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20081026
20081006
Não acordem cheios de garra não ...
"(...) À semelhança do que se fez com os mega-departamentos curriculares e com os CFAEs, há uma clara intenção de proceder à fusão de agrupamentos de escolas. Se assim for, nenhum professor terá estabilidade. Pode estar no final da carreira, pode ser titular, pode estar no topo que isso de nada valerá. Em qualquer altura, pode ter de largar a sua escola e pôr-se a caminho de uma outra a 20 ou 30 quilómetros de distância. É isto que pode acontecer com o artigo 24º do projecto de diploma de alteração aos concursos de professores.(...)" (Ramiro Marques)
20080707
"MLR fez tudo ao contrário ..."
...
Imagem: Fotomanip de © azevedo amPor Ramiro Marques em Sem crenças e confiança não se pode educar. De como MLR destruiu os laços de confiança
Imagem: Fotomanip de © azevedo am"MLR fez tudo ao contrário: criticou excessivamente, foi incapaz de elogiar, dividiu, criou uma hierarquia que nem sequer se baseou no mérito mas apenas no acaso. A crítica contínua e a atribuição de culpas aos professores sobre a falta de desempenho dos alunos geraram a desmotivação. Sem motivação não há acção. Quebrou irremediavelmente o elo de confiança que existia entre o ME e os professores e entre as lideranças intermédias das escolas (PCEs e coordenadores de departamento) e os restantes docentes. Uma vez destruída a confiança é extremamente difícil voltar a acreditar. Sem crenças não é possível educar. O mal que MLR fez à educação pública, às escolas, aos professores e aos alunos é irremediável. Vai perdurar durante muitos anos: o tempo que levar a reconstruir de novo a confiança."
20080330
Reflexões em torno do verbo o verbo "desemborcarão"
Imagem: PrtScn de um Powerpoint incluído na Página Web do DGRHEAs reflexões (comentário hilariante do Ramiro Marques), encontram-se em Um depoimento de Maria Lisboa sobre os powerpoints da Página Web da DGRHE (blogue ProfAvaliação)
20080320
20080316
Entrevista Correio da Manhã: Mário Nogueira

"Esta é a mais importante e a mais informativa entrevista publicada sobre as injustiças, incorrecções e trapalhadas da actual avaliação de desempenho dos professores. A entrevista é um excelente argumentário a favor das posições dos professores e de contestação ao actual modelo de avaliação de desempenho. Nela, são evidenciadas as razões pela qual NUNCA os professores poderão aceitar este modelo de avaliação!" (Ramiro Marques, blogue Profavaliação)
[clique no título deste post para ler a entrevista na íntegra]
Palavras-chave
Avaliação,
Correio da Manhã,
Imagem do KAOS,
Mário Nogueira,
Ramiro Marques
20080314
Conheço alguns, infelizmente ....

"Pequenos ditadores
Imagem de José M. que 'roubei' ao fantástico Kaos :-)Há medo em algumas escolas. Há conselhos executivos, presidentes de conselhos pedagógicos e coordenadores de departamento (ainda que em escasso número) que copiam os tiques autoritários dos chefes. Alguns querem ir ainda mais longe do que o ME na política de silenciamento.(...)" (Ramiro Marques em Defende a liberdade de expressão nas escolas)
Leia o texto completo!
Palavras-chave
liberdade de expressão,
pequenos ditadores,
Ramiro Marques
20080305
"Ministra sem educação"

A ler na íntegra! e termina assim:
"O que este governo quer fazer é tudo menos socialista. Fabricou artificialmente professores de primeira e de segunda, impede muitos professores de chegar ao topo da carreira, impõe directores todo-poderosos nas escolas e põe professores a vigiar professores. Há aqui algo de militarista, mas a motivação talvez seja mais de índole financeiro, poupando-se muito dinheiro em salários. E como notou bem Ramiro Marques em entrevista ao JN , os alunos ficam a perder." (Miguel Reis )
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Caros colegas,muito nos lamentamos e pouco agimos. Tenho dois filhos (2 e 8 anos) que são privados da minha pessoa porque me encontro a trabalhar a 240 Km de casa (Muitos há como eu, ou pior que eu. Depois de 12 anos a trabalhar em fábricas, consegui finalmente exercer a profissão que sonhava desde miúdo. Para conseguir o curso, trabalhei durante 5 anos (um de preparação para PGA e específicas e 4 de Licenciatura) no turno da noite e, como se não bastasse, após estar cerca de 10 horas na escola, ainda trabalhava 2 horitas para pagar a gasolina. Por isto, se alguém se sente com direito a estar nesta profissão, sou eu (compreendendo que existem muitos milhares de colegas com o mesmo direito)e por essa mesma razão e ainda, por me sentir um profissional da educação (no sentido lato da pedagogia), não aceito que ninguém me acuse de mau profissional. Manterei a minha postura correcta no que concerne ao caminho para o qual me propus como educador. Não tenho medo de avaliações (apenas me constrange e revoltam as avaliações tendenciosas economicistas e politizadas), por isso mesmo manterei a minha conduta. Se tiver que passar, passo; se necessário for, reprovo. Tenho uma turma em que antevejo 2 ou 3 reprovações à minha cadeira. Mas uma outra, antevejo entre 11 a 17 reprovações (que no rigor "papista" seriam 17 garantidas). Para a turma com mais dificuldades, vou para a escola dar apoio aos alunos mais fracos na sala de estudo, levo-os para o laboratório de matemática, já fiz uma reunião com os pais (com autorização do DT) para definirmos estratégias que promovessem o sucesso. Resultado?... tudo na mesma. Certamente que (aproveitando o ítem da avaliação que refere a inovação na implementação de novas estratégias) começarei a fazer o pino. Este é um pequeno exemplo do que se passa. Por este mesmo motivo, se tiver que reprovar os 17 alunos, reprovo-os de consciência tranquila. Não me venham com demagogias e invenção de estados de espírito e problemas familiares, económicos, sociais, etc., desculpabilizantes para os alunos e culpabilizantes para o professor. O meu filho só me vê ao fim de semana e, como é natural (porque não é diferente das outras crianças por ser filho de professor), tentou aproveitar-se da situação, criando chantagens emocionais para me manipular e à mãe. A conversa com ele, foi curta, dura e objectiva: "aqui quem faz as regras sou eu e, lá por eu estar fora, não penses que as regras mudam ou que são facilitadas. Se não cumpres a tua parte, serás castigado. E acabou a conversa! Porta-te bem e todos estaremos felizes." Não é fácil dizer isto ao filho que só vemos ao fim de semana. Mas o cumprimento das regras deve ser efectivo. O meu filho já percebeu que ser exigente e duro quando é necessário não implica deixar de gostar dele.
Por isto mesmo colegas, usem do vosso sentido de dever perante a a palavra professor «aquele que anuncia, ensina ou cultiva uma arte» (origem latina)e sejam o mais justos e responsáveis possível aquando da avaliação do "aluno" (latim - «aquele que é alimentado ao peito, criança, discípulo e educando»). Não sejamos reféns da demagógica prosa do "sentido de responsabilidade dos nossos professores que no sentido da responsabilidade «baixarão a cabeça e (re)colocarão a canga» para não prejudicar os milhares de jovens... etc., etc."
Um bem haja para todos e, já agora, continuem a tirar os telemóveis ou convidem a sair da sala os alunos que não cumpram, pois que eu saiba (ao contrário do que referiu a psicóloca há pouco no Telejornal da SIC), o telemóvel não é um prolongamento do corpo... só se for da infeliz necessidade de auto-afirmação (pelo menos faz menos mal que o tabaco).
Peço desculpa pela mensagem longa.