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20090130

A não perder!


Imagem: Fotografia 'linkada' a partir do blogue O JUMENTO em A MENTIRA DO DIA D'O JUMENTO mas ... adaptada em tamanho - por razões estéticas e lúdicas entre outras ...

20081125

O Bom Exemplo 2

No primeiro dia de protestos contra o processo.
DREN ameaça com processos disciplinares quem apelar ao boicote da avaliação.


Mais Diálogo do M.E.


Vai Tudo À Charruada... Brrr! Que Medo...

20081118

De como a Educação, em Portugal, acabou engolida por um Hipopótamo que sonhava apanhar uma geral dos "No Name Boys"

Imagem do KAOS
Sim, eu sei, isto parece o período do Diploma do Sócrates: é uma tentação não vir insultar diariamente os "zombies" da 5 de Outubro, mas eu tenho uma fixação ainda maior do que da Milú Rodrigues, que é a... pronto, vou confidenciar... a paixão da minha vida, Margarida Moreira, o Hipopótamo da DREN, que demitiu o Charrua, porque ele terá dito, em público que Portugal era "um país de bananas governado por um filho da puta".
Quando à parte do filho da puta, julgo que todos estamos conversados: há um consenso nisso, desde a Extrema Direita até aos Tiques do Louçã.
O problema, presentemente, começa no "país de bananas".
Acontece que Portugal é como aqueles burros mansos, que alomba, alomba, alomba, se deixa encher e picar por moscas, e alomba ainda, e deixa-se picar, e, de repente, passa-lhe uma coisa pelas orelhas e começa a disparar coices em todas as direcções.
Desconfiai dos povos mansos, pois eles são como as águas turvas, cujos fundos não vislumbramos.
Quando digo "não vislumbramos", estou a referir-me ao cidadão comum, aquele que acredita em que o Marco Paulo tem mesmo dois amores, e nenhum deles é um cabo-verdiano com 23 cms, que a Bocarra Guimarães foi virgem para o casamento, e depois continuou, e que o Sr. Vítor Constâncio é honesto. Há gente que acredita em tudo, e foi assim que a Irmã Lúcia, uma mentirosa compulsiva, sobreviveu eras, enfiada num convento, onde só teclava com Deus e com os Papas mais libertinos.
Depois, há o reverso da medalha, e parece que os Serviços Secretos estão a ficar inquietos com certas coisas que se sussurram por aí. Não... não vou falar de José Miguel Júdice, nem dos grandes traficantes de armas. Não vou citar os nomes dos bancos onde se faz o branqueamento do dinheiro da droga da Venezuela, onde parece que se trocam "Magalhães" por linhas da "branca"; nem vou falar das casas mais caras, que já estão vendidas, ainda em planta, enquanto a empregada de caixa do hipermercado acabou de declarar a sua insolvência à hipoteca do Millennium-BCP (boa safra, essa, também...)
Os Serviços Secretos estão inquietos porque consta que há franjas de descontentamento entre as elites do músculo, gente que foi atiradora especial na Bósnia, Comandos altamente preparados, para cenários de guerra dura, nada de polícias novatos que se suicidam, porque 600 € não pagam ter de enfrentar a Morte. Estamos a falar de gente que está farta, mas que não são reformados, nem professores, nem alunos, nem enfermeiros, nem mangas de alpaca da Função Pública, nem velhinhas que ainda acham que o Sr. Cavaco é um homem honesto. São pessoas de corpo invejável que tratam a Morte como um cão caseiro, e que têm convicções tão rígidas, como alvos certeiros.
Eu, pacato cidadão, subversivo, escritor nefelibata e de luva branca, fartei-me, à minha maneira, e disparo com a minha pior arma, a Escrita. Outros há que escrevem, como em todos os períodos críticos da História, com palavras que não são letras.
O rumor anda aí: começaram pelos Nacionalistas Radicais, que enfiaram na prisão, e o Povo olhou, sem ter percebido o que estava a acontecer. Neste momento, o pânico é mais visível: uns quantos cavalheiros, a cumprirem ordens, foram a um dos mais fervilhantes fóruns de insurreição de que o País dispõe: as claques futebolísticas, e resolveu agir... mal.
Desde Roma que se sabe que os estádios são meras metáforas para exercícios de outras virilidades. Está por aí escrito que nos anfiteatros e hipódromos se fizeram cair tiranos e Imperadores. Muitos houve que foram arrastados pelas arenas por ululantes plateias cansadas de coisas muito semelhantes ao nosso tempo.
Não percebo nada de Futebol, mas sou altamente sensível a rumores. Fartei-me de ligações lentas da Net, quando o assunto não convém, e de ecos de telefone, quando a conversa não agrada. Fecham-se bares, onde a adrenalina era descomprimida, e julga-se que os bebés vão para a caminha mais cedo. Proíbe-se, fiscaliza-se e oprime-se, para dar a ideia de que o Estado é eficaz e faz cumprir as Leis. Acontece que o Estado não é eficaz, e muito memos em cumprir as leis. As leis são para chatear o cidadão comum, e servir de pano de fundo a infindáveis noticiários de operações de balão-stop, onde ficamos com a vaga sensação de que a Ordem reina. Em Portugal, não reina a Ordem, reina a Ordem da Camorra, e o Estado está putrefacto, como vos relembram nomes como Paulo Pedroso, Vítor Constâncio, ou toda a chusma de corruptos, que diariamente, nos vem mostrar que há toda uma classe acima da lei. A definição de Democracia é a de Igualdade perante a Lei. Em Portugal, pelo contrário, reina uma devastada Impunidade de certos cavalheiros, na sua quotidiana actividade de Crime.
Como disse, nada percebo de Futebol, mas sei que, quando se prendem No Name Boys, a pretexto de não terem matrícula num cartório qualquer, o verdadeiro motivo está a ser iludido: há pessoas, nos mais altos postos do Estado que estão muito assustadas, e não com os rumores que eu ouço, mas com algumas peças da Realidade, que os Serviços Secretos lhes comunicam. Acontece que essas peças são isso mesmo... peças, peças esparsas de um estado de coisas muito mais vasto, que arrepiaria qualquer um que a eles tivesse acesso, na totalidade.
Nunca vi, mais gordos, os chefes dos No Name Boys, que agora insistem em deter. Eu prenderia primeiros os cavalheiros que vão jantar ao "Eleven" e a outros restaurantes semelhantes. Investigaria os passageiros de certos voos de Angola, Cabo Verde, Brasil e Venezuela. Passaria a pente fino alguns jactos particulares e as mercadorias que todos os dias, iludindo a Alfândega, passam as fronteiras aéreas de Faro; trataria da lista dos cartões de crédito dos cavalheiros que frequentavam os Sites Pedófilos, que o FBI nos enviou, e que nós imediatamente deitámos para o lixo, e outras coisas mais que não caberiam nos dedos todos das minhas mãos e pés.
Sou pouco de previsões, mas vou lançar outro rumor, para acabar, como comecei: parece que Lurdes Rodrigues arranjou uma paixão nova, disseram-mne, e tenho de confirmar, por quem anda por aquelas célebres... festas. Até lá, é boato; depois de confirmado, passará a ser explicação por mais este insuflar de vida, que lhe querem comunicar, e esta alegria branda, de uma mulher simples e de bom coração, que em público... se desculpa. Amanhã, com mais paciência, achincalharei essa "paixão". Agora, volto ao terreiro de caça: o país inteiro é uma maré de rumores, emails e sms suspeitos. Por outro lado, e para acabar, quando o Sistema, ainda este mês, lançar a bomba que vai ser o Branqueamento do Casa Pia, eu não gostaria de estar na pele de certas pessoas. Porque ainda há claques e são, deus meu, numerosíssimas, ocultas, incontáveis, incontíveis...

(Pentagrama em forma de panela de pressão, no "Arrebenta-SOL", no "A Sinistra Ministra", no "Democracia em Portugal", no "KLANDESTINO", e em "The Braganza Mothers")

20081113

Da semiótica dos penteados à ascensão do Hipopótamo da DREN à Pasta da Educação

Esta noite convidei Margarida Moreira para jantar. Como não sei qual a dieta de um hipopótamo, decidimos ir ao nepalês, vegetariano, que fica, ali, perto do Hospital dos Capuchos. É uma zona de travestis, mas com o ar que ambos temos, creio que poderíamos jantar discretamente.
E disse-lhe assim -- tratamos-nos por tu, desde aquela cena em que ela demitiu o Charrua, por ter dito que éramos um país de bananas, governado por um filho da puta -- Fui solidário com ela, nessa ocasião, porque, quanto ao Sócrates, ainda vá que não vá, agora não acho que se deva insultar um país da maneira que o Charrua fez. Amigos para sempre, portanto.
"Margarida, cada vez corre mais insistentemente que tu és o próximo nome para a Pasta da Educação..."
A Margarida é uma descaradona: se a quisesse descrever, seria um misto daquele hipopótamo que comeu, segundo Manethon, o primeiro faraó do Egipto, Menes de This, depois de 60 anos de reinado (deve ser horrível acabar 60 anos de reinado na boca de um hipopótamo, mas eram outros tempos, outras vontades...), um misto desse hipopótamo, com aquelas "motards" que dão baldas nas Festas da Cerveja, e com um toquezinho de Celeste Cardona, mas sem aquelas fardas azuis, de botões dourados, que a faziam passar, sempre que ia a Nova Iorque, pelos porteiros carregadores de malas do Waldorf Astoria: resumindo, um objecto "sexy", para qualquer comedor de bifanas, da Estação de Aveiras de Cima, para cima, e, com um bocado de imaginação, também para baixo.
Tenho de fazer aqui uma pausa, e debruçar-me um pouco sobre a semiótica dos penteados. Há em Sociologia, e, mais do que isso, na Estética da Sociologia, um axioma que diz que sempre que alguém muda de penteado é sinal de que vai ser, ou sonha com ser, "benesseado" com o Princípio de Peter, ou o da Ascensão da Máxima Incompetência. Temos exemplos recentes: quando o Arenque Fumado do PSD sonhou com ser Primeira-Ministra, imediatamente todos os secadores de inacreditáveis cabeleireiros de bairro, só existentes em Portugal, nas medinas de Tunis e nos bairros bácoros da segunda periferia de Istambul... e, ah, sim, também em Beirute, zona sunita, se debruçaram sobre a massa pilosa da mulher, atirando-lhe aquilo tudo para trás, bem esticado, em volutas da Igreja do Jesú, em Roma, e deixando a descoberto coisas terríveis, como quando se arrancam os azulejos de uma parede de casa-de-banho, e só ficam as pegadas da argamassa, marcas, rugas, e cavidades geológias que lhe deixavam ver derme e epiderme até ao tempo das Trilobites. Depois, com o tempo, e quando ela entrou naquela fase do jejum do silêncio, e de só dizer disparates, e, de dentro do Partido, a começaram a mimosear com coisas que nem a uma cadela se dizem, o penteado foi assentado, compondo-se mais de acordo com as cavidades fisionómicas, ao ponto de hoje já estar numa espécie de capachinho-fêmea, gorduroso, muito à Fernando Gomes ("Câmbra" Municipal do Porto) que já deixa antever, em pleno, o desastre eleitoral de 2009. Valter Lemos tem sido coerente, na sua capilaridade, e continua a viver o nirvana dos caniches, uma espécie de Serafim Saudade da Lúcia Piloto. Recuando, podíamos ir à Cabra Alta, esposa da "Chorona" de Sampaio e àqueles sacrários que ela tinha na testa, misto das Colunas de Bernini, em São Pedro, com o recheio de um daqueles colchões usados que as porcas põem à socapa, em noites de lua-nova, perto do latão verde do lixo. A Amostra Clínica, Maria de Belém, também cuidava dessa marca da sua imagem, já que o cabelo, sempre esticado para o lado, como nas Infantas de Velasquez, lhe garantia o seu carácter de Jerusalém Celeste, igual em comprimento, altura e largura.
Não nos percamos, porém, nas pilosidades, embora não possamos ignorar que o súbito reaparecimento de Margarida Moreira, o Hipopótamo da DREN, por tudo quanto é canal de televisão, COM PENTEADO NOVO, nada de bom augura.
Há nela algo de Sarah Palin, porque, quando abre a boca, não é como a Lurdes Rodrigues, que escrevia artigos em revistas anarquistas, "A Ideia", antes de dar em gaja com ar de redactora de epitáfios de infinita saudade da Agência "Servilusa" -- a sua alegria e permanência no Além -- mas é magnética, agita bem as pulseiras de prata de Salvador -- sinal de que também deita os búzios, e vai ouvir os oráculos de Iemanjá -- perto do Farol da fabulosa Baía de Todos os Santos ( e todos os pecados) e sabe soltar vacuidades que nos deixam em suspenso.
A verdade, confessou-me ela, é que o último lançamento de búzios lhe tinha vaticinado uma entrada para a equipa da Educação, para pôr em prática a tal grelha de avaliação do tempo do Salvador Allende, coisa actualíssima, e muito do agrado dos Professores, assim reduzidos à categoria de Alpacas e Lamas, ou mais mangas de alpaca caídos na lama.
Margarida Moreira está recauchutada: sente-se nela a energia de Celeste Cardona, quando era delegada sindical do PCP e dava baldas aos colegas da soldadura, nas sombras dos cavernames dos petroleiros em construção da Lisnave -- outras eras... -- e o alterar do penteado, cheio de nuances e volume, a anunciar uma futura Dona da Rua, deixam imaginar que a 5 de Outubro vai brevemente deixar de ter uma Gata Pingada, para ser ocupada por uma potencial Devoradora de Machos.
Eu sei que a Feira do Sexo encerrou e é necessário arrumar os excedentes em qualquer lugar, mas podiam ter evitado o Ministério da Educação.
O empregado, um tibetano típico, corava, de cada vez que ela abria as pernas e fazia chocalhar o pulseirão de prata, cheio de figas e orixás, aliás, àquela hora, qualquer orixá, que lhe passasse à frente, era figa e... marchava.
O momento mais alto do jantar foi quando a Margarida me revelou as suas intenções políticas: alteração imediata da grelha de avaliação, bordadeiras de Santa Rita de Cássia, pulseiras com "amarrações", e topázios contra o mau-olhado, ah, sim, e o Método "Tentativa-Erro", velho desde Héron de Alexandria, passando a constituir indicador o... tamanho.
"Luís, dizia-me ela, achas que os tibetanos têm o... indicador... grande?..."
e eu,
"Guida, a acreditar na pragmática de que quanto mais para Oriente se caminha mais o indicador... diminui, suponho que devemos apostar mesmo na Bahia, em Osum, em Yeye, para que a Educação acabe nas mãozinhas do Bonfim...
Era a hora da sobremesa.
Alta, a Lua marcava a bóbada dos Céus.
Sou um cavalheiro, paguei, e saí, de braço dado com a futura Ministra da Educação. Descemos a Luciano Cordeiro, esquina sim, esquina não, parava um carro e perguntava se alinhávamos em "swing", com casais. Eu respondia-lhes que não me chamava McCann, mas ela, mais liberal, mais efusiva, a mostrar que a Educação ia entrar num novo paradigma, abria as mandíbulas, e fazia um sorriso de hipopótamo, e respondia, com um hálito terrível: "e por que não?... Já se viu tanta coisa na 5 de Outubro..."
(Pentagrama obsceno, no "Arrebenta-SOL", no "A Sinistra Ministra", no "Democracia em Portugal", no "KLANDESTINO", e em "The Braganza Mothers")

20080930

Também não sabia desta ... : "JORGE PEDREIRA: o ex-sindicalista"

"JORGE PEDREIRA NOMEADO DIRECTOR-GERAL DO ENSINO SUPERIOR Foi nomeado Director-Geral do Ensino Superior o nosso colega Jorge Pedreira, Prof. Auxiliar da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, que exerceu as funções de Vice-Presidente da segunda Direcção do SNESup (1993-96) e de Presidente da terceira (1996-98). Quem conhece a capacidade de trabalho e brilhantismo do Prof. Jorge Pedreira, que neste Sindicato tem numerosos amigos e admiradores, sabe que o Ministério da Educação fez, com esta nomeação, uma valiosa aquisição

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