20071109
"Psiquiatra à Presidência!"
Mas o que quer o plano? Basicamente, autonomizar a psiquiatria dos restantes cuidados médicos e pôr os psiquiatras na periferia. A ideia tem raízes no romantismo sanitário e na antipsiquiatria dos anos 70. Porém, nos países onde foi aplicada, não resultou: os doentes graves, ou se internaram em dispendiosas instituições privadas, ou engrossaram o número dos sem-abrigo. As unidades comunitárias nunca funcionaram bem por falta de orçamento.
Esqueçamos isso e vejamos o futuro: cada freguesia vai ter um psiquiatra. Fica no Centro de Saúde ou lá perto. A ideia é que ele vá mesmo visitar as residências e entender-se com as famílias. À mínima altercação, prega-lhes com a saúde mental e talvez uns comprimidos.
O problema é que um assistente social cumpre melhor esta função. Com uma longa e exigente formação, os psiquiatras vão descobrir que farão mais pela saúde mental na gestão das autarquias. Teremos então bons candidatos às Juntas de Freguesia. Renovarão, sem dúvida, a classe política. Talvez um dia cheguem ao Ministério da Saúde que, finalmente, perceberá que a psiquiatria actual não é serviço social.» (J.L. Pio Abreu, Destak.pt, 09 | 11 | 2007)
20071029
APRESENTAÇÃO DA OBRA QUEM NOS FAZ COMO SOMOS, DE J. L. PIO ABREU
Almedina Estádio Cidade de Coimbra, 30 de Outubro, às 21h00
Apresentação da obra de J.L. Pio Abreu, por Carlos Fiolhais e Gabriela Moita.
A sessão contará com a presença do autor.
Livraria Almedina
Estádio Cidade de Coimbra
Rua D. Manuel I, n.° 26 e 28
Coimbra
Almedina Estádio Cidade de Coimbra - 30 de Outubro
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LIVROS ONLINE:
The Behaviour as a System of States (1995-2003). ONLINE (Ariadne Editora)
ARTIGOS RECENTES DISPONÍVEIS NA INTERNET:
J.L. PIO ABREU, PAULO BISCAIA (1980) - Luto patológico: algumas considerações a propósito do tratamento de um caso
PAULO A. SANTOS e J.L. PIO ABREU (1991) - A evolução do Conteúdo dos Sonhos no luto Patológico. A propósito de um caso
J.L. PIO ABREU (1996) - Da Harmonia ao Desequilíbrio Psicossomático, Encontro Fé e Cultura (Centro Universitário Manuel da Nóbrega, Coimbra), XIII-XIV: 98-103. ONLINE (Ariadne Editora)
J.L. PIO ABREU (1997) - Seasonal Variation in Bipolar Disorder (Letter), Brit. J. Psychiatry, 170: 483-484. (Pub-Med)
J.L.PIO ABREU, C. RAMALHEIRA, J. M. VALENTE (1998) - Towards a ‘Map’ of Panic: Structure of the Bodily Symptoms. Acta Psychiatrica Scandinavica, 97: 66-70. (Pub-Med)
J.L. PIO ABREU (2000) – Clínica e Investigação da Esquizofrenia: Um desafio Contemporâneo. Saúde Mental, II (3): 9-15. ONLINE (Ariadne Editora)
J.L. PIO ABREU (2003) – As Emoções como Comunicação/Narrativas ONLINE (Ariadne Editora)
J.L. PIO ABREU, H. ESPÍRITO SANTO, FILIPA MADEIRA (2004) – The Role of Hyperventilation in Dissociative Disorders. Preprint online
J.L. PIO ABREU, CRISTINA VILLARES OLIVEIRA (2005) - On Measuring Tele ONLINE
Pio-Abreu, J. L. (2006) - Tempo, Corpo e Identidade. Conferência nas Sextas Jornadas Sobre Comportamentos Suicidários. Luso-Coimbra.
José Luís Pio-Abreu e Cristina Villares-Oliveira (2007) - How does psychodrama work? How theory is embedded in the psychodramatic method, in C. Baim, J. Burmeister and M. Maciel [Eds.], Psychodrama: Advances in Theory and Practice. London and New York: Routledge. Chapter 9, pgs. 127-137.
Quem nos faz como somos
«Por um lado são os genes que nos obrigam a fazer certas coisas para eles sobreviverem e se aperfeiçoarem no futuro. Por outro são as culturas, incluindo a linguagem, as religiões, os media e todos esses instrumentos de manipulação que também nos usam para assegurar a sua sobrevivência. E, em terceiro lugar, são as relações entre pessoas, às vezes complexas e paradoxais, mas que nos dão alguma margem de liberdade. Felizmente que as imposições biológicas entram muitas vezes em contradição com a formação cultural, se não seríamos autênticos robots! É neste conflito que nós ganhamos a liberdade. A possibilidade de sermos como somos.»"

















