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20080424

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Assassinato de professor pela polícia provoca greve nacional na Argentina

Por Jadir Antunes
20 Abril 2007

Professores na Argentina realizaram uma greve por todo o país no dia 9 de abril, para protestar contra o assassinato de um de seus colegas, o professor Carlos Fuentealba, pela polícia, durante um protesto na província de Neuquén, localizada no sudoeste do país, a 600 milhas da capital, Buenos Aires.

Carlos Fuentealba foi morto no dia 4 de abril durante um protesto de professores na cidade de Neuquén, a capital da província, no qual eles procuravam bloquear uma estrada para pressionar o governo a atender sua reivindicação de reajuste salarial. Policiais do município atacaram os manifestantes. A morte de Fuentealba foi causada por uma bomba de gás lacrimogêneo lançada intencionalmente contra sua cabeça, fraturando seu crânio e causando uma grande perda de sangue. Ele morreu horas depois do ataque, no hospital local.

Em resposta ao assassinato, os burocratas do sindicato organizaram pequenos protestos simbólicos — greves de duas horas no horário do almoço dos trabalhadores dos transportes e alguns outros setores.

Na Argentina, o salário dos professores é pago pelas províncias, mas Filmus, que é ministro da educação e candidato à prefeitura de Buenos Aires, aprovou uma lei obrigando as províncias a reajustarem os salários dos professores. Sobisch, oponente político de Kirchner, se negou a conceder o reajuste salarial, o que acabou levando os professores a se manifestarem nas ruas.