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20080716

“A montanha pariu um rato”

Cartoon de Henrique Monteiro (aqui)

Informação Alternativa, 11/07/2008


por Eugénio Rosa
«(...) “A montanha pariu um rato”, é o que rapidamente se conclui da análise da medida anunciada por Sócrates. Efectivamente, o governo não vai criar um imposto novo sobre os lucros extraordinários das petrolíferas. O que vai fazer é exigir o pagamento mais cedo do IRC. Para compreender a manobra do governo, é preciso analisar o sistema de custeio utilizado actualmente pelas petrolíferas, para efeitos fiscais, em relação ao petróleo que consomem anualmente com a produção (refinação) dos combustíveis e aquele que o governo pretende impor. E embora tudo isto seja uma matéria técnica complexa, é importante compreendê-la, pois só assim ficará clara a manobra do governo. É o que se vai procurar fazer neste estudo.(...) » (Excerto do artigo referido)

20080605

Sobre o preços dos combustíveis em Portugal

Imagem daqui

"(...) Em Maio de 2008, os preços dos combustíveis em Portugal eram superiores aos preços médios da UE15, que é constituída pelos países mais desenvolvidos da União Europeia, em cerca de 2% (Gasolina 95: +2,4%; gasóleo: +2%; Todos os combustíveis: +2,2%). Por outras palavras, Portugal é o país menos desenvolvido deste grupo de 15 países, com remunerações e rendimentos mais baixos, no entanto os preços a que são vendidos os combustíveis em Portugal são superiores aos preços médios da UE15. É estranho que a Autoridade da Concorrência não tenha encontrado nada de anormal neste disparidade de preços sem impostos, e afirme que «entende não existirem também indícios de uma prática de preços excessivos» (pág. 78 do Relatório da AdC). Tudo isto é estranho, muito estranho mesmo, e carece de uma explicação muito clara. O governo, ao aprovar este Relatório da AdC, está também a ser conivente com toda esta situação. (...)"

Referências:
O que a Autoridade da Concorrência devia ter feito, mas não fez, sendo assim conivente com lucros que resultam da especulação no mercado
por Eugénio Rosa,
IA

20080306

A educação inadequada

"A educação inadequada" por Eugénio Rosa



[PDF]

Nota: Este artigo encontra-se em http://resistir.info/

20080207

A degradação dos princípios essenciais

GOVERNO DESINVESTE NA EDUCAÇÃO

Por Eugénio Rosa, Economista

RESUMO DESTE ESTUDO

"O governo está a procurar aumentar de uma forma rápida o nível de escolaridade no papel, para assim alterar as estatísticas, através do chamado programa "Novas Oportunidades". É fácil de concluir que não é com a obtenção de um 12º ano, durante um ano ou muito menos, numa escola de formação profissional que se conseguirá aumentar o nível de escolaridade real da população. É uma cultura de facilitismo que se pagará caro no futuro."

Nota: Este documento também está disponível no formato PDF.

Portugal a 60 anos de alcançar a escolaridade média de U.E. de 2005

20080106

A falta de cultura e a taxa de destruição vêm substituir o fado como grande ícone nacional

Portugal

"74% dos patrões portugueses possuíam em 2007 apenas o ensino básico e a taxa de destruição de emprego em Portugal é já superior à dos EUA, França e Alemanha

«Em Portugal, as relações de trabalho têm um grau reduzido de inovação e adaptabilidade» e «a posição portuguesa é fortemente contrastante com a tendência de evolução registada pelos países que se têm vindo a mostrar mais competitivos».

No entanto, mais importante que tudo isso, o que os patrões, governo e Comissão “esquecem” é que o aumento da produtividade e da competitividade das empresas depende muito da capacidade de organização e gestão dos empresários. E, de acordo com dados constantes do próprio Livro Branco das Relações Laborais, mais de 74% dos patrões portugueses possuíam, em 2007, apenas o ensino básico completo ou menos. É evidente que, com patrões com este nível de escolaridade, não é possível a inovação, nem as empresas nem a economia vão longe. [...]" (Eugénio Rosa in Informação Alternativa, 05/01/2007)

Já agora, leia o artigo/estudo completo no link indicado.

Nota: duvido que vão lá com estas oportunidades branqueadas ... Santa Paciência! Os exemplos estão à vista!

20080101

"As férias do sr. Sousa"

Mentir Por Tão Pouco

Ontem no Eixo do Mal da Sic-Notícias, Luís Pedro Nunes (director de O Inimigo Público), com aquele seu modo agitado e truculento, lia a passagem da entrevista ao El País em que José Sócrates declarava ter deixado de fumar e por isso ter passado a dedicar-se ao jogging, ao mesmo tempo que mostrava um exemplar do jornal do Parlamento Europeu ou da União Europeia com uma foto do mesmo JS a fumar numa pausa da recente cimeira com o Brasil.

E o que questionava era algo evidente: se alguém falta à verdade por tão pouco…” (Paulo Guinote)

A mensagem de Natal do 1º ministro ou a falta de rigor como instrumento de manipulação política

O 1º ministro, na sua mensagem de Natal, com o objectivo de convencer os portugueses de que o seu governo estava a resolver os problemas do País, manipulou dados e utilizou-os de uma forma pouco rigorosa. Para tornar a sua mensagem mais credível, utilizou o próprio nome do INE. (…)” (Eugénio Rosa)

[Leia o texto completo clicando aqui]

E a história repete-se ...

Apontamentos a partir de "Números citados por Sócrates vistos à lupa" (Público, 27-12-2007, págs. 1/6)

Ainda o discurso do Sr. Sousa: ensino

P.S. Há alguma possibilidade deste José Sócrates dizer algo que não seja mentira???

20071229

Ainda o discurso do Sr. Sousa: ensino

"(...) A segunda ideia que Sócrates pretendeu fazer passar como verdadeira no seu discurso é que a situação do ensino e da qualificação melhoraram significativamente em Portugal durante o seu governo. No entanto, tanto os dados do Eurostat como do INE desmentem o 1º ministro. Assim, de acordo com o Eurostat:

(1) A percentagem da população com idade entre os 20 e os 24 anos possuindo, pelo menos, o ensino secundário não aumentou em Portugal pois, em 2004, era de 49,6% e, em 2006, também de 49,6%, quando a nível da UE27 era de 77,8% em 2006;

(2) A percentagem da população adulta com idade entre os 25 e os 64 anos que participou em acções de formação e educação tem diminuído em Portugal pois, entre 2004 e 2006, passou de 4,3% para 3,8%, quando a nível da UE27 era de 9,6% em 2006;

(3) O abandono escolar praticamente não tem diminuído em Portugal pois, entre 2004 e 2006, passou de 39,4% para 39,2%, quando na UE27 era de 15,3% em 2006. E, segundo o INE, entre o 2º Trimestre de 2005 e o 2º Trimestre de 2007, o número de alunos com 15 e mais anos diminuiu em Portugal de 779,2 mil para 753,6 mil e, no 3º Trimestre de 2007, eram apenas 716,3 mil, o que parece revelar um preocupante fenómeno de abandono escolar mesmo em 2007.(...)" (Eugénio Rosa, A mensagem de Natal do 1º ministro ou a falta de rigor como
instrumento de manipulação política
)

Não deixe de ler o artigo completo.