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20090515

Albino Almeida e o Afeganistão padrão, com breve passagem pela Gripe Porcina

Imagem do KAOS
Dedicado à Carmelinda Pereira e à Isabel Pedrosa, que amanhã se deslocam em visita de Estado a Versalhes, e dedicado a todos os jovens deste país, que não têm culpa de uma haver uma aberração a afiambrar-se com um nome simpático... "pai"..
.
Há duas coisas nas quais nunca acreditei: a Senhora de Fátima, por questões genéticas, e Albino Almeida, porque só muito tardiamente é que me foi referido, já eu tinha lançado para o prelo o meu Bestiário, e ele nem nas notas de rodapé cabia.
Sobre a Senhora de Fátima acho que já se disse tudo, ou quase tudo, e tem com o Albino Almeida o traço comum de terem ambos cara de saloios: uma, de porcelana, o outro, de toucinho rançoso.
O Albino Almeida tem uma virtude que eu muito respeito, que é a da Imaginação: teve o azar de ter nascido em Portugal, senão, teria dado um fantástico Duchamp, mesmo um Dada, da fase mais radical.
A sua última descoberta foram os decotes e as calças descaídas, e veio tarde, porque meio Portugal os usa, e ele só não os usa, porque não pode, e não pode porque ainda há uma coisa chamada Saúde Pública.
Não sei quais são os gostos sexuais do Senhor Almeida, mas espero que não esteja na faixa dos três filhos, o que o levaria a apreciar muitíssimo as cuecas de rapaz descaídas... Vamos, portanto, na direção das mamas e das saias curtas.
O Sr. Albino, que procriou, por obra e graça do Espírito Santinho, e seria uma verdadeira peça de arte indo europeia, de cada vez que aparece montado no dorso do Hipopótamo da Dren, não fosse não ser de marfim, mas sim de plástico ordinário de alguidar, e de alguidar dos Chineses, com todo o respeito pelos ditos, intitula-se de "pai".
Se o Sr. Almeida, em vez de ser pai, fosse professor, devia aprender uma coisa que vem em todos os manuais: é que a relação pedagógica, por excelência, é assimétrica, ou seja, há sempre um que se posiciona no lugar de dar, e um outro, que mais está na posição de receber, com todas as fabulosas inversões, em que o aluno irreversivelmente consegue, num só dia, marcar, para sempre, o professor, e vice versamente... Ora, sendo a relação pedagógica assimétrica, a assimetria estende-se a todos os lugares da relação, corpo incluído, o que quer dizer que, sendo o corpo do aluno situado num patamar diferente do do professor, está inibido de ter qualquer influência sobre o mesmo, excetuada a inversão, porque todos nós, os saudáveis, num tempo, tivémos "fantasias" sobre quem nos lecionava, e isso ajudou-nos muito a crescer...
Começa aqui a gravidade da coisa, porque, não sendo o Sr. Albino professor, e estando posicionado num patamar externo do maravilhoso palco da Pedagogia, hoje, para nós, profanos, e estupefactos espectadores da coisa reles, ficámos a saber que o Sr. Almeida era fisica, e, portanto, eroticamente, sensível a corpos de adolescente, ou seja, na sua ridícula posição de gato pingado procriador, veio hoje a público dizer que lhe toca muito numa parte do corpo e da alma ver um decote, umas mamas, ou um cu de puto de cuecas à mostra.
Acontece que a mim, que sou tarado, mas tenho balizas, muitas, éticas, e outras de puro relacionamento e polimento de etiqueta, sou totalmente insensível a decotes, saias, cus e rasgões de jeans, à saída de qualquer escola deste país, ou em qualquer outro lugar, e choca-me descobrir, no meio de todos os horrores com que o Sr. Almeida já nos presenteou, esta novidade: que, no fundo, no fundo, só a Senhora de Fátima saberá se ele não tem lá bem escondido, já não no seu Freud, mas mesmo no seu Jung, um "homem da gabardina", daqueles que, quando toca a campainha, em Gaia, abrem as abas, e mostram o "badalo" a quem passa...
Sr. Albino, os jovens deste país são jovens, ou seja, são diferentes, irreverentes e explodem em todo o esplendor do iníco da sua sexualidade, coisa que, caso não saiba, com esse horrível focinho que você tem, está dotada de uma fabulosa vertente estética, a única que a Assimetria Pedagógica concede, ao Docente, usufruir. Proust chamava-lhe "À l'Ombre des Jeunes Filles (Garçons) en Fleurs", e é das coisas mais espantosas de assistir: ver como a Natureza começa a esculpir os corpos, e a prever, na sua infinita diversidade, todas as graças da idade adulta. Quando o senhor se mostra afrontado com isto, está, tão só, a revelar o inenarrável suíno que tem dentro de si, e aconselhamos-lhe, para sua segurança, longas sessões de psicoterapia, não lhe vá dar, quando se tornar ainda mais baboso, para começar a soltar, como um reles homem das obras, com o seu fácies, assobios a pitas do 8º Ano...
A maturação da estátua interior, primeiro patamar para a integração social, passa por uma saudável relação com o corpo, e o ganho da auto estima, que deriva do jogo entre os corpos, é que irá construir a Sociedade dos Equilíbrios. A este zumbir de abelhas e pólen chamamos nós, as pessoas saudáveis, sensíveis à beleza do Mundo e ao esplendor da Juventude, Adolescência, e é um momento dos mais raros e ricos de todo o nosso devir terreno, caso não o saiba, Sr. Albino.
Compete ao Professor, guardião do saber, tutor da estátua que se molda, e demiurgo do ser futuro, zelar, com invisíveis fios de cristal, para que este jogo de sensualidade, sedução e inocência, se mantenha nas fronteiras ilimitadas das florações. Caso o Senhor Almeida não saiba, na História da Evolução do Mundo Florestal, o grande momento chegou, quando, pela primeira vez, os nossos antepassados, dinossauros e insetos, viram, incrédulos, desabrochar a primeira flor, no... Cretáceo... meu deus... há 135 000 000 de anos, ou seja, muito tempo antes do seu mandato à frente dessa abjeção chamada CONFAP, e muito antes da Terra sofrer os flagelos das maiorias absolutas de Sócrates e seus afins.
Caso o senhor Albino não saiba do que estou a falar, convido-o a olhar para uma adolescente, não como objeto sexual -- não temos culpa dos seus problemas eróticos mal resolvidos... -- mas como o primeiro momento em que o corpo espera a polinização, mas a polinização dos jovens do mesmo patamar etário, não de pais sebosos, com tempo de antena numa época cultural e política decadente, e que têm a ousadia de olhar com o olhar com que menos deveriam olhar para aquilo para que se atreveram a profanar.
Não sei se percebeu, mas eu não vou repetir a frase: volte atrás, e releia.
Sei que, com tanta flor, isto cheira muito a Genet, e eu não frequento muito Genet, pelo que vamos voltar ao ritmo de Arrebenta, e na sua melhor forma: portanto, em resumo, o Senhor, Albino, é um insulto a todos os jovens deste país, e uma reles provocação a todas as pessoas bem formadas, que, diariamente, lidam com a maior riqueza de qualquer nação: a sua Juventude.
Se não gosta do que vê, faça como Édipo, e dê dois tiros nos olhos.
Se sente inveja, é natural: na mesma idade, já você deveria ser, e ter, por fora, e por dentro, o mesmo ar de seminarista sebento e perverso que ainda hoje mantém.
Não gosta de ver as cuecas dos rapazes a aparecer, quando as calças descaem?... Pois eu gosto: é sinal de que há uma geração que evoluiu para o gosto de peças interiores de marca, esteticamente viáveis, e bem diferentes dessas ceroulas gordurosas, que você esconde por detrás dessas calças de fazenda, que só vêem a água e o detergente no final de cada Período Escolar.
Quer um conselho, mas um conselho de amigo, de amigo, mesmo?... Vá para a beira do mar e respire fundo. Se continuar a ver nos alunos deste país potenciais objetos sexuais, psicoterapize-se: felizmente que eles até são objetos de sedução, sim, mas de sedução nos infinitos jogos entre eles, onde há simetria, paridade e cronologia afinada, e não assimetria do olhar de um cinquentão baboso e asqueroso, que consegue conspurcar, só com a sua presença e declarações, o palco saudável, de onde virão todos os amores, afetos, e atos potenciadores da futura perpetuação da espécie.
Aprenda a sentir excitação erótica com freiras, Tio Albino, e se não gosta do canteiro onde está, mude-se.
Quer um conselho de amigo?...: até há um país de vanguarda que lhe recomendo. Ainda a Gripe Porcina não tinha sido lançada no mercado da Aldeia Global, já eles tapavam os focinhos com máscaras; mais, até o faziam, já a pensar no Profeta Albino, aquele que virá depois de Maomé, e até enfiavam burkas, da cabeça aos pés.
Mande um email a Obama, e monte uma banquinha de estupidez e perversidade no Afeganistão.
Masturbe-se nos desfiladeiros de Kandahar.
E quer que termine com chave de ouro?... Eu faço-o: Albino Almeida, considero-o um porco e uma pessoa que, se estivéssemos num país decente, levaria para sempre a etiqueta de "não frequentável".
Ah, e para que não diga que não lhe desejo nada, espero que durma mal.
Para sempre.


(Pentagrama de cinco náuseas, no "Arrebenta-SOL", no "A Sinistra Ministra", no "Democracia em Portugal", no "KLANDESTINO", e em "The Braganza Mothers")

20090209

Divulgação: As Aventuras de Albino Almeida (leia aqui)

Sub título: "A Aventura de Albino Almeida e o Magistério Primário que nunca mais terminava (durante mais de 6 anos?!)

Factos:

1. Albino Almeida, disse:
"Os professores que me marcaram pela positiva foram os que me conseguiram explicar de que modo me seria útil aquilo que eu devia aprender. Entre eles o professor Óscar Lopes. Ele leccionava Lógica Matemática, uma componente do curso da Escola do Magistério Primário do Porto. E chamava a atenção para a necessidade de sermos rigorosos na linguagem para podermos ensinar correctamente os alunos. Dizia que a matemática era uma linguagem que correspondia ao pensamento e que o pensamento era muitas vezes traduzível por palavras. Este princípio era válido, por exemplo, para o ensino da tabuada. Isto porque, na altura, nós dizíamos a tabuada como diziam os nossos avós e pais: um vez um, dois vez um, três vez um. E o professor Óscar Lopes dizia que era um vez um, duas vezes um, três vezes um.
Pela negativa marcou-me um professor que me ensinava Francês no colégio. Era excelente em termos de competência, mas destaco-o por ter sido protagonista de uma cena muito violenta. Agarrou um colega meu pelos cabelos e bateu-lhe com a cabeça três vezes no quadro. Tudo porque ele se enganou a escrever uma palavra quando estava no quadro a fazer um ditado. Isto aconteceu antes do 25 de Abril de 1974." (Fonte: A Página )
O que me disseram e eu acredito:
"Para aqueles que não sabem o Dito senhor Albino tirou o curso do Magistério Primário no Porto no ano de 1979, precisamente no mesmo ano que eu." (Fonte: Salvaguardada)
Albino Almeida frequentava o Curso do Magistério Primário 'antes de 1974'. Albino Almeida terminou o dito Curso em 1979 logo Albino Almeida aparenta alegadas afinidades com personalidades importantes que demoram anos a tirar Cursos. Entenda-se por Curso tudo o que a pessoa entender como tal. Exemplos de Cursos: a) o Curso de Engenharia do Exmo Sr. Primeiro Ministro; b) o Curso base da Senhora Ministra da Educação que, curiosamente, e alegadamente, também se terá formado pelo antigo Magistério. Eu não sei .... Eu não vi.

Depois disto, estou enjoada.

***** ÚLTIMA HORA*****20:49

ADENDA - Enganei-me ... saltei parte do texto e afinal antes de 1974 o menino Albino ainda andava no Colégio!!! Assim, é bem provável que até tenha sido um aluno exemplar no Magistério Primário! Sorry, sorry, pardoné moa :-( Assim, ignorem o que está a Cor-de-Rosa do tipo PS p.f.)

20090120

Ó, Albino Almeida, põe-me uns binóculos, e atualiza-te para o real desastre que hoje é a tua querida... "Família"!...

Imagem do KAOS
Para quem me conhece, sabe que sou bem-humorado, detesto preconceitos e sou tolerante, mas, quando embico com um qualquer quisto, ai do quisto!...
Durante meses, ouvi falar desse Albino, mas pensava que era algum treinador de Futebol, e não percebo peva de Futebol, até que me disseram que esse gajo era... Pai, enfim, pais são como os chapéus, há muitos, mas este era um pai especial, meu deus, o que será ser filho de um gajo com ar de agente auxiliar de uma Agência Funerária)..., e é por isso que as crianças crescem cada vez mais infelizes, complexadas, e esmagadas por superegos que nunca chegarão a entender.
Hoje, durante mais uma das greves bem sucedidas, que haverão de levar a Lurdes a afocinhar no chão, "en passant", pela televisão, antes de ir a mais uns saldos do "El Corte Ingles", comecei a prestar mais atenção ao destaque que se dava a essa figura, algo secundarizada, e que é o "pai", ou a "mãe", conforme queiram. Acontece que, muito para lá de tudo o que se possa pensar, ambas essas figuras são o fulcro do atual problema educativo, não querelas entre docentes e uma ministra deplorável, porque o que sucede nas escolas não é mais do que o posludium do que vem herdado de casa.
Para o Senhor Albino, desde já, um comentário à maneira: acho que tem cara de sacristão das arcaicas crendices de Fátima, e os "sacristães" não procriam, ou se procriaram, violaram o voto de castidade.
Pronto, já mordi, passo adiante, e vou debruçar-me sobre aquilo que, exaltadamente, o fariseu clamava deverem ser os "serviços mínimos das escolas".
Portanto, eu vou-lhe retorquir, já que é tão normativo e interveniente, com o que deveriam ser os serviços mínimos da Família, que ele tão quixotescamente pretende representar:
1) Casa casal devia, antes de trazer algum filho ao Mundo, apresentar uma Carta de Procriação, onde tivesse passado, em teste e exame, e que indicasse estar em condições de procriar, para evitarmos as Esmeraldas, as Maddies e as Joanas deste mundo, pobres desgraçadas, filhas da pior ralé humana que a espécie já conheceu.
2) A Escola é um lugar de formação, não um refeitório, pelo que, antes de enviar o seu filho para a aula, se deve assegurar de que vai convenientemente alimentado. Se não pode, informe a instituição, e cada docente deverá ser avisado de que tem defronte de si um pobre ser humano, a quem a crueldade, ou impotência, familiares, ali despejam, para que a "malta se desenrasque". Sr. Albino: Nenhuma criança alguma vez poderá aprender o que seja, se estiver com fome.
3) Sr. Almeida, vá de porta em porta, e impeça as famílias desestruturadas de despejarem os seus filhos na Prateleira de Costas Largas do Ensino: verifique -- essa é a sua função -- se as crianças não são torturadas, violadas e abusadas em casa. Sabe que são atirados para a Escola putos que sabem que a mãe se prostitui, o pai está preso e o padrasto se droga, e o espanca?... O Sr. não sabe, mas o professor sabe, e também quer ser avaliado, por esse tremendo e surdo trabalho social que desempenha e lhe não incumbia. Caso o desconheça, Sr. Almeida, esse pronto-socorrismo social não vem nos parâmetros de "Excelência" da incompetente humana, que tutela a Educação. Nem isso, nem coisas piores, que não me atrevo a pôr aqui, para não maldispor os leitores.
4) Sr. Almeida, faça um levantamento dos livros e recursos culturais que a criança tem, ou não tem, em casa: evite que o docente tenha de lidar com autênticos "meninos-lobo", que nunca viram um livro, cujo único multimédia foram infinitas glorificações dos analfabetos do Futebol, e cujo horizonte existencial e linguístico é o quotidiano "ha dem" da mãe e o "caralho-foda-se", do pai, quando está a olhar para os calções transpirados de
5) Sr. Albino, pergunte, em cada casa, quais são os hábitos de higiene das suas... "Famílias". Garanta que a criança não é ostracizada pelos colegas, por dizerem que tem... mau-cheiro. Pode acontecer que o primeiro banho que tome seja na escola, e a escola não tem recursos para dar banho a todos os que se sentem humilhados, e tem de erguer uma permanente barreira de defesa deles, que também não faz parte dos "excelentes" e das quotas.
6) Sr. Almeida, sabe que há alunos que foram excluídos de todas as instituições, e caem em estranhas escolas-alvo, onde os professores são forçados a desempenhar o tal papel dos psicotutores, de que a Finlândia tanto se orgulha, mas que não são objeto, cá, de qualquer preparação prévia?... E sabe por que é que as pessoas se têm de tornar em tutores e ser pais alternativos?... Porque as famílias, ou não prestam, ou não servem. Peça-lhes avaliação por esse trabalho, e exija serviços mínimos no... Lar.
7) Sr. Albino, sabe que há alunos que utilizam, com a maior familiaridade e frequência, o pior calão e os tratamentos mais violentos?... E sabe de quem é a culpa: da família, onde o tratamento corrente é de "cabrão" para cima, e de "puta" para baixo. Não sabia?... Deve ser por frequentar famílias de rodoma de vidro. A maior parte dos professores deste país frequenta famílias reais, e filhos provindos de famílias reais, que soltam constantes palavrões, porque esse é o romance corrente dos seus ambientes familiares. Vá lá a casa, e peça aos pais, que adorarão ser filiados no seu clube de exceções, serviços mínimos de educação. Se apanhar com um taco na testa, não se espante.
8) Sr. Almeida, sabe que muitas vezes os meninos se voltam para o Professor e o ridicularizam, dizendo, "você não acha que anda a perder o seu tempo aqui, a ganhar uma miséria, quando o meu pai, numa noite de tráfico, tira o que você saca num mês?..." Vá lá a casa e diga a esses pais que o tráfico de droga não é uma atividade socialmente venerável.
9) Sr. Almeida, quando ouvir um pai reclamar que as greves são um escândalo, porque não têm onde deixar os filhos, vá lá a casa e grite-lhes aos ouvidos que o ambiente familiar tem de ter reservas e sistemas de acolhimento, a chamada Estrutura Familiar, porque as escolas não são depósitos de corpos, são espaços de convívio de gente em idade e emotividade frágil, não prateleiras para famílias que se esqueceram da palavra "amor", "respeito" e "educar". Se não conseguir nada, peça para a SUA Ministra colocar como parâmetro de avaliação o "entreter" meninos. Antigamente, essa função era atribuída a palhaços e o único que eu vejo neste processo é, curiosamente... você.
10) Pobre Albino: sempre que você receber na sua sala um aluno de ténis rotos e jeans fora de moda, e o vir ser gozado pelos colegas, vá ter com a família e pergunte por que o vestiu assim. Se se lhe depararem grupos familares a viver abaixo do limiar da pobreza, deixe-os em paz, e dirija-se diretamente a esse Governo Torpe, de quem você faz tão bem o papel de Comissário, como os havia nas ditaduras de Leste e Oeste, e que tornou Portugal num abismo de Muito Ricos e Muito Pobres. É o professor que tem de perder tempos infindáveis a reequilibrar estes grupos potencialmente explosivos, tempo no qual não ensina, protege o desprotegido e que, curiosamente, também não entra para a Aavaliação. Tempo de gente muito mal paga para evitar que a Sociedade expluda logo ali, no limar dos 5, dos 6, dos 10 dos 11, dos 15 e dos 16 anos.
11) Miserável Almeida -- não te importas que eu te trate por tu, pois não?... -- faz assim: sempre que te chegue aos ouvidos que os alunos vão armados para as escolas, faz o teu papel, e vai, de porta em porta, revistá-los, um a um, com detetores de metais, para evitar que tenha o professor de ser ameaçado nas aulas, os colegas assaltados e um clima de "gang" a instalar-se num espaço que a grande tradição sempre viu como algo próximo de um santuário, mas que a incúria das tais famílias que tu descinheces e da destruturação social dos Governos das Donas Lurdes e afins permitiu que se transformasse num mero antro de facadas.
12) Obsoleto Almeida: vai de porta em porta, e pergunta por aquelas famílias que preferem andar a feijão e arroz, para que os meninos possam ter os seus fins-de-semana de álcool, droga e discoteca garantido, para entrarem, segunda de manhã, em tal estado que passam as aulas a dormir, ou com "feedbacks" de pastilhas e LSD, que chegam a nem perceber estar em calsse. Vai à porta dessas famílias e exige-lhes os serviços mínimos de Família. Se não cumprirem, põe-nas, caso a caso, em Tribunal: é um favor que fazes a 140 000 afrontados.
Não vou ao 13, porque o 13 dá azar: isto é só um prolegómeno de tudo o que tinha para te despejar em cima, Albino Almeida, e sabe que, quando eu ataco, é mesmo de fugir. Pensa que até estou a a ser simpático contigo, e que o teu conselho 13 é hoje substituído -- "surprise!..." -- por uma bonita imagem: sou eu, a ver em ti uma barata rastejante e servil, a quem hoje me deu para pôr o calcanhar em cima, para te acabar com tanto sofrimento. Dizem que as baratas podem transmitir maleitas, e eu não queria que os alunos de Portugal, do mais pobre ao mais rico, adoecessem, só pela causa do teu insistente rastejar.
Albino: vai-te catar!...
Muito Boa Noite.


(Pentagrama mata-baratas, no "Arrebenta-SOL", no "A Sinistra Ministra", no "Democracia em Portugal", no "KLANDESTINO", e em "The Braganza Mothers")

20081111

Outra vez "the voice"

Imagem reciclada por Kaótica

Encontrei esta notícia onde curiosamente não se fala da CONFAP mas sim de a Confederação das Associações de Pais”. Estranhei ao ler a primeira linha da notícia, aquele “a confederação” arranhou-me o ouvido trazendo-me reminiscências de um tempo recente em que "a voz dos pais”, ecoava dia e noite pelos meios de comunicação social. Ultimamente tinha-se sumido mais e parece que tinha aparecido para aí outra confederação qualquer. Não se revelou grande coisa (talvez ainda venha a seu tempo revelar-se uma CONFAP II!), mas pelo menos permitiu que por uns tempos os senhores jornalistas tivessem que dar o pai à criança e nós não tivéssemos apenas que ouvir the voice. Continuei avidamente a ler a notícia para apurar que confederação seria esta afinal, seria a CAP, um terceiro elemento?

Mas não: era mesmo a CONFAP do Albino, repescada para vir novamente chegar-se à frente para se pôr a geito para aparar os golpes do sistema . Dias depois da manifestação dos 120 000, aí está ele indignado a alertar os pais e os ouvintes da TSF para o facto extraordinário da greve calhar num dia de aulas! Malandros dos sindicatos dos professores, então vão convocar uma greve para um dia de semana? Anda este senhor a defender aos quatro ventos a escola a tempo inteiro, de horários equiparados às 8 horas de trabalho pré-flexibilização, a pedir encarecidamente que aos alunos com insucesso escolar se dêem ainda mais horas de aulas do que a que as que eles já têm , para agora virem por aí os professores a fazer greves em dia de aulas?! Fantástico este senhor Albino! Para ele a palavra greve já é uma afronta, quanto mais uma greve a um dia de trabalho! Por este andar, com tamanha negociação, lá há-de chegar o tempo em que as greves são convocadas para o Domingo para não perturbar o normal funcionamento das escolas!



20080419

Os pais começam a acordar! É bom sinal!

Mais uns tempos e vamos todos, finalmente, saber em nome de quantos pais tem andado o Sr. Albino a criticar a classe docente e a defender a política educativa de um governo que transformou as escolas no caos absoluto! (J.L.)

«Ainda estamos com um processo disciplinar que nos foi instaurado pela Confederação Nacional das Associações de Pais (CONFAP) pelo facto de pensarmos de maneira diferente e a uma federação (de Braga) cujo tesoureiro, em quatro meses de mandato, faz um desfalque de 60 mil euros e não lhe acontece rigorosamente nada", afirmou hoje Maria José Viseu presidente da federação de Viseu.» (Peniche, Leiria, 19 Abril, Lusa/Fim)
Notícias relacionadas:

20080326

O ridículo atrai o ridículo ...

A não perder, no Casino Figueira no dia 3 de Abril às 22h.

PrtScn daqui (sublinhados e bonecos meus)

Autores da literatura para crianças? Não faltará lá o resto da ESEC? [para quem não conheça, grande parte dos nomes, referidos no recorte, são dessa instituição mui nobre e pelos vistos plena de escritores na área da literatura para crianças]. Para além da ESEC, escola que se destaca pela qualidade científica, curricular etc etc dos seus docentes, destaco ainda a presença da ÚNICA pessoa que tem direito a discriminação 'titular' i.e. designação da alta função confapiana entre parêntesis. Finalmente, é sempre interessante saber que o 'antigo magnífico reitor pega na sua guitarra' ...
Meus caros, penso que é um programa a não perder ...

20080311

Albino Almeida e os 60.000 euros desviados pelo tesoureiro sem o conhecimento do presidente

I - Algumas perguntas a Albino Almeida, presidente do conselho executivo da CONFAP...
" (...) Em vez de atacar gratuitamente os professores portugueses e ameaçar com processos não sei quantos putativos "caluniadores", Albino Almeida prestaria um grande serviço aos pais que diz representar se começasse por arrumar a sua própria casa. E se explicasse aos seus pares (e, já agora, a todos nós) como foi possível que, sem o seu conhecimento, o "seu" tesoureiro se apropriasse indevidamente, em "seis dias", de 60.000 euros... Felizmente, como Deus, descansou ao sétimo!... (...)" (Algumas perguntas a Albino Almeida, presidente do conselho executivo da CONFAP...)
II - Albino Almeida responde (quero dizer, não responde)...
"(...) Não vou comentar a resposta, por duas razões: primeira, porque confio sempre na inteligência dos leitores; segunda, porque a Escola da Ponte não mereceria. Ao contrário de Albino Almeida, que nas pontas dos pés dispara sempre para onde está virado, eu ainda sei distinguir o essencial do acessório..." [Albino Almeida responde (quero dizer, não responde)...]

"ACUSAÇÕES TORPES "

Adenda: Onde se lê aqui, leia-se ali.

20080304

No mínimo!!!

E depois de um dia 'cheio', diz o Paulo: "é que acho estranho:
  • Que uma Confederação tenha o seu plano de actividades aprovado pelo Ministério da Educação para efeitos de atribuição de um subsídio.
  • Que esse subsídio ultrapasse 90% das receitas dessa Confederação.
  • Que essa Confederação, por regra, surja a apoiar com denodo a globalidade das medidas do Ministério subsidiante.
  • Que o Movimento Associativo de Pais se resuma à dita Confederação e que alguém se apresente sempre como único representante dos «pais», quando na prática não depende desses pais para a sua actividade de dirigente associativo, a qual é aprovada pelo ME para efeitos de financiamento."

Absolutamente ridículo!

A caminho da Escola, enquanto ouvia a TSF, descobri que a Confap, pela voz do senhor Albino Almeida, pretende processar-me judicialmente por ter inferido, a partir das suas contas, que a organização definharia sem os subsídios estatais. Pelo caminho também afirma que também processará o blogue Ensinar na Escola.

Claro que em plena via rápida uma pessoa deve manter-se calma ao volante e não começar a rir de forma descontrolada. (..........)" [continua no blogue do Paulo]

Imagem do Kaos em O papá marioneta

20080303

Pais de luto e em luta

O Albino Almeida usurpou a presidência da CONFAP num processo eleitoral fajuto e foi eleito por cerca de 80 votos. É um oportunista que se serve do Movimento Associativo dos Pais (MAP) para se auto-proclamar "a voz dos pais". A criatura está absolutamente comprometida com o Ministério da Educação e gere os subsídios a seu bel-prazer não os distribuindo pela estrutura associativa (nomeadamente à FERLAP) com os objectivo de destruir o MAP, argumentando, inspirado talvez nos procedimentos da Fátima Felgueiras, que não dá o dinheiro porque este é para usar na defesa da CONFAP contra os processos instaurados pela lista concorrente (lista A) nas tais eleições fajutas donde saiu vencedor.
Por isso apelo a todos para não confundirem nunca a conduta deste crápula com a postura dos pais e do MAP que procura destacar-se deste emplastro ministerial.

Sou mãe, sou encarregada de educação, sou presidente de uma associação de pais, faço parte do MAP

Estou nesta luta pelo futuro da Escola Pública e do ensino democrático e de qualidade ao lado dos professores e dos pais que também defendem o mesmo
Contra Albinos e ministras, Valentins Loureiros e afins,

Contra o ECD, contra as directivas europeias que inspiram os decretos-Lei que destroem a Escola Pública e a Democracia, porque não podemos ignorar que daí advêm as políticas educativas deste governo (e dos governos PSD),

Nada serena, porque o país não pode ficar sereno perante este ataque à Escola Pública e aos professores e alunos (como pode o presidente apelar à serenidade? como pode vir o Albino dizer que os professores devem deter a luta pelos seus direitos do trabalho em nome da estabilidade dos alunos? Como se fosse essa a verdadeira causa da instabilidade do ensino!)

E por isso estou de luto pela destruição que já foi entretanto alcançada e em luta porque acredito que unidos podemos dizer não ao que não nos serve e fazer parar este processo que a continuar arrasará o futuro e a segurança das gerações.

Comentário ao post Dinheiro meu nas mãos do sr. AA??? Outros tempos e este era mote para motim!


20080302

O desespero dos ... hummmm ... Esta é difícil!

"Os apoios públicos obtidos pela ministra da Educação são, para além de Sócrates, Valentim Loureiro, albino Almeida e Valter Lemos ... Teme-se que os professores sejam acusados de terem forjado tais apoios, o que poderia fazer supor já uma fase de extrema radicalização e algum desespero na sua luta!"
Fonte: Forte

20080216

Des(informação) em Directo: Uma bota e três capachos


Todas as semanas, a SIC Notícias mostra o que vai ser a edição semanal do Expresso. A excelência do jornalismo, em antecipação, com Ricardo Costa, Nicolau Santos e alguns convidados semanais.

Expresso da Meia-noite, SIC NOTÍCIAS

Imagem (genericamente modificada) retirada do Kaos (ler texto)

Lamentavelmente esta semana só lá estava o Nicolau no país das maravilhas; tivemos pena, fez-nos falta o mano Costa pois apreciamos sempre confirmar as nossa suspeitas de que a informação anda manipulada e gera-se no seio da mais completa fraternidade com os governantes.

Que melhor exemplo de fraternidade deste conluio a que hoje assistimos? Falou a senhora ministra e logo uma chusma de oportunistas se lança no atropelo da apropriação mais vil da representatividade que se podia imaginar num debate que, por ser sobre o Ensino, devia dar bons exemplos: vem o presidente do Conselho das Escolas, Álvaro Almeida dos Santos, e diz: “nós, escolas”. Claro que este chamado “Conselho das Escolas" foi escolhido a dedo e formado às pressa pelo Ministério da Educação para ter um conselho-fantoche a falar pelas escolas do país; e o Nicolau continua a dar as deixas: “deixe-nos ouvir a voz dos pais”:

Entra o Albino, the Voice, na discussão (que discussão? ali não há discussão, estão todos formatados para dizer a mesma coisa e defender as mesmas políticas do ensino) e nós pais coramos de vergonha por estarem a usar a nossa qualidade de sermos pais para dizer tanta enormidade, para descer tão baixo e se pôr perfeitamente de cócoras diante da ministra. Tanto yes, minister sem o toque british, embora evoque o modelo inglês (sim, já sabemos que estas leis fazem parte de um plano maior, que imitam o modelo inglês que por sua vez imita o americano, já sabemos que o ataque é global e vem em pílulas da união europeia para destruir o próprio conceito de escola pública em nome das leis do mercado e que o objectivo último é a privatização do ensino. Quem sabe nessa altura alguns pais não poderão comprar escolas e ser donos do ensino. Talvez até possam depois dispensar os professores e tomar o seu lugar na atribuição das notas). Apenas lhe reconhecemos a esperteza saloia naquelas falas, num atropelo de palavras decoradas dos programas do ministério da educação. Um crápula que usa o bom nome de uma estrutura associativa, a CONFAP, tomada de assalto por estes pulhas, que usurpam os apoios financeiros não os distribuindo por toda a organização que encabeçam, como é sua obrigação, deixando sucumbir a estrutura que suporta a CONFAP (sem essa estrutura a CONFAP simplesmente não existe, é a voz de falsete do senhor Albino). Corta-se assim as ligações ao verdadeiro movimento associativo que ainda existe, ignorando-o e ousando falar em nome dessa estrutura de pais organizados e conscientes que só podem repudiar esta falsa representação: diz sem vergonha que tem sob a sua alçada "1800 federações" mas não as consulta, antes recruta entre os seus contactos pais da sua laia, oportunistas, que não se encontram organizados, acenando-lhes falsas promessas de cargos: “muitos pais estão já a ser contactados para vir a ser os futuros presidentes dos Conselhos Gerais”. Uma vergonha!

Além disso o Albino veio reafirmar que o que os pais querem é ver resultados: os alunos mesmo maus devem ter a oportunidade do sucesso. Diz o próprio Albino que os professores estão afogados em trabalho e por isso podem muito bem deixar para os pais essa tarefa de avaliar os alunos. É que, segundo o Albino há esta incompatibilidade de os professores verem alunos onde os pais vêm filhos. Por isso é tão importante serem estes a garantirem-lhes o sucesso, participando activamente na avaliação, ou seja, dê lá por onde der os filhos têm é que passar de ano, sejam bons ou maus alunos, para tal bastará que os pais tomem os órgãos de decisão da escola de assalto.

O jornalismo hoje é tão reles, que não nos admirámos nem um pouco da vileza dos convidados para o debate, nem que a FENPROF não estivesse presente. Que os media andam manipulados não é novidade, mas realmente é escandaloso. A FENPROF tem questionado activamente todas a contra-reforma do Ministério da Educação usando os meios legais ao seu alcance para deter o processo de destruição a que está a ser submetida a escola pública (4 providências cautelares), o que no mínimo é um assunto quente. Mas afinal quem aparece é a FNE, a chamada UGT dos sindicatos dos professores, que não deseja senão fazer pequenos ajustes no processo em curso. Não diz que o ataque não pode ser feito mas que o ataque deve ser bem feito, devendo-se “reforçar a autonomia”. Para este senhor a autonomia deve efectivar-se e não ficar pela retórica dos políticos. Vem vender o seu peixe miúdo: “para haver autonomia tem que haver condições: tem que haver meios humanos” (mão de obra) “e financeiros” (ó Abreu, dá cá o meu!) e toca para a frente que a educação é o que aqui menos importa. Chama-se a isto negociação sindical e, claro, teve que fazer o seu papel para enganar a classe que se deixa enganar por estes discursos, dizendo que os professores são centrais nas escolas e que a gestão colegial que lá está instalada já tem as suas lideranças fortes, para quê vir outra gente tomar o poder? Afinal o que todos mais precisam as escolas é de lideranças fortes, aqui não se trata de educação, trata-se de gestão. Aqui também estão todos estão de acordo, até o Secretário-Geral da FNE, João Dias da Silva, professor (em que escola?) em representação dos professores (lembro que quem não se sentir retratado pode sempre mudar de sindicato, nem que seja para outro que esteja a fingir melhor defender direitos dos professores em vez apenas dos seus interesses de negociata!), leu a mesma cartilha. Para ele desde que se façam uns pequenos ajustes, uns joguinhos de tira daqui para dar acolá, tudo faz sentido. Deve ser um dos que vieram agora defender que os alunos 11 horas na escola é uma coisa boa, desde que dê emprego a mais professores...

Para a sinistra Ministra, com a presença radiosa a que sempre nos habituou, tudo isto é muito simplex de resolver, os professores é que complicam, são um entrave, quem lhe dera poder fazer uma escola sem professores. Mas não faz mal, reúne uns tantos presidentes de conselhos executivos, dá uma geral, dita as suas normas, rígidas, claro, “o exercício é difícil, é exigente, é preciso simplificar” e toca a despachar paletes de normativos, tudo para simplificar, “com sistemas e processos iguais em todas as escolas”, para reforçar a autonomia (!) e é vê-las melhorar, sem stresses, os professores complicam muito, “é necessário descomplicar, vamos trabalhar no sentido de simplificar”, faz parte da rotina, os professores têm que “desdramatizar, não trabalhar sob o medo e as angústias” (aqui só gostava que a televisão fosse mesmo interactiva e que fosse passando em rodapé todos os nomes feios chamados em simultâneo a tamanha aberração). A ministra ocultou o pormenor que vai ter o queijo e a faca na mão: se os directores não dançarem conforme o Ministério toca ele reserva-se o direito de os exonerar. Só disse que eles vão ser avaliados e que podem estar tranquilos que o Ministério vai “distinguir e premiar as boas práticas”. Claro que para a ministra “a excelência não se distribui” (aliás estava de férias quando os pais fizeram a criatura) , pelo que “não podemos admitir que haja 70% de pessoas excelentes e 30% não excelentes, o contrário é que é o normal”. Ou seja, a excelência vai ser como as quotas: se numa escola mais de 30% dos professores forem excelentes, isso não é normal, logo se impõe arranjar alguns bodes expiatórios e mandar que se lhes baixe a excelência. Para isso será útil contar com os professores avaliadores, que por sua vez também serão avaliados pelo(a) senhor(a) Director(a) que se limitará a fazer aplicar as normas ministeriais. Será por estar a formar toda uma equipa de paus mandados que qualificou publicamente os professores de “professorzecos”? Realmente correm o risco de se tornar desprezíveis os seres que aceitam não serem excelentes em troca de serem meros cumpridores de ordens e de normas. Como pode esta bruxa continuar à frente da Educação depois disto? Que tacto tem ela para lidar com a classe dos docentes? Esta bota só se pode debater mesmo é com capachos destes a fazer-lhe frente. Mas qual fazer-lhe frente? Neste debate ninguém fez frente a ninguém, todos trocaram os seus sorrisos cúmplices. Como tantos outros a que temos assistido, este debate não foi feito para discutir os problemas do ensino, este debate foi só para num momento de grande contestação um simulacro das várias partes implicadas no processo educativo virem dizer em uníssono “yes, minister”! E que coincidência jornalística tudo isto se passar nas vésperas do senhor engenheiro ir encontrar-se com os senhores do seu partido para os convencer que o Ensino está no bom caminho!