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20080714

CONTINUO, ANSIOSA, EXPECTANTE, JÁ SEM UNHAS NEM SABUGO

Imagem daqui
Ontem, as unhas já eram... Hoje já lá vão metade dos dedos e ... nada...
Depois da febre informativa em torno da 1ª fase dos exames nacionais, nota-se agora mais contenção. Tenho esperado, esperado e nem uma palavra ainda ouvi sobre os exames da 2ª fase.
Haverá novas ordens para não dar destaque a tal assunto? Depois de todo aquele chinfrim, é, no mínimo, estranho...
Ninguém viu, ninguém ouviu, ninguém disse nada sobre o assunto!
Pois digo eu!!
Desta vez, o exame de Português do 12º ano contemplou, no grupo I, um excerto de Memorial do Convento, de Saramago, com um questionário ridículo e ultrapassado. Ainda nesse grupo, surgiu uma questão, sobre o mesmo conteúdo programático, o que, tal como se tinha verificado na 1ª fase, torna o teste extremamente redutor depois de todo um ano lectivo de trabalho tão diversificado e intenso que os professores da disciplina desenvolvem com os alunos.
Do grupo II (e qual não foi o meu espanto) constava um excerto de uma obra do "mui douto e expedito" Miguel Sousa Tavares, um lacaio ao serviço do sistema. Perguntas de escolha múltilpla que não lembravam fazer a alunos de 9º ano... e outra questão de respostas Verdadeiro/Falso, que testava conteúdos de Funcionamento da Língua, dentro daquilo que é apontado pelo programa da disciplina.
O grupo III colocava uma questão relativa à imagem do herói, cuja resposta devia ser elaborada em termos argumentativos. Relativamente a esta, ou muito me engano, ou não vão aparecer grandes heróis...
A montanha voltou a parir um rato.
Será que é necessária uma equipa de trabalho durante todo um ano lectivo para elaborar semelhante coisa?
Já agora, quantos são os elementos dessa equipa e quanto aufere cada um em termos remuneratórios?