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20090617

Memorando do Entendimento? Nada que não se possa rasgar!

Mário Nogueira, caros dirigentes sindicais, povo da FENPROF,

Então a gente vai ficar a ouvir o Valter Lemos dizer aos 4 ventos coisas destas?

O Ministério da Educação diz que a Fenprof parece já ter esquecido o conteúdo de um memorando que assinou com o Governo há cerca de um ano sobre a avaliação do desempenho.

(...)

«Ficou assente num memorando entendimento, desde há um ano, que os professores que tivessem uma classificação negativa, não teriam efeito na sua classificação», recorda.

Valter Lemos acrescenta que «a FENPROF deve-se ter esquecido desse acordo que fez como o Ministério da Educação há um ano atrás, mas nós mantemos esse acordo em vigor».

É certo que o Memorando já foi rasgado simbolicamente, na manifestação dos 120 000, quando a FENPROF abandonou a mesa das negociações. Mas depois voltou para lá com a promessa de negociar o Estatuto da Carreira Docente e amanhã volta a lá estar outra vez às voltas com o mesmo assunto. Entretanto o Valter Lemos vem tirar coelhos da cartola e esfregar o Memorando nas ventas de quem o assinou.

E o resto dos professores fica-se a ouvir estes disparates? E e FENPROF, o Mário Nogueira, a própria Plataforma, leva com o coelho nas trombas e fica-se?

Não será mais do que altura de rasgar esse Memorando na prática?


20090504

Diálogos das Prostitutas (depois de uma leitura de Aretino)

Imagem do KAOS
Este texto é dedicado à Hurtiga, que acha que eu tenho escrito pouco, e tenho, mas quem é que tem vontade de escrever num país onde tudo se arquiva e há uma população inerte, a achar normal que os familiares dos mortos de Entre-os-Rios paguem as custas de um sistema que indemniza Paulo Pedroso?...
Não, o tema desta noite não é Vital Moreira: hoje, estou muitíssimo mais preocupado com aquela varanda que caiu no Bairro de Campinas, e provocou alguns feridos, graças a deus, já fora de perigo.
A queda das varandas, em Portugal, é um risco iminente: quando eu vi aquelas imagens, de um pardieiro completamente degradado... parecia os muros da Serra de Sintra, tudo cheio de líquenes e musgos, e, por baixo, uma ligeiríssima camada de betão, para fingir que aquilo ainda pertencia ao setor da Construção Civil.
Não pertencia: antes era uma prova da arqueologia viva deste país, e mais uns anos, e seria declarada património da humanidade, sobretudo, se acabasse despovoada, com o extermínio dos moradores, por sucessivas quedas de varandas.
A queda de uma varanda, do ponto de vista científico é uma coisa complexa, já que a varanda é estruturalmente dimensionada para aguentar com uma determinada carga, geralmente, acima da carga máxima que usualmente lhe passa em cima. Não era o caso, e eu passo a explicar: a Portuguesa típica, quando chega à fase da Vénus de Willendorf, já só consegue enfiar cuecas de elefante, e, mesmo assim, fica com grande parte das pregas de banha de fora do cinto cor de rosa. comprado nos ciganos, com desconto, porque são os vizinhos do lado. Com o aumento do Desemprego, a coisa agrava-se, porque a tronchuda passa as manhãs à porta da Segurança Social, a ver se aparece um posto de trabalho de acordo com a sua baixíssima qualificação académica. Para se pôr de pé a horas, entra no regime da bica, e vai de bica em bica, e bolo em bolo, até que a noite caia e o crepúsculo da obesidade lhe caia mais 300 g/dia em cima.
Antropologicamente, a gorda das varandas dos bairros sociais tem, ao seu lado, um bisonte à maneira, o chamado homem sem neurónios, que Robert Musil gostaria de ter conhecido, e bastava ter vindo a Portugal.
O homem sem neurónios é um subproduto de ginásio de subúrbio, onde acha que, enchendo-se de anabolisantes, e levantando halteres, está a rodear de músculos a picha pequena. O problema, todavia, é que a pequena picha é a glândula pineal, e gere todo o seu cérebro, desde o insulto ao árbitro, ao carro transformado e ao Tony Carreira, com variantes que se encostam à Extrema Direita quando lhe dá para achar que o preto de cima tem um chouriço maior do que o dele, e até tem.
O bisonte de subúrbio costuma confundir sexo com esfregar-se nas tetas da farinheira fêmea do prédio do lado: são bairros conhecidos por se casar sempre em casa, e ela aparecer subitamente prenha de uma ejaculação precoce, daquelas noites quentes de S. João, como a de hoje. Depois, já com uma criança, ligeiramente retardada mental, aos berros tardes inteiras, a apanhar estaladas, e a ter os primeiros contactos com a Língua Portuguesa através daqueles palavrões que o Vital Moreira vai conhecer de cor, quando acabar o seu calvário das Europeias, o machão de tora curta costuma pôr-se na varanda da escada de serviço, a mostrar aos vizinhos que tem uma Willendorf em casa, como muita gente gosta de pôr os Jarrões Ming, ou os Arraiolos, a descorar ao sol da janela. Ora, a varanda, velha, cheia de líquenes e musgo, desvitalizada, não está preparada para a esfrega de dois mastodontes, como vem em qualquer manual de cozinha. Agrava-se ainda que a gorda tem sempre uma amiga, gulosa e ainda descomprometida, que passa todo o tempo, de mão na anca, a assistir às bestialidades eróticas da parelha humana, a dar palpites, a salivar e a soltar bitaites, até que chega o amigo do troncha, também segurança no Centro Comercial da zona, e se junta À manada.
Ora, 2 + 2 fazem quatro, o que significa quase uma tonelada apoiada em 8 pés, a esforçar a varanda decadente.
Parece que já tinha caído uma vez, e o senhorio (?) -- geralmente a "Câmbra" -- tinha mandado pôr uns ferros (?) para aguentar aquilo mais uns tempos,
Nós tentámos o mesmo, em 1640, mas, em 2009, a varanda voltou a dessabar, parece que por excesso de diálogo e de debruçagem sobre o parapeito, para trocar palavras grosseiras com as crias, cá em baixo, verdadeiro, clones, de 2 500 € o emprenhanço, pagos pelo bolso do Contribuinte para que o Português Reles, a raça típica da Lusitânia, não se extinga.
Foi horrível: sorte foi que não se agravasse com a passagem de Vital Moreira, mascarado de virgem... ah, sim, agora, vou fazer um pequeno parêntesis, para dizer que eu gosto muito de Vital Moreira, porque acho-o com uma excelente pontaria política, e só me faz lembrar quando o segurança do Bairro de Campinas, às escuras, julga que está a cavalgar a sua boca da servidão, mas na realidade, está a tentar esforçar-lhe o umbigo com a glande mal cheirosa.
Vital Moreira saiu do PCP a más horas, e entrou para o PS, quando isso já não interessava ao menino jesus. O seu próximo passo será a proximidade com o Cherne, e acabará a aconselhar padres, como fez a Rita Seabra.
Eu gosto muito de gente que anda a saltitar de partido em partido, porque isso mostra que têm convicções, aliás, uma só convicção, a de que a Política é uma escada fácil para satisfazer vaidades pessoais, e os exemplos multiplicam-se, todos eles ao nível do vómito: Maria Elisa Domingues, aquela cara de égua, a Laurinda Alves, que quer agora fazer descer a Política, do nível dos suplementos do "Expresso", ao da revista "Maria"; Zita Seabra, Pacheco Pereira, e mais uns quantos de que não me lembro, mas vocês preenchem os espacinhos em branco, tá bem?..., para este texto ser mais interativo.
O que aconteceu a Vital Moreira, e a culpa "ser dos comunistas" é uma coisa velha de Salazar. Não sou comunista, mas que grande satisfação que eu senti por os Portugueses finalmente recomeçarem a ter reações de gente, e a tratarem como merece esta Corja, que, pelas ruas, se passeia impunemente. Objetivamente, a coisa vai agravar-se mais, e, como antevejo, terá o seu ponto mais alto na campanha de Paulo Pedroso, em Almada, onde cairão várias varandas, em cima do cortejo, com sérios riscos que se passe dos feridos graves aos feridos para sempre, mas esse espetáculo é das coisas pelas quais mais anseio, e lá chegaremos, no devido tempo.
No fundo, como sou um romântico, até gostava de que a coisa terminasse bem: o segurança seria baleado à porta de uma discoteca, pelos gangs da noite, de Pinto da Costa, e a viúva, com 26 anos de cronologia, mas estragos de varizes, celulite e epiderme, ao nível daquela velha que ainda viu o solzinho a dançar "rap", na Cova da Iria, e hoje fez cento e tal anos... a viúva, dizia eu, apanhava o Vital Moreira na rua, levava-o para a escada de serviço, e punha-se, toda encostada ao parapeito, a dar-lhe daqueles linguados de bairro social, onde o hálito do alho se mistura com o das torradas da carcaça de três dias. Vital Moreira conquistaria assim mais votos, e quem sabe se a varanda, ao cair pela terceira vez, não coincidisse, com a passagem, em baixo, de alguma visita de estado a um contentor-escola, de Valter Lemos.
Isso, sim, é que seria a sorte grande, ajuntada às terminações e à raspadinha...


(Pentagrama do água-vai, no "Arrebenta-SOL", no "A Sinistra Ministra", no "Democracia em Portugal", no "KLANDESTINO", e em "The Braganza Mothers")

20090202

Para reflectir...




Tratem bem os professores… eles começam a ser uma espécie rara e em vias de extinção…
Uns pequenos comentários e um sério aviso.

Hoje, quando surgem estas notícias capciosas que deturpam a verdadeira realidade, ao dizerem que o sistema educativo absorveu quase 60% dos professores desempregados, desejo chamar à atenção para a verdadeira realidade: o número de professores desempregados pode ter diminuído mas não foi por o sistema educativo os passar a integrar, foi porque o número de pessoas a procurar essa profissão diminuiu pelo abandono, uns irem para a reforma e outros para outras profissões.
Retomo o essencial de um texto que escrevi há mais de um ano atrás e que, na altura, enviei para uma série de jornais, revistas e por aí fora sem que ninguém lhe prestasse a mínima atenção. Lembro que, contudo, se estava a falar da implementação das medidas da sinistra ministra ou vice-versa e o assunto bailava, de boca em boca, na ordem do dia.
Até aqui… dúvidas são dúvidas e já começamos a ver que a montanha pariu um rato, isto é, o único intuito foi meramente economicista, atrasando as progressões nas carreiras, fazendo milhares de colegas mais velhos pedir a reforma, ainda que com graves penalizações, o que constitui o duplo ganho de penalizar nas reformas e de os fazer substituir por colegas que, não estando na carreira, já que as vagas estão fechadas há anos, ganham pelo mínimo da tabela, vilipendiando a classe e virando a estúpida opinião pública, perdoem-me a franqueza mas não é difícil virar a grande maioria das pessoas contra aqueloutros, que tiveram que os chatear e contrariar para os socializar e dos quais, nestes casos, apenas parecemos recordar as experiências más e esquecer as boas. Pelo que vejo, leio e através disso julgo saber, os nossos chefes mais directos, a sinistra e o suspeito seguem-lhes o exemplo, também o seu percurso escolar é tão dúbio, tão acanhado, tão modesto… Fico por aqui.
O que me assusta verdadeiramente é que, muito em breve, não teremos ninguém que queira ser professor ou então teremos apenas pessoas desqualificadas e inaptas para o serem, os idiotas do costume, isto é aqueles que pensam que os professores ganham muito e não fazem nada, que pensem um pouco… quem é que, no seu juízo perfeito, quer hoje iniciar uma carreira de professor? Quais são os atractivos? Ganhar à volta de cento e poucos contos, ser obrigado a ter uma qualificação académica elevadíssima (e séria…), sujeitar-se a andar de malas às costas mais de uma década e ser insultado e enxovalhado por alunos, pais, políticos e, no fundo, por todos excepto os colegas que os percebem? Quem desconhece poderá dizer que no topo da carreira se ganha muito, o tal 10º escalão, pois bem, não chega a 400 contos, ao fim de 35 anos de serviço, acham muito? Qualquer badameco ganha muito mais que isso sem se sujeitar a uma vida de estudo e sacrifícios cada vez mais acentuada. Resultado? Vai-se voltar ao passado em que 90% dos professores estavam de passagem e para quem as aulas eram um biscate para o início de carreira ou um mero entretém. Duvidam? Eu sou desse tempo, quando era aluno os meus professores raramente tinham habilitações profissionais para o serem e só nestes últimos anos lectivos e na escola onde sou professor saíram inúmeros colegas: ou pediram a reforma, por não aguentarem mais, ou foram curiosos, alguns com muito boa vontade, qualificação e (perdoem-me a expressão nada eduquesa, com muito jeito para ensinar) que foram experimentar e quando viram ao que iam chamaram-nos malucos e foram-se embora. Alguns sem se darem ao trabalho de o comunicar…
Fizeram bem, hoje ser professor raia a idiotia e, nessa medida, talvez a sinistra tenha razão em nos tratar como idiotas. Porém, não esqueçam que os filhos deles terão sempre bons professores e bons colégios, os vossos filhos é que não… acabando a geração que agora está a leccionar não haverá mais pessoas à altura de o fazerem e lembro os mais desprevenidos que formar um professor leva mais de dez anos… não é de um dia para o outro como os ministros e os políticos. Por tudo isto vos digo: não se deixem enganar por estes carrascos da escola pública, tenham cuidado, não vão em conversas e, sobretudo, tratem bem os professores, eles já começam a ser uma espécie rara, em vias de extinção…

20081117

O ovo é o novo voto do povo...



Ontem escrevi e demonstrei que um dos dois mentia: ou a lei ou Valter Lemos...

Como vimos hoje não era a lei, logo era Valter Lemos...

Vivemos num país onde o que hoje é amanhã já não é... Não sei quais as alterações introduzidas, já que ainda não tive acesso ao documento, porém, embora hoje pareça que já não é o que foi ontem, em algumas coisas, noutras ainda é e será... Valter Lemos mentiu, logo foi, é e será um mentiroso...
Pessoal, não adiantam argumentos... apenas os ovos têm valor. Vamos à despensa...

20081116

Um dos dois mente: ou a lei ou Valter Lemos...



Faltas justificadas não podem ser sujeitas a «medidas sancionatórias»
Hoje às 21:56

O secretário de Estado da Educação esclareceu que as faltas justificadas não podem ser sujeiras a «medidas sancionatórias» no âmbito do Estatuto do Aluno. À TSF, Valter Lemos disse ainda que as provas de recuperação não poderão significar, em caso algum, a retenção do aluno que as faz.
O secretário de Estado da Educação assegurou que as faltas que os alunos derem e que forem justificadas não poderão ser sujeitas a «medidas correctivas ou sancionatórias» ou ser motivo para chumbos no âmbito do Estatuto do Aluno.
Em declarações à TSF, Valter Lemos explicou ainda que as provas de recuperação, que serão feitas por alunos que estejam ausentes das aulas por longos períodos, têm apenas como objectivo o apuramento das dificuldades dos estudantes.
Este governante adiantou que estas provas também não podem acarretar «nenhuma penalização para o aluno nem nenhuma exclusão e nenhuma retenção».
«Só pode resultar em medidas de apoio à recuperação do aluno nas aprendizagens que eventualmente tenha tido em acompanhar por razão da sua ausência», adiantou Valter Lemos.
O secretário de Estado esclareceu ainda que estas provas não podem ser semelhantes a exames e que têm de ser uma «prova simples, da exclusiva responsabilidade do professor e tem única e exclusivamente em vista diagnosticar a situação do aluno para que o professor possa estabelecer medidas de apoio e recuperação ao aluno».
Este esclarecimento, que foi enviado a todas as escolas, surge no dia em que Valter Lemos teve uma reunião com a Confederação das Associações de Pais, em que foram discutidas algumas questões relativamente ao Estatuto do Aluno.
O Ministério da Educação está já a recolher os regulamentos internos dos estabelecimentos de ensino para saber se as regras sobre as faltas estão a ser bem aplicadas.
Sobre a manifestação de sábado que foi organizada por dois movimentos independentes de professores, Valter Lemos disse à TSF não ter comentários a fazer, tendo esclarecido que apenas falava sobre o Estatuto do Aluno.


ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
Lei n.º 3/2008
de 18 de Janeiro
Primeira alteração à Lei n.º 30/2002, de 20 de Dezembro,
que aprova o Estatuto do Aluno
dos Ensinos Básico e Secundário
A Assembleia da República decreta, nos termos da alínea c) do artigo 161.º da Constituição, o seguinte:

Artigo 18.º
Faltas
1 — A falta é a ausência do aluno a uma aula ou a outra actividade de frequência obrigatória, ou facultativa caso tenha havido lugar a inscrição.
2 — Decorrendo as aulas em tempos consecutivos, há tantas faltas quantos os tempos de ausência do aluno.
3 — As faltas são registadas pelo professor ou pelo director de turma em suportes administrativos adequados.
Artigo 22.º
Efeitos das faltas
1 — Verificada a existência de faltas dos alunos, a escola pode promover a aplicação da medida ou medidas correctivas previstas no artigo 26.º que se mostrem adequadas, considerando igualmente o que estiver contemplado no regulamento interno.
2 — Sempre que um aluno, independentemente da natureza das faltas, atinja um número total de faltas correspondente a três semanas no 1.º ciclo do ensino básico, ou ao triplo de tempos lectivos semanais, por disciplina, nos 2.º e 3.º ciclos no ensino básico, no ensino secundário e no ensino recorrente, ou, tratando -se, exclusivamente, de faltas injustificadas, duas semanas no 1.º ciclo do ensino básico ou o dobro de tempos lectivos semanais, por disciplina, nos restantes ciclos e níveis de ensino, deve realizar, logo que avaliados os efeitos da aplicação das medidas correctivas referidas no número anterior, uma prova de recuperação, na disciplina ou disciplinas em que ultrapassou aquele limite, competindo ao conselho pedagógico fixar os termos dessa realização.
3 — Quando o aluno não obtém aprovação na prova referida no número anterior, o conselho de turma pondera a justificação ou injustificação das faltas dadas, o período lectivo e o momento em que a realização da prova ocorreu e, sendo o caso, os resultados obtidos nas restantes disciplinas, podendo determinar:
a) O cumprimento de um plano de acompanhamento especial e a consequente realização de uma nova prova;
b) A retenção do aluno inserido no âmbito da escolaridade obrigatória ou a frequentar o ensino básico, a qual consiste na sua manutenção, no ano lectivo seguinte, no mesmo ano de escolaridade que frequenta;
c) A exclusão do aluno que se encontre fora da escolaridade obrigatória, a qual consiste na impossibilidade de esse aluno frequentar, até ao final do ano lectivo em curso, a disciplina ou disciplinas em relação às quais não obteve aprovação na referida prova.
4 — Com a aprovação do aluno na prova prevista no n.º 2 ou naquela a que se refere a alínea a) do n.º 3, o mesmo retoma o seu percurso escolar normal, sem prejuízo do que vier a ser decidido pela escola, em termos estritamente administrativos, relativamente ao número de faltas consideradas injustificadas.
5 — A não comparência do aluno à realização da prova de recuperação prevista no n.º 2 ou àquela a que se refere a sua alínea a) do n.º 3, quando não justificada através da forma prevista do n.º 4 do artigo 19.º, determina a sua retenção ou exclusão, nos termos e para os efeitos constantes nas alíneas b) ou c) do n.º 3.

20080714

Ora aqui está um belo dia para ir até ao Minho!!!


Imagem: Público, 26.03.2008 in
"O secretário de Estado da Educação, Valter Lemos, está hoje, às 14h00, no Campus de Gualtar da Universidade do Minho, em Braga, para participar na cerimónia de abertura da 53.ª World Assembly do International Council on Education for Teaching, que decorre até à próxima quinta-feira. O tema deste ano encerra um conjunto de preocupações que remetem para os esforços que se têm vindo a desenvolver um pouco por todo no mundo no sentido de melhorar as escolas e a qualidade das aprendizagens dos alunos em articulação com a formação de professores." (Diário do Minho)
O que será que o senhor secretário vai dizer? Afinal, ele é ou não é um expert???

Bom, de acordo com :
"Ele fala, fala, fala, fala sempre grosso, aliás, mas mete as mãos pelos pés e os pés pelas mãos... e ninguém o entende, coitado. Valter Lemos é um exemplo de desperdício comunicacional. Desconfio que é erro de sistema..." (

20080711

MERCEEIRO DIXIT


Em defesa da política do "peixe-espada", Valter Lemos contestou relatório da UE sobre abandono escolar
Pronto, já vendeu a sua banha da cobra! Agora vá-se catar!
Imagem daqui

20080704

Português 12 ano - para o ano mais fácil

ou terei percebido mal o Secretário de Estado Valter Lemos?

A média de notas tem vindo a decrescer: dos 11,6 valores de 2006 passou-se para 10,8 valores no ano passado e para os 9,7 valores deste ano.

"Esta pequena quebra, que não é muito significativa mas suficiente para nos preocupar, leva-nos necessariamente a ter que equacionar algumas medidas de apoio e de reforço no ensino de português no secundário ", afirmou hoje Valter Lemos em declarações à Agência Lusa
. (no Jornal de Notícias)

20080621

A gargalhada

in Correio da Manhã 20/06/08
Não sei se este assunto já foi aqui tratado - a Sinistra Ministra é tão grande!
Não sou da camioneta desta tal Helena Matos - cheira-me a matos de elite lisboeta ! Mas esta gargalhada!...
- Valter! Ouve!
- Vemos, Ouvimos e Lemos, só nos resta ignorar!...

«Quase dois mil assistentes lançaram uma sonora gargalhada, quando ouviram um secretário de Estado anunciar mais um estupendo desígnio para daí a poucos anos. O governante em questão ocupa-se das matérias da educação e no caso concreto proclamou aos técnicos presentes naquele encontro que, em 2013, a escola será totalmente inclusiva. Esta gargalhada é a mais dura resposta e o mais terrível sinal dado até agora a qualquer governante em Portugal.
Ninguém se levantou, ninguém pediu a palavra para dizer ao secretário de Estado que os presentes, ou pelo menos alguns deles, não consideram que a integração nas escolas comuns seja benéfica para todas as crianças deficientes. Não aconteceu nada daquilo que seria previsível numa democracia. Simplesmente os presentes desataram a rir. Este riso é o mais claro sintoma do descrédito que se instalou na sociedade portuguesa.
Há algum tempo, as palavras do secretário de Estado Valter Lemos teriam sido glosadas por alguns dos presentes que teceriam loas à escola inclusiva. Aliás, boa parte do encontro teria sido passado com os mil e setecentos presentes acenando as cabecinhas diante duns esquemas em que setas diligentes antecipavam os maravilhosos resultados que decorreriam da implementação daquela proposta. Todas as perguntas provenientes da assistência seriam uma espécie de mote para que os senhores do ministério produzissem ditirâmbica prosa poética sobre a inclusão. (…)
Qualquer vaia ou apupo é uma manifestação de afecto ao lado da gargalhada com que foram recebidas as suas palavras.
O secretário de Estado não percebe ou não quer perceber que aquilo que se desfez à sua frente foi o cenário da enorme representação em que se transformou o poder político. O discurso político começou por se desfazer da ideologia e acabou reduzido a uma espécie de livro de auto-ajuda. Daqueles que garantem que se acreditarmos muito numa coisa ela acontecerá.»

Helena Matos in Público de 17.06.2008

20080520

Lembram-se do PU - Professor Único?

Aparece como caído do nada a notícia da 'fusão' dos 1.º e 2º ciclos (ver Público), do nada, não, mas de um estudo apresentado no Conselho Nacional de Educação, coordenado por Isabel Alarcão.
Lê-se o estudo, que por acaso está muito bem elaborado, e não vemos a expressão 'fusão' em lado algum! Este estudo, "A educação das Crianças dos 0 aos 12 anos" enuncia uma série de constrangimentos e aponta várias tentativas de solução, alicerçadas em 2 vectores:
- um currículo integrado e áreas especializadas;
- coordenação e gestão da globalidade do currículo pelo professor responsável pela turma e pela equipa de docentes.

Este 'professor responsável' é que, no entender dos autores, será o coordenador de 'professores coadjuvantes' e o garante de uma mais correcta transição dos alunos.
O estudo comporta uma lógica de gestão integrada que não prevê, de forma alguma, uma monodocência estanque, bem pelo contrário. No entanto, o Sr. Secretário de Estado Valter Lemos, famoso arauto do P.U. (Professor Único), agarrou de imediato a ideia de um estudo que ainda se encontra em fase de análise para, mui repentinamente afirmar:
As bases já estão criadas, o perfil dos professores já foi alterado de modo a que, se for preciso, estejam preparados para a mudança.

Ora aí está! Aí está tudo quanto precisava para ter um só professor...! Mas é melhor ler o estudo, ler Sr. Secretário de Estado, para aquilatar o que lá é dito e defendido para depois, sim depois e com cabeça, pensar no melhor caminho a seguir, porque muito mais traumatizante que a passagem da pluri para a monodocência será refundar tudo sem ninguém perceber nada, em particular os alunos, que sabem, sabem e sonham com o momento que darão um passo importante do seu crescimento - a entrada no 2º ciclo!

Eles, os alunos, também sabem, sabem e pensam..., e sonham com etapas, com metas que querem ultrapassar como se de conquistas de imperiosa afirmação pessoal se tratasse.

20080407

Vai sobrar para alguém ... Ai vai, vai!

Imagem dali: cá como lá ...
«(...)“A escola pública cumpriu uma das mais importantes missões da democratização do ensino do país e é muito lamentável que se possa desenrolar uma campanha de desacreditação da escola pública e da sua missão junto de uma sociedade que precisa da escola como de pão para a boca”, afirmou Valter Lemos, sem, no entanto, responder à questão de quem estaria por trás da referida campanha.(...)» (JPN:Educação Valter Lemos denuncia "campanha de desacreditação da escola pública"por Sara Otto Coelho)

20080316

Grande 'arreganhanço'!


O texto que acompanha a imagem, é ainda mais elucidativo e recomenda-se vivamente.

20080302

O desespero dos ... hummmm ... Esta é difícil!

"Os apoios públicos obtidos pela ministra da Educação são, para além de Sócrates, Valentim Loureiro, albino Almeida e Valter Lemos ... Teme-se que os professores sejam acusados de terem forjado tais apoios, o que poderia fazer supor já uma fase de extrema radicalização e algum desespero na sua luta!"
Fonte: Forte

20080227

20080121

Curiosidades em torno da Educação Especial

Em 2007, “segundo o Director-Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular (DGIDC), Luís Capucha, …

… estão sinalizados no actual sistema de ensino cerca de 35 mil alunos com necessidades educativas especiais, mas aplicando o Sistema de Classificação Internacional de Funcionalidade (CIF) este número baixa para 25 mil” (Público/Lusa, 06.09.2007).

Em 2006, “em declarações à agência Lusa, o director da Direcção-Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular (DGIDC), Luís Capucha, …

... adiantou que no passado ano lectivo eram 60 mil os alunos que beneficiavam de apoio ao abrigo da educação especial, um número que integrava, no entanto, casos de insucesso escolar não decorrentes de qualquer doença ou deficiência.” (06 / 09 / 2006)
“Para apurar o número de crianças com efectivas necessidades educativas especiais, a DGIDC procedeu em Junho e Julho a um levantamento junto de todas as escolas básicas e secundárias, a partir do qual identificou os cerca de 24 mil alunos que vão este ano beneficiar de apoio.” (06 / 09 / 2006)

Em resumo, o mesmo senhor poderia ter dito: no ano passado (referindo-se a 2004/05, suponho) tivemos 60 000 alunos com apoio. Este ano (2005/06) estão sinalizados 35 mil no entanto, se aplicarmos a CIF esse número reduz-se para 25 mil. Para 2006/07, pode-se consultar o quadro em baixo. Para 2007/08 …. É estar-se minimamente atento porque as notícias (media, blogs, sindicatos etc) chovem picaretas.

Assim, com o DL 6/2001,"o qual veio reduzir, em termos numéricos, a população – alvo objecto da modalidade educação especial" (DGIDC, 2005), e que passa a não considerar como merecedores de apoio os alunos com NEE de carácter temporário, dos 60 000 alunos apenas 35 mil seriam elegíveis (para apoio da Ed. Especial). Com a CIF, chegaram aos 25 mil (dizem eles).

Parece-me que é óbvia a orquestração despudorada desde Governo em prole da economia.

ALGUMAS NOTAS CURIOSAS:

1 - No dia 10 de Março de 2006 (10.03.2006 - 20h03 Lusa/Público) o (então) adjunto da ministra da Educação, António Ramos André, admitiu que o número de vagas criadas era inferior ao número de professores de educação especial, mas garantiu que a diferença seria de apenas "algumas centenas".

  • "Essa diferença vai ser ultrapassada porque serão criadas no futuro vagas adicionais para os professores devidamente habilitados nesta área, depois de aferidas de forma mais rigorosa as necessidades das escolas", explicou." (10.03.2006 - 20h03 Lusa/Público)
2 - “No ano lectivo de 2004/2005 beneficiaram de apoio educativo 56 646 crianças e jovens o que representa uma percentagem de cerca de 5% do total da população escolar. Do total das crianças e jovens com apoio educativo, a maior percentagem (79%) recai nas NEE de carácter prolongado (DGIDC, 2005).

3 - De acordo com dados do Ministério da Educação, em 2003/04, já depois de aplicado o DL 6/2001 (o qual veio reduzir, em termos numéricos, a população alvo da modalidade educação especial), foram apoiados 49 406 alunos com NEE de carácter prolongado (note-se que antes da aplicação deste decreto, por exemplo no ano lectivo de 2000/01, eram apoiados, em escolas regulares mais de 75 mil alunos com NEE). (Azevedo, A.M. por Moriae na Sinistra Ministra)

4 - No meio deste descalabro todo, a 14 de Janeiro de 2008, a “CONFAP GARANTE QUE INTERESSES DAS FAMÍLIAS ESTÃO GARANTIDOS:

A Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap) entende que não existem motivos que justifiquem a apreensão dos pais de alunos deficientes. “Não têm necessidade de se preocupar”, afirma Albino Almeida, presidente da Confap, garantindo que “tem a garantia do secretário de Estado da Educação de que todos estes casos serão tratados de modo a responderem aos interesses dos alunos e das famílias”. (Correio da Manhã,
2008-01-14)


NOTA FINAL: O tempo é pouco e delineei esta sequência de dados e pensamentos com alguma pressa pelo que, agradeço que me digam caso tenha cometido alguma gralha ou erro. Obrigada

20071122

Porque não há profs. desempregados de Ed. Especial? De quem é a culpa?

Em resumo, é possível considerar-se a política do ME como uma enorme desconstrução do percurso inclusivo. Na verdade, se há falta de professores de Educação Especial, a culpa é única e exclusivamente dos senhores que mandam nesta área.

Como exemplo, considere-se a quantidade de professores especializados colocados no ano lectivo de 2005/06 e compare-se com o mesmo valor relativo ao ano seguinte. O que se constata?:

– que houve um decréscimo de cerca de 5000 professores de Educação Especial, número equivalente a mais de 50% dos professores que estavam em apoio no ano lectivo anterior (Jornal da FENPROF, Nov. /Dez de 2006, p.28.).

- tendo em conta que este ano os valores se mantêm (“o secretário de Estado disse haver 4.975 docentes exclusivamente na área” (Jornal Notícias, 22-11-2007), pode-se concluir também que a situação é negra e antiga.

Nota:

A maioria dos professores de Ed. Especial advém de outras áreas (tanto que os cursos de especialização iniciais só admitiam prof.s profissionalizados com pelo menos 5 anos de serviço. Assim, só se eles fossem burros (e pelos vistos não são) é que sairiam dos seus lugares (nos grupos onde leccionavam) para se tornar professores de Ed. Especial desempregados e fazer agora o jeito ao sr. Valter.


Desculpem lá o português mas estou com pressa e queria passar esta ideia rapidamente. Mais tarde revejo, prometo.

20071103

VALTER LEMOS CHUMBADO POR FALTAS



«Valter Lemos faltou três vezes e, por essa razão, chumbou por faltas e não teve o seu nome gravado na placa de inauguração de uma escola.

A história é simples e relata-a um jornal de Coimbra: Valter Lemos era o convidado de honra para inaugurar a EB1 de Casal de São Tomé, em Mira, tendo, por essa razão, o seu nome gravado na placa. Nela podia ler-se:

“Inauguração da remodelação da Escola do 1.º CEB e Jardim de Infância do Casal de São Tomé, por sua Ex.ª o Sr. Secretário de Estado da Educação Dr. Valter Victorino Lemos, sendo Presidente da Câmara o Dr. João Maria Ribeiro Reigota. 31 de Outubro de 2007”.

Só que a tentativa de inauguração das tais instalações remodeladas já tinha história: Valter Lemos já havia adiado, por duas vezes, a sua deslocação a Mira razão por que a placa já tivera de ser modificada por outras tantas vezes para mudar a data, uma em finais de Setembro e outra a 24 de Outubro.

Desta vez parece não ter havido paciência para justificar nova falta e a inauguração fez-se com a placa a ter de ser de novo alterada. Só que, agora, não na data, mas na referência a quem inaugurou a dita remodelação, o governador civil de Coimbra.

Para o futuro, fica a certeza de ninguém ter de explicar aos vindouros por que razão foi convidado para inaugurar a Escola do 1.º CEB e o Jardim de Infância de Casal de São Tomé um dos principais responsáveis pelo ataque à Escola Pública que tem vindo a ser movido pelo Governo de Sócrates. No presente fica a confirmação, pela atitude do governante, de que o que nasce torto, tarde ou nunca se endireita.

A Direcção» (SPRC)