20080412

Meus caros, já passei por várias etapas hoje e cheguei a um impasse

Esta deu cabo de mim ... qual carreira? A carreira do ECD de 19 de Janeiro de 2007? Que divide professores e segrega a maioria??

--- ADENDA ---
Anónimo disse...

Para moriae
O ponto 9 está relacionado com o novo escalão criado na função pública, não sendo assim deixaríamos de estar equiparados e não será isso que irá impedir a revogação do "ECD".
O ponto 10 posso entendê-lo como uma forma de "ganhar tempo", apenas isso.
Nada do que ficou no entendimento obstaculiza a revogação daquilo que os professores acharem dever ser revogado, mas essa luta implica a força e o trabalho de todos, mas na união!

11 comentários:

Anónimo disse...

Moriae,
Ao longo destes três anos por vezes pensei tb que alguns "entendimentos" eram simples jogos de táctica e que se inscreviam numa estratégia bem definida de defesa dos professores (e dos alunos e do Ensino). Infelizmente assim não o foi. Os entendimentos eram a estratégia. E os resultados estão á vista de todos.
Se no dia "D" não pusermos os pontos nos "ii" e nos dias seguintes tb continuaremos a assistir á pior das decadências. A Moral.
Mas...Aqui estaremos, se for necessário, com muitas outras pessoas, para dar testemunho.Temos tempo. Estamos a tempo. Vamos ter tempo.
anahenriques

Moriae disse...

Ana,

a Moral, per si, não me diz nada, só se estiver relacionada com a ideia de estado de espírito.
E sim, cá estaremos, ou não.
Já morreram três colegas. Sabemos lá quantos perderam sabe-se lá o quê. De mim sei e ... não é quantificável o valor.
Não temos tempo porque nos foi roubado. Não estamos a tempo porque há coisas que não são recuperáveis.

No dia D vai acontecer NADA a não ser planos de intenção. ainda por cima, dentro das escolas ... Espero estar enganada ...

Solidariedade,
M.

Anónimo disse...

O entendimento sobre os contratados era necessário.
O ponto 4 do acordo vai ser a nossa submissão, tal como o foi a comissão sindical que viabilizou as aulas de substituição. Somos honestos de mais para competir com o ME.
MJP

Moriae disse...

É a tal mão de obra barata para o trabalho sujo ...

Sindicatos já admitem avaliação parcial este ano http://sinistraministra.blogspot.com/2008/04/sindicatos-j-admitem-avaliao-parcial.html

Portanto ... a coisa já tem uns dias ... que coisa ...

Pode ser que me engane sobre o Dia D. Pode ser que os professores mostrem novamente 'fibra'. Pode ser que até a tenham potenciado.

Moriae disse...

aulas de substituição ... as pessoas já se esqueceram, não é?

Anónimo disse...

Até conhecem muito bem a massa de que é feita a maioria dos professores... Apenas humanos, demasiado humanos!
Assim se aceitará a fractura da carreira e haverá lutas fraticidas e desleais para se chegar ao topo dos topos!
A misantropia assenta numa realidade irrefutável: o ser humano é o maior e o mais insaciável dos predadores!

touaki disse...

Moriae:
Tal como já tinha previsto (na agenda oculta da educação), a carreira "especial" que era a dos professores, já foi!
Os profs vão ser integrados direitinhos na categoria de técnicos superiores, "tout court".
Ou seja, passam a estar sujeitos às restantes regras da FP. É de crer que o malfadado estatuto, mais ano menos ano, vá às malvas!
E mais! As progressões irão ficxar condicionadas pela disponibilidade de verbas das chefias!!
Este ano, as autarquias já anunciaram que não haverá progressões dos seus funcionários porque não há verbas disponíveis....
Estás a ver até onde isto pode ir?
E, conjugando o recém promulgado decreto sobre a gestão com a Lei 12-A/2008, já ficas com uma imagem mais nítida do filme que se vai seguir..
Touaki

touaki disse...

Só para se completar:
Isto é o que se pode deduzir nas entrelinhas do ponto 9 do dito cujo acordo, entendimento ou o raio que o parta!

Anónimo disse...

A aceitação de mais um escalão para os titulares foi, para mim, a machadada final na credibilidade dos sindicatos! Como é possível afirmarem que continuarão a lutar contra o actual ECD e, ao mesmo tempo, legitimarem a divião da carreira, aceitando esse novo escalão?

As preocupações, a revolta dos 100000 professores que se manifestaram no dia 8 tinham a ver com dinheiro? Esperava que os sindicatos não quisessem ouvir falar de novos escalões por, simplesmente, não quererem ouvir falar de professores e titulares!

É com muita mágoa que digo: esta atitude, juntamente com a prometida negociação de condições de acesso à categoria de titular para professores que estão noutras funções (caso dos sindicalistas e dos deputados, entre outros) cheira-me a algo muito triste, mas pode ser que esteja enganada...
Em todo o caso, houve, sem dúvida, grandes vitórias neste entendimento, grandes vitórias para uma reduzida percentagem de professores! Compreendo a sua alegria.

Agora, só me fica esta questão: foi para isso que fui a Lisboa? Foram essas as prioridades que todos acordámos? Se sim, devo andar muito distraída.
Alice N.

Miguel Pinto disse...

Não percebi a redacção do ponto 9, moriae. O topo da carreira dos professores, no novo ECD, é o 6º escalão, índice 245. A ideia é (re)criar um novo 7º escalão, índice 299 (o antigo 9º escalão), para repor alguma justiça salarial depois da divisão da carreira? Hummm... esta hipótese é pouco provável porque os colegas titulares não beneficiariam nada. O ME quer criar um 4º escalão para os titulares (sem aumento da actual duração da carreira)? Ora, não vejo como os "zecos" poderão beneficiar desta mudança. As novas negociações devem salvaguardar as perdas salariais, principalmente do “professorzecos”.
Quanto ao ponto 10, presumo que os Executivos que terminam o seu mandato no final deste ano lectivo prolongarão o mandato até Setembro. Aguardarão que a tralha que foi promulgada pelo presidente chegue às escolas.

Anónimo disse...

Porque será que alguns professores querem tanto ser FP para umas coisas e não o querem ser para outras?! Não é difícil de perceber que durante anos lutámos para não perdermos a paridade com a carreira técnica superior, e que com esta nova carreira isso tinha acontecido. Então, acham que a plataforma deveria ter recusado o novo escalão para os titulares? devia ter recusado a paridade? tudo porque para os professores não consegui o mesmo?! ou porque contesta as duas categorias?! Sejamos racionais, nem a plataforma ganharia nada em recusar, nem os professores ficariam em melhor situação. A revisão do ECD é uma batalha que não se esgota neste "entendimento".
Mas, parece que há quem tudo queira sem nada querer!!!