20080505

''Tá bonito o cartaz ´pá' [sequência]

No post 'Tá bonito o cartaz ´pá lancei um desafio a uma colega (ver comentários) e, recebi uma resposta, identificada, por e-mail. Passo a transcrever o texto - de onde omito um nome evocado e o nome da autora, a quem já agradeci.

Nota: Volto a reforçar o que lhe disse: - Há poucos colegas da Educação Especial como tu, pelo menos, nestes 11 anos, tenho conhecido pouca gente que não tenha caído nos prazeres desta CIF, qual maça envenenada ... Outras colegas, não agem, não falam.

"(...) Gostava de começar por dizer que a especialização em educação especial que tenho foi feita na ESE do Porto, com um plano de estudos muito completo e uma carga horária - quase todos os dias das 18:00 às 22:00 durante 2 anos – que foi ao encontro das minhas necessidades. Considero que aprendi muito, mas, por outro lado, tenho uma pós graduação em administração escolar feita no ISET, que em termos práticos não me serve de nada, foi uma desilusão.

A primeira denúncia que faço em relação à formação de Braga, da Educação Especial, prende-se com o facto de as formadoras não fazerem ideia de quem são as formandas - quase todas especializadas e com muitos anos de serviço e experiência na área. Em seguida:

- o horário ao sábado, das 8 às 13 começa por ser um abuso e uma violência após uma semana de trabalho;

- os conteúdos são absurdos, passamos por ex., mais de 1 hora a "ver" os catálogos da Anditec (empresa de material informático em comunicação), que até tem interesse, mas não é para ser apresentado assim nem numa formação que seria para nos preparar para trabalhar com o 3/2008, segundo propaganda da dgidc;

- a coordenadora da formação, *****, que é uma personagem indescritível.

Chegamos às 8h e a senhora entre muitos "afazeres" só começa às 9:20 e sempre … repetindo a frase "Oiçam colegas, isto é muito importante" e por vezes acrescenta "Mais importante que a CIF" e fala de como o Miranda Correia é vaidoso e está com grandes problemas em aceitar a passagem da idade, o João Lopes é bipolar e quando a sua equipa de futebol ganha todos têm boa nota. Fez um discurso sobre o caso da aluna do telemóvel e nesse contexto afirmou que numa reunião importante deixou o dela ligado e que, quando tocou, fingiu que não era o dela … Além de ter incomodado toda as pessoas (digo eu) gabou-se de ninguém ter percebido que era a culpada.

Ainda esta coordenadora … A mais grave é afirmar que todas as deficiências são genéticas e perante o espanto de todo as pessoas defendeu que a capacidade de recuperar de um AVC, por ex., a "força" que cada um tem para recuperar, é genética. Sendo que ‘isto’ é aplicável a todas as problemáticas.

Um dia, expôs um estudo de caso, o qual se gabou de ter desenvolvido sozinha. Viemos a saber que foi desenvolvido o ano passado na formação sobre a CIF. Mais, deu este caso às 3 turmas e agora só temos de o passar a computador ou não (para as formandas que não têm "sensibilidade para o computador" - palavras usadas - podem apresentar o trabalho a caneta), e entrega-lo tal e qual o deu! Esta será a nossa avaliação da formação.

Diz constantemente que podemos sair mais cedo e assinar que não se importa. Contraria as outras formadoras e disse perante a turma e outra formadora que o que elas (+3) estavam a dar, não tinha importância nenhuma porque a nota final era ela que a ia atribuir e seria igual para todos a menos que alguém se quisesse evidenciar, aí deveria ir ter com ela para uma conversa.

Uma outra formadora, psicóloga, queria obrigar-nos a fazer uma avaliação - um PEI por referência à CIF - numa semana e a CIF ainda não tinha sido abordada.

Ainda outra formadora, também psicóloga, passou quase 3 horas a passar testes de avaliação que dizia não ser para nós e quando uma educadora a questionou então para quê estarmos a perder tempo, a Dr.ª quase que atirou os papéis ao ar e atarantada ficou sem saber o que fazer.

São centenas as trapalhadas que fazem nesta formação e podia escrever folhas. O que as caracteriza basicamente é, não admitirem ser questionadas … e sobre uma capa de profissionalismo, são a maior desorganização. A *****, como disse uma colega com piada, não se esqueceu de tomar a medicação pior é que a baralhou, a ***** que aparece no programa desse encontro temático, duas psicólogas vindas de não sei onde e a Universidade Católica, estão a ganhar quanto?

No fim, vão poder dizer que já deram formação e o consenso geral é que entramos a zero e saímos pior. Sei que na formação do Porto o sentimento é igual."

11 comentários:

Anónimo disse...

Francamente não entendi a que "formação" se dirige. A sua especialização ou a algum curso de formação que frequenta na área da Educação Especial.´
anahenriques

Moriae disse...

Ana Henriques,

algo que eu possa ajudar?

Anónimo disse...

já topou esta coisa?

https://www.ige.min-edu.pt/e-atendimento/presentation/queixa.asp

Moriae disse...

anónimo,
terá a ver com '(...)faria' online e dedicada a estas coisas da educação, dos professores, essa malta perdida?

Anónimo disse...

Não estou a perceber nada... a quem é que me posso queixar? Podem ajudar-me....

help

p.s.: tenho uns bufos cá na terra

Moriae disse...

http://sinistraministra.blogspot.com/2008/05/t-bonito-o-cartaz-p.html

Será que vão fazer queixa de nós? coitada da loira sinistra ministra ...

Anónimo disse...

É o eduquês ao seu melhor nível. Uns fingem que ensinam, outros fingem que aprendem e ninguém quer ser questionado! Porquê? Porque uns ficam com o dinheiro e outros com o canudo! Eis o ensino democrático!

Anónimo disse...

moriae,

Ao ler o texto, não consegui identificar se era um curso de especialização ou curso de formação. Era só uma dúvida.

O Apoios Educativos/Educação Especial estão um total caos. Hoje estive horas com a psicóloga do SPO a tentar ver como contornar uns simples itens do "CIF" (total escandalo) para não deixarmos de trabalhar com os nossos colegas e alunos. Provavelmente teremos que anexar uma descrição ao processo sobre a tradução dos critérios pedagógicos e psicológicos, universalmente aceites, em algo verdadeiramente surrealista, que só da cabeça de um doente do foro psiquiátrio psicótico poderia ter saído.
anahenriques

ana disse...

anahenriques
Do que se fala é de uma formação financiada pelo Prodep e como está expresso num artigo da dgidc (...)"O curso de formação em Educação Especial, que vai abranger inicialmente cerca de 1.500 professores, vai arrancar a 01 de Março, com um custo de 600 mil euros, anunciou hoje o Ministério da Educação (ME)." e diz mais:
(...) "No encontro com os jornalistas, o mesmo responsável rejeitou as críticas à utilização da Classificação Internacional de Funcionalidade (CIF) na sinalização de crianças com necessidades educativas especiais.
«Muitos têm mentido a respeito da utilização da CIF. Essa classificação não pode ser utilizada em termos educativos. Andam a promover um terrorismo ideológico contra o ME e a escola inclusiva. É falso que haja um desinvestimento do Governo na Educação Especial» , concluiu Luís Capucha."
Gostava que alguém confrontasse este senhor no tal Encontro Temático sobre o que diz aqui e o que nos estão a obrigar a fazer nas escolas.
O nosso Núcleo de Apoios Educativos fez uma exposição ao executivo alegando que não tem formação nem informação necessária para dar cumprimento ao 3/2008.

Anónimo disse...

ana,

Ok. Estive com um colega duma ESE na 4ª feira que ministrou umas horas dessa tal (des)formação em Educação Especial (Prodep, 50 horas) completamente escandalizado sobre o que veio programado da DGID cujo "famoso" director geral, Luís Capucha, é o "genial" chefe.
Professor do ISCTE, colega e amigo da Dona Maria.
anah

Moriae disse...

Falta gente com coragem para se recusar a colaborar em embustes destes. A Educação Especial está muito mal representada.

A especialização que fiz na ESEC foi de meter dó ... Quanto a estes cursos das 50 horas, sendo dados pelos mesmos, suponho, aqui na zona, devem ser do género.