Mostrar mensagens com a etiqueta "Dia D". Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta "Dia D". Mostrar todas as mensagens

20080421

APELO


Caríssimos(as)

após a realização do "dia D", no passado dia 15, muitos(as) de nós saímos das reuniões de Escola com a esperança reforçada respaldados nos resultados de rejeição aberta e frontal à assinatura do "Memorando de Entendimento" entre a Plataforma Sindical e o Ministério da Educação.

No dia seguinte o desânimo pareceu instar-se em alguns de nós. Segundo os resultados divulgados pela Plataforma Sindical a "esmagadora maioria" dos professores, reunidos nas suas escolas e/ou Agrupamentos, teria ratificado o "Memorando de Entendimento" e mandatado os Sindicatos para a assinatura do acordo com a Tutela.

Nos dias que correm a facilidade de nos mantermos em contacto uns com os outros e mais informados acerca das matérias que aos(às) Professores(as) e à Escola respeitam é bem maior do que há alguns tempos atrás. Deste modo tem sido muito frequentes os contactos com professores(as) de diferentes escolas e dos mais diversos quadrantes que se mostram atónitos com os resultados divulgados pela Plataforma Sindical e que expressam, até, descrédito e indignação.

Não queremos entrar pelo caminho das campanhas de descredibilização Sindical cujo desfecho poderá ter consequências nefastas, difíceis de prever; Não queremos envolver-nos em coros que expandem a suspeição dos números considerando-os forjados e, como tal, fraudulentos.

Queremos continuar a trabalhar lutando, por todos os meios, legitimamente democráticos, no sentido de que, espelhando a maioria da vontade dos(as) que conhecemos e se manifestaram nos nossos locais de trabalho a 15 de Abril pela rejeição do Memorando de entendimento, ela possa ser difundida e encaminhada para as organizações apropriadas.

Porque acreditamos que este é o caminho certo e, porque cremos que tudo é ainda possível solicitamos a V/participação para:

- Assinatura (para os Sindicalizados no SPGL) da moção em anexo a ser apresentada na Assembleia Geral do SPGL de 28 de Abril de 2008;

- Divulgação urgente por todos os sindicalizados da V/Escola no sentido que, quem assim o entender possa subscrever a Moção;

- Envio para este email dos nomes e números de sindicalizados(as) que subscreveram a moção até às 24h do dia 23 de Abril;

- Participação de todos na "sondagem on line" que está a decorrer na página do SPGL www.spgl.pt/ e onde já é notória a vontade expressa por todos(as) os(as) que não concordam com a assinatura do Memorando de entendimentos e que se cifra neste momento numa taxa de 72% de professores que consideram o texto do mesmo inaceitável.

Saudações,

Ludovina Azevedo

20080415









de DESCONTENTAMENTO e DEBATE
Decorre, hoje, uma jornada de reflexão.
Reflexão sobre o “entendimento” alcançado com o ME. Reflexão sobre a vitória dos professores sobre o ME ou, antes pelo contrário. Esta é uma fase crítica em que todas as cautelas são poucas. A desunião não favorece os professores. Favorece o mesmo ME que os tem sistematicamente desvalorizado. É, por isso, que é tão importante mostrar que os professores aceitam “entender-se” mas, não se rendem. As questões de fundo mantêm-se e os professores, no seu todo, demonstram a determinação de lutar por uma Escola melhor. Uma Escola que responda com eficácia às exigências da sociedade contemporânea em benefício de toda a comunidade educativa.
A luta dos professores por uma avaliação justa e exequível é, apenas, uma parte de um combate bem mais complexo. Diria que as questões da carreira e da avaliação foram a cereja no bolo do nosso descontentamento. Mas, existem muitas outras, relacionadas com a prática pedagógica e com os constrangimentos em recursos humanos e materiais que ensombram o dia a dia das Escolas e que não são do conhecimento público mas que afectam a imagem do professor, dentro e fora da Escola.
Considero que era importante abrir os problemas da escola à sociedade civil. O NUT, principal sindicato inglês na área da educação, convocou uma greve para limitar o número de alunos por turma a 20 até 2020 (considerando, já que existem, em média 12,4 alunos por cada adulto pois, nas salas de aula é frequente encontrar “assistentes” a coadjuvar o professor), greve que foi convocada depois de um seminário cujas conclusões foram amplamente difundidas para a opinião pública. Ora, considerando que a falta de condições de trabalho condicionam em muito a actuação do professor na sala de aula e, que lhes é crescentemente exigida a excelência, os professores deveriam recentrar o seu discurso para a opinião pública nas condições que não têm, responsabilizando o poder político pelo não cumprimento das metas: turmas de 24 alunos (ou mais), incluindo alunos com dificuldades de aprendizagem e/ou, necessidade educativas especiais e/ou, com problemas de comportamento são turmas condenadas a um insucesso quase garantido. Quem assume responsabilidade pelas qualidade das aprendizagens feitas nestas condições?
Esta, é apenas, uma das muitas preocupações que contribuem para o desgaste físico e emocional dos professores portugueses e, que deveria merecer um debate consequente na sociedade portuguesa.


Dia D [multimédia]

  • ... [em actualização]

DIA D: Que os professores possam decidir em plena consciência!

Nas reuniões do DIA D os delegados sindicais vão levar às escolas documentos para os professores assinarem.

Nas reuniões do DIA D os professores vão explicar aos sindicatos por que é que a assinatura deste acordo não lhes convém.

A Comissão de Defesa da Escola Pública (CDEP) aconselha a leitura atenta dos seguintes documentos que os delegados sindicais irão apresentar aos professores nas reuniões que vão ocorrer hoje nas escolas.

Memorando do Entendimento Plataforma Sindical dos Professores/ME

Comunicado da Plataforma Sindical dos Professores

A posição da Comissão de Defesa da Escola Pública (CDEP) em relação ao Memorando do Entendimento e em relação à situação que está criada, é marcada pelos seguintes documentos, os quais deverão ser lidos e divulgados de imediato entre os professores:

Carta da CDEP aos Professores (para ser divulgada no DIA D)

Moção da CDEP aprovada a 12/Abril, no Plenário-Debate, em Leiria


Para memória futura
, recordamos as palavras de Mário Nogueira:

"O responsável [MÁRIO NOGUEIRA] admitiu contudo não rubricar o documento se, durante o dia de manhã, quando este for explicado aos docentes em escolas de todo o país, estes se manifestarem contra a assinatura: «Só admitimos não assinar se durante o dia de amanhã [terça-feira] os professores nos disserem que não se revêem no entendimento».

Colega,

Acredite que não é necessário pensar, sequer, uma vez, pois não está colocada qualquer hipótese de Acordo com MLR. Só se essa revogasse o ECD, a Gestão, a legislação sobre Educação Especial e, qual cereja em cima do bolo, se demitisse.

Quanto a alguma solução que desbloqueie a actual situação de conflito, passa pela aceitação, pelo ME, das propostas que hoje levaremos (hoje no nosso site).

Quanto ao "capitularem mais uma vez", sinceramente, não consigo lembrar-me qual foi a vez anterior, o que recordo, isso sim, é que em 8 de Março estiveram 100.000 colegas na rua, convocados pelos seus Sindicatos. Como é evidente, não deixaremos de honrar os nossos compromissos. Não por qualquer razão que pudesse ditar o "nosso" fim, mas porque esse fim, enquanto Professores que somos, seria o de todos nós Professores.

Com os melhores cumprimentos

Mário Nogueira

Breve nota sobre o Dia "D"

Sou pouco de militâncias, e geralmente deixo andar as carruagens até àquele ponto em que dou os meus célebres coices de caixão à cova.
A palavra "Sindicato" faz-me sempre lembrar a República de Weimar, e a Rosa Luxemburgo, e mulheres a preto e branco, com saias até aos pés, e uns gajos feitos em sangue na rua. Não se ouvem tiros, porque o cinema é mudo.
Desde então, o filme variou muito.
Acho Lurdes Rodrigues execrável, e duvido de que seja um ser humano, tal como eu entendo "ser humano": ela não passa de uma espécie de desenho animado maligno, e negativo, que, se tivesse qualquer ponta de sentimento, ao ver 100 000 gajos, na rua, a cantar o Hino Nacional, teria imediatamente dito, "demito-me, não porque abdique das minhas ideias, mas porque senti que a massa profissional a que as queria aplicar não as suporta, ou as rejeita. Outro que venha, e continue o meu trabalho, ou negoceie aquilo de que eu, por convicção, não posso abdicar".
Teria sido a sua derradeira hipótese de ter saído deste inferno de cabeça erguida, mas esses são os códigos do meu mundo, que, evidentemente, nada tem em comum com essa... criatura, nem com os seus sequazes. Para quem, nessa mesma noite, viu aquela cabeça de viuvinha, com uma fenda no lugar da boca, impávida, como se o Mundo se não tivesse desfeito numa só tarde, percebeu que não estava a lidar com ninguém no seu perfeito juízo: tínhamos, perante nós, uma tarada, e quem negoceia com taradas coloca-se exactamente ao mesmo nível.
Este meu juízo é quase alheio a lutas de docentes: é um figurino para quaisquer duelos sociais. Há pessoas que recusamos, e recusámos, de tal forma, que não é possível continuar a alimentar-lhes quaisquer esperanças de continuidade. Não são muitas, são raras, e Lurdes Rodrigues, como Sócrates, o Vigarista dos diplomas comprados, acabaram por se ter tornado em infelicíssimos exemplos disso.
Recorrendo à História recente, e menos recente, gente com esta catadura não teria resistido muito, nem, debaixo do sombrio consulado de outro ser insuportável, mas que já os teria posto na rua, perante tal pressão social, e falo de Cavaco, figura que execro, quer hoje, em que está velho, quer enquanto Primeiro-Ministro. De Salazar, já nem falaremos, porque há muitos os teria chamado para uma conversa privada, e dito "os senhores não reúnem as condições para poder continuar..."
Portanto, no meu sistema de valores, Lurdes Rodrigues, Valter Lemos e José Sócrates já há muito são meros cadáveres, que aflitivamente persistem em deambular pelos monitores de televisão.
Os Sindicatos desse sector, em contrapartida, mole heterogénea -- e como a Sinistra Ministra muito bem entreviu, em muitos casos, incapaz de cumprir as suas funções docentes, portanto, refugiada em pseudo-poleiros de contestação -- mostrou agora o que já toda a gente sabia: têm preço, e são capazes de se casar por conveniência, e casaram-se com a pior noiva do Mundo, e até vão passar a dar ração ao seu caniche Valter.
Estava a lembrar-me de 100 000 pessoas, por acaso da fina flor das habilitações académicas deste ajuntamento de gente, que ainda persiste em ter o nome de "País", a cantarem o Hino Nacional. Estavam, em coro, a dizer o que, qualquer ouvido decente, numa nação decente, de um tempo decente, imediatamente deveria ter compreendido: há cabeças para rolar, e vamos fazê-las rolar, antes de que a coisa expluda. Nesse dia, num óptica técnica, Valter Lemos e Lurdes Rodrigues faleceram politicamente.
Quanto aos Sindicatos casaram-se agora e casaram-se bem: casaram-se, para defender os seus intereresses, não os das classes que pretendiam defender. 100 000 pessoas é muita gente, que não saiu à rua para agora ser hoje açaimada por um bando de gajos com tão pouco pudor como a Senhora com quem acabaram de contrair matrimónio.
A minha proposta para o Dia "D" é, pois, elementar: 100 000 -- tal é o estado de decomposição do Estado -- não foram suficientes para erradicar o Cancro da Educação, pois, então, vamos começar por erradicar outros cancros, que talvez tenham muito a ver com o mal-estar e a má fama de certas classes deste país: amanhã, Dia "D", os docentes sindicalizados deveriam abandonar, em massa, as associações que alardeiam defendê-los, e agora se acasalaram com o Tumor. Se não foi a Ministra a cair primeiro, pois que antes caiam os Sindicatos, e depois vamos ver o que esse Poder apavorado e titubeante fará, sem Sindicatos, e com 100 000 vozes a cantar em uníssono, debaixo da janela, um épico guerreiro, chamado "A Portuguesa".
Boa noite.

(Edição simultânea em "A Sinistra Ministra", o "KLANDESTINO" e "As Vicentinas de Braganza" )