20071007

O cavalo de Troia... do hidrogénio português...

cores muito bonitas...

in: http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1306765


Em Montemor-o-Velho
Sócrates insultado por manifestantes no lançamento de plataforma tecnológica associada ao hidrogénio
07.10.2007 - 12h46 Lusa, PUBLICO.PT

O primeiro-ministro foi hoje surpreendido por uma manifestação de cerca de uma centena de trabalhadores, em Montemor-o-Velho, quando lançava uma plataforma tecnológica na área das energias associadas ao hidrogénio, investimento na ordem dos 69 milhões de euros, que inclui a construção de uma fábrica e de um centro de investigação.

À espera do primeiro-minsitro estava também o dirigente da Fenprof, Mário Nogueira que queria entregar uma carta ao governante. mas José Sócrates acusa: "O Partido Comunista agora aprendeu isto, onde quer que eu vá tem uma manifestação à minha espera. E confundem o direito à manifestação com o direito ao insulto", afirmou, adiantando que o PCP não aprendeu nada nos últimos anos.

Na cerimónia de lançamento deste investimento, que envolverá a criação de 225 postos de trabalho, num dos distritos com mais problemas de desemprego, Coimbra, além de José Sócrates, esteve também o ministro da Economia e da Inovação, Manuel Pinho.

Aprovado em Conselho de Ministros no passado dia 29 de Setembro, o investimento envolve o Estado Português e a AGNI - empresa considerada líder no desenvolvimento e no fabrico de células de combustível e de outros processos de alta tecnologia que permitem recorrer ao hidrogénio enquanto vector energético para a promoção de sistemas energéticos sustentáveis.

No final desse Conselho de Ministros, o titular da pasta da Presidência, Pedro Silva Pereira, salientou que a futura plataforma tecnológica "será altamente automatizada e flexível", destinando-se, entre outras funções, "à produção de pilhas de combustível, sistemas de processamento de hidrocarbonetos e produção de energia".

De acordo com as estimativas do Governo, em 2016 (ano do termos do contrato com o Estado), o investimento deverá permitir um volume de vendas de 576,8 milhões de euros e um valor acrescentado de cerca de 163,6 milhões de euros em montantes acumulados desde 2009.

Ainda segundo dados do Governo, cerca de 80 por cento da produção da nova plataforma tecnológica destinar-se-á à exportação.

"Espera-se que o investimento apresente importantes efeitos de arrastamento [em relação a outras empresas do ramo energético] em actividades a montante e a jusante, bem como possibilite a interacção e cooperação com entidades do sistema científico e tecnológico no desenvolvimento de produtos de carácter tecnológico", refere o comunicado do Conselho de Ministros de 29 de Setembro.

Segundo dados fornecidos pela empresa, o projecto prevê a construção de uma plataforma tecnológica com cerca de 16 mil metros quadrados de área: a fábrica com 8800 metros quadrados; o centro de investigação e desenvolvimento com 7200 metros quadrados.

Em relação às diferentes componentes do investimento de 69 milhões de euros, 44 milhões destinam-se à nova fábrica e 25 milhões ao centro de investigação e desenvolvimento.

Entre os 225 postos de trabalho que serão criados com a construção e funcionamento da plataforma tecnológica, 41 serão ocupados por indivíduos doutorados, 36 com mestrado e 45 com licenciatura.

Com este investimento, a AGNI diz pretender contribuir para a "consolidação e internacionalização de um cluster energético de alta tecnologia em Portugal".

A AGNI afirma ainda querer "apostar no desenvolvimento de uma alta tecnologia que permita mudar o actual paradigma energético para um sistema energético sustentável baseado na utilização de energias renováveis e sistemas de produção descentralizados, baseados em redes energéticas inteligentes que aproximem a conversão de energia do utilizador final".

nota: "uma alta tecnologia" (?)... vejam lá o que fazem! Com tanto sol e possibilidades na utilização de energias alternativas estes Sinistros colocam-se prego-a-fundo na hipoteca do planeta também. O Vale do Mondego é terreno fértil... cada vez que me lembro da mioleira que um tal ex-ministro dizia comer sem problema algum, veja-se no que deu. Só pode ser louco... Precaução meus caros... Perante isto - O DIREITO AO INSULTO NÃO TEM COR!

9 comentários:

Moriae disse...

e o sr primeiro ministro fica tão "fofinho" com aquele ar de vítima ...

"O Partido Comunista agora aprendeu isto, onde quer que eu vá tem uma manifestação à minha espera."

e tem a sua piada o modo como articula sempre o mesmo tipo de resposta ....

"E confundem o direito à manifestação com o direito ao insulto", afirmou, adiantando que o PCP não aprendeu nada nos últimos anos."

enfim ... boa Mário ...

Gato disse...

Confundir direito a manifestar-se (diferente de manifestação) com insultos só pode vir de uma personalidade reles que não suporta qualquer crítica ou oposição mas que se sente exaltada sempre que alguém lhe engraxa os sapatos (e não só).
Confundir PCP com Fenprof já não é apenas ignorância mas sim recurso a (pensa ele LOL) insulto. Revejo-me na Fenprof nem sempre me revejo no PCP. Se o sr secretário geral do PS não percebe a diferença (pelos vistos eu tb não...) então mais valia estar calado. O Prof. Mário Nogueira representa a Fenprof, função que tem desempenhado com brio e distinção. O Camarada Mário Nogueira pode representar o PCP.
Tentar colar a Fenprof ao PCP só mostra que não há argumentação nem ideias (tenho medo do que se está a passar nas negociações sobre a carreira dos docentes se este é o discurso reinante). Quanto à instalação de uma fábrica de células de hidrogénio é uma bela piada, não tanto quanto à localização (não são factores racionais que intervêm mas clientelismo político) mas pelo facto de que colar o nome hidrogénio a energia limpa e fazer passar a ideia de que células de combustível são alternativas aos hidrocarbonetos é uma galhofada de maior. Considerações ambientalistas à parte, os números são claros, a alternativa ao petróleo chama-se carvão (pior para o CO2) não há eólica. marés, geotérmica ou idêntica que possa substituir a nossa dependência dos combustíveis fósseis. Infelizmente, actualmente, só existe uma solução e é o nuclear... Se o governo não quer ouvir falar em fissão (nem eu) então pergunta-se pq não participa no esforço de investigação da fusão que está a ser desenvolvido em França (maior parte da UE, Rússia, EUA e Japão)? Já que estamos tão preocupados com o emprego dos lic/mest/dr pq não pagam decentemente aos investigadores tugas do CERN por exemplo? Para não falar de todos os outros que acabando os seus estudos (pagos com os meus impostos) se põem a andar que a vida neste jardim só está boa para economistas (nem todos), políticos (a maior parte), grandes empresários (olá Belmiro (kow-tow profundo)).
Bah
Já divago. Força Mário!!! Não estás só

Anónimo disse...

Apenas um pormenor. Será que se pode concluir que temos então um modelo de consumo (ou melhor consumismo) que está completamente errado? Com "alternativas às fontes de energia convencionais" optando pelo nuclear, actualmente, anteriormente ou posteriormente deve dar daqueles belos resultados à Sandokan... primeiro "dispara-se" depois pergunta-se "à vítima" qual é o seu problema? Desculpem, a trampa que este género de postura tem provocado ao longo da história. A visão do homem não tem em conta que os "progressos" (ditos como tal) que fez ao longo do tempo são gerados pelas "nossas necessidades"... económicas. Ter uma escravização das mentes perante modelos adoptados neste princípio é meio caminho para andarmos geração atrás de geração às turras com as asneiras dos outros pensando sempre que "as nossas" soluções serão sempre as melhores - sempre no actualmente.

Acontece que aquilo que sempre se verifica, e não é culpa das alternativas, é que afinal suga-se até ao tutano o ouro negro para se chegar à etapa seguinte de sugar "o próximo". Ram-ram-ram

Assim venha lá o nuclear e em força! Resolverá o problema facilmente. Até defendo que Portugal deverá tomar algumas medidas no campo da defesa e armar-se com a famosa bombinha. Ou vamos ficar sempre dependentes dos outros? Já agora aproveite-se o Alqueva para arrefecer os reactores... com 10 barragens no bolso há coisas que não percebo.

Em Portugal tudo é megalómano... a começar pelas mentes.

Meus caros reconvertam a produção e ver-se-á qual o abatimento no consumo de energia. A quantidade de "trampa" produzida à cabeça é que mete dó cá aos meus neurónios (que já são poucos). Então mas agora as soluções passam por mantermos a anormalidade consumista e produtiva existente? Dando resposta atrás de resposta a um crescendo de soluções que não resolvem os problemas instalados? Apenas adiam soluções bem mais radicais e necessárias de serem feitas. Das mentes à vida real! Não acham que é um bocado "manter-se direitos de conforto adquiridos" sobre brutais erros de modelos societários?

Afinal quando se reconvertem de facto as mentes para aquilo que é essencial e global aqui sim: O PLANETA TERRA! É dito de azul e só há um. Está a queixar-se por tudo quanto é canto mas cá continuamos nós contentes e felizes apostados nas grandes virtudes...

Anónimo disse...

Deixo aqui um desafio. Passados estes prazos de investimentos, empregos, exportações, verifiquemos o que passou ... para pedir responsabilidades, nemeadamente a devolução dos fundos publicos!

Anónimo disse...

Acho muito bem a ideia do anónimo anterior mas diria mais: que tal activar essa mesma ideia para o que já foi esventrado pela corja? Pedir responsabilidades. Expliquem-me lá onde é que estão os milhentos fundos estruturais que caíram neste canteiro? E afinal que ESTRUTURAÇÃO tem este país? Sobretudo pergunte-se a estes Só Cretinos e aos Cretinos que os antecederam, todos pertencentes a um bailado de 3 décadas em que enterraram o país ao ponto de, hoje, estarem ainda com a cantiga do aperta o cinto; produz mais; ram-ram-ram... enquanto que aqueles que maiores salários e reformas têm são exactamente os "meninos do coro"... pergunte-se afinal que COMPETÊNCIAS têm estas aberrantes criaturas para gerirem o país? As que se vêem!

Somos uns atrasados mentais (na vertente de não mudança da própria - mente) pois manter durante 30 anos a esperança de melhores condições para todos, por exemplo, está hoje a coisa apenas confinada a estes chicos-espertos de colarinho branco. É uma vergonha, desculpem lá. Afinal quem é que esteve a gerir o país? O analfabeto? Aquele que recebe o ordenado mínimo? A pensão de miséria? O povo? Não, os controleiros têm nome e deveriam ser julgados pelos actos políticos que praticam pois são esses que afinal têm NA REALIDADE consequência para a vida de todo um povo. Se o país está na m**** esses são os verdadeiros culpados pois não tiveram a capacidade de o organizar para terem todos melhores condições para todos. Só para alguns. Nunca em lado nenhum isto deu bom resultado... apenas em ditaduras. Será que não estaremos numa democrática ditadura? É que já lá vão 33 anos... vejam lá que a desculpa de que as coisas levam tempo já mete nojo.

Não tomem as pessoas o pulso a tudo isto e estes bipolares personagens farão melhor que o senhor que caiu da cadeira.

Citando Alain Touraine: "... o mundo não pode continuar assim", sobre o regresso da política e a necessidade de reconstruir as democracias."

E mais: "... já se começa a falar hoje do regresso do Estado para exercer certas funções imprescíndiveis numa sociedade civilizada."

Quando se anda por estes pensamentos algo anda de facto muito mal.

Moriae disse...

"pergunte-se afinal que COMPETÊNCIAS têm estas aberrantes criaturas para gerirem o país? "

É isso TUDO! "Nem Engenheiro nem ..."

Moriae disse...

Amanhã é dia de sair com máquina e tirar plingrafias ...

Anónimo disse...

A questão não é filosófica. É de recursos disponíveis. Não se pretende defender que as energias alternativas não são aspectos da solução apenas não chegam e isto não é uma questão discutível: 80 % da energia eléctrica consumida nesta pelintrice provém de combustíveis fósseis ou é importada de Espanha/França/Alemanha que curiosamente podem exportar porque... recorrem ao nuclear. A questão não passa se devemos ou não usar o nuclear mas sim se podemos reduzir o nível de vida (perguntem às pessoas se querem a vidinha do antigamente, tipo séc 16?). Agora se devemos usar ou não o nuclear? Nos próximos 30 anos a discussão vai mudar do se devemos para o se temos alternativa. Atenção: Ninguém quer o nuclear nem mesmo os militas (para matar é muito mais giro usar uma arma sniper do que um míssil atómico. Lógica militar, não acham? Vejam o raciocínio por trás do conceito de guerra química, biológica e armas de neutrões. Matar sim mas a propriedade essa não se pode tocar que os velhos que mandam a malta nova prá guerra não vão nessa).
No nuclear falemos antes de detritos, materiais contaminados, e real rendimento que este recurso apresenta - uma fábrica nuclear passa mais tempo em operações de manutenção do que a produzir. Isso sim!! Agora eu não tenho é soluções a curto prazo (não gosto do Malthus). A outra hipótese seria a fusão nuclear mas como já alguém disse isso não interessa ao estado português dado que é uma solução a longo termo e de resultados pouco visíveis... Quando os países que estão a investir na pesquisa obtiverem resultados então sim vai ser giro... Espero ver nessa altura o governo a propor disponibilizar o fundo das costas para tarefas menos apropriadas... tais como? Enterrar os mortos de rabo pro ar por forma a servir de suporte a biclas.
Namaste

Anónimo disse...

Prometo, acaso sejam atingidas as metas propostas (a dos mortos enterrados de rabo para o ar), como sugere o anónimo acima que colocarei com o maior dos gozos a roda da frente da minha bicla no rego do mor ou no da LuLu... não faltará parqueamento com tanta excelência e competência...