20081005

FORÇA, FORÇA, COMPANHEIRO BUSH, NÓS SEREM ' URSINHOS DE PELUCHE!!!...

Imagem do KAOS
Passado o seu Período Barroco, a suposta Crise Financeira Mundial está a entrar na Fase Rococó.
Eu gosto muito do Rococó, faz-me sempre lembrar Marias Antonietas e Princesas de Polignac, com penteados a bater no tecto, e navios enfiados no cabelo, enfim, as "drag-queen" da altura, todavia, quando isso é aplicado aos bancos, eu faço logo como o Goebbels e saco do revólver.
Vamos recapitular, entre a RTP-Memória, a História reescrita pela pena dos Vencedores, e o ponto de vista do Cínico, que sou eu.
Houve um tempo em que, em Portugal, uma meia-dúzia de gajos, a quem, justa ou injustamente, a voz do povo carimbava de "filhos da puta" detinha quase tudo, num país onde não havia quase nada. Não me lembro agora do resto, só daquela música que as criancinhas todas cantavam -- a Kaotika sabe disso melhor do que eu, porque era do tempo do vovô, que morreu há pouco tempo, se bem me lembro... -- da V Divisão das Forças Armadas, ou lá o que era.
De repente, apareceu o Companheiro Vasco, e eu, que, em criança, tinha andado ao colo de altas patentes, e Grão-Mestres da Maçonaria, subitamente, vejo-me também ao colo da cunhada do "Prime" do PREC, a minha querida Tia Ivone -- um kiss para ela, voltámos a encontrar-nos muito tempo depois, na A.P.E., eu, muito bonitinho, a receber um galardão, e a Tia Ivone a reencontrar-se com o seu rebento, eras passadas (olha, se não estivesse cheio de Diazepans, ia chorar agora...)
Não choro.
O Companheiro Vasco, que era meio virado dos cornos, e achava que isto ia ser um Soviete da Cauda da Europa, deu-lhe uma vez uma crise de nervos, e nacionalizou a Banca toda, o que levou a que Jorges de Mello, Britos, e o cabrão do Champalimaud, entre outros, tivessem de fazer as "vàlises de carton" e ir chular o mestiço brasileiro para São Paulo, cidade de que muito gosto, sobretudo, desde que eles deixaram de viver lá.
Diz o meu pai que começou depois a fase do Reviralho, com o Sempre Hirto e o seu Golem, D. Aníbal, o Saloio da Bomba, e, então, as Nacionalizações da Banca, sempre tratadas como "Roubos", começaram a ser revertidas.
Era a época em que Aníbal governava com três Orçamentos, o do Estado, o dos Fundos Estruturais e o das Privatizações, e mantinha-nos firmemente -- o Homem do Leme -- na Cauda da Europa. ("The Great Portuguese Disaster")
Desta parte já me lembro eu com mais clareza: votavam-se verbas indemnizatórias para os camafeus, e, enfim, eu que até sou geralmente conciliatório, pensei, faz-se um certo branqueamento de um período turbulento, e, embora seja estar a tirar aos pobres para remediar uma dívida moral para com os ricos, enfim... faça-se, acabam-se os pesos na consciência, e fez-se.
Alguns deles continuavam os mesmos filhos da puta de antanho, e relembro Champalimaud, que nunca prestou, mal se viu com o seu Banco e o dinheiro na mão, vendeu tudo aos Espanhóis, acho que, nesta altura já com o Guterres a ver, aliás, o Guterres passou-lhe tudo o que era mau debaixo dos olhos, os "Freeports", os Varas, os Pedófilos, e não viu nada, excepto naquele dia em que já só tinha as narinas de fora do Pântano, e se foi embora, como qualquer pessoa decente faria, e fez muito bem.
Vem agora a parte pior: os Anos 2000 foram os anos dos lucros extraordinários da Banca, dos salários fantásticos de maus gestores, e de uma massa enorme que nunca viu nada, excepto o direito e o DEVER de se endividar até ao pescoço, e mesmo mais além do pescoço.
De repente, em vias de ganhar o Monhé queniano dos dentes brancos americanos, os estrategas da Finança Mundial resolvem dar um coice no Sistema, e pôr tudo de pantanas, enfim, nem sei se de pantanas, mas, simplesmente, mostrando que o Rei ia Nu, e vai.
O extraordinário foi o reviver do PREC: de repente, o tal Neo, Ultra-Liberalismo, que tão bom era, recorre à bruta aos métodos gonçalvistas.
Ficam no ar três questões: 1) se as nacionalizações revolucionárias estavam erradas, porque nacionalizaram sem indemnizar, quer dizer que nestas anunciadas "segundas nacionalizações" a coisa vai ser feita correctamente, ou não?...
2) Se for feita correctamente, vamos pagar para comprar bancos que já vendemos, ou não?
3) Quer isto dizer que o contribuinte português vai ter de desembolsar do seu magro património uma segunda compra, depois de ter pago a indemnização que acompanhou a primeira venda, e ficar ainda mais pobre?...
Expliquem-me devagarinho, porque ultimamente ando a lavar o cabelo com Camomila, da "Klorane", e estou completamente louro, louro Palin...

(Pentágono completamente pasmado, no "Arrebenta-SOL", no "A Sinistra Ministra", no "Democracia em Portugal", no "KLANDESTINO", e em "The Braganza Mothers")

3 comentários:

Moriae disse...

Há que entrar pela cena ritual ...

Hurtiga disse...

Convém ir relembrando. É que há memórias muuuiiiito curtinhas...

JSerra disse...

É o que se pode chamar de "encosto ao contribuinte", também conhecido por mexilhão.