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20090118

ESTA LUTA NÃO É SÓ DOS PROFESSORES, É DE TODOS NÓS!

Cartaz daqui

Comunicado aos Pais, Encarregados de Educação e Cidadãos em geral



MENSAGEM AOS PORTUGUESES


Os professores vêem-se na necessidade de proceder a novas formas de luta, depois de terem tentado de todas as maneiras que a suas opiniões fossem tomadas em consideração na elaboração de várias leis que estão a contribuir para que a confusão e o mal-estar se instalem nas nossas escolas: Fizeram-se abaixo-assinados, vigílias e dezenas de manifestações – duas das quais com mais de 100 mil professores –, sendo estas formas de luta desenvolvidas ao fim do dia ou aos sábados para não prejudicar os alunos.

O que querem os professores?

- Querem que as escolas continuem a ser geridas democraticamente. Não querem voltar a ter um reitor à moda antiga; Só dando exemplo diário de democracia é possível formar consequentemente para a democracia.

- Querem ser avaliados por processos justos e que contribuam para o seu aperfeiçoamento profissional.

- Querem ter uma carreira única, digna, em que o mérito seja sempre premiado e não uma carreira dividida artificialmente, onde o mérito só é premiado em alguns casos.

- Querem ser tratados com respeito e que as suas opiniões sejam tidas em consideração na elaboração de diversas leis que o governo – em desprezo pelos que estão há anos no terreno – procura impor, ignorando todos.

- Querem leis que valorizem a sua função e os ajudem a combater a indisciplina e a violência que tem vindo a crescer nas escolas e não a sua constante desautorização e desvalorização por parte do ME.

- Desejam uma escola que ministre um ensino de qualidade, onde os alunos passem de ano a dominar as matérias e não uma escola que não prepara para a vida e que permite a passagem indiferenciadamente, para ficar bem vista nas estatísticas europeias.

- Não estão a reivindicar aumentos salariais – apesar de a crise ser profunda e a classe, desde há oito anos, ter vindo a ver decrescer o seu salário real.

Embora, pelas razões expostas, os professores se vejam obrigados a lutar, irão empenhar-se para garantir a leccionação das matérias previstas.

Os professores desejam salientar que não esquecerão os seus alunos e reiteram que esta luta é de todos – pais, alunos e professores – por uma escola pública de qualidade.

APEDE (Associação de Professores e Educadores em Defesa do Ensino)

CDEP (Comissão em Defesa da Escola Pública)

MEP (Movimento Escola Pública)

MUP (Movimento de Mobilização e Unidade dos Professores)

PROmova (Movimento de Valorização dos Professores)

ver também o texto que coloquei no Libertário

20080330

E depois do 8 de Março?


No 8 de Março todos saímos à rua para demonstrar a nossa indignação. E depois do 8 de Março? Continuamos indignados? Como o manter? Como o expressar? Os movimentos de professores continuam a mobilizar-se, já só querem um novo 8 de Março, em pleno 25 de Abril. Mas teremos entretanto ganho uma maior consciência de que só em plena unidade poderemos ter a força necessária para recusar estas políticas devastadoras da escola pública que têm saído do Ministério da Educação?

Fala-se novamente em ir no Dia da Liberdade para a Assembleia da República. Gesto simbólico, mas também gesto consciente de que esse é o lugar da Democracia. Os deputados cumprem um mandato que o povo lhes deu, donde o povo tem o direito de apelar a esses deputados para que chamem a si essas leis e abram o debate sério de que a Ensino carece.


Entretanto vários debates têm ocorrido, quer nos blogues, quer nas escolas, quer em Assembleias, reuniões ou Encontros. Todos os meios são válidos para debater o ensino, o importante é continuar o debate e não vergar às imposições rígidas de alguns Conselhos Executivos
cumpridores incondicionais dos mais absurdos decretos do ME, alguns ainda mais papistas que o Papa, como deles se tem dito.

Os caminhos têm sido vários, a diversidade de opiniões é apanágio dos sistemas democráticos, mas a união é mais do que nunca essencial para a reconstrução da escola pública. Divergências à parte, todos devem estar unidos e conscientes que o importante é defender a escola pública, reconstruir uma escola democrática, equitativa e criar as condições dentro das escolas com vista a assegurar um ensino qualificado, formador de cidadãos livres, conscientes e preparados.

Leia aqui a proposta da Comissão de Defesa da Escola Pública