20080623

'Porque nada na vida real é assim tão simples' ....

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Imagem: PrtSc daqui

"(...) vejamos os números. Houve, em matemática por exemplo, 8,8% de reprovações no 4º ano e 18,3% no 6º ano. Mas, se olharmos os números do ano passado, veremos que a taxa de reprovações foi mais do dobro (19,7% no 4º ano e 41% no 6º). O que significa isto? Que os nossos alunos progrediram assim tanto, de um ano para o outro, ou que os exames foram simplificados? Cada um retirará as suas conclusões." (in O país do faz-de-conta)

2 comentários:

Lagarta Zarolha disse...

Partindo do princípio que as pessoas que fazem os exames são de facto os técnicos de que a ministra tanto fala, eu diria que os resultados das provas deste ano são o afinamento do sistema da relação programa educativo/exames.

O problema é que o sistema está orientado para determinar se os alunos cumprem os mínimos exigidos. Logo, obter a nota máxima num exame significa, não que se é um génio ou que se estudou muito, mas que cumprimos o mínimo exigido para o ano de escolaridade em que estamos.

Logo, o facto de quase praticamente ninguém reprovar não é alarmante de os exames serem demasiado fáceis - é alarmante em relação à exigência do programa.

Enfim, algo está errado aqui.
Cumps

Moriae disse...

Totalmente de acordo, Lagarta Zarolha :)

Obrigada pela visita!
M.