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20080109

ISTO NÃO É ESCOLA INCLUSIVA E NÃO ENTENDO PORQUE ESTÃO TODOS CALADOS!

«Escola menos inclusiva

Foi publicado (7/01/2008) o Decreto-lei nº 3/08, que define os apoios especializados a prestar no sistema educativo.
A FENPROF lamenta que este "novo" modelo de organização da Educação Especial:
- utilize a Classificação Internacional da Funcionalidade e Saúde (CIF) para avaliar pedagogicamente os alunos;
- assuma, com demasiada clareza, que a educação especial passa a ser uma medida exclusivamente destinada aos alunos com limitações graves e permanentes;
- possa levar à manutenção do abandono e insucesso escolares, porque os alunos com necessidades educativas especiais não abrangidos pelo modelo médico-psicológico, não serão considerados pelo sistema educativo.

Assim, a FENPROF reafirma: * Que a educação inclusiva é uma componente da educação para todos e deve ter lugar numa escola pública, gratuita, de qualidade, democrática, logo inclusiva; * Que está em causa o direito à educação, como direito humano fundamental, colocando em risco o principio de que a escola pública é instrumento imprescindível à realização desse direito;

Vítor Gomes (Coordenador Nacional da Educação Especial)» (AQUI)
E eu pergunto:
- repararam que ficaram excluídos milhares de alunos i.e aqueles que têm Deficiência Mental?
- Há muito mais a dizer sobre tudo isto ... A FENPROF afinal ... E o SPRC nem sequer fala no assunto ... Ora bolas!
OK, mãos à obra ...

20070908

Terrorismo Social

Apesar de já ter publicado este texto do Público noutro blogue acho que aqui fica melhor...

Um total de 47.977 tentaram a sorte e candidataram-se a um contrato numa escola. Mas mais de 90 por cento não conseguiram nesta fase um lugar para dar aulas. As listas de colocação de contratados foram publicadas ontem à noite. E revelam que só 3252 professores obtiveram um horário completo; 44.725 não conseguiram.

in Público

20070907

Como estamos de integração? Não estamos ... E inclusão? Nem se fala!!!

De acordo com dados do Ministério da Educação, em 2003/04, já depois de aplicado o DL 6/2001 (o qual veio reduzir, em termos numéricos, a população alvo da modalidade educação especial), foram apoiados 49 406 alunos com NEE de carácter prolongado (note-se que antes da aplicação deste decreto, por exemplo no ano lectivo de 2000/01, eram apoiados, em escolas regulares mais de 75 mil alunos com NEE).

No ano lectivo de 2004/2005 beneficiaram de apoio educativo 56 646 crianças e jovens o que representa uma percentagem de cerca de 5% do total da população escolar. Do total das crianças e jovens com apoio educativo, a maior percentagem (79%) recai nas NEE de carácter prolongado (DGIDC, 2005).

Este ano, “segundo o Director-Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular (DGIDC), Luís Capucha, estão sinalizados no actual sistema de ensino cerca de 35 mil alunos com necessidades educativas especiais, mas aplicando o Sistema de Classificação Internacional de Funcionalidade (CIF) este número baixa para 25 mil” (Público/Lusa, 06.09.2007).

Em resumo, não é bonito atirar areia para os olhos das pessoas! E é dramático ter-se destruído uma caminhada de cerca de 30 anos em prole de uma Educação Inclusiva. É também muito feio desrespeitar a Constituição Portuguesa e a Lei de Bases da Educação, Direitos Humanos, do cidadão com deficiência e todo um conjunto de acordos e compromissos que tão necessários são para a vida e dignidade humana. Raios partam esta gente!

Nota 1: citei dados do ME e as fontes estão todas referidas neste artigo do qual fiz scanner e coloco em hiperligação.

Nota 2: recomendo vivamente a leitura dos comentários ao artigo do Público online supracitado e que podem ser lidos aqui. Desde já um bem-haja aos comentadores.