Imagem do Kaos integrada no post Puro veneno . Penso que deve ser lido.
"Às três da manhã do dia 12 de Abril surgiram os sinais do “ entendimento”! De lá até agora, li centenas de comentários e ouvi nas televisões e rádios várias intervenções de professores, de políticos, de pais, de comentadores pagos para dar opinião. A sua e a daqueles a quem servem! Governo e Maria de Lurdes Rodrigues cantam vitória! Não houve cedências, não houve recuos, “ a soma é nula”! A Plataforma Sindical considera o dito cujo como uma vitória dos professores! Dos professores que têm lutado sem descanso contra a actual política do Ministério da Educação. E os professores dividem-se nas opiniões, enquanto tentam descobrir o melhor caminho! É natural e salutar! As cicatrizes são muitas e profundas! Os estragos de MLR ficaram, para sempre, gravados a negro na alma de cada um de nós! Não parece justo que a compensação pelas horas roubadas ao sono seja um “ entendimento”! Não é fácil aceitar um “ entendimento” que, para José Sócrates e Maria de Lurdes Rodrigues, é considerado como mais uma vitória da determinação e da capacidade de negociar da Senhora Ministra! Da mesma que ao longo de três anos nos virou as costas e substituiu as negociações com os professores e os seus representantes por pseudo - representantes com os quais é fácil entender-se! Não é fácil aceitar um entendimento que não entende que sem a alteração do ECD não é possível qualquer entendimento! Não é fácil perceber um entendimento que deixa em aberto a possibilidade dos professores contratados poderem recorrer aos tribunais quer sejam avaliados com simplex ou complex! E tudo porque, neste momento, para os mais informados, os dois são possíveis! Dia 17 de Abril, na próxima 5ª Feira, será dia de ratificar o “ entendimento”! Antes disso, há o dia 15, o dia D, o dia dos professores confirmarem se o desejam ratificar ou não! Aquilo que a Plataforma conseguiu foi um entendimento e não um acordo! Foi um entendimento possível que exigiu, como todos os entendimentos, algumas cedências de parte a parte! E, da parte do Ministério, muito menos do que seria desejável! Foi um entendimento que possibilita, no entanto, a curto prazo, forçar o Ministério a outros entendimentos! Foi um entendimento e os professores, no dia 15, poderão sempre fazer outro! Poderão dizer exactamente o que querem e exigem! E deverão, ao fazê-lo, estar conscientes de que só em uníssono será possível revogar aquilo que querem ver revogado! Os professores têm de decidir se confiam na Plataforma ou no Conselho de Escolas! Se confiam na Plataforma ou se acham que conseguem atingir os seus objectivos sozinhos! Os professores têm de decidir no dia 15 o que querem fazer e com quem! Nas últimas semanas, os professores sentiam que havia quem começasse a desmobilizar! Hoje os ânimos acordaram e a vontade de agir voltou a fazer-se sentir! Só por isso já valeu a pena o “ entendimento”. Agora, a sua ratificação não será feita novamente no CNE! Será feita nas escolas ou nas ruas! Será feita onde e como os professores quiserem! Será feita com a certeza de que o Ministério vergará, se ninguém desistir! Se cada um chamar mais um! Dia 15 decidam! Reajam, façam, lutem! A Avaliação, o ECD, a Gestão, o Ensino Especial, o Estatuto do Aluno, a Escola! Tudo nas vossas mãos, basta que acordem!" (JL, recebido por e-mail)















