20081006

"ISTO É HEDIONDO, E EU NÃO ESTOU A AGUENTAR TRABALHAR ASSIM"

" Caros Colegas!

(..) PRECISO DE PARTILHAR CONVOSCO UM MAIL E PEDIDO DE AJUDA QUE RECEBI DE UMA COLEGA NOSSA (teve a coragem de o verbalizar e pede para ser divulgado).
Pergunto-me, quantos de nós ELA representa ou virá a representar num futuro próximo?
Peço, em nome Dela, Meu e Nosso, como poderemos ajudá-la?

******

PS:Precisamos de REECAMINHAR este mail a todos os colegas"

Cara colega,

Recebi o teu mail que me foi reencaminhado por uma amiga que é tua colega na Escola Secundária de Odivelas. A ******. Ela poderá confirmar-te o que abaixo te descrevo. Como presidente do C.E. da minha escola está um professor primário que odeia dar aulas, esteve toda a vida como vereador na câmara da Arruda dos Vinhos, onde se incompatibilizou com os seus pares e teve de voltar à para a escola. Tudo fez para há 3 anos, ser eleito para o Executivo. Agora tornou-se "mais papista que o papa", sobrecarregando-nos de forma perfeitamente hedionda, com trabalho e mais trabalho, papelada e mais papelada. Já nos marcou as aulas observadas, quer portefólio com planificações de tudo, relatórios de tudo, etc. Desde o dia 15 de Setembro que passei a poder dormir apenas 4h por noite e passo os fins-de-semana a trabalhar (não para os alunos, mas a fazer grelhas, papeladas e mais papeladas) estou esgotada, parece que estou a viver o meus anos de estágio, mas com a agravante de que nesses anos tinha 2 turmas e 2 níveis. Agora pedem-me o mesmo trabalho, mas para 8 turmas e 4 níveis, mais documentos e fichas e relatórios, para as aulas de substituição e de apoio, mais organização de 2 actividades por período, que envolvam pais e alunos, mais 2 acções de formação (desta forma, só se as houver entre as 2h e as 6h da manhã, que é o único tempo em que não estou a trabalhar para a escola. Já me foi comunicado que não terei excelente, porque o presidente não me atribuiu nenhum cargo. ISTO É HEDIONDO, E EU NÃO ESTOU A AGUENTAR TRABALHAR ASSIM.
Desculpa, eu sei que tu pedias outra coisa, mas estas situações também têm de ser denunciadas e eu não sei como.
Envio-te em anexo o mail que enviei ao sindicato, a pedir ajuda.
Se me pudesses ajudar… agradecia.
Mª Teresa Caldeira

8 comentários:

storaPaula disse...

(usando o nome do blog...)
Isto é sinistro e não pode continuar.

Apenas para expressar a minha solidariedade´.

Moriae disse...

Storapaula,

obrigada pela visita, apareça sempre! E há realmente ue demonstrar solidariedade pelas colegas que tão honestamente pedem ajuda tendo a coragem de assinar. E por quem nãoassina também... Já chega de sofrimento e maus tratos ...

Abraço,
M.

João Norte disse...

Pois é. Como se não bastasse as condições e exigências que o ministério coloca, aparecem estes, geralmente menos competentes que se tornam mais papistas. Diz o povo: " se queres conhecer o vilão coloca-lhe o pau na mão"

Safira disse...

Será que esse professor primário não terá passado pelo ISCTE? Às tantas foi colega da Ministra...

Abraço solidário,

Safira

rendadebilros disse...

E se esse senhor fosse dar aulas??? Mas quem consegue dar cumprimento a essa burocracia sem nome??? Por que razão este e outros srs gostam tanto de papelada???
De qualquer modo, isso está a acontecer porque , com certeza, o Cpedagógico concordou... de contrário, nunca seria possível...
Abraços.

Moriae disse...

Renda,

se esse senhor fosse dar aulas, coitadinhas das crianças ...

E sim, gostava de saber como são os pedagógicos nessa escola/agrupamento ...

Ana Mendes disse...

Que mais será preciso para TODOS baixarmos os braços e dizermos NÃO?

Anónimo disse...

Há pouco escrevi numa lista de discussão (escola-publica@googlegroups.com)

«Companheiros/as, Não há dúvida, a «escola» política deles é a dos totalitarismos, visto que aplicam o receituário de que «uma mentira repetida mil vezes, acaba por passar por verdade*». (*frase do ministro da propaganda de Hitler, Goebels). São pessoas perigosas porque detêm as rédeas do estado, têm um controlo quase absoluto dos mass media e não têm pela frente sindicatos à altura.Temos de dar luta com muito tino e sentido de unidade. Temos de dizer 'o rei vai nu', mas de forma bem audível dentro e fora das escolas.»

O problema é que as pessoas ainda não acordaram para a realidade. Queixam-se a nível individual, não percebendo que apenas a acção colectiva, organizada na base, poderá ser eficaz para derrotar o «monstro». Porque o monstro conta com apoios locais, e não poucos, de pessoas que querem mostrar-se empenhadas, quer por convicção, quer por oportunismo.
Só a criação de comissões de luta dentro de cada escola poderá haver condições para derrotar o monstro.
Vamos trabalhar para isso?
Tr~es pessoas por escola (no mínimo) poderão constituir um núcleo local; essas pessoas dã-se a conhecer a outras nas escolas das vizinhanças e assim organizam-se redes solidárias e coordenadas de luta, nos locais de trabalho. Apoiados em quem quer lutar e não apenas lamentar-se, essas pessoas terão energia para convocar reuniões dentro da escola. Se tal for feito, os pequenos Goebels de pacotilha serão derrotados, porque se verá que são apenas fantoches sem poder nenhum, porque deixaram de conseguir intimidar os colegas!!!
Manuel Baptista