20080523

É URGENTE SUBSCREVER ESTE APELO!

Que VERGONHA!

«Os deputados do PS estão contra nós, mas querem ser titulares sem porem os pés na escola.»

(Leiam aqui)

20080522

IRS 2008 - ADENDA


Já actualizou sua lista de dependentes do IRS ?Não?
Então pode copiar a minha. Tenho certeza de que me esqueci de um monte de...
Acrescente por mim o seguinte:
DECLARAÇÃO ANUAL DE RENDIMENTOS - PESSOA FÍSICA
RELAÇÃO OFICIAL DOS MEUS DEPENDENTES:
01) Presidência da República e assessores;
02) Governo e assessores ;
03) Câmara Municipal e assessores;
04) SMAS;
05) EDP;
06) TELECOM;
07) T axas de recolha de lixo e de RadioDifusão;
08) CEEE/CEG - Contas de luz e gás (consumo mínimo);
09) Taxa de inspeção de veículo;
10) Seguro automóvel obrigatório ;
11) BRISA - Portagens;
12) Talões de estacionamento e multas por estacionamento indevido;
13) Terminais aeroportuárias e rodoviários;
14) Instituições financeiras - Taxas de administração e manutenção de contas correntes, renovação anual de cartões de crédito, requisição de talões de cheque etc.;
15) Mais de 250 deputados da Assembleia da República, com as respectivas AMANTES e CORJAS.

É "mole", não é?
A Isto deveria chamar-se... LISTA DOS VAGABUNDOS QUE SOMOS OBRIGADOS A SUSTENTAR...
(recebido por mail)

Será esse o 'critério do sucesso de uma reforma'...

Os nossos governantes querem o melhor para os filhos dos portugueses, com certeza. Logicamente, o melhor, para os teus filhos e os meus, também o será para os seus próprios filhos e familiares, em tempo de escolaridade.

Podemos perguntar aos respectivos ministros e secretários de estado em que escola pública têm os seus familiares mais chegados?

Para mim, como para muitos outros pais, será esse o 'critério do sucesso de uma reforma'... onde estão os filhos, sobrinhos, primos, etc... dos ministros e das outras figuras associadas ao Governo/Estado/Parlamento/PS-PSD/etc.?

- Estarão nas escolas públicas próximas de suas residências respectivas ou, pelo contrário, num colégio privado, com propinas iguais ou superiores ao salário/reforma de muitos portugueses?

- Não, isso não poderia nunca ser... isso seria gastar estupidamente o seu dinheiro próprio !

- Assim, como é que o Zé Povo vai acreditar que são capazes de administrar os bens e dinheiros públicos, que usam o orçamento de estado de modo ajuízado, se nem sabem usar com juízo o que é seu ??

Manuel Baptista

20080521

O Professor Único

By KAOS
Dedicado à Kaotika, à Moriae, à C. Rolo e a todos os totós que ainda não perceberam que a verdadeira Educação é a liberdade de poder andar na rua, a dizer palavrões, de telemóvel, naifa, e a assaltar bolsas de cotas, em dia de receber a pensão ("Sou titular de roubar velhas, ó chavalo!...)
Estava eu a pensar, andamos nós aqui a perder tempo, há uns dias, em redor de coisas que não valem um corno, o fim do mundo já aí vem, com os Judeus a especularem nas Bolsas o preço do petróleo e do arroz, e as crises nervosas da badalhoca, o que nos anda a fazer falta é um daqueles textos de caixão-à-cova, que são citados nos blogues todos, e no "Público", e no "Sol", e no "Expresso", e na "Sic", e etc e tal, e que aparecem nas anedotas todas da esquina do dia seguinte, e a modos que,
derivado a isso,
penso de que
estava na altura de o escrever, mãos à obra,
"portantos",
hoje, a Comissão Nacional de Educação, ou lá como se chama essa porcaria, através de um gajo que parece um daqueles que estão pintados, em cor de múmia escura, desde o séc. XIX, nos Passos Perdidos da Assembleia da República, e que não deve ter evoluído muito desde então, excepto através de umas reformas que fracassaram em França, há vinte anos, e, portanto, estão maduras para aplicar já por cá, veio dizer que deviam fundir o 1º Ciclo, com o 2º Ciclo, isto, para os mais antigos, quer dizer que a velha Quarta Classe ia cavalgar o velho Ciclo Preparatório, com uma pequena diferença, que é a de aquela professora única, que dava reguadas, e punha orelhas de burro, e obrigava as criancinhas a calcular decâmetros cúbicos em hectómetros quadrados, e a saber, de cor, as linhas todas que ligavam as cubatas do Distrito do Bié, ia agora também dar aulas aos mais velhinhos, na terminologia moderna, aos 5º e 6º anos, ensinando-lhes tudo ao mesmo tempo, Português, Matemática, Francês, Geografia, Ciências da Natureza, História, e o resto mais, justamente quando eles já começam a dar ares da sua graça, e a atrair os olhares daqueles cavalheiros do "Casa Pia", cujos nomes vieram a público, mas foram apressadamente arrumados na gaveta, valha-me deus, gente séria e honesta não tem vícios desses, isso é só para o Bibi, a modos que, devido a essa iluminação do Conselho Nacional de Educação, as criancinhas iam ficar muito traumatizadas, com passarem de um professor para vários, em vez de estarem fechadas sempre na mesma sala, a apanhar reguadas, e com chuva em cima, e a criar bolor, defronte de mapas fedorentos com as culturas do cacau de São Tomé e Príncipe, e as mamas das pretas de Mozambique, e mais a fotografia do Maior Português de Sempre, e esse cavalheiro do séc. XIX devia era sair do seu cantinho bafiento e ir vê-los, sexta e sábado à noite, ali, para Santos, os pívias todos, à porta das discotecas, muitos deles ainda sem buço, para perceber que o grande traumatismo é não haver papel para uma b'jecas, e o porteiro dizer "hoje não entras aqui, ponto final!...".
Claro que eu estou a misturar tudo, mas isso é indiferente: eu sou um criador de textos das Novas Oportunidades, de maneira que vale tudo, até o ombro esclerosado do Paulo Pedroso, e comecei a pensar bem, a pensar bem, a pensar bem, e descobri que a figura queirosiana até tinha razão, isso do professor único era uma ideia bués bem esgalhada, porque ia pôr na rua não sei mais quantos professores, portanto, ECONOMIZAR,... calma, economizar, mas coma desculpa dos... "traumatismos", mas, eu, que sou pessoa de visões largas, pensei, não, a coisa não pode ficar por aí, deve ter um alcance ainda mais vasto, então, as criancinhas, que já nem uma conta sabem fazer, ou soletrar, por debaixo do retrato do Maior Português de Sempre, o nome que lá está escrito "S-Ó-C-R-A-... Sócra o quê, senhora professora, não percebo!...",
e foi então que se me fez a verdadeira luz: isso do Professor Único era uma Epifania do que o berço-dá-o-caixão-o-leva, e o Professor Único era uma coisa, eventualmente, para começar na cama da mãe, mal casada, ir por ali fora, 1º, 2º, 3º, 4º, 5º, 6º... e... e... a novidade vem aqui..., o jovem ia crescendo e o professor com ele, sempre por ali, fora..., por ali fora... por ali fora..., até chumbar nos Exames do 9º Ano, e... e... e... ainda mais além, a levá-lo ao colo até ao 12º, e a sentá-lo, depois, nos bancos do Primeiro Ciclo de Bolonha, e... e... e... acompanhá-lo até ao fim, ao "Mestrado" (cof. cof. cof...), já meio cheché, daqueles que usam uma meia de cada cor, tipo Professor Tornesol, com um teclado todo deitado para fora das beiças, como o do Mariano Gago, que parece um Piano Steinway, depois de ter galgado três lanços de escada abaixo, num prédio velho da Mouraria, e o curso terminava numa apoteose, que essa é que acho que vocês, que, se já estavam de boca aberta até aqui, ainda vão ficar mais, porque este percurso do Professor Único NUNCA poderia culminar num Diploma, não... mas, sim, acabar num cartãozinho de visita do já-fiz-a-cadeira-pois-obrigado... e essa, sim, será a generosa revelação: que cada Português possa ter a alegria de ter sido um pequeno sócrates, com um professor único no início dos estudos, e um professor único, no final da Academia, como Sua Excelência, o Primeiro-Ministro da República das Bananas, que teve uma alma boa, que lhe deu tudo, na recta final, as Estruturas Especiais e Não-especiais, e um Projecto de Cúpula, baptizado de Benza-te-Deus, e com o motorista do Estado, à espera, à porta... e, olhe... até poderia ser a fumar!...
De aí, o Inglês, logo no berço, mas não seria qualquer Inglês, teria de ser Inglês Técnico, porque ter Inglês Técnico, na Primária, dá de comer a um milhão de Portugueses..., ah, sim... e mais a Música, sim, porque a Música é que nos andam a dar, até ao dia em que nos fartarmos e fizermos saltar um destes gajos com uma valente marretada nos cornos...
Ah, já me esquecia: professores únicos é uma espécie rara. Raríssima. Sugiro o próprio Preceptor de José Sócrates, António Morais, ou alguns, poucos, outros, que têm a escola toda. Ensino Público para quê, se nos podemos sentar ao lado de Isaltino Morais, Pinto da Costa e do "Major", e... aprender?...
"Professor Vítor Constâncio, por favor, ensine-me então lá como é que é..."
Puta que os pariu!...

20080520

Lembram-se do PU - Professor Único?

Aparece como caído do nada a notícia da 'fusão' dos 1.º e 2º ciclos (ver Público), do nada, não, mas de um estudo apresentado no Conselho Nacional de Educação, coordenado por Isabel Alarcão.
Lê-se o estudo, que por acaso está muito bem elaborado, e não vemos a expressão 'fusão' em lado algum! Este estudo, "A educação das Crianças dos 0 aos 12 anos" enuncia uma série de constrangimentos e aponta várias tentativas de solução, alicerçadas em 2 vectores:
- um currículo integrado e áreas especializadas;
- coordenação e gestão da globalidade do currículo pelo professor responsável pela turma e pela equipa de docentes.

Este 'professor responsável' é que, no entender dos autores, será o coordenador de 'professores coadjuvantes' e o garante de uma mais correcta transição dos alunos.
O estudo comporta uma lógica de gestão integrada que não prevê, de forma alguma, uma monodocência estanque, bem pelo contrário. No entanto, o Sr. Secretário de Estado Valter Lemos, famoso arauto do P.U. (Professor Único), agarrou de imediato a ideia de um estudo que ainda se encontra em fase de análise para, mui repentinamente afirmar:
As bases já estão criadas, o perfil dos professores já foi alterado de modo a que, se for preciso, estejam preparados para a mudança.

Ora aí está! Aí está tudo quanto precisava para ter um só professor...! Mas é melhor ler o estudo, ler Sr. Secretário de Estado, para aquilatar o que lá é dito e defendido para depois, sim depois e com cabeça, pensar no melhor caminho a seguir, porque muito mais traumatizante que a passagem da pluri para a monodocência será refundar tudo sem ninguém perceber nada, em particular os alunos, que sabem, sabem e sonham com o momento que darão um passo importante do seu crescimento - a entrada no 2º ciclo!

Eles, os alunos, também sabem, sabem e pensam..., e sonham com etapas, com metas que querem ultrapassar como se de conquistas de imperiosa afirmação pessoal se tratasse.

Music for Airports

By KAOS
Hoje estou particularmente bem disposto: a coisa está tão má que até Sócrates e o seu bando de grotescos perdeu as honras de servir de alvo de tiro aos pratos. O seu papel histórico cessou, e foi curto. Algumas centésimas, no Rio do Tempo, como diria Vítor Constâncio, se tivesse alguma capacidade poética e um cadastro mais limitado. Dia de revisão dos olhos dos pilotos-veteranos da T.A.P. é sempre dia grande, para as novidades. É evidente que para quem tem mais milhares de quilómetros de voo do que quilómetros de picha do que a Carolina Salgado a história do fumo do Sócrates é... ridícula. Boa, boa, foi a cena dos Líbios, a quererem acender uma fogueira em plena coxia, para poderem aquecer o chá: a Tradição acima de tudo, ou a Teresa Guilherme a ter de vir algemada, do Brazil, coitada, teve azar, passou a vida toda à porrada com as "colegas" -- e esta é dedicada à "Laura", que, por causa de um típico "Twentyager" teve de andar ao estalo com ela, na Rua de São Bento, que tanto boca sequiosa deu ao Mundo, sendo que a maior de todas foi Amália Rodrigues, padroeira do Transformismo e da Goela Funda Nacionais.
No que nos toca à bolsa, alegrai-vos, ó Crentes, vamos ter uma "low-cost" Portuguesa, para integrar os excedentes da "Portugália", que a T.A.P., a um passo da privatização --- há sempre uns parvos que caem nessas... -- já colocou os aviões nas mãos de uma empresa de "leasing", ou seja, a "low-cost" vai abrir, connosco a pagar, em regime de aluguer, os aviões que começámos por comprar... É assim que o "people" se governa debaixo desta Bandeira de Conveniência, das Cinco Quinas e Seis Esquinas. Ah, claro, como não podia deixar de ser, a "low-cost" só vai ser "low-cost" de nome, porque a cartelização da coisa irá imediatamente, entre taxas, reservas e mais valias, fazer disparar os preços para os preços... do costume. São os processos típicos da Identidade Nacional.
Faz ele bem, eu também fugia, se tivesse cara de investimento estrangeiro, mas não tenho, tenho cara de parvo, que só está à espera de que a bomba expluda.
Chegaram-me rumores de que os Franceses estão a preparar uma recepção de estadão, para celebrar, com a presença do escroque Sarkozy, os 40 Anos do Maio de 68, do qual já nada resta, excepto uns gajos barrigudos e cheios de colesterol, que assinam por debaixo dos decretos do Fim do Mundo, em que estamos.
Vai ser uma semana de muuuuuuuuuuuuuuuita gente andar de cuzinho apertado, e esperemos que a Felícia Cabrita já tenha percebido onde, quando e por quem foi muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuito bem enrolada. Felicidades para a audiência, vai ser um dia memorável, 27, não se esqueçam!...
Por fim, uma palavra se simpatia para alguém que sonha com "Cyberbullying": está sempre no fundo das nossas almas, é alvo do nosso carinho, e vive imersa naquele segredo que só ela detém, quer dizer, ela e mais alguns milhares de pessoas, que, por acaso, frequentam o meio cultural nacional, e não têm o azar de viver numa qualquer periferia de obscurantismo, da província. Pratica agora a auto-censura, depois de ter inventado mais uma das personagens do seu débil imaginário castrado. Imaginem que apagou o seu comentário de "Heliogabalus", quando ele, juro, não pesava a ninguém (eu sei que é longo, mas não precisa de ler: veja só, ao fim, a entrada apagada).
Podia ter vindo directamente aqui, que o espaço só ganhava com a publicidade...
É o CYBERBULLYING, em todo o seu esplendor, mas nas mãos de uma estúpida adúltera, que só consegue produzir isto.
A cada qual a sua obra, ai, que sono que me dá ter ainda de perder tempo com estes temas...
Boa noite.

20080519

Os números da FENPROF são sempre engraçados!

Na sequência de Visões, pesadelos e alegorias do 17 de Maio em Portugal (2008) , hoje, os números da FENPROF:
Nota: A imagem que se apresenta é um PrSc da página inicial do site da FENPROF mas, acrescentei-lhe um amarelo e um vermelho.
"Estas manifestações juntaram vários milhares de docentes. Cerca de 2000 em Lisboa, igual número em Coimbra (...) e várias centenas no Porto e em Évora gritaram bem alto que (...)" (FENPROF)
Para avivar a memória, relembremos os números apresentados pelos media:

- "(...) a manifestação de professores no Porto com reduzida participação (“pouco mais de 300 pessoas”), tal como em Coimbra (ler aqui) Évora, Lisboa." (Público)

- "A manifestação de professores marcada para este sábado na baixa do Porto, em simultâneo com iniciativas idênticas em Coimbra, Lisboa e Évora, não registou grande adesão dos docentes, reunindo pouco mais de três centenas de pessoas, noticia a agência Lusa. " (Portugal Diário)

Finalmente, alerto para a Moção aprovada nas Manifestações pelos poucos colegas que saíram à rua (convêm não esquecer que os sindicatos têm poder para decidir a nossa vida). Ainda neste contexto, penso que seria de bom tom os representantes dos professores declararem, por sua honra, que não assinarão mais nada nada que vá em contrário ao que foi acordado na recente moção ...

À equipa do IOL Portugal Diário, um bem-haja ...

... pela boa-disposição que passaram!

Reposta aqui (Sugestão 18 de Maio)

Estudo defende fusão do 1.º e 2.º ciclos (Lusa)

Será que interessa saber quem foram os autores do estudo?

20080518

Sugestão 18 de Maio



Radiohead - No Surprises

A heart that's full up like a landfill,
a job that slowly kills you,
bruises that won't heal.
You look so tired-unhappy,
bring down the government,
they don't, they don't speak for us.
I'll take a quiet life,
a handshake of carbon monoxide,

with no alarms and no surprises,
no alarms and no surprises,
no alarms and no surprises,
no alarms and no surprises,
Silent silent.

This is my final fit,
my final bellyache,

with no alarms and no surprises,
no alarms and no surprises,
no alarms and no surprises please.

Such a pretty house
and such a pretty garden.

No alarms and no surprises (get me outta here),
no alarms and no surprises (get me outta here),
no alarms and no surprises, please.
Letra daqui .........

Visões, pesadelos e alegorias do 17 de Maio em Portugal (2008)

Imagem do Kaos (que me perdoe por ter cortado as letras ...)

INFORMAÇÃO SOBRE O DIA 17 DE MAIO

Pode-se ler no Público (Portugal Diário, etc.) que a manifestação de professores no Porto com reduzida participação (“ pouco mais de 300 pessoas”), tal como em Coimbra (ler aqui) Évora, Lisboa.

REACÇÕES

Enquanto uns se mostraram delirantes [“FNE diz que não há resignação”], algumas centenas de professores, manifestaram-se em jeito de gato molhado. E o que disseram seus representantes?

O Sr. João Dias da Silva disse que:

  • “ «Esta manifestação pretende dizer claramente que o protocolo de entendimento não significa que os professores estão resignados» (…)” (Público)
  • «Os professores (…) têm a garantia dos sindicatos de que não vão ceder (…)” (IOL Portugal Diário)

COMENTÁRIO 1: não teria sido melhor ter estado caladinho? Ou terá tentado contar uma anedota?

Já o Mário Nogueira, talvez por não querer sujeitar-se a mais vergonhas públicas, afirmou que “«Este é o encerrar do ciclo das lutas que decorrem da marcha da indignação de 8 de Março (...)” (IOL Portugal Diário)

COMENTÁRIO 2: Para quem precisasse de provas, esta foi a derradeira … Os sindicatos traíram-nos e nós não gostámos. Alguns, como eu, mandaram os sindicatos à outra margem, outros ainda se mantêm inscritos. Até quando?

Repisando a questão: contem-se os delegados e dirigentes sindicais e compare-se o número com o dos presentes nestas tristes passeatas. Feeling

Cá para mim, a Plataforma deve-nos mais do que um pedido de desculpa

Imagem do Kaos em Sozinho na Rua

20080517

CRIAR COMISSÕES DE BASE

Olá Companheiros/as docentes,

Há sempre maneira de se lutar, não no campo do «simbólico» (apenas) mas também e sobretudo em condições de obter pequenas - grandes vitórias:

As pessoas conhecem-se umas às outras nos respectivos locais de trabalho. Podemos tentar fazer comissões «ad hoc» de acompanhamento do que se passa em relação à avaliação de desempenho, no concreto de cada departamento ou no conjunto da escola. Fazer uma síntese do que se passa, mantendo informados os colegas, quer os de outros departamentos, que não têm informação fidedigna sobre o que se passa fora das suas reuniões, quer em relação a colegas exteriores - por exemplo, doutras escolas onde ocorrem situações parecidas e onde se tentam vias originais para resolução dos problemas.

O grande erro está em nós próprios tentarmos sempre «delegar» noutros a resolução dos nossos problemas. Não podemos esperar que esses outros se desempenhem bem, pois, mesmo com honestidade, são pessoas que não estão imbuídas do espírito da democracia de base. Ou seja, poucas pessoas aceitam naturalmente que, se foram eleitas para um cargo sindical ou outro numa escola, esta eleição deve ser entendida como um mandato para cumprir tarefa(s), que quem os elegeu quer que ele/ela faça. Pelo contrário, mesmo que não o digam, pensam que ficaram imbuídos/as de uma espécie de legitimidade para mandar nos outros ou decidir «em nome de» ou «serem voz de», sem terem sequer consultado os -teoricamente- representados.

É esta cultura (cultura autoritária, falsamente democrática) que pode/deve ser invertida.

As manifs de pouco servem, para implantar esse espírito.

Outro tipo de relação entre pessoas é necessário: crie-se confiança «entre pares» (principalmente entre avaliados) nos estabelecimentos, isso é que permitirá fazer recuar as pessoas que abusivamente se assumem como os executores do programa do governo e da agenda política da ministra da educação.

A constituição de comissões de base de acompanhamento da «avaliação de desempenho» em cada escola pode ser um caminho de organização e luta, se houver uma vontade real de lutar para vencer e sabendo bem que o sentimento difuso é de repúdio pelo ECD do governo e pelas consequências dele decorrentes.

Manuel Baptista