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20080330

E depois do 8 de Março?


No 8 de Março todos saímos à rua para demonstrar a nossa indignação. E depois do 8 de Março? Continuamos indignados? Como o manter? Como o expressar? Os movimentos de professores continuam a mobilizar-se, já só querem um novo 8 de Março, em pleno 25 de Abril. Mas teremos entretanto ganho uma maior consciência de que só em plena unidade poderemos ter a força necessária para recusar estas políticas devastadoras da escola pública que têm saído do Ministério da Educação?

Fala-se novamente em ir no Dia da Liberdade para a Assembleia da República. Gesto simbólico, mas também gesto consciente de que esse é o lugar da Democracia. Os deputados cumprem um mandato que o povo lhes deu, donde o povo tem o direito de apelar a esses deputados para que chamem a si essas leis e abram o debate sério de que a Ensino carece.


Entretanto vários debates têm ocorrido, quer nos blogues, quer nas escolas, quer em Assembleias, reuniões ou Encontros. Todos os meios são válidos para debater o ensino, o importante é continuar o debate e não vergar às imposições rígidas de alguns Conselhos Executivos
cumpridores incondicionais dos mais absurdos decretos do ME, alguns ainda mais papistas que o Papa, como deles se tem dito.

Os caminhos têm sido vários, a diversidade de opiniões é apanágio dos sistemas democráticos, mas a união é mais do que nunca essencial para a reconstrução da escola pública. Divergências à parte, todos devem estar unidos e conscientes que o importante é defender a escola pública, reconstruir uma escola democrática, equitativa e criar as condições dentro das escolas com vista a assegurar um ensino qualificado, formador de cidadãos livres, conscientes e preparados.

Leia aqui a proposta da Comissão de Defesa da Escola Pública

20080303

APELO à MARCHA DA INDIGNAÇÃO, LISBOA - 8/MARÇO/2008


COMISSÃO DE DEFESA DA ESCOLA PÚBLICA

http://escolapublica2.blogspot.com escolapublicablog@gmail.com

Todos na Manifestação Nacional de 8 de Março

Sim a uma Escola Pública para qualificar e formar as jovens gerações

Sim ao respeito pela dignidade da função docente

A grave situação em que se encontra a Escola Pública, fruto da aplicação de mais de 20 anos de “reformas” sucessivas, por todos os governos – para a adaptar às exigências das instituições da União Europeia – em conjugação com o conjunto dos problemas sociais que inevitavelmente se reflectem na vida de centenas de milhar de alunos, implicam a reorganização e refundação da Escola Pública.

Esta exigência só poderá realizar-se com a participação empenhada dos docentes, pedra angular do sistema de ensino, e em cooperação com os restantes intervenientes no processo educativo, em particular os pais e encarregados de educação.

Para se iniciar este caminho é urgente restabelecer a tranquilidade e a confiança entre os professores e educadores, o que exige a revogação ou suspensão de todos os despachos, decretos e leis responsáveis pelo mal-estar e pela legítima revolta dos docentes.

A maioria absoluta dos deputados eleitos pela população trabalhadora tem o dever de responder a esta exigência, chamando à Assembleia da República estas medidas, para as revogar ou modificar, e não continuar a subordinar-se às orientações e directivas das instituições da União Europeia.

Participemos na manifestação convocada, em unidade, por todos os sindicatos dos professores, para que esta seja mais um elo fundamental para a ligação das iniciativas dos professores e educadores, que se têm vindo a desenvolver por todo o país.

Sim a uma carreira única dos professores - Revogação do ECD!

Sim a uma avaliação formativa, para melhorar a qualidade das respostas educativas das escolas - Revogação do decreto-lei sobre a avaliação do desempenho dos docentes!

Sim a equipas pedagógicas multidisciplinares, assentes no profissionalismo responsável, na democracia e na cooperação - Revogação do decreto de gestão escolar, que institui o director e os coordenadores nomeados!

Sim às respostas educativas para todos os alunos, a começar pelos que têm problemas de aprendizagem ou pertencem à Educação especial!

Sim à cooperação com os pais e encarregados de educação!

Sim à responsabilização do Estado pelo Sistema Nacional de Ensino!

Não à sua fragmentação! Não à sua municipalização!

Sim a tudo o que de positivo a Escola de Abril construiu, dos jardins-de-infância e ATLs ao ensino superior (das ciências, às letras e às artes) - Ruptura com as directivas da União Europeia!

A Comissão de Defesa da Escola Pública, do Concelho de Oeiras

28 de Fevereiro de 2008

CONTACTOS: carmelinda_pereira@hotmail.com (telem: 966368165); degomes@gmail.com (963262578); montez.paula@gmail.com (967636341)

Pais de luto e em luta

O Albino Almeida usurpou a presidência da CONFAP num processo eleitoral fajuto e foi eleito por cerca de 80 votos. É um oportunista que se serve do Movimento Associativo dos Pais (MAP) para se auto-proclamar "a voz dos pais". A criatura está absolutamente comprometida com o Ministério da Educação e gere os subsídios a seu bel-prazer não os distribuindo pela estrutura associativa (nomeadamente à FERLAP) com os objectivo de destruir o MAP, argumentando, inspirado talvez nos procedimentos da Fátima Felgueiras, que não dá o dinheiro porque este é para usar na defesa da CONFAP contra os processos instaurados pela lista concorrente (lista A) nas tais eleições fajutas donde saiu vencedor.
Por isso apelo a todos para não confundirem nunca a conduta deste crápula com a postura dos pais e do MAP que procura destacar-se deste emplastro ministerial.

Sou mãe, sou encarregada de educação, sou presidente de uma associação de pais, faço parte do MAP

Estou nesta luta pelo futuro da Escola Pública e do ensino democrático e de qualidade ao lado dos professores e dos pais que também defendem o mesmo
Contra Albinos e ministras, Valentins Loureiros e afins,

Contra o ECD, contra as directivas europeias que inspiram os decretos-Lei que destroem a Escola Pública e a Democracia, porque não podemos ignorar que daí advêm as políticas educativas deste governo (e dos governos PSD),

Nada serena, porque o país não pode ficar sereno perante este ataque à Escola Pública e aos professores e alunos (como pode o presidente apelar à serenidade? como pode vir o Albino dizer que os professores devem deter a luta pelos seus direitos do trabalho em nome da estabilidade dos alunos? Como se fosse essa a verdadeira causa da instabilidade do ensino!)

E por isso estou de luto pela destruição que já foi entretanto alcançada e em luta porque acredito que unidos podemos dizer não ao que não nos serve e fazer parar este processo que a continuar arrasará o futuro e a segurança das gerações.

Comentário ao post Dinheiro meu nas mãos do sr. AA??? Outros tempos e este era mote para motim!