20081219



Imagem daqui

"Sopa de pedra"


«Nos anos de chumbo da Guerra Fria, a propaganda ocidental comparava a economia soviética a um comboio parado dentro do qual, para que quem estivesse de fora acreditasse que a coisa estava em movimento, os passageiros, sob a batuta do PCUS, se iam inclinando ritmadamente para a frente e para trás. Passa-se algo parecido com o famoso modelo de avaliação que o ME desencantou, pronto a vestir, no Chile e importou com a louvável intenção de "chilenizar" a escola portuguesa.
Tendo-se os custos da coisa, principalmente os políticos, descontrolado, neste momento, a ministra já não quer saber do modelo para nada, só estando preocupada, ela e o Governo, que quem estejade fora acredite que a "reforma" vingou. Depois de todas as simplificações, alterações, excepções e derrogações em matérias que ainda no dia anterior eram "essenciais", agora são os professores que se reformarem até 2011 que já não "têm direito" a ser avaliados. O modelo de avaliação da ministra tornou-se numa sopa de pedra ao contrário. Vai-lhe tirando, um a um, todos os ingredientes e condimentos, desde que fique, ao menos, a pedra.»

Opinião de Manuel antónio Pina

E agora, para quem não conhece a lenda, O FRADINHO DA SOPA DA PEDRA

1 comentário:

Paula Montez disse...

Mas desculpem lá: se nós somos europeus para o bem e para o mal por que raio é que importamos modelos de avaliação do Chile? Será que fazem estudos comparativos sobre países, revoluções falhadas e essas coisas e depois decidem que pinochada dar aos povos. Lá atiraram-lhe água fria, cá desperdiçaram-se ovos espero que podres, como o capitalismo!