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20090617

Memorando do Entendimento? Nada que não se possa rasgar!

Mário Nogueira, caros dirigentes sindicais, povo da FENPROF,

Então a gente vai ficar a ouvir o Valter Lemos dizer aos 4 ventos coisas destas?

O Ministério da Educação diz que a Fenprof parece já ter esquecido o conteúdo de um memorando que assinou com o Governo há cerca de um ano sobre a avaliação do desempenho.

(...)

«Ficou assente num memorando entendimento, desde há um ano, que os professores que tivessem uma classificação negativa, não teriam efeito na sua classificação», recorda.

Valter Lemos acrescenta que «a FENPROF deve-se ter esquecido desse acordo que fez como o Ministério da Educação há um ano atrás, mas nós mantemos esse acordo em vigor».

É certo que o Memorando já foi rasgado simbolicamente, na manifestação dos 120 000, quando a FENPROF abandonou a mesa das negociações. Mas depois voltou para lá com a promessa de negociar o Estatuto da Carreira Docente e amanhã volta a lá estar outra vez às voltas com o mesmo assunto. Entretanto o Valter Lemos vem tirar coelhos da cartola e esfregar o Memorando nas ventas de quem o assinou.

E o resto dos professores fica-se a ouvir estes disparates? E e FENPROF, o Mário Nogueira, a própria Plataforma, leva com o coelho nas trombas e fica-se?

Não será mais do que altura de rasgar esse Memorando na prática?


20081215

MN: «a intenção (do ME) é fazer a folha às escolas»

Entrevista a Mário Nogueira: "Três anos de encenação negocial desacreditaram o Ministério da Educação!"

Na véspera de mais uma reunião com o Ministério da Educação (esta segunda-feira, dia 15, nas instalações do CNE, em Lisboa, às 15h00) , o Secretário-Geral da FENPROF diz não ter grandes expectativas, pois três anos de encenação negocial desacreditaram o ME. Acrescenta, ainda, não saber se o modelo de avaliação do ME cabe numa folha A5, numa A4 ou precisa de um A3, mas que a intenção é a de fazer a folha às escolas, disso não duvida. Lamenta que o ME continue a gastar dinheiros públicos para fazer propaganda e manipular a opinião pública e termina a dizer que a luta dos professores está forte e recomenda-se...�
Expectativas para a reunião de dia 15 de Dezembro?
Mário Nogueira (MN): Muito poucas. Ao longo dos três últimos anos o Ministério da Educação perdeu toda a credibilidade negocial porque nunca negociou de facto. De encenação em encenação, todos os processos ditos negociais que foram abertos resultaram, apenas, de imperativo legal. Isto é, respeitaram-se as formalidades, mas nunca houve negociação efectiva.
Mas o ME diz que convocou muitas reuniões�
MN: É verdade, mas foi o tempo em que mais se reuniu e menos se negociou. Não há, para nenhuma matéria, seja o que for de essencial que tenha sido considerado pelo ME, falemos de carreira, de avaliação, de concursos, de gestão, de educação especial, de aposentação, seja do que for� Nada! Nunca se viu tamanha prepotência e nunca a negociação foi tão maltratada� é a negação, não só do espírito, como de uma prática negocial séria e efectiva.
Neste processo de "simplificação" da avaliação, a Ministra afirmou que a proposta sindical cabia numa folha A4. Que tens a dizer a isto?
MN: Que a ministra desvalorizou a proposta sindical por esta ser mais rigorosa e exigente no plano pedagógico do que a do ME. Enquanto o ME deixou cair, na sua simplificação, o que é essencial, e refiro-me à componente científico-pedagógica e ao trabalho do professor na escola, os Sindicatos centraram aí a sua proposta e isso moeu-os. Não sei se a proposta ministerial cabe numa folha A4, se basta uma A5 ou se precisa de um A3, o que sei é que pretende fazer a folha às escolas, pois constitui um factor de grande instabilidade que, de forma irresponsável, nelas é introduzido.
O ME ignorou todas as posições da Plataforma Sindical, mas a reunião que se realizou no dia 11, sobre avaliação, não era de agenda aberta?MN: Era, mas o conceito de agenda aberta, para o ME foi, no mínimo, original: os Sindicatos puderam apresentar as suas propostas, mas foram informados, logo no início, que o ME "não suspendeu, não suspende, nem suspenderá" o seu modelo de avaliação. E quando tentámos discutir o conceito de "agenda aberta" a Ministra informou-nos não ter comparecido na reunião para ouvir teorizar sobre esse assunto.
Então como fazer para evitar que o modelo do ME prejudique as escolas e nelas instale novos conflitos?
MN: Em primeiro lugar, mantendo a avaliação suspensa nas escolas, o que evitará que estas sofram as consequências da sua aplicação. Depois, esperando que na Assembleia da República as propostas de lei que prevêem a suspensão da avaliação sejam aprovadas. Por fim, mantendo a luta contra o modelo do ME em todas as frentes�
Isso quer dizer...�
MN: �...isso quer dizer que, a par de toda a luta dos professores, pode também ser desenvolvida uma forte acção jurídica contra este modelo, não sendo de excluir o recurso a providências cautelares já a partir de Janeiro.
O ME divulgou no seu site e em jornais de circulação nacional um texto em que diz desmontar os dez mitos que existem em torno da avaliação. Que comentário lhe merece aquele texto?
MN: Não traz nada de novo. Limitam-se a repetir o discurso como se, de tanto o repetirem, passassem a ter razão. Não falam do essencial e evitam qualquer referência aos aspectos de fundo do modelo de avaliação, limitando-se a falar do processo. Relevante é o facto de, mais uma vez, o ME ter utilizado dinheiro dos contribuintes para a sua propaganda e manipulação. Já não bastava a utilização abusiva dos mails dos professores, agora é, mais uma vez, o esbanjamento de dinheiros públicos. É uma vergonha!
O que achas do facto de 13 professores terem entregue no ME um abaixo-assinado com 1.500 assinaturas de docentes que apoiam o modelo de avaliação imposto através do ECD?
MN: Que deverá corresponder à realidade: 1% dos professores quererão ser avaliados pelo modelo do ME, talvez até um bocadinho mais, por aí 2 ou 3%, e que são menos de 0,01% os que dão a cara por isso.
Por fim, a reunião de amanhã, dia 15, com o Ministério da Educação...�
MN: Expectativas praticamente nulas porque, como já disse, esta equipa ministerial já está desacreditada também no que respeita à sua capacidade negocial. Como os professores têm exigido, a abertura de um processo de revisão do ECD deverá ter em linha de conta objectivos bem definidos a atingir e essa definição deverá ser previamente estabelecida. Substituir o modelo de avaliação, acabar com as quotas e eliminar as categorias são objectivos mínimos. Com esta equipa ministerial, seria muito perigoso avançar "no escuro" para a revisão do ECD. Os professores correriam o sério risco de verem o seu gravoso estatuto de carreira ficar ainda mais negativo� Era, até, o mais provável�
Neste contexto tão negativo, o que se espera dos professores?
MN: Que continuem a lutar como até aqui: com a firmeza e a determinação que são próprias de quem sabe que a razão está do seu lado. Será uma luta difícil e, previsivelmente, longa, mas a razão sobrepor-se-á, como acontece sempre, à teimosia. Lamentável é que os teimosos não compreendam o mal que fazem com a sua obstinação e, neste caso, o mal que fazem às escolas, aos professores e aos alunos. Pela nossa parte, continuaremos a lutar. Desistir é próprios dos fracos e os professores nunca estiveram tão fortes!

http://www.fenprof.pt/?aba=27&cat=266&doc=3866&mid=115

20080909

Yes, we count!

…

5 DE OUTUBRO
Grande envolvimento da FENPROF nas comemorações do Dia Mundial do Professor, que no plano internacional decorrerá com o lema Sim, os Professores contam.


...

(retirado do Calendário das acções e lutas da FENPROF de 10/Setembro/2008 a 5/Dezembro/2008)

20080904

20080829

"o valor da verba para a Educação em 2008 atingiu o mínimo histórico de 3,5% do Produto Interno Bruto"

...
Imagem: Cartoon do Anterozóide em Espectáculos em Setembro 3

Nota à Comunicação Social (FENPROF) "(...) em Portugal:
  • Há 70.000 crianças fora do sistema público de educação pré-escolar, quando se sabe que as despesas com este nível de Educação serão exactamente as mesmas, não havendo qualquer crescimento ou actualização.

  • Se acentuou, nos últimos três anos, a tendência regressiva no apoio a crianças com necessidades educativas especiais, havendo hoje menos 40.000 alunos com apoio educativo especializado. Tal traduziu-se, ainda, no aumento do número de alunos por turma, no agravamento das condições de ensino para os professores e de aprendizagem para a generalidade dos alunos, ao mesmo tempo que os números do desemprego crescem também devido à redução do número de turmas e de professores para esses apoios, o que corresponde à intenção do Governo.

  • (...)

  • É pouco o investimento na formação especializada e complementar de docentes em áreas fundamentais como são a da educação especial, da gestão curricular ou da supervisão educativa, ao mesmo tempo que a formação contínua está, praticamente, sem financiamento, o que tem obrigado milhares de professores, ilegalmente, a pagarem a sua própria formação profissional, a qual é do interesse geral do país.
  • Uma política desastrosa de encerramento de escolas e insuficiente apoio às autarquias para a requalificação dos edifícios escolares ou para a necessária construção de novos e modernos complexos educativos, que, ao contrário do prometido, ficou em cerca de 1/3 das necessidades devidamente identificadas. (...)" (26.08.2008, O Secretariado Nacional, FENPROF)

20080425

Descongelamento do tempo de serviço?!!



Ao contrário do que afirmou o SPRA (Fenprof) o tempo de serviço que foi congelado aos professores não vai ser totalmente recuperado. Em anexo envio comunicado do SDPA (FNE).
T.B.

20080416

O que é que 'nos' aconteceu?


From: spracores

O que é que aconteceu? O que é nos aconteceu nos últimos dias???

Por favor, vejam e ouçam a partir do minuto e 30 segundos. E comparem... Fomos 100 000 este ano.
Senhores sindicalistas?! O que é que aconteceu?

20080328

AVISO

Recebi este SMS, sei que é em cima da hora mas para quem puder, agradece-se a comparência para que todos possamos matar saudades e pôr a conversa em dia:
Valter Lemos está em Coimbra sexta feira, dia 28. Nós vamos lá estar. Bissaya Barreto, Bencanta, às 14 h. APARECE. Não faltes. Reenvia.
Ass. FENPROF
______________________________________
Adenda (dia 29 de Março): foi em Viseu??? Obrigada pelo aviso!

20080319

Avaliação do desempenho: FENPROF lança debate inédito

... para a construção de um modelo rigoroso e valorizador da profissão

A FENPROF, em quatro momentos, no último ano e meio, apresentou as suas propostas para a regulamentação da Avaliação do Desempenho, seja no âmbito da sua actividade específica e do relacionamento institucional com o governo, seja no âmbito da Plataforma Sindical dos Professores. Fê-lo no Jornal da FENPROF n.º 210, em Junho de 2006, e em três outros documentos, desde essa data, de que se destacam as "7 premissas para uma negociação séria e efectiva (11.11.2006)" e a "Proposta da Plataforma para a negociação - Esforço de Aproximação".

Relançar as propostas e transferir para os professores e para as escolas a construção de um modelo de avaliação rigoroso e de qualidade, foi uma das decisões do Conselho Nacional da FENPROF que se realizou em Lisboa nos dias 10 e 11 de Março.

A concretização desta ideia far-se-á até ao final do próximo ano lectivo, período que a Federação pretende que seja de experimentação do modelo do ME. Ao mesmo tempo, os docentes poderão, a partir do modelo proposto pela FENPROF, desenvolvê-lo e apresentar, no fim, uma proposta, por si sufragada, através da sua participação em reuniões, plenários ou encontros que nesse âmbito venham a realizar-se. Este debate permitirá, ainda, colocar em confronto duas propostas - a do M.E. e a dos Professores e Educadores.

O Secretariado Nacional da FENPROF fará o lançamento público, ainda este ano, das suas propostas, revistas e actualizadas, integrando diversos aspectos que se relacionam com o seu enquadramento profissional, a sua ligação com um modelo democrático de gestão e a perspectiva formativa, valorizadora e promotora da profissão e da qualidade de ensino. | LL

20080225

CONTRA A ARROGÂNCIA, A IRRESPONSABILIDADE E A INCOMPETÊNCIA

CORDÃO HUMANO EM COIMBRA E EM VISEU

VIGÍLIA EM CASTELO BRANCO

Porque (assim) não se pode ser Professor!

CORDÃO HUMANO

26 de Fevereiro, em Coimbra (3.ª feira),
27 de Fevereiro, em Viseu (4.ª feira)
,

CONCENTRAÇÃO

em Coimbra, Praça da República, (21 horas).
em Viseu, Audit.º Mirita Casimiro, (17 horas)

VIGÍLIA

27 de Fevereiro, em Castelo Branco (4.ª feira)
Vigília frente ao Governo Civil (21 horas)

“O protesto da unidade dos professores para mudar a Educação”, PORQUE ASSIM NÃO SE PODE SER PROFESSOR.

20080219

“MARCHA DA INDIGNAÇÃO DOS PROFESSORES”













"Anexo tópicos da conferência de imprensa realizada hoje pela FENPROF, em Lisboa. Pela sua importância face à situação a que o Governo conduziu os professores e educadores deste país, peço-te uma leitura atenta e, desde já, o teu empenho na mobilização de colegas para a “MARCHA DA INDIGNAÇÃO DOS PROFESSORES”. Reencaminha esta informação para outros contactos.
Chega de ranger os dentes!
Que o descontentamento se converta em acção!
Seremos muitos, muitos mil a demonstrar indignação!
ASSIM NÃO SE PODE SER PROFESSOR!!
[nome (num sei se podia dizer ;-) mas ... força companheiro!]

NOTA: contacta o teu sindicato para te inscreveres nos transportes que estamos a organizar."

20080209

POSIÇÃO DA FENPROF SOBRE A REFORMA DO ENSINO ARTÍSTICO ESPECIALIZADO


Manifestação em defesa do Ensino Artístico
2ª feira, dia 11 de Fevereiro, às 10h em frente à Escola de Música do Conservatório Nacional [Rua dos Caetanos, Bairro Alto, Lisboa]



Seis escolas do ensino especializado da Música e uma da Dança (todas no litoral e a norte do Tejo) constituem, hoje, a totalidade da rede de ensino público nestes domínios. Já o número de escolas do ensino particular e cooperativo no sector ascende a oitenta e sete. Tal facto bastaria para revelar a (falta de) atenção que sucessivos (e alternantes) governos têm prestado ao ensino especializado das Artes no nosso país, num contexto em que a crescente procura deste tipo de ensino – por motivações as mais diversas – não encontra resposta pública adequada. Entre muitos constrangimentos, as escolas do ensino artístico especializado debatem-se, desde sempre, com os obstáculos resultantes da publicação descuidada de legislação casuística e desarticulada, instalações precárias, inexistência de planos de formação, ausência de mecanismos de recrutamento e ingresso em quadros, situações a que urge pôr termo.

(...)
Tendo em conta o estabelecimento de uma estratégia para a consagração destas exigências, o Secretariado Nacional da FENPROF decide pedir uma reunião ao Ministério da Educação na qual serão apresentadas as prioridades definidas pela Federação num quadro de enorme carência (ou equívoco) de iniciativa política e apresentar propostas concretas para tirar o ensino artístico deste impasse.
A FENPROF e os seus Sindicatos prosseguirão a realização de reuniões com os docentes com vista à construção de outras propostas e do estudo de linhas de intervenção, num trabalho que deverá culminar na realização de uma iniciativa nacional, junto da opinião pública, ainda este ano lectivo, de denúncia da situação vivida desde há muito neste sector de Ensino.
A FENPROF apoia todas as iniciativas de professores ou de escolas que visem a dignificação do Ensino Artístico Especializado e o abandono pelo Ministério da Educação dos pressupostos errados em que pretende fundamentar a sua Reforma.

20080208

Em defesa do Ensino Artístico [LEVEM BOMBOS]

MANIFESTAÇÃO!

Em frente à Escola de Música do Conservatório Nacional

10:00 horas - Segunda Feira – 11 de Fevereiro

Rua dos Caetanos – Bairro Alto

LISBOA

POSIÇÃO DA FENPROF SOBRE A REFORMA DO ENSINO ARTÍSTICO ESPECIALIZADO

20080207

A degradação dos princípios essenciais

GOVERNO DESINVESTE NA EDUCAÇÃO

Por Eugénio Rosa, Economista

RESUMO DESTE ESTUDO

"O governo está a procurar aumentar de uma forma rápida o nível de escolaridade no papel, para assim alterar as estatísticas, através do chamado programa "Novas Oportunidades". É fácil de concluir que não é com a obtenção de um 12º ano, durante um ano ou muito menos, numa escola de formação profissional que se conseguirá aumentar o nível de escolaridade real da população. É uma cultura de facilitismo que se pagará caro no futuro."

Nota: Este documento também está disponível no formato PDF.

Portugal a 60 anos de alcançar a escolaridade média de U.E. de 2005

20080119

Eles comem tudo ...



... mas ofereceram um bocadinho. Já os
cabr .... em frente .... Meu amigo!

"Vigília na 5 de Outubro: docentes contra o "ECD do ME", defendem um Estatuto que dignifique e valorize a profissão.

Conscientes da necessidade de lutar contra o actual estatuto e de o alterar profundamente, os professores e educadores presentes na Vigília realizada junto às instalações do Ministério da Educação, em 18 de Janeiro de 2008, promovida pelas organizações sindicais de docentes, reafirmam a sua inteira disponibilidade para, em unidade, continuarem a lutar contra o actual estatuto da carreira docente e pela sua substituição por outro que dignifique, valorize, considere e respeite os profissionais docentes. Na foto: Mário Nogueira em diálogo com um dos vários jornalistas que acompanharam esta iniciativa sindical" ( http://www.fenprof.pt/)

As fotos, ficam para amanhã porque a net esteve estupidamente lenta hoje ...