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20100109

Sobre a Continuação deste Blogue...

Chegaram-me aos ouvidos, directa e indirectamente, informações de que pretendiam encerrar este blogue, uma vez que ele já não teria sentido ou razão para existir...

Não concordo e, como tal, é contrariado que o faço. Mas respeitarei quem lhe deu início, embora pense que é uma estupidez colectiva. Grande parte de nós somos professores, por isso, a estupidez é-nos co-natural. A cada dia que passa a minha motivação vai-se alterando, mas persiste a ideia de que é necessário expor as coisas que por aí vamos vendo e sentindo.

Neste momento, a criatura com cara e cabeça de pássaro que conseguiu encantar os homens de bigode, como outrora as sereias encantaram os marinheiros para os arrastarem, com todos os passageiros que levavam, para a sua perdição, não fosse ela uma ave de voz maviosa, cantar doce e sorriso falso por excelência...
Enganou tudo e todos, inclusive a mim que julguei que também tinha miolos de pássaro. Percebi, ontem ou ante-ontem que, afinal, não tem. Porém, essa é mais uma razão para continuar a escrever pelos outros lugares onde escrevo, já que, se não é por falta de inteligência que o faz, é por maldade, usando a retórica infantil, que aprimorou ao longo de anos a escrever para meninos, para convencer a opinião pública portuguesa que, pela sua iliteracia e boçalidade atávica, continua num profundo estado de infantilidade estrutural. Na leitura de algumas passagens na imprensa e, sobretudo, talvez ainda mais, no I, comprendi que não só consegue dar-se ao luxo de enganar os sindicalistas dos professores como, ainda, se arroga no direito de os despeitar publicamente ao insinuar ter-lhes dado a volta...

Confesso que não sei o que ia na cabeça daqueles tipos, sobretudo no de bigodes com os olhos esgaseados como um goraz com cinco dias de banca, nem que ordens teria recebido, no entanto, talvez tenha sido o receio dos seus patrões de que o PSD ou CDS pudessem vir a retirar alguma simpatia política dos professores. Nessa medida, seria preferível voltar a vender os colegas em troca desta pequena vitória... Foi isto? Não sei, tal como não sei o que leva fulanos a assinarem acordos sem concordarem com eles. Porqûe não esperarem mais uns dias? Afinal, quem esperou quatro anos e meio, já vai a caminho dos cinco e nem sei quando terminará, bem podia esperar mais uns dias... Diz o povo com razão que depressa e bem só um burro aos coices... Portanto, para quê tanta pressa? A quem serviu? A que interesses? Não sei, sei que serviu para perceber que à ministra com cara e cabeça de pássaro foi dada a graça de se armar em pavoa à nossa custa. O falso engenheiro ficou com um problema resolvido e pôde ir discursar aliviado sobre o casamento dos homosexuais

Até qualquer dia, em outro qualquer local, por aí. A Cabeça e cara de pássaro precisa de interlocutores à altura.

20100106

Um traste chamado Isabel Alçada



Imagem KAOS

Havia um traço genético que me fascinava em Lurdes Rodrigues, que era a sua estrutura física e psíquica de mulher a dias. Eu olhava para ela, e sabia que um dia, se, naquelas prateleiras de anúncios do "oferece se" e "procura se", aparecesse "ex casapiana, séria, honesta e limpa, oferece se para limpezas. Tenho referências", eu logo poderia telefonar para aquele número, e dizer lhe, "Dona Lurdes, as teias de aranha de minha casa são todas suas".
Havia ali uma solidez de percurso, desde o balde de água fria, ao despertar matinal, no colchão duro e frio, que só as as ratazanas da Casa Pia aqueciam, que lhe tinha dado aquele espaldar de obedecer, e, quando eu dissesse, "Lurdes, limpa ali", ou "Lurdes, esfrega me aquela janela", ou "Milú, o corredor está todo por encerar...", aqueles neurónios da servidão iluminar se iam, e a janela apareceria esfregada, a mesa limpa e o corredor encerado, como que por milagre.
Era uma analfabeta funcional, estúpida, primária, obediente e resistente, e isso é todo um estilo.
Com Isabel Alçada, como já fora preconizado aqui, temos o oposto do que a Educação necessitava: um perfil forte, apartidário, com carisma suficiente para alterar um paradigma, que viesse trazer dignidade a um campo de batalha, por onde passara um dos mais obscenos caráteres que a Pasta conheceu, e resolver, de facto, o naufrágio educativo em que a Nação -- e sublinho "Nação" -- se encontra. Acontece que, se Lurdes Rodrigues não existia, senão enquanto subproduto de coligações subterrâneas entre mentes medíocres, das quais relembro David Justino (espero que já recomposto da sua Gripe A. Acredita que tive medo de que morresse.?... Felizmente, não), o vereador de Isaltino de Morais e conselheiro do atual Isaltino de Morais de Boliqueime, que habita Belém, e outros tantos nomes sombra, cuja única função foi o desmantelamento de um Sistema de Ensino, como, noutras frentes, outras almas negras se encarregaram de estripar o Sistema de Saúde e a Dignidade do Trabalho, dizia eu, se Lurdes não existia, esta ainda existe menos: é uma fábula de medíocre escritura de epígonos enredos, e veio apenas para contar histórias de passarinhos a homens de bigode.
Sonsa, secundária, solidamente escudada pela Sociedade Secreta a que pertence, casada, por conveniência, com um dos que consta, consta, atenção, consta... estar na célebre lista do "Casa Pia" -- outra miragem dos nosso volátil cenário -- de um infindável pretenciosismo, Isabel Alçada sabe que está ali tão só para pagar um terrível favor, e cumprir uma miserável tarefa, a de entreter uma série de basbaques, cujos horizontes femininos raramente foram além das saias rodadas das padeiras da Festa do "Avante".
Comigo, tem azar, porque tiques de pescoço de avestruz, excesso de base e cultura de perfume com toque de madeiras como eu todos os dias, quer dizer, viro a cara, e sou lhe de tal modo insensível que vou imediatamente à radiografia: se o Carrilho subiu por escada de coisa nenhuma, esta foi alçada por coisas ainda mais frágeis, e faz o papel daquelas que vai fora, mal seja preciso soprar alguém para fora do Governo, se os ventos assim se adensarem. O grave da coisa é que, entretanto, ela irá desempenhar impecavelmente o seu papel, que é o de continuar a entreter os homens de bigode, e fingir que já não se rege pela "meritocracia" interna, que parecia orientar a sua sinistra antecessora. Esta, maligna, miserável e intelectualmente remediada, irá sorrindo, e dizendo que, talvez sim, talvez não, até que, mercê de um Orçamento de Estado draconiano, depois de Janeiro, se virará para os homens de bigode e lhes dirá, "pois acreditem que até desejei que tudo isto se desbloqueasse, mas, com as faltas de verbas, tenho de lhes dizer, com desgosto" -- uma lagriminha fica sempre bem numa pseudo tia -- "que o assunto já não está nas minhas mãos, mas nas do meu colega das Finanças. Não me vão levar a mal, pois não?..."
Não, querida, não te levo a mal: já te radiografei, muito antes de qualquer um, e não te levo a mal, levo te a péssimo, levo te a abaixo de cão, e até te asseguro que não vais terminar bem, mas isso é um exclusivo problema -- problema!?... Aventura, já que és uma personagem de "aventuras"!!!... -- teu.