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20071228

É tudo para o nosso bem ...

«330 milhões de euros a menos para a saúde

2007/12/28 | 09:29
Governo poupa com encerramentos e cortes nas comparticipações

O Ministério da Saúde vai poupar, pelo menos, 330 milhões de euros na saúde, em 2008, noticia a edição desta sexta-feira do Correio da Manhã (CM). Segundo o jornal, chega-se a este valor com o encerramento dos Serviços de Atendimento Permanente (SAP) e a diminuição das comparticipações.

Com o fecho dos SAP ficam nos cofres do Estado entre 25 a 30 milhões de euros, sublinha o CM, recordando o valor avançado pelo próprio ministro Correia de Campos quando em Maio se pronunciou sobre os custos estimados dessas unidades de saúde em funcionamento.

A este valor soma-se uma verba de 150 milhões de euros, que não vão ser canalizados para a comparticipação de medicamentos e outros 150 milhões de euros que não serão destinados à comparticipação dos meios de diagnóstico e terapêutico, como análises clínicas, Raios X, TAC (tomografia axial computorizada) e electrocardiogramas, sublinha o diário.

20071003

Dias de azar ...


Imagem extraída daqui

Tinha terminado um post relacionado com a altura em que tocava piano e eis que acabo na urgência dos H.U.C para levar uns pontos no pulso direito (por causa de um estilhaço de vidro). Ironia ...

1. Observo como são as pessoas atendidas ... "Veio sozinha?", "Qual o seu código postal? Os 3 últimos números?", "Tem telefone? Que número?". Isto depois de uma fila enorme e cerca de 40 minutos, com um garrote e braço pendurado. Respondi-lhe: "se quer saber o meu número telefone, procure na lista". A um ar expressivo desta doente, que ainda ontem foi parar à Consulta Suplementar do seu Centro de Saúde (vá lá que EXISTE e é a cerca de 7 km de casa) por causa de uma gripe, a funcionária de unhas brilhantes e olhos baços apressou-se a continuar a lenta digitação, calada.

2. Em seguida, vai-se esperar noutro lado. Todos juntos, os vírus e os doentes. E lá fui chamada ... Novamente me confronto com uma senhora que digita, muito devagar, 2 deditos, apaga e volta a escrever porque lá achou que "a doente parece ter" seria surreal (para ser franca não sei o que pensou ela. Sei o que eu pensei ...). Para a reforçar, mostrei-lhe o corte ... lá escreveu: "a doente apresenta um corte bla bla bla".
"- Deitou muito sangue?
- O que é que lhe parece?", respondi eu.

3. Bom, etapa seguinte: - nova sala, mais apinhada. Outra espera. Tenho pulseira verde. A maioria são amarelas.

4. Finalmente, sou levada e depositada num corredor. Espero ... espero ...

5. O cirurgião (médico espanhol) era um amor. Simpático. As alunas, mui nervosas, também eram ok. Lá expliquei que toco piano ... (ou tocava, a sério - já que agora sou uma mera professora de música).

Conclusão: Recebi pontos, não para TITULAR, indicações terapêuticas e vim embora.

Em suma, se na sexta-feira fui abalroada por um camião TIR, se no domingo passei a ter sintomas de gripe aos quais não resisti (tendo ido parar ao Centro de Saúde ontem) e se, de baixa (atestado), acabei nas urgências dos H.U.C, porque é que já não posso ter Excelente na avaliação do Ministério da Educação?

Nota 1: que se lixe o Excelente, a Milu e coisas assim ...

Nota 2: a anestesia permitiu escrever sem doer :)

Nota 3: apesar de ter fotografado o pulso a imagem não é minha (mas que deitou muito sangue deitou!)

Nota 4: Funcionários lentos, mal-humorados e frios; Médicos, excelentes profissionais. Pessoas à espera desde manhã. Muito sofrimento, falta de técnicos... Bem que podemos morrer burros e sem saúde, o (des)governo agradece...

Nota 5:
Bolas ... não tenho jeito para (escrever) romances e dramas ...
Bjos e/ou abraços aos meus amigos :)