Depois de ter estado presente numa reunião de Departamento, em que se discutiu afincadamente a melhor forma de adaptar as enormidades do Ministério da Educação no que à ficha de avaliação dos professores diz respeito, cheguei, pessoalmente, a algumas conclusões que indiciam falhas graves na proposta do ministério.
Passo a anunciar:
- falta desde logo, em relação ao parâmetro da pontualidade, a justa hipótese de o pessoal discente poder dar severas reprimendas aos professores que prevariquem. Estas reprimendas devem ser proferidas em alto e bom som, com alguma assistência, entre professores, alunos e encarregados de educação, de forma a que o prevaricador, atrasado 4 minutos depois do toque, se mostre arrependido e tenha vergonha na cara;
- para uma avaliação de desempenho isenta há que promover a interdisciplinaridade de forma mais eficaz. As competências científicas de um professor devem sempre ser avaliadas por um colega de uma área diametralmente oposta, ou seja, e como exemplo, o professor de Inglês deve avaliar o rigor cientifico dos conteúdos leccionados nas aulas assistidas do professor de Matemática. Só assim podemos ter uma completa isenção e imparcialidade;
- ainda nas aulas assistidas, os professores que leccionarem todas as aulas previstas sem utilizarem de forma permanente e sistemática os equipamentos necessários - computador portátil (o do ME, e só esse, claro), apontador digital para quadro electrónico, retroprojector com diapositivos raros, scanner, DVD documental adequado ao tema da aula, CD-Roms interactivos, câmaras de fotografar e filmar digitais, etc. – devem ser severamente punidos com umas valentes bofetadas no fim de cada aula;
- em relação à assiduidade, acho que, nas suas propostas, este ministério é muito benevolente, para não dizer mole. Na minha modesta opinião, o professor que falte a uma qualquer aula ou actividade da escola, mesmo que por motivo de doença grave ou falecimento de familiar directo, deve ser imediatamente posto na rua, sem qualquer direito, sem subsídio de desemprego nem falinhas mansas. Afinal, só com braço de ferro se põe na ordem os malandros dos professores;
- por último pareceu-me não haver nos documentos do ministério nenhum momento de real activação de sacrifício infligido à classe dos professores. Um professor deve ser um exemplo para todos, por isso, notei a falta de uma sessão trimestral, ou semanal, de apedrejamento público do professor, em espaço amplo (átrio da escola, por exemplo), por toda a comunidade educativa durante cerca de 45 minutos. Dessa forma poderíamos ver quais os professores, dignos desse título, que se aguentavam melhor e seleccionar assim os mais capazes para o desempenho correcto da sua profissão.
Por tudo isto, solicito encarecidamente ao Ministério de Educação, não suspendam a avaliação dos professores, nem por providência cautelar nem por ordem real, pelo contrário, aumentem e agravem os castigos sobre esses malandros, os professores!
















