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20080311

Tenebrosamente a Ministra está segura!

Sócrates diz que a ministra "nunca esteve em causa" - JOÃO PEDRO HENRIQUES

O novo regime de avaliação dos professores vai mesmo avante. E o lugar da ministra da Educação "nunca esteve em causa". O primeiro-ministro (PM), José Sócrates, reagiu ontem à Marcha da Indignação dos professores, que no sábado reuniu em Lisboa cem mil manifestantes, número superior a dois terços da classe.

"O que me convence não é a força dos números; é a força da razão", disse. "Não posso recuar naquilo em que acredito e em que estou absolutamente convencido", disse ainda, acrescentando: "Era só o que faltava, a acção governativa depender de manifestações."

José Sócrates falava em Lisboa, no CCB, após um debate promovido por jovens quadros ligados ao PS, uma iniciativa intitulada "Geração de Ideias".

Aproveitou a oportunidade para garantir confiança política na ministra, cuja demissão imediata é agora exigida pelos sindicatos dos professores: "A saída da ministra não está, nem nunca esteve em causa. Tem feito um trabalho muito importante." E as reformas - disse ainda - "já produzem resultados".

O primeiro-ministro esforçou-se por passar uma imagem de empenhamento absoluto no novo regime de avaliação: "Há 20 anos que esperamos, que adiamos, que suspendemos, que nada se passa. O País não pode esperar mais." Tentou ainda explicar as vantagens da proposta do ponto de vista dos interesses dos professores: "Contribui para o seu prestígio social uma avaliação baseada no mérito. Não acredito em progressões automáticas." "A pior injustiça que se fez nestes 20 anos aos professores foi deixar tudo como estava. O erro foi não ter feito nada nos últimos 20 anos", afirmou o líder socialista.

Ao mesmo tempo, sinalizou flexibilidade nos detalhes da reforma: "Pode mudar. Não há métodos perfeitos. Pode evoluir."

Afirmou-se ainda compreensivo com a indignação dos professores: "Compreendo que estejam insatisfeitos. Foram muitas mudanças em pouco tempo", disse, exemplificando com as aulas de substituição, com a generalização do inglês no 1.º ciclo do ensino básico, com o alargamento dos horários de funcionamento das escolas.

Antes de falar aos jornalistas, perante os jovens quadros da "Geração de Ideias", sublinhara que "o pior" no sector da Educação "era não fazer mudanças". "Quem muda - disse - pode cometer erros e corrigir. Nos últimos 15 anos, o erro foi nada mudar na Educação."

Explicou ainda o porquê da sua aposta na reforma do sector: "Não há nenhuma receita mágica para o crescimento económico. Mas, uma coisa sabemos: nenhum país teve sucesso sem apostar no conhecimento."

20080309

Percursos, histórias, relatos e afins


Depois de termos estado pontualmente na Marcha da Indignação do Kaos iniciámos andório (acabei de inventar, deriva de andamento).

[ouve-se ploc, ploc, ploc]

20080306

PSP visita escolas para recolher informação sobre manifestação


Ministério da Educação explica-se

"PSP visitou duas escolas de Ourém para saber quantos professores vão à manifestação

Dois agentes da PSP de Ourém foram hoje a duas escolas daquela cidade para saber quantos professores vão participar na manifestação de sábado em Lisboa, uma ordem que o Governo Civil de Santarém diz ter partido da direcção nacional da polícia.

«Eles apresentaram-se na escola para saber qual era a previsão de pessoas que iriam à manifestação nacional», disse hoje à Lusa uma fonte do Conselho Executivo da Escola Secundária de Ourém.

«Fiquei bastante surpresa, mas os agentes (que se apresentaram à civil) alegaram que tinham ordens superiores e que tinha a ver com a concentração de trânsito em Lisboa», acrescentou a mesma fonte.

Fonte da escola básica 2,3 D. Afonso IV também confirmou a presença dos agentes à paisana, afirmando que estes quiseram saber os “valores percentuais” de professores que iriam à manifestação." (DESTAK.pt, 06 | 03 | 2008 20.11H)


(à esquerda, PrtSc do SOL)

20080229

Carta à senhora

Diz a senhora que os professores não terão dificuldades em proceder a este processo de avaliação porque “os professores passam a vida a avaliar os seus alunos e por isso percebem muito de avaliação”.
Pois é senhora! É precisamente por perceberem alguma coisa de avaliação que não compreendem nem aceitam esta forma de avaliar que a senhora e os seus capangas, serpenteando, lhes querem cuspir à cara!

Costumo apresentar-me aos meus alunos dizendo que sou injusto a avaliar porque sou humano. Digo-lhes, depois, que estou ali, antes de mais nada, para os acompanhar e ensinar e que a avaliação é apenas uma coisa necessária.
Por vezes, perante resultados menos bons, tento identificar as razões do insucesso: são os alunos, os pais, o sistema, a sociedade, a temperatura… eu sei lá!... Mas, muitas vezes, pensando bem, chego à conclusão que a culpa é minha e daí, penso e repenso e vou aprendendo em cada dia a ser Professor.
Mas o que a senhora arranjou agora, com este sistema, foi uma forma de apontar que a culpa é sempre minha! Que, se houver insucesso escolar, a culpa só pode ser minha! Que, se os alunos abandonam a escola, a culpa é minha! Que, se os alunos no fim da escolaridade não arranjam emprego, a culpa é minha! Que, se os pais não têm tempo para os seus filhos, a culpa é minha! Que, se o meu colega tem de faltar ou eu adoecer, a culpa é minha! Que, se a escola não tem condições, a culpa é minha! Que, se o ensino está desajustado da realidade, a culpa é minha! Que, se as políticas educativas não resultam, a culpa é minha! Que, se o estado não tem dinheiro e existe défice, a culpa é minha! Que, se os portugueses não procriam, a culpa é minha! Que a culpa é sempre minha!
Pois é, de tanto me baterem, começo a acreditar que a culpa é minha! Não valho mais que umas grelhas de registo! Não valho nada! Não passo de um funcionário ao desmando de uns senhores que sabem muito mais que eu!
Não passo de um professorzeco!

- Era assim, que me queria, cabisbaixo!?
Não ministreca, eu sou um Professor
E vou encher Lisboa a 8 de Março!

20080219

“MARCHA DA INDIGNAÇÃO DOS PROFESSORES”













"Anexo tópicos da conferência de imprensa realizada hoje pela FENPROF, em Lisboa. Pela sua importância face à situação a que o Governo conduziu os professores e educadores deste país, peço-te uma leitura atenta e, desde já, o teu empenho na mobilização de colegas para a “MARCHA DA INDIGNAÇÃO DOS PROFESSORES”. Reencaminha esta informação para outros contactos.
Chega de ranger os dentes!
Que o descontentamento se converta em acção!
Seremos muitos, muitos mil a demonstrar indignação!
ASSIM NÃO SE PODE SER PROFESSOR!!
[nome (num sei se podia dizer ;-) mas ... força companheiro!]

NOTA: contacta o teu sindicato para te inscreveres nos transportes que estamos a organizar."