20090507

Democracia Socialista na Escola Pública

(imagem via http://www.contosdeterror.com.br/images/serpente.jpg)
Isto é o que está a acontecer nas nossas escolas! Suspensões arbitrárias, boys do PS a ao assalto do poder, oportunistas a sem experiência a assumirem funções de chefia!
Entende agora porque muito professores insistem em não se calar? Porque cada vez mais é, também, uma luta pela democracia!


Suspenso sem saber porquê
Sandro Colaço, professor de Expressão Corporal do ATL da Escola Básica de Santa Luzia, Tavira, foi suspenso pela autarquia, na quinta-feira, depois de um acidente durante uma aula que envolveu o filho do presidente da câmara, Macário Correia."Era um exercício normalíssimo, supervisionado por mim", explica o docente, que diz não saber por que razão está suspenso. A turma tinha terminado o ensaio da peça ‘Inspector Tótó’ e, no exercício seguinte, com os alunos de olhos vendados, o filho do presidente da Câmara de Tavira feriu o lábio."O professor é muito querido, é boa pessoa e não é justo ir para a rua por o acidente ter sido com quem foi", desabafa uma das empregadas, sob anonimato.Sandro Colaço "tem feito as festas mais lindas desta vila e todos os alunos têm um enorme carinho por ele", diz a coordenadora da escola. Aida de Jesus, que também desconhece oficialmente o motivo da suspensão, acrescenta que "toda a escola está em choque, todos têm plena confiança no trabalho do professor e respeitam-no".As aulas de Expressão Corporal estão agora a ser leccionadas pela professora de Expressão Plástica e há alunos que reclamam pelo regresso de Sandro Colaço.Macário Correia não comentou a suspensão do docente. "São assuntos internos da câmara, envolvendo um familiar e por uma questão de ética e boa educação não presto declarações", disse.

In Correio da Manhã



Confirmou-se hoje no Agrupamento de Escolas da Freixianda a nomeação de uma CAP. A DRELVT não encontrou dentro do Agrupamento ninguém suficientemente competente para a função e convidou gente de fora, todos devidamente habilitados. São duas senhoras e um senhor, todos de 1.º Ciclo e todos com públicas ligações ao Partido Socialista a nível concelhio. Com destaque para um certo Hugo Cristóvão, presidente da Concelhia do PS em Tomar, candidato suplente a deputado, um jovem de 31 anos que sendo de QZP tem pouca experiência a dar aulas. Uma figura em tempos ligada ao SPLIU, antes de andar a saltar por cargos políticos, nomeadamente no IPJ de Santarém. Com uma ingenuidade que confrange, apresentaram-se na escola para “trabalhar em equipa e pôr a escola a funcionar”!!! eu diria que o que não está a funcionar é a cabeça delas.Veremos então a habilidade para “pôr a escola a funcionar” e a capacidade de entrar para a nossa equipa de “incapazes”. Seja como for, o que importa é mesmo o suplementozito de remuneração e um poleiro perto de casa.Está por isso definido o retrato-tipo das direcções ideais das escolas: falta de experiência, falta de noção da realidade e ligação ao partido.

Um(a) professor(a) do Agrupamento



Crónicas De Freixianda - Hoje, 4ª Feira, Dia 6 "Hoje na Escola da Freixianda foi a reunião geral de professores com a nova CAP. À parte a conversa esperada do “pertencemos todos à mesma equipa” e “a lei é para cumprir”, dois momentos se destacaram:O primeiro foi quando os professores quiseram saber o currículo da nova direcção. Começaram por se recusar terminantemente a responder a isso e mandaram os interessados perguntar à DREL. Perante a insistência, resolveram responder que na verdade nenhum dos membros tem qualquer experiência em gestão escolar, embora a nova presidente tenha uma pós-graduação nessa área.O segundo momento foi quando declararam que, seguindo indicações da DREL, todos os órgãos se mantinham em funções, excepto o Conselho Executivo demitido e que, devido à falta de experiência da nova equipa, a presidente cessante passava a assistir como convidada às reuniões do Conselho Pedagógico! Para ajudar! A vice-presidente cessante pediu então que essa informação fosse confirmada por escrito, porque contradizia a informação prestada presencialmente pela mesma DREL, na reunião da semana passada, segundo a qual todos os órgãos cessavam funções com a exoneração do Conselho Executivo.Está instalado o circo!Um pormenor interessante para se aferir a estratégia: para já, a palavra de ordem é serenidade e só no início do próximo ano lectivo é que tentarão formar o CGT, depois da mobilidade de professores decorrente do concurso. Em raciocínio directo, isto significa que do actual corpo docente não esperam grande colaboração nesta matéria, e tentarão a sorte com os novos colocados ainda não corrompidos pela peste da resistência.
Um(a) professor(a) do Agrupamento


"CAPturas"


O que se está a passar em Freixianda é quase tão demente como aquilo que se passa em Sto Onofre. Bem se sabe que em Sto Onofre é inqualificável que esteja esta escola nas mãos de pessoas oriundas, pasme-se, de sindicatos, indivíduos que nunca conseguiram permanecer nos seus muitos lugares por muito tempo; tipos que confessam, segundo me confirmam, para estupefacção geral, aberta e repetidamente, estar aqui apenas para completar tempos de serviço - sem perceber como isso agride directamente a dignidade de quem os contratou para fazer o papel de governanta - QZPs que encontram aqui um poiso temporário e totalmente inconsequente para as suas naturais e pubescentes angústias e nada mais.Mas em Freixianda o descaramento e a falta de honra chega ao cúmulo do intolerável. Nomeia-se para presidente de uma CAP um boy - literalmente um rapazinho de 31 anos; um rapazinho da JS, para gerir uma escola que desconhece por inteireza. Um rapaz que diz abertamente, tolo, estar ali para pôr a "escola a funcionar". O caso de Freixianda confirma-nos algo que é doloroso aceitar. Por todos. Não há a mais pequenina intenção de trazer para as escolas alguém adequado. Qualquer um desde que disponível, serve. Bem sei que quem aceita isto tem de ter à partida uma estrutura ética muito mínima. Mas mesmo assim. Fica tão transparente como água que, para se estar numa CAP, qualquer um serve. Desde que esteja encalhado. Mesmo rapazinhos. O que me intriga, embora não me espevite, é como podem estas pessoas aceitar, interiorizar, que pertencem a esta estirpe de escolhas. Como aceitam elas saber que são escolhidas pessoas com este (insignificante) perfil para fazer este papel que os outros, os que os convidam, nunca aceitariam? Não saberão eles e elas como esta sua paupérrima decisão manchará, de uma maneira indelével, a sua dignidade pessoal, que ofendem os seus mais próximos amigos? Será esse um preço aceitável para uma pessoa de bem? Como se sentem ao descobrir que são segundas, terceiras, últimas escolhas? Que, literalmente, ninguém quis o que eles aceitaram. E que nós sabemos que assim foi porque conhecemos todos quantos antes deles recusaram o que lhes sobejou? Que aquilo que estão a comer são restos, apenas? Como se convencem eles e elas do contrário disto? Como dormem estas pessoas? Bem, não é? Nem o coração lhes bole, pois não? Nada. Nadinha de nada. Que pena. Sinceramente."

Coordenador escolar suspenso:

CORRECÇÃO

Imagem da Net
"Socialista diz que o que é grave é que ministra seja recebida com ovos"
Noticiou o Público
Eu digo mais: o grave é a ministra ser ministra

O TRAUMA DE MILÚ


"O PS recusou hoje o pedido de audição da ministra da Educação sobre interrogatórios feitos pela Inspecção-Geral da Educação a alunos da Escola Secundária de Fafe que se manifestaram contra Maria de Lurdes Rodrigues."
Segundo fontes fidedignas,o PS evitou, desta forma, um ataque de pânico à sinistra personagem.
Desde o famoso episódio de Fafe, que Milú não suporta nem proferir, nem ouvir a palavra "ovos". O trauma foi de tal forma forte que jamais comeu omoletes e, segundo consta, quando tem de se deslocar a Aveiro, faz uma birra tal que as forças motoras se lhe colapsam durante uma semana inteira, chegando mesmo a ter de ficar de cama.
O PS, com esta sua decisão, comprova uma vez mais ser o anjo da guarda da titular do nosso desagrado, ajudando-a a manter-se de pé sobre as suas flácidas perninhas.

A propósito de ... do famoso "Pacote das Telecomunicações"

"O Parlamento Europeu não aprovou a emenda do Pacote das Telecomunicações que previa o corte do acesso à Internet sem decisão judicial aos utilizadores que pirateassem música ou fizessem o download de conteúdos ilegais.

A maioria dos eurodeputados acabou por se mostrar contra o artigo que estipulava o corte da ligação sem esperar por uma ordem dos tribunais quando "a segurança pública estivesse ameaçada", ao proibir "quaisquer restrições aos direitos e liberdades fundamentais sem uma resolução prévia das autoridades judiciais", cita o jornal espanhol El Mundo.


Indo directamente contra a lei que a França pretende introduzir, os deputados consideraram a emenda ambígua e restritiva dos direitos dos internautas, uma vez que previa apenas o recurso a posteriori aos tribunais, já depois da Internet ter sido "desligada" com uma simples ordem administrativa.

A falta de aprovação da emenda fará regressar à mesa de negociações todo o Pacote das Telecomunicações.

De momento, terá lugar um período de conciliação aberto para que os Governos voltem a negociar com o Parlamento Europeu. O novo conjunto de medidas, contudo, já não será aprovado nesta legislatura. " (SAPO)
Notícias relacionadas :

Idem:
"O Parlamento Europeu adiou hoje em Estrasburgo a reforma da actual legislação sobre comunicações electrónicas, rejeitando propostas de cortes de acesso à Internet em casos de downloads ilegais.

Ao assumir esta posição, naquela que é a última sessão plenária da actual legislativa, a assembleia remete para o próximo Outono o chamado processo de "conciliação", com vista a um entendimento entre o Parlamento Europeu e o Conselho (27 Estados-membros) sobre todo o pacote legislativo relativo às telecomunicações.

Com efeito, ao aprovarem por 407 votos a favor, 57 contra e 101 abstenções uma emenda alternativa que só permite a restrição dos direitos dos internautas com ordem judicial, o Parlamento Europeu obriga a que todo o pacote de medidas tenha que ser revisto. "Quando uma só alínea é rejeitada, todo o pacote tem que ser conciliado" lembrou a eurodeputada socialista francesa Catherine Trautmann, autora de parte do pacote legislativo.

O grande, e único, ponto de discórdia de todo o "pacote telecomunicações" prende-se com as sanções à pirataria na Internet, na sequência de uma proposta avançada pela França que contempla a possibilidade de uma autoridade administrativa, e não judiciária, suspender o acesso à Internet aos "piratas".


Para a assembleia, a nova legislação deve aumentar a fiabilidade e segurança das redes através de novos instrumentos de luta contra spam (mensagem de correio electrónico não solicitadas), vírus e outros ciberataques, mas acautelando os "direitos e liberdade fundamentais" dos internautas, tais como a privacidade e acesso à informação.
Campanha online
Nas últimas semanas, uma campanha organizada a partir do site BlackOut Europe conseguiu mobilizar milhares de cidadãos europeus a enviar outros tanto e-mails aos deputados, pedindo-lhes para não aprovassem eventuais restrições no acesso à Internet em caso de pirataria.

Podia ler-se neste e-mail: "Hoje em dia, a Internet é sobre a vida e liberdade. É sobre fazer compras online, reservar bilhetes de cinema, férias, aprendermos coisas novas (...).Mas é também sobre coisas divertidas como namorar, conversar, ouvir música, ver humor, ou mesmo ter uma segunda vida. Ela ajuda-nos a expressarmo-nos, inovarmos, colaborarmos, partilharmos, ajuda-nos a ter novas ideias e a prosperar... tudo sem a ajuda de intermediários." (Expresso/ Lusa - 20:42 Quarta-feira, 6 de Mai de 2009 )

20090506

Santo Onofre nos Valha...


A Nova Estrela que Brilha no Céu...
Experiência na área... Aliás, experiência que pudesse interessar... "na verdade nenhum dos membros tem qualquer experiência em gestão escolar, embora a nova presidente tenha uma pós-graduação nessa área." Confira aqui. Pergunto eu, será passado pela Independente por Fax a um domingo, será da farinha Amparo, se bem que a que esteja na moda seja a Maizena, sobretudo se tomada por clister...
Mais congratulações e votos de felicidades já lhe foram endereçadas pela ORDEM DOS TITULARES , onde já se fazem apostas sobre quantos dias passarão até alguém lhe enfiar um caixote do lixo pelos ... cabeça abaixo...
Condutores da área de Tomar... Guiem com cuidado, por favor...
Tenho pena de não ter as outras carinhas, devem ser lindas... Enviem-nas...
Eis o mistério da fé!

Mural para concorrer com o do Teodoro...


20090504

E nós por cá ficamo-nos por uma "manifestaçãozeca" apenas de "professorzecos"?



França: professores em desobediência pedagógica

Começou com um acto de recusa individual de aplicar um decreto ministerial que acrescentava duas horas por semana aos “maus alunos” na primária, segregando-os e estigmatizando-os. Na verdade, o objectivo profundo desta medida não destoa do que conhecemos no nosso país: despedir os milhares de professores de apoio das chamadas RASED (redes especializadas de apoio a alunos com dificuldades). Alain Refalo, o primeiro professor a declarar desobediência pedagógica, decidiu, com o apoio dos pais utilizar essas horas para desenvolver um projecto de teatro com todos os alunos. A recusa seguiu por escrito para a inspecção e a partir daí passou-se da disputa pedagógica para a ameaça disciplinar.
Outros seguiram Refalo e surgiu um movimento colectivo de desobediência que não se opõe apenas a este decreto mas em toda a reforma governamental do ministro Darcos com o seu cortejo de despedimentos com o aprofundamento da precarização da classe, com a criação de “novos” programas acusados de conservadorismo.
Das ameaças o poder passou às sanções. Bastien Cazals foi o primeiro sancionado tendo-lhe sido retirados doze dias de salário devido à sua recusa de aplicar o referido diploma. Depois Refalo seguiu o mesmo caminho, tendo vistas descontadas oito dias por mês a partir do momento em que se declarou em desobediência.
A repressão, ao invés de fazer desistir os insubmissos, fez crescer o movimento que hoje se conta já pelos milhares (entre os que declaram por escrito a sua desobediência às autoridades e os que desobedecem sem fazer qualquer comunicação).

A seis de Maio lançam mais uma “jornada de desobediência” na escola.

Quem quiser seguir o movimento pode ler o seu blogue aqui.

Quem quiser ouvir as suas razões pode fazê-lo aqui.

Carlos Carujo, São Brás de Alportel

Movimento Escola Pública

in Blogue do MEP

Licenciaturas de CINCO anos ou bacharelatos [...] estão num patamar inferior relativamente aos mestrados 'blolonheses'

Urgente denunciar estas situações, por favor assinem e reencaminhem ao máximo de pessoas !...


PETIÇÃO PARA REMEDIAR UMA INJUSTIÇA CONCURSAL


As antigas licenciaturas de CINCO anos ou bacharéis de TRÊS anos estão legal e actualmente integradas num patamar inferior relativamente aos mestrados integrados pós-bolonha de CINCO anos e às licenciaturas pós-bolonha de TRÊS anos (por exemplo quando se candidata a trabalhos ou a bolsas de investigação ou concursos na função pública...)


NÃO TEM LÓGICA NENHUMA E É UMA INJUSTIÇA TOTAL.


Quem se sacrificou CINCO anos para tirar um curso tem ainda de realizar mais um mestrado de DOIS anos (SETE ANOS NO TOTAL) para chegar ao patamar dos pós-bolonha! Haja paciência ou justiça!


DEMORA DOIS MINUTOS E FAZ TODA A DIFERENÇA: ASSINA, SUBMETE E DEPOIS REENCAMINHA PARA O MÁXIMO DE PESSOAS !!!


http://www.PetitionOnline.com/tratbol/

PARQUE MAYER



Em ano de eleições, lá vem o Parque Mayer à baila. "Agora é que vai!" - Basta votar...

Dos seus quatro Teatros só um, o Maria Vitória, está em cena com um espectáculo de revista "aquele espectáculo de crítica social e política, que desde sempre DENUNCIOU os regimes e os políticos"

Somos os resistentes, os inconformados e os lutadores.

*****

De Quinta a Domingo às 21,30- Sábados e Domingos Matinée às 16,30

Preços

TRIBUNAS – Filas F e G – 12,50 €
TRIBUNAS – Filas D e E – 17,50 €
TRIBUNAS – Filas A a C – 22,50 €
POLTRONAS – Filas P a X – 25,00 €
POLTRONAS – Filas B a O – 30,00 €
CAMAROTES – 19 a 24 (3 Lugares/cada) – 50,00 €
CAMAROTES – 11 a 18 (3 Lugares/cada) – 65,00 €
CAMAROTES – 01 a 10 (3 Lugares/cada) – 75,00 €
FRISAS – 01 a 06 (4 Lugares/cada) – 100,00 €

Em nome de toda a Companhia do Teatro Maria Vitória agradeço à autora o convite que me fez, para publicitar o espectáculo neste Blogue. Bem-haja V.

PROPOSTA MINHA

Imagem retirada daqui
Pais querem antecipar idade do pré-escolar.

Confap** considera que esta antecipação iria contribuir para o sucesso escolar
**Via Bininho
Leia mais AQUI
POIS EU PROPONHO MELHOR AINDA:
Assim que ocorrer a fecundação, deverão as mães passar a frequentar o pré-escolar. Durante os nove meses de gestação assim se deve manter tal frequência. Após o nascimento, as mães que vão às suas vidinhas pois já não são precisas para nada!
Estará, assim, assegurado o sucesso escolar em todos os níveis de ensino.

Pai armado ameaçou professor no Conservatório de Música do Porto

Tanto barulho por causa da cena do telemóvel (foi filmado) e agora isto, ainda mais grave, o professor teve que dar aula à filha do agressor de arma apontada nas costas! Ao que parece o pai não concordava com a nota dada à menina.
Pelo que se sabe tudo foi abafado, obra da DREN, e, por hora, anda tudo mais ou menos caladinho....

CARTINHA ESCRITA COM A PONTA DA LÍNGUA DE FORA


Retirado do blogue "Refluxo"
(clicar para maximizar)

' ... acreditem, da maneira que vai …vai piorar'

Imagem em : www.f1bolao.com.br/
"Os escritores devem escrever. Qualquer pessoa tem a obrigação de pensar e o direito de expressar-se. Claro que isto não acontece num país de analfabetos, onde não se tem interesse em que o povo pense: um povo informado escolheria outros líderes, não ficaria calado quando pisam a sua honra, expulsaria dos seus cargos os pseudo-líderes e tentaria recompor as instituições aviltadas. Mas nós não fazemos nada disso: parecemos analfabetos e apáticos, uma manada de tolos assistindo às loucuras que se cometem contra nós, contra cada um de nós.

E eu, que desde criança fui ensinada que cabeça não foi feita só para separar as orelhas, mas para pensar, questionar – e também para ser feliz –, neste momento, não sei o que pensar. Muito menos o que responder quando me perguntam interminavelmente o que é que eu acho, como me sinto.

Estou a ficar pessimista. Não na minha vida pessoal, mas em relação ao país. Ou melhor: aos seus governantes, autoridades, homens públicos, políticos. Mal consigo acreditar no que se passa. A cada dia um espanto, a cada dia uma decepção, a cada dia um desânimo e uma indignação.

Este é o país dos tolos, que pagam impostos altíssimos e quase nada recebem em troca; o país dos tolos, que não distinguem um homem honrado dum patife, uma acção para o bem geral, de uma manobra para encher os bolsos ou galgar mais um degrauzinho no poder a qualquer custo; o país dos mistérios, onde quem é responsável absoluto não sabe de nada, ou finge ver outra realidade, que não a nossa. Hoje, somos o país dos sem-vergonha. A falta de pudor e o cinismo imperam. Entre os políticos, (com cargos ou não) impera um corporativismo repulsivo – ou temos todos rabinhos de palha? Nós, povo que se deixa enganar tão facilmente, que pouco se informa e questiona, vamo-nos tornando da mesma laia? Seremos também, concreta ou moralmente, vendidos? Quando eu era uma menina de escola, às vezes os rapazes insultavam-se a gritar “vendido!”, não me lembro bem por quê. Deviam ser questões desportivas. Um ponto não marcado, um golo roubado. Era um grave insulto. Hoje, parece que ninguém liga aos insultos, leves ou pesados – nada pega, tudo é água em penas de pato, escorre e acabou-se. Um povo “antiaderente”. Vemos líderes que se vendem em troca de comodidades, cargos, poderes, dinheiro, impunidade, preservação de algum sórdido segredo, ou simplesmente a covardia protegida. Quem nos deve representar foi pelo ralo abaixo. Quem nos deve orientar transformou-se em marioneta. Quem nos deve servir de modelo chafurda na lama. E nós, povo, arrastamo-nos na tristeza. Reagimos? Como reagimos? Pintamos a cara e saímos às ruas aos milhares, aos milhões? Paramos o país, pacificamente que seja? Tentamos mudar a máquina apodrecida? Não! Aqui e ali um tímido protesto, nada mais.

Surgem deputados que votam às escondidas porque não têm honra suficiente para enfrentar quem os elegeu; os deputados pouco confiáveis e duvidosos ministros, de onde surgiram? De nós! Nós é que os pusemos lá, nós votámos, nós permitimos que lá estejam e continuem – nós, através das mãos dos ditos representantes, instituímos a vergonha nacional que em muitas décadas será lembrada como um tempo de opróbrio.

Com pressentimentos nada bons, faço (embora sem grande esperança) um pedido: tolerância zero com tudo o que nos desmoraliza e humilha, perseguição implacável ao cinismo, mudança total nas futuras eleições, limpeza na assembleia, e câmaras, renovação positiva do país. Tomada de consciência urgente, pois, acreditem, da maneira que vai …vai piorar." (VM)

O ar de cada um deles não engana ninguém ...


Ministra da Educação coloca-se à margem de episódio em que imagem de alunos é usada pelo PS. No entanto, envia recados ...

Maria de Lurdes Rodrigues recomenda ao PS mais atenção de futuro

O porta-voz do PS, Vitalino Canas, diz [e não diz (n.a.)]:
"Com o anúncio do pedido de desculpas que partiu do líder do partido, o porta-voz Vitalino Canas declarou que, "apesar de isso (procedimentos relativos às autorizações) ser da responsabilidade directa da empresa contratada, o PS não se exonera das suas responsabilidades"."
Já a produtora nega culpas no caso dos alunos filmados sem autorização dos pais ...
O brasileiro deixou, contudo, muitas outras perguntas sem resposta, nomeadamente, porque é que uma empresa que diz ter “grandes clientes, entre os quais, esporadicamente o PS”, não tem um telefone fixo, nem um “site” na Internet. Também não adiantou quem lhe pagou, por que só tem um empregado e há quanto tempo trabalha para os socialistas.

A presidente do conselho executivo do Agrupamento de Escolas de Castelo de Vide, Ana Paula Travassos, explicou ontem ao PÚBLICO que foi contactada telefonicamente pela equipa de apoio às escolas em Portalegre e pelos próprios serviços centrais do ME informando-a de umas filmagens que iriam ser realizadas no âmbito do projecto e-escolinhas.
ETC ETC ETC


Fontes: RTP, Público,

Diálogos das Prostitutas (depois de uma leitura de Aretino)

Imagem do KAOS
Este texto é dedicado à Hurtiga, que acha que eu tenho escrito pouco, e tenho, mas quem é que tem vontade de escrever num país onde tudo se arquiva e há uma população inerte, a achar normal que os familiares dos mortos de Entre-os-Rios paguem as custas de um sistema que indemniza Paulo Pedroso?...
Não, o tema desta noite não é Vital Moreira: hoje, estou muitíssimo mais preocupado com aquela varanda que caiu no Bairro de Campinas, e provocou alguns feridos, graças a deus, já fora de perigo.
A queda das varandas, em Portugal, é um risco iminente: quando eu vi aquelas imagens, de um pardieiro completamente degradado... parecia os muros da Serra de Sintra, tudo cheio de líquenes e musgos, e, por baixo, uma ligeiríssima camada de betão, para fingir que aquilo ainda pertencia ao setor da Construção Civil.
Não pertencia: antes era uma prova da arqueologia viva deste país, e mais uns anos, e seria declarada património da humanidade, sobretudo, se acabasse despovoada, com o extermínio dos moradores, por sucessivas quedas de varandas.
A queda de uma varanda, do ponto de vista científico é uma coisa complexa, já que a varanda é estruturalmente dimensionada para aguentar com uma determinada carga, geralmente, acima da carga máxima que usualmente lhe passa em cima. Não era o caso, e eu passo a explicar: a Portuguesa típica, quando chega à fase da Vénus de Willendorf, já só consegue enfiar cuecas de elefante, e, mesmo assim, fica com grande parte das pregas de banha de fora do cinto cor de rosa. comprado nos ciganos, com desconto, porque são os vizinhos do lado. Com o aumento do Desemprego, a coisa agrava-se, porque a tronchuda passa as manhãs à porta da Segurança Social, a ver se aparece um posto de trabalho de acordo com a sua baixíssima qualificação académica. Para se pôr de pé a horas, entra no regime da bica, e vai de bica em bica, e bolo em bolo, até que a noite caia e o crepúsculo da obesidade lhe caia mais 300 g/dia em cima.
Antropologicamente, a gorda das varandas dos bairros sociais tem, ao seu lado, um bisonte à maneira, o chamado homem sem neurónios, que Robert Musil gostaria de ter conhecido, e bastava ter vindo a Portugal.
O homem sem neurónios é um subproduto de ginásio de subúrbio, onde acha que, enchendo-se de anabolisantes, e levantando halteres, está a rodear de músculos a picha pequena. O problema, todavia, é que a pequena picha é a glândula pineal, e gere todo o seu cérebro, desde o insulto ao árbitro, ao carro transformado e ao Tony Carreira, com variantes que se encostam à Extrema Direita quando lhe dá para achar que o preto de cima tem um chouriço maior do que o dele, e até tem.
O bisonte de subúrbio costuma confundir sexo com esfregar-se nas tetas da farinheira fêmea do prédio do lado: são bairros conhecidos por se casar sempre em casa, e ela aparecer subitamente prenha de uma ejaculação precoce, daquelas noites quentes de S. João, como a de hoje. Depois, já com uma criança, ligeiramente retardada mental, aos berros tardes inteiras, a apanhar estaladas, e a ter os primeiros contactos com a Língua Portuguesa através daqueles palavrões que o Vital Moreira vai conhecer de cor, quando acabar o seu calvário das Europeias, o machão de tora curta costuma pôr-se na varanda da escada de serviço, a mostrar aos vizinhos que tem uma Willendorf em casa, como muita gente gosta de pôr os Jarrões Ming, ou os Arraiolos, a descorar ao sol da janela. Ora, a varanda, velha, cheia de líquenes e musgo, desvitalizada, não está preparada para a esfrega de dois mastodontes, como vem em qualquer manual de cozinha. Agrava-se ainda que a gorda tem sempre uma amiga, gulosa e ainda descomprometida, que passa todo o tempo, de mão na anca, a assistir às bestialidades eróticas da parelha humana, a dar palpites, a salivar e a soltar bitaites, até que chega o amigo do troncha, também segurança no Centro Comercial da zona, e se junta À manada.
Ora, 2 + 2 fazem quatro, o que significa quase uma tonelada apoiada em 8 pés, a esforçar a varanda decadente.
Parece que já tinha caído uma vez, e o senhorio (?) -- geralmente a "Câmbra" -- tinha mandado pôr uns ferros (?) para aguentar aquilo mais uns tempos,
Nós tentámos o mesmo, em 1640, mas, em 2009, a varanda voltou a dessabar, parece que por excesso de diálogo e de debruçagem sobre o parapeito, para trocar palavras grosseiras com as crias, cá em baixo, verdadeiro, clones, de 2 500 € o emprenhanço, pagos pelo bolso do Contribuinte para que o Português Reles, a raça típica da Lusitânia, não se extinga.
Foi horrível: sorte foi que não se agravasse com a passagem de Vital Moreira, mascarado de virgem... ah, sim, agora, vou fazer um pequeno parêntesis, para dizer que eu gosto muito de Vital Moreira, porque acho-o com uma excelente pontaria política, e só me faz lembrar quando o segurança do Bairro de Campinas, às escuras, julga que está a cavalgar a sua boca da servidão, mas na realidade, está a tentar esforçar-lhe o umbigo com a glande mal cheirosa.
Vital Moreira saiu do PCP a más horas, e entrou para o PS, quando isso já não interessava ao menino jesus. O seu próximo passo será a proximidade com o Cherne, e acabará a aconselhar padres, como fez a Rita Seabra.
Eu gosto muito de gente que anda a saltitar de partido em partido, porque isso mostra que têm convicções, aliás, uma só convicção, a de que a Política é uma escada fácil para satisfazer vaidades pessoais, e os exemplos multiplicam-se, todos eles ao nível do vómito: Maria Elisa Domingues, aquela cara de égua, a Laurinda Alves, que quer agora fazer descer a Política, do nível dos suplementos do "Expresso", ao da revista "Maria"; Zita Seabra, Pacheco Pereira, e mais uns quantos de que não me lembro, mas vocês preenchem os espacinhos em branco, tá bem?..., para este texto ser mais interativo.
O que aconteceu a Vital Moreira, e a culpa "ser dos comunistas" é uma coisa velha de Salazar. Não sou comunista, mas que grande satisfação que eu senti por os Portugueses finalmente recomeçarem a ter reações de gente, e a tratarem como merece esta Corja, que, pelas ruas, se passeia impunemente. Objetivamente, a coisa vai agravar-se mais, e, como antevejo, terá o seu ponto mais alto na campanha de Paulo Pedroso, em Almada, onde cairão várias varandas, em cima do cortejo, com sérios riscos que se passe dos feridos graves aos feridos para sempre, mas esse espetáculo é das coisas pelas quais mais anseio, e lá chegaremos, no devido tempo.
No fundo, como sou um romântico, até gostava de que a coisa terminasse bem: o segurança seria baleado à porta de uma discoteca, pelos gangs da noite, de Pinto da Costa, e a viúva, com 26 anos de cronologia, mas estragos de varizes, celulite e epiderme, ao nível daquela velha que ainda viu o solzinho a dançar "rap", na Cova da Iria, e hoje fez cento e tal anos... a viúva, dizia eu, apanhava o Vital Moreira na rua, levava-o para a escada de serviço, e punha-se, toda encostada ao parapeito, a dar-lhe daqueles linguados de bairro social, onde o hálito do alho se mistura com o das torradas da carcaça de três dias. Vital Moreira conquistaria assim mais votos, e quem sabe se a varanda, ao cair pela terceira vez, não coincidisse, com a passagem, em baixo, de alguma visita de estado a um contentor-escola, de Valter Lemos.
Isso, sim, é que seria a sorte grande, ajuntada às terminações e à raspadinha...


(Pentagrama do água-vai, no "Arrebenta-SOL", no "A Sinistra Ministra", no "Democracia em Portugal", no "KLANDESTINO", e em "The Braganza Mothers")

20090503

Even fewer will attend school due to falling basic education aid – UNESCO

Imagem: UN News Centre Home

"23 April 2009Steep drops in aid to basic education in developing countries threatens to roll back progress made towards achieving the global goal of universal primary schooling, the United Nations Educational, Scientific and Cultural Organization (UNESCO) cautioned today.

Total aid commitments to basic education has dropped over 20 per cent from $5.5 billion in 2006 to $4.3 billion in 2007, according to the latest figures from the Organisation for Economic Co-operation and Development (OECD).

At present, there are 75 million children out of school, with many millions more dropping out before completing primary education, the 2009 report of the UNESCO’s Education for All Global Monitoring Report Team said.

It also predicted that the goal of achieving universal primary education by 2015 will be missed by at least 30 million children.

Commitments made by donor nations have not been sustained, with only 5 per cent of all education aid going towards basic education in 2007.

Only the United States’ aid to basic education rose significantly in 2007, but too few countries stepped in to fill the financing gap.

“The concentration of aid to basic education among just a few donors means that financial assistance for countries is highly unpredictable,” said Kevin Watkins, Director of the UNESCO report.

The current global economic crisis could drive aid for basic education even lower, possibly even driving assistance down more than $1 billion by 2010, the study warned.

“This is not the time to be cutting aid to basic education,” Mr. Watkins said. “With the economic downturn pushing millions of vulnerable households into poverty and putting budgets under strain, donors should be providing a fiscal stimulus aimed at keeping children in school.”

The new report put the price tag for meeting key education goals in the world’s poorest countries at $11 billion, of which only one-quarter was received in 2007.

“Millions of children stand to be hardest hit by the [current economic] crisis, and face irreversible long-term consequences if denied health, nutrition and education,” said Koïchiro Matsuura, Director-General of UNESCO. “We must invest in their future and provide them with the education they need to end poverty and improve their lives.”" (UN)

Imperdível! | Dançar com a Diferença

Imagem: Associação de Surdos do Porto (CARTAZ)
"[...] A actividade passa por demonstrar à sociedade civil que qualquer pessoa é capaz de superar as barreiras que se lhe colocam, sejam elas de que tipo forem, sendo visível aos olhos de todos que um cego, um tetraplégico ou um surdo conseguem de igual forma apreciar e viver um momento único dançando, exprimindo e libertando todos os seus sentidos. Nesse sentido, a dança funcionará como uma forma de expressão artística coordenada, onde se expressam todos os seus sentimentos, emoções, alegrias e outros, através dos movimentos. O objectivo principal foca-se na perspectiva de demonstrar à sociedade que este curso não se resume apenas à componente tecnológica, mas também presta grande ênfase à vertente humana e das relações interpessoais no combate às desigualdades. [...]" (ASP)
Um evento organizado pelo NAERA da UTAD

20090501

'Pois a internet que conhecemos está em vias de extinção através das novas regras que a União Europeia quer propor no final de Abril.'

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Nota: Este texto é uma transcrição integral do post Não deixe que o parlamento europeu lhe feche a internet... no blogue www.jocortez.com .

"Não sei se é tanga... mas se fôr verdade é muito grave !

URGENTE:

VOTAÇÃO NO PARLAMENTO EUROPEU NO DIA 5 DE MAIO DE 2009

Não deixe que o parlamento europeu lhe feche a internet... não haverá volta atrás!

Aja agora!

O acesso à internet não é condicional

Todos os que têm um site, blog bem como todos aqueles que usam o Google ou o Skype, todos aqueles que gostam de expressar as suas opiniões livremente, investigarem do modo que entendem seja para questões pessoais, profissionais ou académicas, todos os que fazem compras online, fazem amigos online, ouvem música ou vêm videos...

Milhões de europeus dependem da internet quer seja directa ou indirectamente no seu estilo de vida. Tirá-la, limitá-la, restringi-la ou condicioná-la, terá um impacto directo naquilo que fazemos. E se um pequeno negócio depender da internet para sobreviver, torná-la inacessível num período de crise como o que vivemos não pode ser bom.

Pois a internet que conhecemos está em vias de extinção através das novas regras que a União Europeia quer propor no final de Abril. Segundo estas leis, os provedores de serviço, ou seja as empresas que nos fornecem a internet, PT, Zon, Clix entre muitas outras, vão poder legalmente limitar o número de websites que visitamos, além de nos poderem limitar o uso ou subscrição de quaisquer serviços que queiramos de algum site.

As pessoas passarão a ter uma espécie pacotes de internet parecidos com os da actual televisão. Será publicitada com muitos "novos serviços" mas estes serão exclusivamente controlados pelo fornecedor de internet, e com opções de acesso a sites altamente restringidas.

Isto significa que a internet sera empacotada e a sua capacidade de aceder e colocar conteúdo será severamente restringida. Criará pacotes de acessibilidade na internet, que não se adequam ao uso actual que damos à internet hoje.

A razão é simples...

Hoje a internet permite trocas entre pessoas que não são controladas ou promovidas pelo intermediário (o estado ou uma grande empresa), e esta situação melhora de facto a vida das pessoas mas força as grandes corporações a perderem poder, controle e lucros. E é por isso que estas empresas forçam os políticos "amigos" a agirem perante esta situação.

A desculpa é a pirataria de filmes e música, mas as verdadeiras vítimas seremos todos nós, a democracia e a independência cultural e informativa do cidadão.

Recentemente, vieram com a ideia que a pirataria de vídeos e música promove o terrorismo (http://diario.iol.pt/tecnologia/mapinet-internet-pirataria-terrorismo-crime-tvi24/1058509-4069.html ) para que seja impensável ao cidadão comum não estar de acordo com as novas regras...

Pense no modo como usa a internet! Que significaria caso a sua liberdade de escolha lhe fosse retirada?

Hoje em dia, a internet é sobre a vida e liberdade. É sobre fazer compras online, reservar bilhetes de cinema, férias, aprendermos coisas novas, procurar emprego, acedermos ao nosso banco e fazermos comércio.

Mas é também sobre coisas divertidas como namorar, conversar, convidar amigos, ouvir música, ver humor, ou mesmo ter uma segunda vida.

Ela ajuda-nos a expressarmo-nos, inovarmos, colaborarmos, partilharmos, ajuda-nos a ter novas ideias e a prosperar... tudo sem a ajuda de intermediários.

Mas com estas novas regras, os fornecedores de internet escolherão onde faremos tudo isso, se é que nos deixarão fazer.

Caso os sites que visitamos, ou que nós criámos não estejam incluídos nesses pacotes oferecidos por estas empresas, ninguém os poderá encontrar.

Se somos donos de um site ou de um blog e não formos ricos ou tivermos amigos poderosos, teremos de fechar.

Só os grandes prevalecerão, com a desculpa de que os pequenos não geram tráfego suficiente para justificar serem incluídos no pacote.

Continuaremos a ter a Amazon, a Fnac ou o site das finanças, mas poucos mais.

Os telefonemas gratuitos pela internet decerto que acabarão ( como já se passa nalguns países da Europa) e os pequenos negócios e grupos de discussão desaparecerão, sobretudo aqueles que mais interessam, os que podem e querem partilhar a sua sabedoria gratuitamente com o mundo.

Se nada fizermos perderemos quase de certeza a nossa liberdade e uso livre da internet.

A proposta no Parlamento Europeu arrisca o nosso futuro porque está prestes a tornar-se lei, uma lei quase impossível de reverter.

Muitas pessoas, incluíndo deputados do Parlamento Europeu que a vão votar positivamente, não fazem a menor ideia do que isto pode querer dizer, nem se apercebem das implicações brutais que estas regras terão na economia, sociedade e liberdade. Estas medidas vêm embrulhadas numa coisa chamada "Pacote das Telecom´s" disfarçando estas leis de algo que apenas é relativo à indústria das telecomunicações.

Mas na verdade, tudo não passa de regras sobre o uso futuro da internet. A liberdade está a ser riscada do mapa.

Nestas leis propostas, estão incluídas regras que obrigam as Telecoms a informaram os cidadãos das condições em que o acesso à internet é fornecido. Parece ser uma coisa boa, em nome da transparência, mas não passa de uma diversão para poderem afirmar que podem limitar o nosso acesso à liberdade na internet, apenas terão é que informar-nos disso.

O futuro da internet está em jogo e precisamos de agir já para o salvar.

Diga ao Parlamento Europeu que não quer que estas alterações sejam votadas.

Lembre-os que as eleições europeias são em Junho e que a internet ainda nos dá alguma liberdade para que possamos observar e julgar os seus actos no Parlamento.

Saiba que não está sozinho(a) nesta luta... Enquanto lê isto, centenas e centenas de outras organizações estão a trabalhar para que esta mensagem chegue a quem de direito. Milhares de pessoas estão também a contactar os seus deputados neste sentido. Ajude-se a si mesmo, colabore e faça o que pode por esta causa...

A internet é tão sua como deles...

Divulgue esta mensagem o mais que possa...

Pode também escrever aos seus deputados...

Estes são os nossos deputados no Parlamento Europeu:

ou

Para mais informações sobre a lei:


FONTE: rebelde45 , blogue www.jocortez.com em Não deixe que o parlamento europeu lhe feche a internet...

NÃO, NÃO ESTÁ A VER MAL AS COISAS. ANTES PELO CONTRÁRIO!


Ética mínima

Face às críticas dos pais que acusam os inspectores do ME que inquiriram alunos da Secundária de Fafe acerca de uma manifestação contra a ministra de terem utilizado, nos interrogatórios dos jovens, métodos "absolutamente inconcebíveis depois do 25 de Abril" e os terem incitado a acusar e denunciar os seus professores, defende-se a Inspecção-Geral da Educação dizendo que tudo o que fez foi "legal". Juntamente com o "cumprimento de ordens", a "legalidade" sempre foi (foi-o em momentos sórdidos do século XX e continua a sê-lo) a explicação mais à mão para justificar o injustificável. Como se só o que é ilegal fosse condenável. Os inspectores do ME terão contudo lido Jellinek na Faculdade e saberão que o direito é apenas o "mínimo ético" (e conhecendo nós quem faz as leis, podemos ter uma ideia de quão eticamente mínimo é esse mínimo…) Ora talvez a um ministério da "Educação" seja exigível, nas relações com escolas e com jovens, um pouco mais - a não ser que no Ministério se esteja em greve à ética - que o cumprimento de serviços mínimos éticos. Mas, se calhar, sou eu que estou a ver mal a coisa.


JN Online