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20080925

OS PROFESSORES QUEIXAM-SE EXACTAMENTE DO MESMO

Imagem do Kaos

"Associações de pais contra contagem de faltas justificadas por doença" Notícia TSF
Sua eminência, o sô Albino Almeida, um dos lambe-botas de Milu, terá afirmado «estas escolas demonstram uma «manifesta falta de capacidade de interpretação de um documento que não pretende ser um regulamento interno para todas as escolas».
Pois é, sô Albino, estamos todos à espera que o sô Albino nos venha ensinar a interpretar "o documento". Que somos nós sem vós?
O sô Albino lá sabe o que andou a cozinhar no caldeirão de Milu...
Mas já agora explique lá o que quer dizer "o documento" no artigo 22, ponto 2, quando diz "...independentemente da natureza das faltas..."
Ter-lhe-á escapado alguma coisa no cozinhado do caldeirão?
E, já agora, aproveito para dizer que aos professores vai acontecer exactamente o mesmo, serão punidos pelas faltas que derem, independentemente das razões que os levaram a faltar (aqui cabe tudo, desde a viagem à Patagónia ou à Conchinchina, até à doença de que sofra, à morte do pai, da mãe ou DO FILHO!)
Para além disso, poderão sempre contar com as críticas que serão feitas em casa dos alunos simplesmente porque faltaram... INDEPENDENTEMENTE DAS RAZÕES QUE OS LEVARAM A FALTAR!... (É QUE OS PROFESSORES SÃO OUTRO TIPO DE GENTE... TRATADA ABAIXO DE CÃO!)

20080402

O valor de uma reprimenda ...

Imagem: PrtScn daqui (sublinhado meu)
"A polícia da Geórgia encontrou na posse dos alunos facas de cozinha, cabos eléctricos e algemas, que seriam usadas no ataque à professora.

As crianças planeavam uma vigança porque a professora terá repreendido um dos alunos por estar em pé numa cadeira.

As autoridades levaram a ameaça a sério e os alunos estão a ser acompanhados por especialistas." (SIC Online)

20080325

Abandono escolar dos pais não abona a favor dos filhos

Na escola dos meus filhos existe um professor que vai ser avaliado porque ele é contratado e a senhora ministra determinou que os contratados começariam este ano logo a ser sujeitos ao novo modelo de avaliação, aquela coisa complicada que para aí apareceu cuja estrutura já foi comparada aos mapas das linhas dos metropolitanos.

O professor é ainda novo e empenhado em apresentar um bom trabalho, além de que este projecto que ele fez, é o projecto em que ele está a trabalhar no seu seminário lá da faculdade.

O tema do projecto tem a ver com segurança na Internet e procura chegar a resultados partindo de inquéritos feitos aos alunos das turmas e aos seus encarregados de educação. Imagine-se um professor que para saber o que os jovens hoje procuram na Internet e também o que eles lá encontram, se traveste virtualmente numa menininha pré-adolescente. Criando uma nova identidade verosímil ele entra nos chats, nos Hi5s, estabelecendo contactos com outras pessoas. Logo o professor chega à conclusão que uma menina daquelas é uma presa fácil, recebendo convites para encontros nada virtuais e sendo assediada por meio de linguagens ou mesmo imagens obscenas.

Entretanto, o mesmo professor ouve um seu aluno falar-lhe de sites onde se ensina a fazer todo o tipo de explosivos caseiros e de um outro onde se ensina a cometer suicídio. O professor fica inseguro, alarmado, receando pelo equílibrio desse seu aluno, porque se preocupa com ele.

No seu projecto está previsto fazer também inquéritos aos pais. Afinal o resultado do estudo é para eles, são eles os principais interessados em salvaguardar e orientar os seus filhos. Mas o que acontece na realidade é que os pais não aparecem para preencher os inquéritos: estes estão disponíveis até na Internet ou mesmo na escola, mas os pais não os solicitam. O resultado é que agora o professor tem mais inquéritos de alunos do que de encarregados de educação. O interessante seria ter a correspondência entre o que uns fazem e entre o que os outros pensam que os seus filhos fazem, quando estão na Internet. Os dados saem pois desequilibrados, sobrando filhos para tão poucos pais. No entanto o professor prossegue o seu trabalho, adaptando-o às circunstâncias: em cada 5 alunos inquiridos, 1 admite já ter tido encontros com pessoas que conheceu através da Internet. Resultados dos pais: nenhum pai ou encarregado de educação tem conhecimento que os seus filhos já se tenham encontrado com pessoas que conheceram via Internet!

Estamos nitidamente perante um grave caso de falta de comunicação entre as gerações. O que é incentivado pelo local onde são colocados em casa os computadores: muitos destes jovens usam a Internet dentro dos seus quartos, sozinhos, sem a presença ou o interesse de qualquer familiar.

Também os professores se sentem sozinhos, abandonados à sua sorte nesta difícil tarefa de ensinar. Procuram a ajuda dos pais mas estes estão alheados, demasiado ocupados pelas suas próprias vidas, com muito pouco tempo para disponibilizar com educação dos seus filhos, com diminuta disponibilidade, grande cansaço e muita falta de atenção e de paciência. O facto dos filhos passarem tempo ocupados na Internet é para eles um descanso: como eles estão em casa, no quarto, pensam que estão quietos, a salvo, e que ali nada lhes poderá acontecer.

Entretanto o professor não sabe mais como alertar os pais para os perigos da Internet. Faz sessões de esclarecimento, apresenta os resultados mas ninguém o ouve, ou apenas muito poucos. Esses lhe agradecem o seu empenho e louvam o seu desempenho, mas são demasiadamente poucos os que o fazem. A maioria nem quer saber. Alguns preferem mesmo nem saber.

20071031

Brincadeiras!

Imagem daqui


A Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap) exigiu hoje a criação de gabinetes de apoio a estudantes e famílias, constituídos por professores, psicólogos, assistentes e mediadores sociais, lembrando que "os alunos não podem ser abandonados à sua sorte”.»