20080417

Unir os professores para continuar a lutar

A luta continua apesar do «entendimento» assinado entre a plataforma sindical de professores e o ministério da (des)educação.

Hoje foi assinado o «entendimento» entre a plataforma sindical de professores e o Ministério da (des)educação. Um «entendimento» ambíguo que obriga a uma maior consciencialização social e política de todos e ao reforço da unidade e da luta dos professores.

Não é altura para parar nem para desanimar. Mas sim para continuar a lutar unidos contra o abastardamento e a funcionalização da função de professores e em defesa da profissão docente, assim como por um ensino público, universal, gratuito e de qualidade.

Não podemos baixar os braços, nem desperdiçar energias com erros de análise e cedências negociais

Como se dizia em Maio de 68 isto não é mais que o início e a experiência de uma luta prolongada

É preciso pois relançar a luta para desmascarar a política só-cretina e dar ânimo a todos os professores de que uma outra escola é possível…

6 comentários:

Anónimo disse...

Tenho sérias dúvidas sobre isso. Aliás parece-me que ficou demonstrado com os últimos acontecimentos e mais vamos ver.

Anónimo disse...

http://mobilizacaoeunidadedosprofessores.blogspot.com/2008/04/ponto-8-da-negociao.html

anahenriques

Luta Social disse...

Moriae,

Tu sabes o que tens a fazer assim como milhares de outros/as profs.:
pedagogia junto dos/das colegas!
Não há 'shortcut' (atalhos)!
Entretanto, mais vale investir na construção de assembleias de base, auto-convocadas, dentro de cada escola e agrupamento, verdadeiramente democráticas, onde os burocratas sindicais apenas poderão estar se e somente se não tentarem nos impingir as «directivas» do sindicato, como se fôssemos uns mentecaptos.
Os que votaram «sim» à famosa moção, fizeram-no muito pouco esclarecidos, muito cépticos outros, em desespero de algo melhor, etc. Para prova disso, basta ver o que se passou na minha escola, onde foi o Manuel Grilo (vice-presidente do SPGL) ver acta, em breve tornada pública.

O discurso das pessoas que só sabem dar ordens é o mesmo dentro das escolas (CEs, coordenadores nomeados por estes, 'adesivos', etc.) ou dentro dos pseudo-sindicatos que temos.

O caminho é longo mas é por isso mesmo é preciso:

1- estruturas sindicais autónomas, agrupando todos os trabalhadores da educação (e não apenas os docentes) nos locais de trabalho.

2- campanha permanente dirigida à população em geral, campanha de rua, não de internet, de esclarecimento, não de 'manifs da indignação', por muito que isso nos reconforte a nós.

Só com uma dessectarização muito grande das pessoas mais lúcidas se poderá avançar no bom caminho.

O inimigo não é o ME, não é a burocracia sindical, não é o 'sistema'...
é o medo que há (profundo) dentro de nós (todos/as) !


Isto faz sentido?

Escrevam-me por favor, preciso de vossa ajuda amiga.

Abraço,
Manuel Baptista

(manuelbap@yahoo.com)

touaki disse...

Moriae:

(Remove o comentário do guhn anteriror que é bosta!! informática)

Agora o resto!
Creio que era IMPORTANTISSIMO apanhar e publicar as declarações de António Costa no "Quadratura...": ele desmascara a FARSA que foi aquele coisa do "entendimento"?

Moriae disse...

Manuel,

faz sentido ... é claro que faz.
Depois desta tempestade de ânimos elevados há que regressar a um estado de bom-senso e assertividade, pelo menos nós. somos professores, temos obrigação de dar o exemplo.
Obrigada, Manuel
Solidariedade :)

Moriae disse...

touaki,

não vi o programa. Penso que costumam repetir e nesse caso, é possível registar.

Obrigada, Touaki [quanto ao parasita informático, já era ;)]