20091003

O meu coração é Bloquista



Imagem do KAOS

Dizem por aí algumas almas avisadas que a minha voz é de respeitável peso na Blogosfera. Não deixa de ser curioso que uma personagem de ficção ganhe densidade suficiente para se tornar numa referência, mas não é caso único na Literatura, olha o Sherlock Holmes, por exemplo... Porém, como com todos os bonecos, há dias em que estou mais cansado, e outros menos, como na desgastada metáfora do interruptor. Hoje, comovido com o discurso do Básico de Boliqueime, resolvi também vir falar-vos de coração nas mãos, e só peço que me oiçam, sem qualquer direito a perguntas, por parte dos senhores jornalistas, no período de reflexão que se vai seguir, ok?...
O meu tema são as Autárquicas, e o motivo de inspiração um cartaz que hoje vi, na minha área de voto, do "Chamuça", com a Roseta em segundo plano e o Zé-que-faz-falta em terceiro. De aí para traz, não me lembro, mas, como sou meio míope, suponho que fossem hipóstases da Irrelevância.
Meus caros leitores e leitoras, sei que vos angustia o tema das Autárquicas, e gostariam de uma chave simples para resolver a vossa indecisão. É, pois -- e guardei o meu silêncio até que se consumassem as Legislativas, para, de modo algum condicionar o vosso voto -- a altura de me pronunciar.
Enquanto, nas praias das latitudes equatoriais, pensava nos textos que iria debitar, ao longo deste árduo ano de decadência nacional, que nos aguarda, não deixei, todavia de deixar cair o importante tema da votação para o Poder Local. É, assim, nesta noite, e passada toda a agitação eleitoral, que vou fazer algo que não é comum em mim, mas que vos devo, enquanto vos de relevo na Blogosfera: confessar a minha interpretação e o sentido que deverá orientar a vossa votação do Domingo Autárquico.

Cidadãos e Cidadãs; Portuguesas e Portugueses de mais de 18 anos; mortos e vivos dos cadernos eleitorais: no Domingo, todos vós deveis votar no Bloco de Esquerda.

A sarrafada nos cornos que o Agente Técnico de Engenharia José Sócrates apanhou no passado dia 27 de Setembro deverá, pois, a bem da nação, ser prolongada neste próximo ato de meados de Outubro.
Em quinze dias, todos nós estaremos mais maduros, e cientes de que devemos afastar de tudo o que é Câmara Municipal, Assembleia, Junta de Freguesia, Esquina de Cacique, e Dobra de Dona da Rua, os elementos da Claque de Sócrates. Pode ser que assim renasça uma coisa que outrora existiu, chamada "Partido Socialista", que lá tinha os seus defeitos, mas não se atrevia à miséria a que hoje chegou.
O voto no Bloco de Esquerda é a única garantia de estabilidade no Poder Local.
Qualquer candidato do Bloco de Esquerda estará sempre pronto para ser aquele humilde Zé e Maria que farão falta ao Partido maioritário para ganhar e assegurar a condução da Autarquia. Lá se coligará como pode, e oferecerá o seu vaso ao pénis ("linga") que mais lhe estiver à mão e à boca. Eu sei que isto fará muito lembrar o "Kama-Sutra" e que assistiremos a posições de cópula nunca d'antes navegadas, coisas extraordinárias, mesmo para o Entroncamento, mas a estabilidade nacional assim o pede, e que o tem de ser tem muita força.
A força do Bloco.
Vá por mim, Cidadão e "Cidadona", e vote no Bloco de Esquerda, porque eu -- também tenho direito de ser diferente, né?... -- eu vou avacalhar a coisa da forma que sei que mais gente irá chatear e vou, muito mansamente, como se não fosse nada comigo, violinar Chopin, através de um teclado de borgas, putas e vinho verde, não..., champanhe, do bom, chamado Pedro Santana Lopes, se bem estão lembrados.

E viva o Bloco!... (vá, repitam comigo) E viva o Bloco!... Viva!...

20091002

Os Três Éfes: Fátima, Futebol, and... "Fakes"




Imagem do KAOS e dedicado ao Xaviota, em troca de eu poder votar no Santana Lopes, para achavascar isto de vez

Desde que 64% dos eleitores portugueses disseram descaradamente ao agente técnico de engenharia, José Sócrates, que não o queriam ver mais à frente que o País entrou em parafuso: ele é Portas, ele é escutas, ele é submarinos, ele são velhinhas a ser violadas pelos netos, ele é vítimas do "Casa Pia" a contarem em livro como o Barbosa de Melo, " a Coxinha", batia com a bengalinha na porta da Casa dos Érres, para ir ao pandeiro da putalhada completamente drogada em coca, ele é a Irlanda a ir Referendo, para nos entalar a todos, enfim... é o País de Fátima, de Futebol e dos "Fakes", em todo o seu esplendor.
Há uma semana que ando em pleno gozo e palhaçada, às vezes, até acordo a meio da noite, a rir de fragmentos do disparate diário. Juro.
Quanto a Fátima, acho que era o que estava implícito em mais uma daquelas produções de série abaixo de cão, e voz fanhosa, que Hollywood continua a insistir, mesmo depois de ter substituído o idiota do Bush por um idiota monhé, em produzir, e na qual "se ameaçava a Europa (!)" A Europa está num tal estado que nem de ameaças precisa, mas era bem vindo um míssil iraniano, em cima daquele ninho de idolatria que o dinheiro dos contribuintes permitiu que se erguesse numa terra de estevas, ali para o pé de Leiria. Dia ideal até era 13 de Outubro, em que as votantes de Sócrates, do Bloco de Esquerda e do Partido Comunista lá vão, de joelhos, pedir que a Senhora Câncio se case com o homem que tanto ama as notícias cor de rosa sobre ambos. Até podia coincidir com uma presidência aberta do Básico de Belém à Senhora, com a Maria, a Virgem, mais a Maria, de Centro-Esquerda, feitas em fanicos, e os técnicos daquele gajo horrível, da Saúde, que tem os implantes de botox nas bochecas, a ter de chamar equipas de Birmingham/McCann, para identificar que ADN era da Cavaca, e que ADN era da Santa com cara de Saloia.
O segundo item é o Futebol, e está marcado pela bruxaria: parece que há uma bruxa a perseguir o Cristiano Ronaldo, mas deve ser porque nunca o viu de perto, porque o gajo tem uma pele de subalimentação num tal estado de desgraça que só lá ia com um Photoshop de Reincarnação, patrocinado pelo "Intelligent Design" de Jehova.
Entre o Futebol, do qual nada percebo, e Fátima, que parece que é uma coisa que mete 11 jogadores, umas claques ajoelhadas, e que acaba numa bancada de penalties, com lenços brancos no ar, a insultarem o árbitro... enfim, tinham de acender muitas velas, até eu entender do assunto, e apagar outras tantas, para eu não ver as perninhas de senil do rapaz.
Vamos, por fim, aos "fakes".
Os "fakes" substituíram o Fado, nos Três Éfes: são coisas ditadas pelos gajos responsáveis pela Intoxicação Social, e que cobrem todos os géneros, desde a menina grávida que teve um bebé com Gripe A, até aos submarinos do Portas, as Escutas de Belém, os escândalos que vão aparecer sobre o Santana, com o pavor que ele ganhe as Autárquicas, os poupanças-reforma da Ana Drago, os desmanchos da Elsa Raposo, a despromoção de Rui Teixeira e as apreensões de 1 quilo de haxixe, com o país inteiro a snifar toneladas de coca. Eu já aderi aquela moda de juntar Viagra com Ecstasy e curti bué: acabei uma noite a discutir Metafísica com o Paulo Pedroso, e as hipóteses de termos, juntos, uma coligação de 0,1% na Câmara de Almada.
Os "Fakes", mais do que o Futebol e a fraude de Fátima, governam, neste momento, o País. Não sabemos o que será o nosso amanhã, em termos de emprego, salário, saúde, casa e educação, mas podemos afirmar, com toda a certeza, que as televisões e as suas cunhadas dietarão pelo cólon fora mais um "fake", novinho em folha.
Os "fakes" são o novo Ópio do Povo. Alimentam os degenrados maoístas, como o Pacheco Pereira, e os traidores do PCP, como o Zé "Magalhães".
Vá acreditando neles, e esqueça-se da realidade.
É por isso que eu embarquei nos Violinos de Chopin, e vou compor um Concerto, na urna, ao Santana Lopes, com dedicatória ao Xaviota, que, se Deus e o "Intelligent Design" quiserem, me vai então deixar de falar, isola, isola, isola :-)