20080328

A menina que imitou a ministra (texto do jornalista Artur Queiroz)


Uma menina de 15 anos agrediu a professora na sala de aulas em defesa do seu amado telemóvel. Os colegas, provavelmente da mesma idade, fizeram do combate entre a aluna e a mestra um número de circo.

À falta de um Coliseu monumental e de um imperador romano todo-poderoso, as crianças do velho Liceu Carolina Michaellis imitaram o comportamento dos pais em casa e sobretudo o comportamento de José Sócrates e da ministra Lurdes Rodrigues.

Uma criança de 15 anos não merece castigo e muito menos condenação, sobretudo quando se limita a agredir quem é todos os dias agredido pelo Governo, pelos deputados ditos socialistas, pelos pais, pelos avençados da Comunicação Social.

É esta a cultura que temos, é este o exemplo que damos aos nossos filhos. Depois temos a ditadura da mediocridade reinante, o endeusamento dos telemóveis, a dependência dos centros comerciais e dos hipermercados, a cultura das corridinhas do chefe, o faz-de-conta, a aldrabice, a violência gratuita, a falta de carácter.

Neste quadro de tragédia social, uma miúda de 15 anos que agride a professora na sala de aulas é apenas mais uma vítima do socialismo cavaquista. Daqui a uns tempos continuará a ser vítima mas do cavaquismo socialista. Um país que tem apenas perspectivas de batráquio, só pode dar nisto.

Mão amiga enviou-me o recorte de umas garatujas aviadas por Emídio Rangel onde chama aos professores hooligans e desmiolados. Para Rangel, a manifestação dos professores foi uma carneirada, protagonizada por meia dúzia de comunistas.

Numa atitude de grande rigor, Rangel até troca o nome ao secretário-geral da FENPROF. Sabendo-se como se sabe que o jornalismo é um exercício permanente de rigor e objectividade, já se vê o nível do autor da prosa barbarizada.

Passo à frente do cheirete a frete que o arrazoado exala e vou directo ao assunto. Rangel diz maravilhas dos professores que o ensinaram, quando frequentava o ensino secundário. O antigo cometa da SIC é pouco mais novo que eu, por isso os professores do tempo dele devem ser os mesmos do meu tempo.

No Liceu de Luanda, entre uma chusma de professores salazaristas com propensão para bufos da PIDE e para o nazismo, havia três ou quatro professores decentes que ensinavam os seus alunos sem obediência cega à ladainha do fascismo tipo Portugal do Minho a Timor.

Tenho de felicitar Emídio Rangel pela coragem de destapar a careca e revelar publicamente quem é e o que quer, enquanto Sócrates e a ministra não despacham o seu assunto.

Também lhe agradeço ter mostrado aos leitores quanto vale uma estrela mediática, fabricada com o barulho das luzes da televisão do senhor Pinto Balsemão. A partir de agora, os leitores mais distraídos sabem quanto valem os Rangel, os Sousa Tavares e outros batráquios que na melhor das hipóteses um dia evoluem de girinos a sapos mas daí não passarão, ainda que tentem ser bois como o sapinho da fábula.

Os avençados do socialismo cavaquista na Comunicação Social, José Sócrates, a ministra Lurdes Rodrigues e quase todos os deputados do Partido Socialista são os autores morais da agressão sofrida por uma professora em plena sala de aula.

A menina que lutou com unhas e dentes pelo seu telemóvel dentro da sala de aula é uma vítima da corja mandante. Tenho pena dela e dos pais. Isto se eles não forem da mesma extracção da canalha cavaquista escondida sob o manto diáfano do Partido Socialista ou daquela mãe que inspirada em Sócrates e Lurdes Rodrigues agrediu uma professora da filha.

Acaba de levar cinco anos de prisão mas os autores morais do crime ficaram a rir-se. Este Governo está a destruir o ensino secundário em Portugal. E os avençados aplaudem com as mãos por cima da mesa e recebem os trinta dinheiros por baixo!

Fonte: texto retirado daqui

4 comentários:

David Oliveira disse...

Ó meus amigos, tomei conhecimento do vosso blog, agora, através do HEKATE. Cá vim! cheirar e vocês oferecem-me logo a abrir qualquer coisa que depois fui ler deesse senhor Artur Queiroz que se diz jornalista - esteve muitos anos no JN -e que eu conheço de há, há muitos, muitos anos...tantos que quase me esquecia... é que vim de onde ele veio se bem que eu tivesse de estacas e ele andou para trás e para a frente ou seja, esteve lá - refiro-me a Angola-esteve cá e depois quando voltou (só hoje o posso dizer) foi um daqueles que foi com um objectivo...politicamente inconfessável. Era à época um "proto-intelectual"! uma corruptela de poeta...medíocre que se juntou a umas tantas pessoas bem intencionadas (essas sim, dessas nunca eu tive dúvidas)como o Dr. fernando macedo - professor de Matemática no ensino Liceal e hoje reformado depois de ter sido muitos anos catedrático na UTAD, o Dr- Filipe Neiva, um extraordinário, uma pessoa com um extraordinário e sólido background cultural - professor de português, o poeta Fernando Alvarenga - angolano,o saudoso poeta Carlos Gouveia (POETA!)- angolano e outros... mas que lhe serviram pura e simplesmente para tentar "dar nas vistas": o medíocre poeta Artur Orlando Teixeira Queiroz (se vos der algum interesse posso enviar-vos algumas pústulas em forma de poesia que lele na altura fez publicar numa Antologia Poética das Edições Convívium de Benguela - Angola.
Isto não é um ataque ad hominem é como diz o outro ad persona.
Bem daí que os senhores não se devem admirar com a retaguarda activa que essa "ostra" criou assim que o outro "meco" - Emídio Rangel- defecou. Eles sabem que eu e muitos outros (tantos!) - que vieram da antiga Huíla e de benguela - sabem dessas figuras. MNeus amigos não há de facto na vida quer de um quer de outro ( se bem que o Rangel sempre foi muito mais afoito, atrevido e inescrupuloso que o Artur)nada que os recomende! Nada! direi mais se não tivesse havido a descolonização o Artur Queiróz, o Rangel, O fernando Alves que está na TSF, o Jose Alberto Machado que em tempos esteve na RTP seriam, em princípio, uns reles radialista como se dizia à época...havia jornalistas , jornalistas que - vivos- pela sua enorme qualidade eram "instituições" tal era a sua estatura profissional como o Charula de Azevedo, o Sebastião Coelho e até o David Borges. E creiam que apesar de não gostar dessas personagens estou a ser rigoroso na apreciação profissional que faço.
Vou enviar um email que recebi de uma condiscípula do Rangel no Liceu Camões em Sá da bandeira que vos dá a ideia desse "meco"- desse chico-esperto (está postado no meu Pleitos...). Ontem enquento mamou andou a cheirar a peida do Balsemão e era laranja, hoje porque falhou a RTP e o PS está no poder é rosinha, como amanhã seria vermelho se lá estivessem os comunistas ou azulinho/amarelo se lá chegasse o PP.É um... (Ai que ia dizer um nome que acho excessivo)
David Oliveira

Anónimo disse...

Caro David Oliveira
O sr. Artur Queiroz pode ser tudo isso. Não sei nem vou tentar saber. Não o conheço a ele nem a si portanto as suas palavras valem o que valem.
Agora uma coisa lhe posso dizer, sr. David Oliveira, é que o sr. Artur Queiroz, no artigo referido está coberto de razão.
Cumps
Gato

David Oliveira disse...

Anónimo (sem meu caro)...quem não se identifica de mim não merece deferência.
O seu problema é esse. Não nos conhece, como tal nada sabe, como tal... a sua opinião não vale...ainda mais porque é anónima!
David Oliveira

Anónimo disse...

Caro David Oliveira
(lamento mas continuo a usar a expressão)

Só sou anónimo pq o sr. quer.
Estou referido no blog e o senhor?
David Oliveira é de facto o seu nome?
Como o confirmo? Vai mostrar o seu BI? Cartão de cidadão? Indica-nos o seu telemóvel para que possamos confirmar? Se uso um pseudónimo não deixo no entanto de ser conhecido por quem importa. E o sr.?
Quanto à deferência que lhe presto e que o sr. me nega... isso é problema seu. O que interessa no assunto presente é que o articulista continua a ter razão. Não me vou pronunciar acerca de si que tão preocupadamente aqui acorreu com o fito de nos esclarecer sobre a personalidade do articulista. O fundamental continuará a ser que o artigo presente reflecte uma realidade do país.
Gostaria de o cumprimentar mas como corro o risco de ser mal interpretado não o farei. Apenas lhe desejo em dobro o que me desejar.
Gato