esquerda é a única garantia de estabilidade no Poder Local.
Qualquer candidato do Bloco de Esquerda estará sempre pronto para ser aquele humilde Zé e Maria que farão falta ao Partido maioritário para ganhar e assegurar a condução da Autarquia. Lá se coligará como pode, e oferecerá o seu vaso ao pénis ("linga") que mais lhe estiver à mão e à boca. Eu sei que isto fará muito lembrar o "Kama-Sutra" e que assistiremos a posições de cópula nunca d'antes navegadas, coisas extraordinárias, mesmo para o Entroncamento, mas a estabilidade nacional assim o pede, e que o tem de ser tem muita força.
A força do Bloco.
Vá por mim, Cidadão e "Cidadona", e vote no Bloco de Esquerda, porque eu -- também tenho direito de ser diferente, né?... -- eu vou avacalhar a coisa da forma que sei que mais gente irá chatear e vou, muito mansamente, como se não fosse nada comigo, violinar Chopin, através de um teclado de borgas, putas e vinho verde, não..., champanhe, do bom, chamado Pedro Santana Lopes, se bem estão lembrados.

E viva o Bloco!... (vá, repitam comigo) E viva o Bloco!... Viva!...

20091002

Os Três Éfes: Fátima, Futebol, and... "Fakes"




Imagem do KAOS e dedicado ao Xaviota, em troca de eu poder votar no Santana Lopes, para achavascar isto de vez

Desde que 64% dos eleitores portugueses disseram descaradamente ao agente técnico de engenharia, José Sócrates, que não o queriam ver mais à frente que o País entrou em parafuso: ele é Portas, ele é escutas, ele é submarinos, ele são velhinhas a ser violadas pelos netos, ele é vítimas do "Casa Pia" a contarem em livro como o Barbosa de Melo, " a Coxinha", batia com a bengalinha na porta da Casa dos Érres, para ir ao pandeiro da putalhada completamente drogada em coca, ele é a Irlanda a ir Referendo, para nos entalar a todos, enfim... é o País de Fátima, de Futebol e dos "Fakes", em todo o seu esplendor.
Há uma semana que ando em pleno gozo e palhaçada, às vezes, até acordo a meio da noite, a rir de fragmentos do disparate diário. Juro.
Quanto a Fátima, acho que era o que estava implícito em mais uma daquelas produções de série abaixo de cão, e voz fanhosa, que Hollywood continua a insistir, mesmo depois de ter substituído o idiota do Bush por um idiota monhé, em produzir, e na qual "se ameaçava a Europa (!)" A Europa está num tal estado que nem de ameaças precisa, mas era bem vindo um míssil iraniano, em cima daquele ninho de idolatria que o dinheiro dos contribuintes permitiu que se erguesse numa terra de estevas, ali para o pé de Leiria. Dia ideal até era 13 de Outubro, em que as votantes de Sócrates, do Bloco de Esquerda e do Partido Comunista lá vão, de joelhos, pedir que a Senhora Câncio se case com o homem que tanto ama as notícias cor de rosa sobre ambos. Até podia coincidir com uma presidência aberta do Básico de Belém à Senhora, com a Maria, a Virgem, mais a Maria, de Centro-Esquerda, feitas em fanicos, e os técnicos daquele gajo horrível, da Saúde, que tem os implantes de botox nas bochecas, a ter de chamar equipas de Birmingham/McCann, para identificar que ADN era da Cavaca, e que ADN era da Santa com cara de Saloia.
O segundo item é o Futebol, e está marcado pela bruxaria: parece que há uma bruxa a perseguir o Cristiano Ronaldo, mas deve ser porque nunca o viu de perto, porque o gajo tem uma pele de subalimentação num tal estado de desgraça que só lá ia com um Photoshop de Reincarnação, patrocinado pelo "Intelligent Design" de Jehova.
Entre o Futebol, do qual nada percebo, e Fátima, que parece que é uma coisa que mete 11 jogadores, umas claques ajoelhadas, e que acaba numa bancada de penalties, com lenços brancos no ar, a insultarem o árbitro... enfim, tinham de acender muitas velas, até eu entender do assunto, e apagar outras tantas, para eu não ver as perninhas de senil do rapaz.
Vamos, por fim, aos "fakes".
Os "fakes" substituíram o Fado, nos Três Éfes: são coisas ditadas pelos gajos responsáveis pela Intoxicação Social, e que cobrem todos os géneros, desde a menina grávida que teve um bebé com Gripe A, até aos submarinos do Portas, as Escutas de Belém, os escândalos que vão aparecer sobre o Santana, com o pavor que ele ganhe as Autárquicas, os poupanças-reforma da Ana Drago, os desmanchos da Elsa Raposo, a despromoção de Rui Teixeira e as apreensões de 1 quilo de haxixe, com o país inteiro a snifar toneladas de coca. Eu já aderi aquela moda de juntar Viagra com Ecstasy e curti bué: acabei uma noite a discutir Metafísica com o Paulo Pedroso, e as hipóteses de termos, juntos, uma coligação de 0,1% na Câmara de Almada.
Os "Fakes", mais do que o Futebol e a fraude de Fátima, governam, neste momento, o País. Não sabemos o que será o nosso amanhã, em termos de emprego, salário, saúde, casa e educação, mas podemos afirmar, com toda a certeza, que as televisões e as suas cunhadas dietarão pelo cólon fora mais um "fake", novinho em folha.
Os "fakes" são o novo Ópio do Povo. Alimentam os degenrados maoístas, como o Pacheco Pereira, e os traidores do PCP, como o Zé "Magalhães".
Vá acreditando neles, e esqueça-se da realidade.
É por isso que eu embarquei nos Violinos de Chopin, e vou compor um Concerto, na urna, ao Santana Lopes, com dedicatória ao Xaviota, que, se Deus e o "Intelligent Design" quiserem, me vai então deixar de falar, isola, isola, isola :-)