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20090402

O polvo está a chegar às escolas


No Público de dia 1 de Abril contei 11 anúncios a propósito da "abertura" de candidaturas ao cargo de Director de Escola ou Agrupamento. Logo me lembrei que era a Lei 75/2008 a entrar direitinho no prazo previsto, publicados os anúncios no jornal, como manda a lei, e logo por coincidência no dia 1 de Abril, que, pelo sim pelo não dá muito jeito aos Socretinos que, sempre podem depois dizer, todo este plano de despojar as escolas de vida democrática, colando-lhe por cima um falso ar democrático, era brincadeira, mentira, dia dos tolos.

Mas eu acredito ser a pura das verdades, a lei de gestão está mesmo a ser posta em prática, e por isso logo me lembrei de uma personagem, que deve estar prestes a ser directora porque já começou há muito a fazer a cama onde se há-de deitar. O conselho geral transitório que escolheu e influenciou usando todos os meios, vai certamente votar nela, que outra coisa poderia acontecer? Fica debaixo de olho dos tolos do ME e vai fingir andar direitinha, de preferência mostrando ser mais papista que o papa. Ela não se importa nada, que as leis sejam absurdas, se é isso que querem que ela faça, ela até gosta. Lá no agrupamento vai tudo para a frente e nem há discussão. Ai a nossa presidente é que falou bem, as outras é uma tristeza as coisas que dizem aos senhores secretários de Estado, deviam ter vergonha e serem mais profissionais. Rodeada de gente assim, está tudo a andar, senhor secretário de Estado e uma troca de olhos cúmplice com a senhora ministra. No final de tudo isto uma boa compensação monetária para fazer o trabalhinho e pôr tudo a andar. Eis a função e a disponibilidade de alguns futuros-directores das escolas e agrupamentos da escola pública.

Ei-los a tomar os lugares do poder, conformes com a lei e em breve num agrupamento mandará absolutamente alguém que diz assim: Nós [portugueses] dantes mandávamos para lá as Marias [criadas]; agora eles [Brasil] mandam-nos as putas e os criminosos. E isto em pleno Conselho Pedagógico, em frente a pais, a professores, numa escola onde há alunos brasileiros, africanos, do leste, ciganos, chineses, tudo, como deve ser na escola pública. O que pensa a tal presidenta dessas crianças, alunos da "sua" escola? Para ela são filhos de putas e criminosos?

Corre-se por esta e por outras o risco de não serem as melhores pessoas a ocuparem o cargo de Director de uma escola, pior ainda se for Agrupamento pois sobe-lhes o poder à cabeça. Ainda mal se sabia do 1-B/2009 e já havia quem se gabasse do aumento, como quem diz para as colegas: queridas, sempre são mais 500 euritos ao fim do mês, nada de especial mas sempre dão jeito para os jacuzis. Ela nunca disse exactamente isto, mas podia ter dito, é pessoa para isso e muito mais. Ela é das cumpridoras e das que ousam, uma Felgueiras.

20080606

Afinal sempre se pode dizer NÃO ao Director!


Professores da Ec. Sec. Santa Maria da Feira dizem não ao director


No âmbito do amplo debate democrático que o DIA D proporcionou, um grande número de professores da Escola S/3 de Santa Maria da Feira rejeitou os fundamentos, os termos e as intenções do novo modelo de gestão das escolas e comprometeu-se a não viabilizar o seu funcionamento, por via da não apresentação de candidaturas dos professores ao conselho geral transitório.
Com base neste compromisso, e na convicção de que era importante mostrar rapidamente que os professores podem, só por si, derrotar o modelo do ME, foi aberto concurso e os docentes não apresentaram candidaturas.
Se este exemplo se multiplicar e se for possível, por esta via, evitar a constituição do conselho geral num número muito significativo de escolas, os professores estarão a impor uma importante derrota à equipa de Lurdes Rodrigues e a dar corpo à exigência de que a manutenção de um modelo democrático, colegial e electivo é, hoje, inseparável do combate à desprofissionalização e à descaracterização da profissão docente que os actuais responsáveis do ME, fiéis discípulos da ideologia neoliberal, por todos os meios pretendem impor.
Seguir o exemplo dos professores da Escola S/3 de Santa Maria da Feira e rejeitar um modelo marcado pelo centralismo, pelo autoritarismo e pelo seguidismo é também contribuir para a derrota de uma ideologia bacoca, mas perigosa, que pretende destruir a solidariedade e a igualdade e instalar no seu lugar o individualismo, a indiferença, a insegurança, a obediência e a submissão.


Santa Maria da Feira, Junho de 2008.


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