Os alunos saíram exuberantes das salas de exame: o exame tinha sido fácil e tinha corrido muito bem. Nada mau para o primeiro (parece condão, mas o exame de Português tem sempre de ser o primeiro!) da leva de exames do 12º ano.
Os professores da disciplina ficaram cépticos: três anos de trabalho com os alunos deveriam ser testados de outra forma. O primeiro grupo testava apenas um dos conteúdos programáticos, o que foi redutor; o segundo grupo (sem que ninguém soubesse que ia ser mais extenso) apresentava questões dúbias, para além de terminologia gramatical nova, ainda a ser revista. O terceiro grupo, lançou os alunos numa hipótese de resposta falsa ao referir Padre António Vieira, pois o que era pedido dizia respeito aos direitos humanos na sociedade actual.
Para além disso tudo, a maior parte dos alunos, habitualmente, não lê mais do que os textos dos sms's... , escreve como se os estivesse a escrever, não tendo a noção de que 40% da cotação das questões de resposta longa são atribuídos a aspectos de forma e correcção linguística.
A disciplina de Português vai de mal a pior? Pois vai! É também o resultado de enfrentarmos um programa que quer "meter o Carmo e a Trindade na rua da Betesga".















